Geral

Quando o Amor Multiplica

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Já escrevi dois textos sobre como aprendi a me deixar ser amada pelo amor incondicional de minha dog:

Você está preparado para ter um cão – uma metáfora da vida.

Por que ter cachorro foi uma das decisões mais acertadas da minha vida?

Nos textos conto como foi a minha mudança de pensamento sobre ter um animal em casa. Passei a entender e partilhar esse amor nas redes sociais. Alguns amigos mais próximos até hoje comentam sobre essa mudança. Na minha cabeça é muito simples:

Saber amar é saber deixar alguém te amar…

… e eu não sabia o que era o amor! 💖 💕 💗

O tempo passou, eu me separei e a Maya ficou comigo, Maya tem se tornado meu Porto Seguro, minha companhia dos fins de semana. Os filhos crescem, voam e a casa fica vazia… só quem não abandona é ela. Ela tem sido uma ferramenta importante no meu descobrimento. Ela está me ensinando a conviver comigo e me sentir bem com isso.

No início deste ano, Maya então com 3 anos, uma pessoa me achou através do meu Instagram (@lutelles), encantado com as fotos de Maya. Ele tinha um labrador de 10 anos chocolate, que tinha muita vontade de ter herdeiro.

Confesso que meu momento sozinha ajudou a eu aceitar cruzar, mais uma companhia para meus fins de semana sozinha… Além disso, a esposa dele era veterinária e ofereceu Td apoio e suporte que eu poderia precisar.

Combinamos, nos conhecemos, integramos os dois (amor à primeira vista) e no primeiro cio de Maya fizemos 3 encontros “românticos”. Isso aconteceu no meio dos jogos da copa de 2018.

Foram 64 dias de espera e angústia de saber quantos filhotes, quais cores viriam, como seria o parto…

Dia 30/08/2018, depois de uma noite em claro com Maya em trabalho de parto sem evolução, cheguei às 6:30 na clínica e optamos pela cesárea.

A equipe foi a melhor possível e trouxe ao mundo minhas 7 gotinhas de amor, a multiplicação do amor mais puro e verdadeiro que alguém pode ter, aquele sem interesse e que só quer você por perto…

4 meninas e 3 meninos lindos e perfeitinhos.

Nasceram todos pretinhos, surpreendendo todo mundo! Existia 25% de probabilidade de nascer preto, 25% amarelo, 25% chocolate e 25% doodley (um tipo de “falha” genética que o labrador perde a tonalidade de nariz e pálpebras, fica parecendo Albino).

Estamos hoje completando 9 dias que multiplicamos esse amor…

Vou ficar com uma bebê, que ainda não escolhi qual. Em breve vou descrever como é ter uma labrador grávida e conviver com ela prenha por 64 dias…

O amor multiplicou… estou absolutamente xonada 😍😍😍😍😍

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Boda de Origami

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O casamento é um marco importante na vida de todo mundo que o vivencia. De tão importante, a cada ano que se passa, convencionou-se nomes para as bodas de acordo com a evolução do casal.

Boda vem se “votum”, que significa promessa.

“A importância das bodas de casamento: A tradição de se comemorar as bodas de casamento surgiu em povos antigos da Alemanha que na época, tinham o costume de dar uma coroa de prata para casais que chegassem aos 25 anos de casamento e uma coroa de ouro para os casais que completassem 50 anos de casamento. Mas com o passar do tempo, a importância atribuída ao casamento foi aumentando de tal maneira que foram criadas outras datas de anos de casamento (1, 2, 3 anos). Segundo estudiosos, celebrar bodas de casamento é um sinal de consistência e maturidade do amor existente no casal e de seu compromisso com Deus.” (Revista iCasei)

No primeiro ano, por exemplo, se chama de Boda de Papel.

A boda de papel é sobre exatamente escrever esse destino, a primeira página da vida!

A analogia: O papel é frágil, rasga a toa, mas é nele que podemos escrever nossa história.

A Associação é perfeita, digo isso porque já passei por dois casamentos. Com certeza o primeiro ano diz muito do casal, como ele vai reagir às primeiras dificuldades e quão próximos estarão nas primeiras desavenças.

Além disso, os nomes das bodas são dados muito em função da resistência dos materiais, quanto mais tempo dura o casamento, mais ele é associado a um item mais durável.

Bodas de casamento anuais (oficiais):

1 Bodas de Papel.
2 Bodas de Algodão.
3 Bodas de Trigo ou Couro.
4 Bodas de Flores e Frutas ou Cera.
5 Bodas de Madeira ou Ferro.
6 Bodas de Perfume ou Açúcar.
7 Bodas de Latão ou Lã.
8 Bodas de Papoula ou Barro.
9 Bodas de Cerâmica ou Vime.
10 Bodas de Estanho ou Zinco.
11 Bodas de Aço.
12 Bodas de Seda ou Ônix.
13 Bodas de Linho ou Renda.
14 Bodas de Marfim.
15 Bodas de Cristal.
16 Bodas de Turmalina.
17 Bodas de Rosa.
18 Bodas de Turquesa.
19 Bodas de Cretone ou Água-marinha.
20 Bodas de Platina.
21 Bodas de Zircão.
22 Bodas de Louça.
23 Bodas de Palha.
24 Bodas de Opala.
25 Bodas de Prata.
26 Bodas de Alexandrita.
27 Bodas de Crisopázio.
28 Bodas de Hematita.
29 Bodas de Erva.
30 Bodas de Pérola.
31 Bodas de Nácar.
32 Bodas de Pinho.
33 Bodas de Crizo.
34 Bodas de Oliveira.
35 Bodas de Coral.
36 Bodas de Cedro.
37 Bodas de Aventurina.
38 Bodas de Carvalho.
39 Bodas de Mármore.
40 Bodas de Rubi ou Esmeralda.
41 Bodas de Seda.
42 Bodas de Prata Dourada.
43 Bodas de Azeviche.
44 Bodas de Carbonato.
45 Bodas de Platina ou Safira.
46 Bodas de Alabastro.
47 Bodas de Jaspe.
48 Bodas de Granito.
49 Bodas de Heliotrópio.
50 Bodas de Ouro.
51 Bodas de Bronze.
52 Bodas de Argila.
53 Bodas de Antimônio.
54 Bodas de Níquel.
55 Bodas de Ametista.
56 Bodas de Malaquita.
57 Bodas de Lápis Lazuli.
58 Bodas de Vidro.
59 Bodas de Cereja.
60 Bodas de Diamante ou Jade.
61 Bodas de Cobre.
62 Bodas de Telurita.
63 Bodas de Sândalo ou Lilás.
64 Bodas de Fabulita.
65 Bodas de Ferro.
66 Bodas de Ébano.
67 Bodas de Neve.
68 Bodas de Chumbo.
69 Bodas de Mercúrio.
70 Bodas de Vinho.
71 Bodas de Zinco.
72 Bodas de Aveia.
73 Bodas de Manjerona.
74 Bodas de Macieira.
75 Bodas de Brilhante ou Alabastro.
76 Bodas de Cipreste.
77 Bodas de Alfazema.
78 Bodas de Benjoim.
79 Bodas de Café.
80 Bodas de Nogueira ou Carvalho.
81 Bodas de Cacau.
82 Bodas de Cravo.
83 Bodas de Begônia.
84 Bodas de Crisântemo.
85 Bodas de Girassol.
86 Bodas de Hortênsia.
87 Bodas de Nogueira.
88 Bodas de Pêra.
89 Bodas de Figueira.
90 Bodas de Álamo.
91 Bodas de Pinheiro.
92 Bodas de Salgueiro.
93 Bodas de Imbuia.
94 Bodas de Palmeira.
95 Bodas de Sândalo.
96 Bodas de Oliveira.
97 Bodas de Abeto.
98 Bodas de Pinheiro.
99 Bodas de Salgueiro.
100 Bodas de Jequitibá ou Cânhamo.

Ok! Tudo lindo e perfeito! ♥️♥️♥️

Concordo com tudo, afinal de contas, sou pisciana. Mas, e o outro lado?

Emendei um casamento no outro e praticamente não vivi a solterice entre os 2 primeiros casamentos. Só um carnaval em Salvador e algumas saídas noturnas, nada muito extenso. Até porque, logo que me separei, comecei a namorar e, quando esse namoro entrava em crise, tive sorte de encontrar outros ombros para me consolar.

Porém, ao término do segundo casamento, minha vida tem sido completamente diferente. Tantas novidades me circundam, tantas novas situações, medos e certezas se misturando dia a dia, até pela maturidade. Foram 13 anos no primeiro casamento e estava com 30 anos quando me separei pela primeira vez. Fiquei 10 anos casada no segundo casamento e, portanto, saí dele com 40 anos.

Esse mês completo exatamente 1 ano de separada. Realmente não consigo entender porque não temos nomes de bodas de separação de acordo com a evolução da nossa vida no novo estado civil.

Com certeza, se o primeiro ano de casamento é Boda de Papel, acabo de completar minha Boda de Origami, com 1 ano de separada.

Sim! De uma folha em branco, estou me transformando em coisas inimagináveis. Estou me recriando, renascendo, aprendendo a me curtir e entendendo que eu até me faço bem.

Há bem pouco tempo atrás eu acreditava que não conseguiria viver sozinha. Hoje sei que mais que isso, eu conseguiria viver só e ainda ter certo prazer nisso.

Consegui entender que, para ser feliz e fazer alguém feliz, é necessário que a nossa dependência seja exclusivamente de nosso amor próprio. A partir disso, conseguiremos nos fazer feliz e a quem se aproximar de nós.

Talvez algumas coisas eu ainda não tenha evoluído o bastante, mas o que seria de nós se não vivêssemos em busca da melhoria contínua na nossa vida?

Bom que a minha boda de origami ainda não terminou, já já me transformo num tsuru e aí vou fazer processo seletivo para quem vou dar meu coração. Esse processo será mais rigoroso pq será um cara de muita sorte! 🍀

Histórias de Avós

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Hoje, dia 26 de julho, dia de Sant’Ana (Saluba Nanã) e comemora-se o Dia dos Avós. Quem não tem recordações carinhosas destas criaturas divinas enviadas por Deus?

Normalmente fazem parte da infância de todos, principalmente as avós, a quem carinhosamente chamamos de “Mãe com açúcar”… muito açúcar.

Os avós são parte importante do que nos tornamos, é nosso histórico, nosso alicerce e fundação. Particularmente sou muito grata a eles, que me fizeram o que sou hoje. Me orgulho do que eles foram e são na minha vida. Infelizmente, não estão mais neste plano, mas com certeza me acompanham com muito carinho onde quer que estejam.

Eu tive muita sorte, conheci 3 dos meus 4 avós. Para completar, passei minha infância num subúrbio do Rio de Janeiro.
As duas avós moravam na mesma rua tranquila do Cachambi. Eram cerca de 300 metros de distância de uma casa para outra. Apesar da pouca distância, eram dois mundos muito diferentes.

Por conta do nascimento prematuro da minha irmã, com apenas 5 meses e meio de gestação, quando eu tinha 3 anos, meus pais tiveram que se dedicar muito a ela nos 6 primeiros meses de vida. Durante esse tempo, eu praticamente morei na casa dos meus avós paternos, junto com minhas 2 tias. Lembro muito pouco desta época, mas com certeza esses meses morando na casa dos meus avós fortaleceram meus laços com eles e até eu chegar na faculdade, lá era meu porto seguro, meu segundo lar. Toda sexta eu ia para lá depois da escola e só voltava para casa no domingo depois do Fantástico. Nas férias meus pais nem me viam em casa e em greve de escola era a melhor coisa…

Meus avós paternos viviam numa chácara. Era um terreno enorme com várias árvores, pássaros e muita terra para brincar. Tive infância!

Corri, pulei, andei muito de bicicleta e obviamente ralei muito o joelho. (Absolutamente concordo com a música que diz que um joelho ralado doi bem menos que um coração partido, como dói menos!!!!).

Meus avós paternos eram de Aracaju, então tinha muita referencia nordestina na minha infância. Todo mês de julho, meu avô mandava fazer uma baita festa Julina no quintal. Passava a semana fazendo decoração com minhas tias, acompanhava os preparativos das comidas. Meu pai cortava árvore para lenha da fogueira. Era uma verdadeira festa! Vinha vizinhos, amigos e realmente é uma lembrança muito gostosa.

Quando eu tinha uns 7 anos, meu avô vendeu boa parte do terreno da casa para a construção de um condomínio da aeronáutica. Lembro que chorava muito gritando para os vizinhos todos escutarem: “Como eu ia ficar sem a minha terrinha…”

Meu avô, sensibilizado, mudou um pouco os termos do contrato e deixou um bom pedaço de terra, acho que uns 400 a 500m2 de quintal de terra. Fez meu pai e minhas tias encherem 10 latões (desses de tintas) de terra do quintal grande para que eu pudesse ter a “minha terrinha”. Avô…

Isaac Cotinhola – avô materno
Italiano de Sicília. Alto, forte, bonitão. Sempre pousava de galã nas poucas fotos que eu vi dele. Nem sei se consigo ter a imagem dele muito clara na minha mente. Era alfaiate. Muitos dizem que eu puxei muito da família dele. Principalmente a altura, já que meus pais têm 1,60m e eu tenho 1,71m. Ah, dizem que meu nariz também é de lá da Itália!

Se foi 5 anos antes de eu chegar por essas bandas. Na verdade, pouco sabia dele até bem pouco tempo atrás. Ele teve seus erros, muitos erros e talvez por isso nunca se falou muito dele.

Adhemar de Mattos Telles – avô paterno

Na varanda da casa dele com meus primos

Meu querido avô… Tanto carinho que eu ainda sinto por ele. Ele se foi em 1986, bem próximo da morte do Tancredo Neves. Eu tinha 9 anos. Lembro do dia que ele foi internado. Ele já sofria de Parkinson há muito tempo, já tinha mais de 80 anos. Um dia, no almoço de domingo ele chorou, chorou muito, disse que tinha dores… Eu lembro de ter saído da mesa e fui para a sala do piano com minhas bonecas de papel, chorar com elas. Era muito triste ver meu avô chorar. Naquele mesmo dia a ambulância veio buscá-lo… ele nunca mais voltou.

Nós éramos muito ligados, tão ligados que ninguém queria me contar do falecimento dele. Mas ele já tinha me contado num sonho. Lembro perfeitamente do sonho. Era uma roda, eu estava embaixo, ele em cima com um regador, regando umas margaridas, de repente ele caía, eu tentava chegar até ele para socorrer mas a roda rodava ao contrário, até que quando eu cheguei até ele, ele me disse que já tinha ido e que eu precisava ser forte. Eu não fui! Por questões emocionais por conta de sua morte, eu perdi 70% da minha visão. Deixei todo mundo louco. Não enxergava nada além de vultos. Passei a ser tratada na Cruz Vermelha 3 vezes por semana por 1 ano para conseguir recuperar.
Ao longo da minha vida, ele veio me visitar muitas vezes. Já não vem há uns 5 anos.

Ele era um homem nordestino, fez até a quarta série primária, mas era um matemático de mão cheia, fazia contas de cabeça que qualquer quantidade de algarismos e qualquer operação. Era auto-didata. Se formou na faculdade da vida. Aprendeu inglês e francês sozinho para montar a primeira empresa de refrigeração do RJ e importar seus insumos.

Veio com a cara e a coragem do nordeste, de carona, em pau-de-arara. Vendeu barbante na feira, era padeiro de noite, até juntar seu dinheirinho e trazer sua companheira. Logo depois montou a Telles e Cia, empresa que seus filhos trabalharam com ele até ele partir.

Formou seu irmão e seu cunhado (meu querido e amado tio avô Lourival) com seu trabalho para que eles pudessem galgar seus próprios voos.

Construiu um pequeno império. Tinha várias casas, mandou calçar as ruas de onde morava com sua influência. Era um maçon praticante e benfeitor. Doou parte de seus bens para seus irmãos necessitados.

Uma inspiração para mim! Em todos os aspectos: em seu caráter, seu modo de vida, seu carinho por mim e sua presença, mesmo depois de sua passagem…

Marina Maciel Telles – avó paterna

Ela era prima de meu avô. Tenho poucas recordações dela em sua essência. Ele teve Alzheimer desde quando eu era muito pequena. Lembro de seu cabelo de algodão, seus carinhos, sua mania de limpar a mesa com a mão, de dobrar papéis e de reclamar rsrsrsrs… Minha vó “Magra”…

A Vó Gorda e a Vó Magra

Ela se foi quando eu tinha 14 anos, em setembro, meses antes do meu aniversário de 15 anos… Foi estratégica a partida dela. Minhas tias passaram a vida cuidando dela e a passagem dela foi substituída pelos preparativos do meu aniversário de 15 anos.

Lembro que ela já estava muito debilitada e foi criado uma UTI na casa, na antiga sala do piano. Eu já não queria ir lá, não queria ver. Mas, a vizinha da minha outra avó era enfermeira e precisou que eu fosse lá entregar um remédio. Entrei na sala, ela estava dormindo. Dei um beijo na testa dela, ela acordou e me olhou. Fiquei 5 minutos e fui embora, quando me virei e olhei para ela, saíram lágrimas dos olhos dela, ela usava máscara de oxigênio. Nunca me esquecerei da nossa despedida, silenciosa, profunda e absolutamente inesquecível…

No dia seguinte de manhã quando o telefone tocou, eu já sabia da notícia antes de atender o telefone.

Maria Gonçalves Cotinhola – avó materna

Dona Maria! Orgulho!!!! Mulher forte, guerreira, empreendedora, trabalhadora, corajosa.

Portuguesa de Tras dos Montes, chegou bebê no Brasil, óbvio que nem sotaque tinha, mas seus hábitos e jeitinho eram todos portugueses. Passei minha infância toda escutando Roberto Leal rsrsrsrs… Mas, quem ela gostava mesmo era do Roberto Carlos… e do Silvio Santos…

Nunca deixou ninguém ver Globo na casa dela! Era só SBT!

Criou os 3 filhos sozinha boa parte da vida. Trabalhou até o último dia de sua vida. Adorava trabalhar. Não conseguia ficar parada. Mesmo com suas perninhas arcadas, sua dificuldade de locomoção…

A recordação de infância que tenho de minha Vó “Gorda” era que sempre tinha MUITA comida na casa dela. A gente explodindo de gordura e ela empurrava comida na gente dizendo que a gente estava magrinho… Aquela vitamina de abacate num copo interminavelmente grande…

Fumava… Amava ter cachorro grande, sempre tinha. Lembro como ela ficou triste quando se mudou para um apartamento e não pode mais ter. Era tão forte… Batia bolo na mão, costurava, cozinhava, conversava, vendia (que vendedora!!!). Ia para São Paulo nas madrugadas da vida e trazia roupas para vender. Como eu usei conjunto Adidas Azul Marinho que ela comprava para mim. Ia muito com minha tia atender as clientes dela espalhadas pelo RJ todo. Vivia de Bobs no cabelo, batom e muito talco.

Um dia ela resolveu parar de fumar, era certo encontrá-la chupando um pau de canela o dia todo… Era engraçado. Pelo menos funcionou! Depois de algum tempo ela parou com a canela.

A gente podia chegar de surpresa, de dia, de noite, de madrugada… Quase que imediatamente ela aparecia com um prato de vidro marrom com “bife de casquinha”, batata frita e arroz soltinho feito na hora. Ninguém faz batata frita como ela fazia. E a rapidez de cortar a batata???? Se um dia criassem um concurso de fazer batata frita, não ia ter para ninguém!

Natal era sempre na casa dela. Casa portuguesa com certeza. Muita fartura e obviamente especial de Roberto Carlos na TV.

A Última foto com ela!

Adorava suas gargalhadas. Seus olhos esverdeados. E seu jeito único de me chamar: Luzinha…

Quando casei, vim morar no mesmo prédio que ela, aliás, no apartamento que ela deu para minha mãe… Eu nunca soube cozinhar, ela que me salvava, sempre!!!! E quando meus filhos nasceram???? Minha eterna gratidão!!!! Era ela quem os alimentava, sem dúvida. Era o prazer dela, dar o que comer rsrsrsrs

Parte do brilho dela se apagou quando meu tio se foi… Por mais uma dessas coincidências da vida, ele se foi 2 meses antes do Yan, meu filho, nascer. Acho que isso que a manteve de pé. Ocupou a mente dela. Eu precisava muito dela!!!!]

Em abril de 2015 eu morava em Recife, mas vim ao Rio para 5 dias a trabalho, passei esses dias na casa dela. No último dia, já estava na porta e voltei, no meu fundo sabia que era a última vez que a veria. Voltei e tirei a ultima foto com ela. Guardo essa foto com muito carinho. Ela reclamou porque estava feia.

21 de julho de 2015 ela se foi… Foi a primeira vez que entrei num cemitério, tinha que me despedir dela… Tive que vir no primeiro voo de Recife para cá.

Ainda sinto o seu cheiro. Ela não era de fazer muito carinho físico, mas minha alma era absolutamente acarinhada por seu amor e zelo.

Saudade! Como dói!!!!

***********

É isso… Minha base… Foram eles que me ajudaram a chegar até aqui… Eles que me abençoaram sempre.

Bença Vôs, Bença Vós!

Sinto MUITO a falta destas luzes na minha vida!

Apenas para Escrever…

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Eu queria e precisava tanto escrever hoje, mas sabe quando a gente tem tanto assunto, tanto assunto, que fica meio complicado de organizar a mente para colocar numa lógica que faça sentido. Talvez esse texto, escrito com o que vem a minha mente desordenadamente, no fim, não faça sentido algum. Mas, vocês que são fofos, que elogiam algumas linhas mal traçadas desta humilde pessoa que vos escreve, vão entender que hoje eu preciso escrever…

As minhas últimas semanas estão sendo com muitas notícias, algumas muito boas, outras apenas ruins. Uma muito boa é que marquei minhas férias… Pronto, vou falar um pouco sobre isso…

Em fevereiro tava mal. Tinha acabado um relacionamento que criei na minha cabeça e que na verdade nunca existiu. Melhor. O relacionamento existiu, a pessoa que na verdade não era absolutamente aquilo que eu tinha idealizado. Era tipo 2 em 1. Aquarianos são complicados, sempre! Mas esse além de aquariano, devia ter ascendente em gêmeos. Ele tinha múltiplas personalidades, conseguia afirmar e negar uma mesma coisa numa mesma frase. Era complexo demais. Mas, eu não via nada disso. Definitivamente não.

Enfim, quando o término aconteceu, próximo do carnaval, fiquei meio atordoada com tudo. Acho que foi neste momento que caiu minha ficha que estava de fato separada, apesar da minha separação ter ocorrido bemmmm antes dele aparecer na minha vida. Logo depois veio meu aniversário, data que eu tenho PAVOR!!!!!!! Odeio de verdade!!!!!!!!

Uma semana depois do meu aniversário, ainda em março, fui levar meu filho para o primeiro dia dele de faculdade e fiquei lanchando com minha best friend no shopping onde o campus fica. Mas, a gente mesmo estando com amigos, tem aquela velha mania feia de ficar checando celular (e eu sou meio viciada mesmo!). Neste momento chegou uma super promoção com a minha viagem dos sonhos (Roma e Paris) via Hotel Urbano… Pirei quando vi! E lamentei em voz alta: “Puta que Pariu, eu queria ter coragem de ir viajar sozinha, olha o preço disso!”. Neste momento que a gente vê quem é amigo. Ela virou para mim e disse: “Então, vamos!”. Em menos de 5 minutos que eu tinha visto o email, lá estávamos nós com cartão passado e compra efetuada para nossa viagem dos sonhos. Data? Ah… esse é o mistério da fé…

Quem já comprou Hotel Urbano, já conhece, mas quem não conhece vou explicar: Você compra um pacote que normalmente inclui passagem e hospedagem por um preço super mais barato. Após a confirmação do pagamento, que pode ser parcelado geralmente em 12 vezes, você recebe um email com o período que aquela promoção é válida e escolhe 3 datas para sua viagem dentro deste range. Após isso, senta e espera. Explode de ansiedade como eu. Eles têm até 45 dias antes da sua primeira data escolhida para confirmar a data que você irá viajar.

Bom, a boa notícia é que esta semana a minha data foi confirmada. Já marquei minhas férias e agora estou na contagem regressiva. É bom para ocupar minha cabeça. (tô aceitando dicas de roteiros nas cidades!!!)

Há uns 5 meses começou a nascer (sim, eu mudei de assunto!) um carocinho nas minhas costas… Eu ODEIO médicos. Quando eu vou a um é porque to morrendo, se for por conta própria então, é melhor já encomendar o caixão. Tento de tudo, ainda mais que já sou meio bruxa mesmo… Para piorar, essa porra começou a crescer desenfreadamente com uma forte dor, ele tinha uma parte externa, que era do tamanho de uma amêndoa e uma parte interna do tamanho de uma azeitona grande, que fica empurrando minha coluna. Chegou ao ponto que eu não estava mais conseguindo fazer abdominal de tanta dor. Aí não tive opção.

Quando eu cheguei no consultório, a médica disse que era caso para cirurgião, que não dava para fazer sem ser em centro cirúrgico. Já imaginei ali como queria meu enterro…

No desespero, entrei em contato com quem não devia. Sim… aquele que eu namorei no início do ano, que acabei de mencionar. (agora vocês percebem que o texto pode estar fazendo algum sentido!) Ele teve praticamente a mesma coisa e a médica dele tirou no consultório. Não foi desculpa furada, precisava só do contato da médica mesmo! Tanto que mandei um email super formal solicitando o contato da médica. Ele, em menos de 5 minutos, apareceu no meu zap para me dar o contato da médica (e reclamar da formalidade do email, que parecia ter sido enviada para o meu chefe, segundo ele). Marquei e a partir daí ele todo dia puxava algum tipo de assunto. 15 dias depois aconteceu algo que eu realmente não esperava e que talvez seja a razão pela qual eu esteja escrevendo freneticamente…

Me deu muita vontade de escrever sobre o caráter humano, sobre a ambiguidade das personalidades, em como eu me sinto enojada com certos comportamentos masculinos ou decepcionada com o que as pessoas se mostram… as máscaras caem.

Em linhas gerais, eu li, de uma pessoa a quem imaginava dar uma “amor daqueles de cinema” que ele só queria me comer, para aproveitar a “química” que existia entre nós… Sim, assim! Num português de botequim!!!!

Eu poderia ter xingado, bloqueado, mandado para a merda. Mas, como sou phynna, respondi que eu nunca seria capaz de usá-lo unicamente para minha satisfação sexual. Completei dizendo que a “química” é uma união de componentes, quando um falta, compromete a fórmula e o resultado.

Interessante que depois disso ele me bloqueou uns 2 dias depois, no caso, ontem!

Se fiquei mal por ele ter me bloqueado? Não! Me senti liberta! Finalmente consegui entender tudo. Realmente ele é e sempre foi essa pessoa que se apresentou na quinta. Aquela lá do início do ano foi um personagem criado a partir de um briefing soprado errado.

O caroço? Já tentei tirar 3 vezes. Sempre fico encagaçada, mando mensagem de despedida para todos os meus amigos (porque acho que vou morrer de choque anafilático). Chego no consultório e não consigo tirar porque “ainda tá muito duro. Continue o antibiótico e volte em 15 dias.” Mas, acho que essa semana eu resolvi. Pelo menos acabou a dor. Apelei para os pretos velhos, fui tomar um super passe e saí de lá sem dor e com o caroço quase desaparecido.

Bom, acho que era isso…

Ademais, passo bem!

PS: Se vc está lendo um texto meu pela primeira vez, começou pelo texto errado. Volte duas casas!!!!!
Tem coisa muito mais legal! Pode acreditar! Vai na aba índice e escolhe um lá!

Minha Experiência em Apps de Namoro / Relacionamento – Parte 2

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Desisto! Só tem gente doida nesse negócio.

É oficial: a pessoa para entrar nesses apps tem que sofrer de alguma deficiência psiquica. Eu inclusive!

Então vamos retomar o histórico. Em março eu escrevi o texto Minha Experiência com Apps de Namoro/Relacionamento – Parte 1. De lá para cá, continuei enveredando por essa áfrica chamada Busca pelo Amor. Já adianto que até agora continuo na MERDA. rsrsrsrs

Com certeza estou procurando no lugar errado. Primeiro que o que eu realmente quero (ou quem!), não está ali. Segundo, usando a premissa que preciso esquecer um alguém com outro alguém, não é nesse antro de loucura que vou achar, não é mesmo?

Sim, ainda não esqueci… Mas um dia isso passa, tem que passar, não é mesmo? Inclusive essa semana fui perguntada sobre se acredito no amor. Ultimamente minha resposta é NÃO (Definitivamente NÃO). Queria voltar a acreditar, o curioso que quem me perguntou foi justamente a pessoa que me fez desacreditar…

Voltemos ao app… Hoje tenho somente 3 aplicativos instalados: Tinder, Happn e um novo que estou testando, o OKCupid.

Essa semana no OKCupid aconteceu uma situação no mínimo inusitada. É sabido que nesses apps tem de tudo. Homem casado, casal, bi, tri e hexassexual… Pois é… Abro pouco esse app porque ele é novo e tem pouca gente nele. Quando abri no sábado vi um rosto familiar, um ex-colega de trabalho com sua esposa com FOTO EXPOSTA, buscando mulheres para menage a trois. Gente, cada um tem suas preferências, ok… Mas, a forma como ele se expôs me deixou de cara. Ele é professor universitário. Enfim, cada um com seu cada um. Isso foi apenas um desabafo… Não tenho nada a ver com isso, mas que fiquei chocada, fiquei! Não vou mentir!

Uma das coisas que mais me faz pensar em desistir de aplicativos é a abordagem. Sempre igual! As pessoas não têm criatividade, não diversificam. É sempre o cansativo. Oi / tudo bem / fala de onde. Cansada disso!

Bom, de março para cá, conheci pessoalmente mais 6 pessoas pelos apps (além dos que já havia conhecido e mencionado no post anterior). Mas, por outro lado a lista de matches é extensa com mais de 300 nos 3 aplicativos. Ou seja, a assertividade destes matches está baixíssima! Diria quase nula, a partir das derrotas que têm me aparecido.

Teve um que soube que eu ia num show e se encontrou comigo lá… Pessoa estranha. Ou de repente era eu que não estava na vibe naquele momento que aconteceu. Tinha 1 semana que tinha terminado um relacionamento. Marcamos de nos ver de novo, mas nunca mais aconteceu.

Quando me achei mais preparada para conhecer as pessoas, tive dois encontros super interessantes no sentido da ambiguidade. Pessoas que tive um entrosamento perfeito nas conversas, que tive muita vontade de conhecer e que não rolou química no encontro. Um deles pelo menos se transformou em amizade. O outro, melhor esquecer mesmo!

Conheci dois que não dei match, mas me acharam no instagram… Pessoas legais, mas saca quando não dá. Ás vezes penso que estou exigente demais, às vezes penso que estou presa demais no passado.

Finalmente chegamos ao mais doido dos doidos… A princípio, um super match! Era alto, super alto(!!!!) Bonito… Todos os meus requisitos estavam contemplados, except… Ele não era de muita conversa, dizia que não tinha paciência para papos intermináveis. Marcamos com uma semana de papo. Porém ele estava estranho, tinha misturado duas medicações e estava doidão. Me pediu desculpas. Foi legal, apesar de tudo. Marcamos outro dia. E outro… Mais outro… Saímos por cerca de 45 dias. Tudo indo bem, até que ele começou a dar uns pitis estranhos de coisas nada a ver, era meio surtado. Um certo dia, falei algo que ele não entendeu, uma bobagem e ele descarregou uma metralhadora em cima de mim… Me ofendeu e disse que quem avança sinal (semáforo mesmo, antes que se pense que é outra coisa) é mau caráter. DO NADA! Quem leu a conversa no meu celular o considera como louco nivel hard.

Só para esclarecimentos: Sim, eu a noite não paro em sinais… Moro no Rio de Janeiro… Não vou ficar às 22h esperando o sinal abrir e o ladrão me achar paradinha lá… Fala sério. Daí a eu ser Mau caráter!? Agora toda vez que eu avanço sinal eu penso que sou mau caráter. rsrsrsrs

Gente, socorrrooooooooo

Preciso realmente estancar essa sangria. Não tenho paciência para esses apps mais. Quero sair desse limbo… Quero voltar a acreditar no amor. Sinceramente, tá difícil…

Só consigo cantar:

Destino, por que fazes assim?
Tenha pena de mim,
Veja bem, não mereço sofrer!
Quero apenas um dia poder
Viver num mar de felicidade,
Com alguém que me ame de verdade!

Hello, Destino!!!

Dá uma forcinha aí… Manda o cara. Mas, se for doido, tem pena da pessoa aqui, que já está quase montando um hospital psiquiátrica para se resolver afetivamente.

Assinado;

Euzinha

Se Alguém Lhe Fizer Feliz, Revide!

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Esta semana li essa frase em algum lugar. Mexeu tantas coisas dentro de mim e eu nem sabia que talvez fosse mais uma vez a linguagem dos sinais agindo em minha vida para me mostrar algo que logo faria mais sentido para mim.

A linguagem dos sinais é algo muito presente em minha vida, já escrevi até sobre isso no texto Você está atento aos sinais?. Tão presente que às vezes me surpreendo o quanto certas mensagens chegam até mim tão efetivamente.

Há alguns meses atrás, estava super envolvida com uma pessoa. Um certo dia, ao lhe dizer que o amava, fui surpreendida com uma resposta um tanto quanto estranha aos meus ouvidos.

Eu sei que você me ama e lhe sou grato por isso.

A primeira coisa que pensei foi: como assim grato?

Entendo que gratidão talvez seja algo que não possamos retribuir. Conceitualmente para mim aquilo me chocou muito.

Eu sou grata a Deus pela minha vida, nunca vou conseguir retribuir a Deus…

Para mim é assim. Sou grata a tudo e a todos enquanto eu não posso retribuir o que fazem por mim, tão logo possa, ajo em retribuição.

Então, quando li essa outra frase Se Alguém lhe fizer feliz, revide!, reviveu um pouco do que senti. Ele estava grato, mas não revidou.

Em geral, não revidamos aquilo que nos faz bem. Revidamos somente quanto nos fazem mal. Mas não seria esse o ciclo vicioso que destrói as relações e compromete a habilidade de sermos felizes?

Esse ano de 2018 não tem sido nada fácil para mim, tenho lidado com muitos acúmulos emocionais e isso não tem sido nada fácil, tendo fraquejado e cedido à crise de ansiedade há pouco tempo. Tenho me recuperado bem, adoro a metáfora da borboleta no casulo, estou saindo de vários casulos esse ano.

E hoje mais uma vez senti o baque de mais uma mudança. Mais uma entre as milhares que estão ocorrendo esse ano comigo. Mas o lema é deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

Depois de 18 anos, meu filho resolveu sair de casa. Foi morar com a avó. Foi de repente, sem eu esperar, simplesmente falou e se foi.

Será que eu não revidei o suficiente para ele a felicidade? Será que foi ele que não? Ou talvez seja a vida me revidando a mensagem de que eu já cumpri o meu papel, que criamos os filhos para o mundo, que cada um traça seu destino. Que isso não tem a ver com fracasso…

Meu coração dói. Dói como mãe, mas eu sempre me repeti que até ele completar 18 anos e estar na faculdade, não entregaria ele a ninguém. Ele está indo no segundo período de faculdade e já com um curso técnico na mão.

Mas será que ele não entendeu o meu amor? Ou essa é a forma dele revidar o amor que dediquei sozinha tantos anos?

Se foi, não sei se para voar ou aterrissar. Mas se foi. O quarto já está vazio. Já estava planejado, eu que não sabia de nada.

Minha sensação é que tem algo sórdido atrás disso, mas o que eu posso fazer é só rezar. Rezar para que ele não esteja sendo enganado e que ele continue no caminho para ele determinado. Ou talvez ele esteja indo revidar algo que eu não pude dar. Será que eu não o estava fazendo feliz?

O peito dói.

Acordei de sobressalto e lembrei que os caminhos deles já não são mais os meus. A vida revida sinais.

A frase toma mais sentido num complemento digno do misto de sensações que tenho hoje… não seja grato, aja em retribuição, seja revidando amor ou reciclando os sentimentos ruins e transformando-os em amor.

Se alguém lhe fizer feliz, revide!

Se alguém lhe fizer triste, recicle!

A Natureza da Dor

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O menino viu um casulo caído no chão. Dentro dele, uma borboleta tentava, sem sucesso, sair de sua casca, ávida pela sua nova vida enquanto borboleta.

Agoniado com o sofrimento da borboleta, o menino pegou uma vareta e começou a ajudá-la. Em poucos minutos ela se livrou daquele fardo. A ajuda do menino lhe economizou algumas horas de esforço, sofrimento e dores.

Porém, com a economia de tempo e de força para conseguir remover sozinha o seu casulo, a borboleta ficou insuficientemente forte e preparada para voar.

Passou o resto de sua vida no chão, escapando de ser pisada, pois sua asa não conseguiu ser preparada para voar. Não ficou forte o suficiente pela falta de esforço na saída do casulo.

Sim… é uma história forte e triste, mas que consegue nos passar alguns ensinamentos.

Mudar nossa natureza não é fácil.  Dói pra cacete!

Será que não devemos passar pela metamorfose em nossa vida para nos despir de conceitos falhos, que nos levam à erros durante nossa existência.  Mas dói, né….  E como dói!

Acredito que a cada nova fase, nos é dada a oportunidade de nos transmutarmos, entrarmos num novo casulo e ressurgir para uma nova vida, numa nova conceituação de vida.  Ressignificar pensamentos e ajustar rotas erradas que não nos levaram a lugar nenhum.

Agora entendo muito bem, que minha maior fraqueza sempre foi ficar sozinha.  Desde adolescente, esse pavor me rondava. Esse meu medo me fez escolher relacionamentos onde eu depositava no outro a responsabilidade de me fazer feliz.  Sempre contava que alguém fosse me tirar do casulo.  Saía enfraquecida, assim como aquela borboleta.

Machuquei e fui machucada.  Tive que sofrer para entender que, na verdade, o que me falta é aprender a ficar feliz comigo.  Estar bem comigo, significa dizer que, quando eu estiver 100% pronta, o relacionamento que eu tiver para durar, terá um vetor contrário do que sempre teve:  Eu estarei bem, feliz por mim e para mim e essa felicidade externalizará para quem estiver comigo.  Essa pessoa não terá a responsabilidade de me fazer feliz, somente de entrar nessa minha atmosfera de amor. 

No auge dos meus 41 anos, tenho o DESorgulho de dizer que tive 4 relacionamentos importantes para mim ao longo da minha vida.  Os 4 eu me frustei demais.  Recentemente, isso tem pesado.  Pesado tanto, que resolvi tentar me mudar, passar por uma metamorfose dos meus sentimentos, como a borboleta que sai do casulo.

Há 2 meses venho repensando em tudo isso. Tá pesado, doendo, difícil, mas não posso ser ajudada nesse momento.  Conseguirei sair sozinha do casulo, fortalecida e segura para poder voar.

Uma amiga me disse que minhas restrições (minha lista de requisitos para meu crush) podem afastar de quem pode me fazer feliz.  Mas aí está justamente o ponto.  Essa lista está me mantendo a uma distância de segurança de paixões erradas.  Ou quiçá das paixões certas no momento errado.

Notei que, o que realmente quero, ou pelo menos acho que quero, não é bom para mim neste momento.  A partir deste meu entendimento, melhor não me apegar a ninguém mesmo.  A substituição já me mostrou mais de uma vez que não dá certo.

Talvez eu esteja vivendo mais intensamente a minha fase solteira agora.  Isso talvez acabe afastando pessoas super legais, que não estejam no mesmo momento que eu. Quando eu acho que pode ser uma coisa legal, me apego nos defeitos que enxergo e me afasto da pessoa.  Já me redimo dos mal entendimentos que possa causar, estou saindo do casulo agora, não quero magoar, só quero me libertar.

Fugir da minha natureza não está sendo fácil.  Mas se alguma coisa na vida é fácil, certamente estamos fazendo do jeito errado.  O que é bom, chega com sacrifício e esforço.  É em cima exatamente deste conceito que vou endossar meu comportamento e minhas atitudes, mudando minha natureza original e tentando viver a vida de uma nova forma.  Aprendendo a estar sozinha e feliz comigo.

A única coisa que desejo neste momento é que eu não descubra um mundo mais feio ainda fora deste meu novo casulo que estou prestes a eclodir.

No fundo, eu acho que o que vou precisar logo, logo, é de colo…  Ou será que já não preciso neste momento?

❤ ❤ ❤

 

 

 

Do Que os Homens Gostam?

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Primeiro, quero deixar claro que estou absolutamente confusa! Não existe mais homem raiz, minha gente!

São tantos casos surreais que acontecem comigo e com minhas amigas, que fico pensando onde a humanidade vai parar.

Bebês, uma coisa que Luluzinha vai dizer para vocês, que talvez os choque: as mulheres são muito menos complicadas que vcs!

Ok, a gente sangra todo mês e isso, por si só, é puta esquisito. Ficamos nervosas por conta disso, às vezes até um pouco exageradamente, mas são poucos dias, passa! Vc tem pelo menos mais 25 dias por mês de vida normal. Normal para nós! Porque vcs homens, têm o poder de embananar nossa mente! Homens ficam menstruados o mês todo, a vida toda?

Nós mulheres temos que ficar medindo palavra, comportamento, tesão porque senão os mocinhos se assustam, bloqueiam, o pau não sobe… socorro, né! Nós temos vontades sim, desejos… não necessariamente queremos casar, estamos carentes, estamos buscamos somente relacionamentos sérios, ou queremos alguém para nos bancar. Open your minds!

Outro aviso: o fato de sermos independentes não significa: 1) que temos pau; 2) que não aceitamos que cavalheiros paguem as contas; 3) que não possamos pagar a conta toda, caso o rapaz tenha algum problema; 3) que não amamos; 4) que não temos tesão.

Equilíbrio é fundamental.

Dito isso, fica mais claro expor algumas colocações sem parecer feminista, machista, sexista, extremista ou sei lá mais o quê… Tem pessoas que adoram problematizar as coisas…

Vou trazer casos de amigas e meus, preservando seus protagonistas. Isso é uma obra de ficção, qualquer analogia com fatos reais, será sim, proposital.

Caso 1)
Ele: 45 anos, engenheiro, empresário, separado, sem filhos, um pincher com um nome ridiculamente infantil, a quem vou chamar de PSICO.
Ela: 41 anos, separada, filhos, cachorro, independente, a quem vou chamar de NOTA PSICO.
Se conheceram num aplicativo de relacionamento. Conversaram por quase 3 meses antes de se conhecerem. Ela chegou a aceitar a proposta para 2 encontros que ele fez, mas no dia acertado, ele nem entrava em contato. E ela, como mocinha da história, não o procurava.
Num certo dia, ele a telefonou e disse um sonoro “É Hoje! Vou te conhecer.”, ao que do outro lado da linha, a resposta um tanto quanto sarcástica respondeu um valioso monossilábico “OK”. Ele disse que sairia do Recreio às 14hs para ir para o Centro. Às 15h ele chegou, com óculos emendado com esparadrapo, camisa florida que ele deve ter comprado num brechó que o Silvio Santos despacha as suas camisas casuais, calça surrada, mas queria beber. Ela o levou num restaurante com chopp artesanal. Ele disse que estava lendo um livro sobre psicopatas e que tinha feito o teste, que não era psicopata com certeza. Ela pensou: Sorte a minha… A conversa não rendeu muito tempo, ela tinha que voltar ao trabalho. Ele entendeu, mas antes deixou com ela um link para que ela fizesse o teste de psicopatia. ok…
Duas semanas depois continuavam se falando e ele a pediu para visitar com ele um imóvel que ele tinha e que precisava de ajuda. Ela pensou: É hoje! Depois de andarem o bairro todo. Ele a levou no carro e deu um selinho super infantil, enquanto ela pensava em algo mais profundo. Ok, o rapaz pode ser devagar.
Os papos continuaram por telefone, mensagem, video, mas nunca nada mais quente. Porém, PSICO já a tratava como namorada e futura esposa (?????). Mas, e…
Numa sexta a tarde ele ligou para ela e a chamou para jantar. Só que tinha que ser no Recreio, num restaurante que ele gostava muito e que queria que ela conhecesse. Ela saiu do centro às 18:20 e só conseguiu chegar lá no dito restaurante às 20:40. Ela esperava que ele fosse cavalheiro, afinal de contas, ela foi até o encontro dele, longe bagarai, mas ok, a conta foi dividida. Era meia noite e ele a chamou para a casa dele, ela aceitou. Chegando lá, ele ligou a TV em clipes dos anos 80, se deitou no sofá, do lado dela, de calça jeans e assim dormiram. Dormiram. Ela, ainda sem acreditar, esperou amanhecer. Ele roncava tão alto, que ela percebeu que o melhor mesmo era dar por finalizada aquela aventura.
Sem mais.

Caso 2)
Ele: 33 anos, engraçado, conversa boa, a quem vou chamar de LIER
Ela: 41 anos, engraçada, conversa boa, a quem chamarei de CHOCKED
Também se conheceram pelo aplicativo. A conversa animou rápido, muitas coisas em comum. Falaram sobre tudo, já estavam até conversando por voz, video e etc. Opa! Tá na hora de marcar.
O LIER escreve uma frase solene: “Estou muito feliz que finalmente vamos nos conhecer, mas antes preciso lhe dizer algo que estou com medo de sua reação.”
Ok, desembucha logo. Quer matar uma mulher é fazer esse suspense. A gente banca a séria e a controlada, mas o fogo já está consumindo nossas ventas até a criatura colocar a porra do mistério para fora.
O Lier continua digitando…
A Chocked esperando o whatsapp atualizar a mensagem já roendo e terceira unha. Em cima, digitando… não desaparece. É um testamento?
Finalmente a mensagem. Algo do tipo: Olha, não sei o que vc vai pensar, mas por favor não me julgue. Sou casado, amo minha mulher, mas quero você. Não quero me separar da minha esposa, mas quero também ter você ao meu lado. Vivo bem com ela, não me falta nada. Mas estou louco por você.
Não, para! É muita informação para mim!!!!!!!!
Alguém desenha para mim, que acho que eu abobalhei. COMO ASSIM??????????????
Obviamente ela o bloqueou e fim.

Caso 3)
Ele: 42 anos, independente, mas mora com os pais, já morou com alguém, mas se feriu. Chamarei de RAQUETE.
Ela: 41 anos, independente, separada. Chamarei de LADY.
Lady e Raquete têm uma amiga em comum, que os apresentou via facebook. Raquete estava sofrendo por um amor não correspondido e a amiga apresentou LADY. Trocaram telefones. Ele devagar. Mandava mensagens esporádicas. Talvez com receio de ser rejeitado. Ela o respondia sempre, prontamente.
Finalmente marcaram, quase 2 meses depois. Cinema e lanchinho. Na carona de volta para casa, splish splash, foi o beijo que ele deu. Lady amou. Queria mais. Mas ela saiu na porta da casa dela e nada aconteceu. 2 dias e silêncio. Será que Raquete não gostou???? A Amiga intercedeu. Não, estava ocupado, justificou. Mandou mensagem com foguinhos para Lady, ela acreditou. “Vc traz a lenha, pro meu fogo acender…”
Fogo ??? Ela chamou Raquete para um café num noite fria de outono, ele disse que não podia… Ok, vai ver que não pode mesmo.
3 dias depois, domingo, sol maroto… “Oi, Raquete, o que planeja para hoje?”, ele responde: “Estudar para a pós, estou com matéria atrasada…” Gente, que borracha fraca é essa?????? Se fosse homem raiz, ela nem precisaria terminar a frase, ele já estaria na porta da casa dela, com arma em punho para começar a brincadeira de polícia e ladrão.
Fica para uma próxima…

Caso 4)
Ele: 45 anos.
Ela: 41 anos.
Aplicativo de namoro. Mundo pequeno, um amigo dele conhece o ex marido dela. Conversaram pouco, ele era interessante. Marcaram. Ele estava gripado, tinha tomado um coquetel Molotov e estava em marcha lenta. Ela o levou em casa, ele se despediu com um beijo. Que beijo! Segundo encontro rápido!
Ela já subindo pelas paredes, 2 meses sem trepar, se arruma toda, vai trabalhar e a noite tem o encontro. 16:30, quase lá. Vai no banheiro e tcham! Tio Chico chega de surpresa. Fala sério!!!!
Obviamente a sugestão existiu! Opa, ele é raiz????!!!! Ela explica que tem bandeira vermelha no mar. Ele a principio diz não ligar e insiste. Ok, vamos lá. No caminho ele diz: Pensando bem, é melhor adiar. Ok.

Caso 5)
Ele: 39 anos, solteiro
Ela: 41 anos, separada
A irmã dela manda uma foto e pergunta: “e ai? Serve?”. Ela responde: “Uau, e como serve!”. Amigo de infância da irmã e ela diz: “Então corre no app que vcs deram match, mas ele tá sem graça porque você não deve ter associado quem é ele. Manda uma mensagem para ele que ele vai te responder. Ele tá a fim.”
Ela manda a mensagem fazendo analogia a coincidência de forma inteligentemente engraçada e ele responde. Óbvio que ele responde, com huahuahuahua.
Fim.

Caso 6)
“_ Ah, não vou chamá-la para sair essa semana porque semana que vem é dia dos namorados e eu tenho medo que ela entenda errado e eu não quero gastar dinheiro.”
“_ Querer eu quero, poder eu posso, gostar eu gosto (até muito), mas não sei se devo…””
“_ O problema sou eu, não você…”
“_ Ah, mas eu só saio com puta profissional, não é traição com minha esposa porque não tem sentimento.”
“_ Eu faço isso para me sentir desejado, mas não quero me separar da minha mulher.”
“_ Eu terminei com ela porque não conseguia tirá-la da cabeça e isso me impedia de fazer outras coisas.”

Ai, gente… Parei. Cansei… Nem vou contar mais casos. São muitos. Todo dia alguém me conta um outro mais absurdo ainda. Esses caras são muito complicados. Tá a fim, chega e diz. Se a menina tiver a fim também, por que não? Não criem lendas urbanas na mente, não tenham medo do destino. Não tenham medo de menina só porque ela se banca, isso não significa que ela vai te cornear. Deixe rolar. Se não der certo, começa de novo e de novo. Que medo mais ridículo que os homens têm de se apaixonar. Gente, a vida é curta! Pra que ficar adiando as coisas? Carpe Diem, aproveite cada momento como se fosse o último, não sabemos quando a nossa vida chega ao fim, pode ser a qualquer momento, a vida sempre será um sopro.

Outra coisa, se você procura fora do seu relacionamento algo a mais, é porque o seu relacionamento não é completo para você, não se engane. Não engane sua parceira. Procure sua felicidade completa em alguém. Não prorrogue mentiras, nem sofrimentos. Jogue limpo, sempre, sem complicações. Não crie fantasias na cabeça, não tente pensar por nós. Não tente imaginar o que passa na nossa cabeça. Amem, simples assim!

Foco, Força, Fé e…

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Foda-se, Foda-se, Foda-se!

Não, não estou irritada. Muito pelo contrário. Tô saindo da minha fase complicada. Cara, não fiz essa porra de tatuagem escrito foda-se a toa nas costelas. Não é possível que eu não compreenda que td é uma questão de tempo e… FODA-SE.

Minha crise de ansiedade estava fora de controle porque simplesmente não estava com o foda-se ligado no máximo. Aliás, acho que o botão estava emperrado no volume mínimo. WD40 nele, girl!

Pronto. Tô de volta. Não exatamente do jeito que eu queria, mas to no caminho de volta. Chega de remédios, chega de sofrer por nada, chega de pensar no que não vai me render frutos. Foda-se o que me faz mal. Vai se envenenar sozinho na casa do chapéu.

Saca aquele momento da música de Eduardo e Mônica, em que ele “aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar.” . To nesta parte da música, To aprendendo a beber e decidindo trabalhar… Trabalhar especialmente em mim, pra mim e por mim.

No more drama! Ok, pode ser que ainda sinta um pouco de auto piedade, mas isso ainda é perdoável, não é? Juro, juradinho que vou fazer isso quase que ocultamente.

Sabe o que é surreal? Quando fazemos planos para daqui a 10, 20 anos, parece que estamos falando de muito tempo. Mas experimente pensar em algo que aconteceu 20 anos atrás. Pois é, parece que foi ontem, não é? A gente adia tanto nossos planos, nossa felicidade, que quando a gente se dá conta, acabou, passou, foi! O tempo perdido, não recuperamos mais. Então pq vou ficar perdendo meu precioso tempo com o que não vale a pena. Move on, Xuxu!

Mas, preste atenção! Isso não significa que tenha cansado e nem muito menos desistido de certos sonhos. Isso apenas significa que vou aproveitar os limões para tomar uma caipirinha bemmmmmmm docinha e gelada. E quando os sonhos resolverem me procurar, vou estar super de boa para tocar a vida com eles…ou sem eles também. FODA-SE!

Hoje acordei tão Cidália Moreira… amando todo mundo e não amando ninguém. É, darling, há uma primavera em cada alvorada, vou seguir assim, até não conseguir mais. Que eu saiba me perder, pra depois me encontrar… ❤ ❤ ❤

Amar
Cidália Moreira

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui… além…
mais este e aquele, o outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz foi pra cantar

E se um dia hei de ser pó e cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder… pra me encontrar…

Transtorno de Ansiedade Generalizada

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Estou há semanas pensando em o que escrever. Muitas ideias iam e vinham, mas nada que me concluísse o raciocínio ou que eu considerasse pertinente escrever. Resolvi fazer um desabafo sobre algo que vem me aterrorizando. Talvez isso me ajude, talvez ajude a outras pessoas…

Desde que comecei a escrever esse BLOG, tenho na mente que “One is better than Zero”. Ou seja, se, com meus relatos, eu conseguir ajudar a 1 pessoa, já foi maravilhoso, muito melhor do que não ajudar ninguém.

Esse texto talvez saia um pouco da minha linha mais leve, o assunto não é leve. É pesado, principalmente para quem sente.

Há pouco mais de 2 meses venho sofrendo uma crise de ansiedade aguda, aquela merda que os médicos chamam de Transtorno de Ansiedade Generalizada. Para começar, perdi o sono. Isso já abala minhas estruturas. Voltei a roer a unha (até sangrar), tive episódios de esquecimento, tristeza profunda, falta de concentração, apatia, pensamentos pessimistas e até mesmo surreais. Perdi completamente a vontade de fazer as coisas, até mesmo malhar, coisa que sempre me deu muito prazer. Parei até de olhar o Tinder e o Happn! Perdi a graça de tudo. Viajei com meus filhos para Balneário Camboriú e tudo o que eu queria era voltar para casa, mas não podia deixar transparecer para eles. Mas meu coração ardia e sangrava por dentro. Não conseguia sentir prazer em nada.

Pois é…A ansiedade e a depressão são paradas escrotas mesmo. Se a gente não está muito atenta, acaba fazendo merda.

Eu sempre me considerei muito concentrada com relação a isso, até porque tenho pânico de entrar numa areia movediça e não mais sair (é assim que eu vejo a depressão). Em outro post eu já contei que perdi uma amiga para a depressão (Julgamento e Culpa). Não quero isso para ninguém próximo, muito menos para mim.

Em 2012 passei por uma mudança muito foda, saí do Rio de Janeiro para entrar numa aventura em Recife. Me mudei de mala, cuia, meninos para “empreender”. Tudo saiu muito errado e eu percebi isso logo nos primeiros meses. Sofri em silêncio. 5 meses depois da mudança eu comecei a sentir as consequências no meu corpo. Comecei a desmaiar na rua, apagar mesmo. Tinha um “bolo” na minha garganta que me deixava enjoada o dia todo e principalmente, uma tristeza sem fim, costas e pescoço com travamento muscular e as unhas, ah… as unhas eram cabecinhas de cobra sem dentes. Acabei sendo diagnosticada com TAG (transtorno de ansiedade generalizada) e sofri durante 2 meses para sair deste imbróglio.

Então, devido a minha experiência pregressa, foi fácil identificar que estava entrando de novo nesta armadilha.

É estranho e até mesmo dá muita culpa entrar em crise de depressão e olhar para a minha vida e ver que, apesar de não ser um mar de rosas, não há nada que esteja absolutamente fora de controle. Isso dá uma culpa imensa e até mesmo piora o meu estado emocional. Cara, palhaçada do caralho eu ficar assim! Fala sério!

Resolvi marcar médico para tentar entender. Óbvio que ele disse o que eu já imaginava: TAG novamente.

Tomar remédio para mim é dar atestado de doido, mas mesmo assim ele me convenceu que seria transitório e que me ajudaria. Aceitei por no máximo 2 meses.  Afinal, eu tenho a roupa de mulher maravilha em casa e consigo me defender sozinha…

Já estou tomando há 3 semanas. Algumas coisas estão bemmmmmm lentamente mudando, outras nem tanto.

O que mais me incomoda é o fato de eu não conseguir dormir. Isso me tira do sério. Estou há dias sem conseguir tirar uma noite de sono normal. Só com ajuda extra. Ajudas medicamentosas que o médico não receitou, mas que o desespero de 10 dias seguidos sem dormir me fizeram usar. (Eu confesso!)

Mas, nem tudo é ruim … A gente acaba percebendo que existem anjos que são enviados por Deus para nos ajudar em uns momentos muito punks, que nossos pensamentos estão tão longe que parecem que não vão mais voltar. Mas, por uma mão angelical eles voltam. Talvez até por milagre… Cara… Como esses anjos estão surgindo milagrosamente na minha vida.  Gratidão!  Não sei o que poderia ter acontecido sem eles na minha vida.

Sim, me sinto mal. Tem dias que estou mais animada que outros. Tem dias que eu não consigo entender valor na vida, que não tenho ânimo para continuar. Os fins de semana estão sendo trash total. Mas, cara! Não tenho motivos para isso!!! Não faz sentido.

E como mudar? Ainda não sei. A música me ajuda muito. Sempre gostei de ler, mas devido a falta de concentração do meu momento, isso não tem sido possível. To focando em música, filmes água com açúcar, videos de comédia, culinária (não, eu não sei nem quero aprender a cozinhar, é só para esvaziar a cabeça mesmo). Trabalhar, que aliás é o meu maior escapismo atualmente, me forço a isso, é um fórceps diário levantar da cama, fazer todas as tarefas do dia, mas no decorrer do dia, a cabeça cheia de tarefas e de entregas, não pensa em merda. E olha que minha cabeça tem sido um intestino para produzir tanta merda ultimamente.

Essa semana, depois de 4 semanas sem malhar, já consegui fazer a minha série ontem e hoje. Já é uma puta evolução. To aqui escrevendo, forçando a concentração, vencendo o apatismo… Outra evolução!

Mas e o sono????? Até durmo cedo. Mas acordo 2 horas depois e não durmo mais. Isso tem que mudar. Acho que to precisando trepar. (isso foi só para rimar) Ah, foda-se, vai ver que é isso mesmo…

ou não…

Excesso de culpa…