ansiedade

Retrospectiva 2018

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Há alguns anos, tenho no bloco de notas do celular um guia de como foram meus anos para conseguir fazer uma analogia ou criar um possível algoritmo de previsão de como será o ano. Ainda não consegui nem uma coisa nem outra:

2003 ruim

2004 bom

2005 bom

2006 razoável

2007 ruim

2008 muito bom

2009 bom

2010 péssimo

2011 muito bom

2012 bom

2013 razoável

2014 ruim

2015 péssimo

2016 razoável

2017 razoável

2018 altos e muito vales, mais baixos que altos

Obviamente, todo início de ano, vou na minha personal macumbator. Esse ano, ela não me enganou. Ela me adiantou muita coisa que eu ia ter que passar esse ano. Ok, que foi um pouquinho (muito!!!!!) pior. Mas já valeu para me preparar para o tsunami.

Tive alguns refrescos, mas no geral, foi um ano muito estranho. Muito atípico! Realizei o grande sonho da minha vida: ir a Roma e de quebra ainda conheci Paris. Tive Nutella (filhote de Maya), que horas parece bom, outras muito ruim. Mas, para acabar com minha motivação neste ano, tive grandes desafios. Os dois piores foram a depressão que me pegou na curva em maio e meu filho que saiu de casa em julho.

A impressão que eu tinha era que cada vez que um caminhão me atropelava e eu conseguia me reerguer, vinha outro logo em seguida e me derrubava de novo.

Que ano merda!

Já estou na contagem regressiva para acabar. Nem vou falar muito das minhas desgraças, mas há uma semana atropelei um cara que se jogou na minha frente para me assaltar. Daí apareceu meu anjo da guarda, que por sinal era um gato, armado e me salvou. Talvez o ano tivesse terminado ainda pior.

Então, como eu acredito em provações, em evolução espiritual e necessidade de aprendizagem do espirito, agradeço! Sim, agradeço a cada uma das muitas lágrimas que derrubei, de quantas vezes me superei quando achei que ia me entregar, de não ter desistido de achar um amor, de persistir, de lutar para dar o melhor para meus filhos (mesmo para o filho que decidiu sair do meu ninho) e de aprender!

Tá acabando. A personal macumbator no início do ano me disse que já no início de 2019 as coisas melhorariam para mim. Eu tenho fé que isso irá acontecer. Não desisto de mim tão fácil.

Quanto ao meu coração de gelo, tão magoado e maltratado (snif), tá calejado e preparado para se reaquecer assim que for realmente tocado.

Quando meus filhos eram pequenos e se machucavam, eu dizia para eles falarem um puta que pariu bem forte, de dentro da alma, que a dor passava. Dava sempre certo, eles paravam de chorar, não sei se pq passava mesmo a dor ou por conta da diversão de falar um palavrão cabeludo. Eu, como já falo palavrão a toda hora mesmo, fiz a melhor coisa que podia fazer esse ano: a minha tatoo do foda-se nas costelas. Ela realmente esteve comigo, marcando minha pele nos meus maiores problemas, me lembrando que se eu não tenho culpa do que estava acontecendo na minha vida, eu tinha responsabilidade dobrada de seguir em frente e continuar lutando.

E assim, com imensa gratidão no peito, eu grito, forte e do fundo da minha alma:

2018, VAI SE FUDER, PORRA!

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Foco, Força, Fé e…

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Foda-se, Foda-se, Foda-se!

Não, não estou irritada. Muito pelo contrário. Tô saindo da minha fase complicada. Cara, não fiz essa porra de tatuagem escrito foda-se a toa nas costelas. Não é possível que eu não compreenda que td é uma questão de tempo e… FODA-SE.

Minha crise de ansiedade estava fora de controle porque simplesmente não estava com o foda-se ligado no máximo. Aliás, acho que o botão estava emperrado no volume mínimo. WD40 nele, girl!

Pronto. Tô de volta. Não exatamente do jeito que eu queria, mas to no caminho de volta. Chega de remédios, chega de sofrer por nada, chega de pensar no que não vai me render frutos. Foda-se o que me faz mal. Vai se envenenar sozinho na casa do chapéu.

Saca aquele momento da música de Eduardo e Mônica, em que ele “aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar.” . To nesta parte da música, To aprendendo a beber e decidindo trabalhar… Trabalhar especialmente em mim, pra mim e por mim.

No more drama! Ok, pode ser que ainda sinta um pouco de auto piedade, mas isso ainda é perdoável, não é? Juro, juradinho que vou fazer isso quase que ocultamente.

Sabe o que é surreal? Quando fazemos planos para daqui a 10, 20 anos, parece que estamos falando de muito tempo. Mas experimente pensar em algo que aconteceu 20 anos atrás. Pois é, parece que foi ontem, não é? A gente adia tanto nossos planos, nossa felicidade, que quando a gente se dá conta, acabou, passou, foi! O tempo perdido, não recuperamos mais. Então pq vou ficar perdendo meu precioso tempo com o que não vale a pena. Move on, Xuxu!

Mas, preste atenção! Isso não significa que tenha cansado e nem muito menos desistido de certos sonhos. Isso apenas significa que vou aproveitar os limões para tomar uma caipirinha bemmmmmmm docinha e gelada. E quando os sonhos resolverem me procurar, vou estar super de boa para tocar a vida com eles…ou sem eles também. FODA-SE!

Hoje acordei tão Cidália Moreira… amando todo mundo e não amando ninguém. É, darling, há uma primavera em cada alvorada, vou seguir assim, até não conseguir mais. Que eu saiba me perder, pra depois me encontrar… ❤ ❤ ❤

Amar
Cidália Moreira

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
mais este e aquele, o outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz foi pra cantar

E se um dia hei de ser pó e cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder… pra me encontrar…

Transtorno de Ansiedade Generalizada

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Estou há semanas pensando em o que escrever. Muitas ideias iam e vinham, mas nada que me concluísse o raciocínio ou que eu considerasse pertinente escrever. Resolvi fazer um desabafo sobre algo que vem me aterrorizando. Talvez isso me ajude, talvez ajude a outras pessoas…

Desde que comecei a escrever esse BLOG, tenho na mente que “One is better than Zero”. Ou seja, se, com meus relatos, eu conseguir ajudar a 1 pessoa, já foi maravilhoso, muito melhor do que não ajudar ninguém.

Esse texto talvez saia um pouco da minha linha mais leve, o assunto não é leve. É pesado, principalmente para quem sente.

Há pouco mais de 2 meses venho sofrendo uma crise de ansiedade aguda, aquela merda que os médicos chamam de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Para começar, perdi o sono. Isso já abala minhas estruturas. Voltei a roer a unha (até sangrar), tive episódios de esquecimento, tristeza profunda, falta de concentração, apatia, pensamentos pessimistas e até mesmo surreais. Perdi completamente a vontade de fazer as coisas, até mesmo malhar, coisa que sempre me deu muito prazer. Parei até de olhar o Tinder e o Happn! Perdi a graça de tudo. Viajei com meus filhos para Balneário Camboriú e tudo o que eu queria era voltar para casa, mas não podia deixar transparecer para eles. Mas meu coração ardia e sangrava por dentro. Não conseguia sentir prazer em nada.

Pois é…A ansiedade e a depressão são paradas escrotas mesmo. Se a gente não está muito atenta, acaba fazendo merda.

Eu sempre me considerei muito concentrada com relação a isso, até porque tenho pânico de entrar numa areia movediça e não mais sair (é assim que eu vejo a depressão). Em outro post eu já contei que perdi uma amiga para a depressão (Julgamento e Culpa). Não quero isso para ninguém próximo, muito menos para mim.

Em 2012 passei por uma mudança muito foda, saí do Rio de Janeiro para entrar numa aventura em Recife. Me mudei de mala, cuia, meninos para “empreender”. Tudo saiu muito errado e eu percebi isso logo nos primeiros meses. Sofri em silêncio. 5 meses depois da mudança eu comecei a sentir as consequências no meu corpo. Comecei a desmaiar na rua, apagar mesmo. Tinha um “bolo” na minha garganta que me deixava enjoada o dia todo e principalmente, uma tristeza sem fim, costas e pescoço com travamento muscular e as unhas, ah… as unhas eram cabecinhas de cobra sem dentes. Acabei sendo diagnosticada com TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e sofri durante 2 meses para sair deste imbróglio.

Então, devido a minha experiência pregressa, foi fácil identificar que estava entrando de novo nesta armadilha.

É estranho e até mesmo dá muita culpa entrar em crise de depressão e olhar para a minha vida e ver que, apesar de não ser um mar de rosas, não há nada que esteja absolutamente fora de controle. Isso dá uma culpa imensa e até mesmo piora o meu estado emocional. Cara, palhaçada do caralho eu ficar assim! Fala sério!

Resolvi marcar médico para tentar entender. Óbvio que ele disse o que eu já imaginava: TAG novamente.

Tomar remédio para mim é dar atestado de doido, mas mesmo assim ele me convenceu que seria transitório e que me ajudaria. Aceitei por no máximo 2 meses.  Afinal, eu tenho a roupa de mulher maravilha em casa e consigo me defender sozinha…

Já estou tomando há 3 semanas. Algumas coisas estão bemmmmmm lentamente mudando, outras nem tanto.

O que mais me incomoda é o fato de eu não conseguir dormir. Isso me tira do sério. Estou há dias sem conseguir tirar uma noite de sono normal. Só com ajuda extra. Ajudas medicamentosas que o médico não receitou, mas que o desespero de 10 dias seguidos sem dormir me fizeram usar. (Eu confesso!)

Mas, nem tudo é ruim … A gente acaba percebendo que existem anjos que são enviados por Deus para nos ajudar em uns momentos muito punks, que nossos pensamentos estão tão longe que parecem que não vão mais voltar. Mas, por uma mão angelical eles voltam. Talvez até por milagre… Cara… Como esses anjos estão surgindo milagrosamente na minha vida.  Gratidão!  Não sei o que poderia ter acontecido sem eles na minha vida.

Sim, me sinto mal. Tem dias que estou mais animada que outros. Tem dias que eu não consigo entender valor na vida, que não tenho ânimo para continuar. Os fins de semana estão sendo trash total. Mas, cara! Não tenho motivos para isso!!! Não faz sentido.

E como mudar? Ainda não sei. A música me ajuda muito. Sempre gostei de ler, mas devido a falta de concentração do meu momento, isso não tem sido possível. To focando em música, filmes água com açúcar, videos de comédia, culinária (não, eu não sei nem quero aprender a cozinhar, é só para esvaziar a cabeça mesmo). Trabalhar, que aliás é o meu maior escapismo atualmente, me forço a isso, é um fórceps diário levantar da cama, fazer todas as tarefas do dia, mas no decorrer do dia, a cabeça cheia de tarefas e de entregas, não pensa em merda. E olha que minha cabeça tem sido um intestino para produzir tanta merda ultimamente.

Essa semana, depois de 4 semanas sem malhar, já consegui fazer a minha série ontem e hoje. Já é uma puta evolução. To aqui escrevendo, forçando a concentração, vencendo o apatismo… Outra evolução!

Mas e o sono????? Até durmo cedo. Mas acordo 2 horas depois e não durmo mais. Isso tem que mudar. Acho que to precisando trepar. (isso foi só para rimar) Ah, foda-se, vai ver que é isso mesmo…

ou não…

Excesso de culpa…

Devaneios de Planos Interrompidos

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Há um pensamento muito certo: “Se a coisa está estável há muito tempo, é melhor se preparar. Vem merda aí! Se, ao contrário, há muito tempo dando tudo errado, certamente o tempo está para virar.”

Na verdade, isso significa que tudo está tudo sempre uma merda, certo?

Impressionante como o mundo adulto é complicado. Vivemos em busca da necessidade de sobrevivência que nunca sabemos onde ou quando termina…

Tudo muda tanto quanto não gostaríamos que acontecesse. Um dia está tudo bem, você tem tudo sob controle e de repente, sem sua interferência ou querência, tudo muda.

Pior! Quando tudo muda e você não sabe o porquê. Fica imaginando milhões de coisas, o que fez de certo ou errado para que aquilo acontecesse.

Normalmente essas mudanças estão relacionadas à grandes decepções. O orgulho acaba afastando mais ainda e a distância entre duas situações, outrora tão bem enredadas, se torna um hiato de dúvidas, questionamentos e decepções.

E de decepção em decepção vamos vivendo a vida… O que não nos mata, nos torna mais forte. (Será?)

Adianta seguir regras, conselhos e manuais para não se decepcionar?

Poxa… Quisera pudesse ser verdade. Mais vontade que eu tive de que as coisas não estivessem assim… Tinha planos… Sair de cena é a resposta mais assertiva quando as ações já não aquietam o coração, suas atitudes tornam-se mal interpretadas e tem claramente um força maior em sentindo oposto alterando a vertente de seu querer.

Apesar de não haver regras, o mínimo que esperamos é preocupação, atenção e reciprocidade. Eita… Será que errei em algo? Ou será que minhas expectativas superaram a tangibilidade do que é o racional? Se afasta do que te faz mal… Desde que esse mal não lhe queira bem. E se não lhe fizer mal, sim o bem?

Revisito minhas lembranças, mensagens secretas e guardadas no meu íntimo, não consigo achar respostas. Não consigo superar.

Troco a senha da caixa de expectativas, quem sabe não a esqueço. Quem sabe não deixo o certo, que a vida me leve e me mostre o caminho a ser tomado. O tempo urge. Planejamentos frios e calculistas não estão fora de moda. Nem as unhas roídas para amenizar a ansiedade… Opa, sou ansiosa, não louca!

Tanto quis voltar. To aqui! E aí? O que eu esperava ainda não encontrei, meu tempo é finito. Meus planos refeitos e com remendos me levam a um sarrafo muito mais baixo que imaginei.

Tempo, tempo, tempo… it’s all about time.