Retrospectiva 2018

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Há alguns anos, tenho no bloco de notas do celular um guia de como foram meus anos para conseguir fazer uma analogia ou criar um possível algoritmo de previsão de como será o ano. Ainda não consegui nem uma coisa nem outra:

2003 ruim

2004 bom

2005 bom

2006 razoável

2007 ruim

2008 muito bom

2009 bom

2010 péssimo

2011 muito bom

2012 bom

2013 razoável

2014 ruim

2015 péssimo

2016 razoável

2017 razoável

2018 altos e muito vales, mais baixos que altos

Obviamente, todo início de ano, vou na minha personal macumbator. Esse ano, ela não me enganou. Ela me adiantou muita coisa que eu ia ter que passar esse ano. Ok, que foi um pouquinho (muito!!!!!) pior. Mas já valeu para me preparar para o tsunami.

Tive alguns refrescos, mas no geral, foi um ano muito estranho. Muito atípico! Realizei o grande sonho da minha vida: ir a Roma e de quebra ainda conheci Paris. Tive Nutella (filhote de Maya), que horas parece bom, outras muito ruim. Mas, para acabar com minha motivação neste ano, tive grandes desafios. Os dois piores foram a depressão que me pegou na curva em maio e meu filho que saiu de casa em julho.

A impressão que eu tinha era que cada vez que um caminhão me atropelava e eu conseguia me reerguer, vinha outro logo em seguida e me derrubava de novo.

Que ano merda!

Já estou na contagem regressiva para acabar. Nem vou falar muito das minhas desgraças, mas há uma semana atropelei um cara que se jogou na minha frente para me assaltar. Daí apareceu meu anjo da guarda, que por sinal era um gato, armado e me salvou. Talvez o ano tivesse terminado ainda pior.

Então, como eu acredito em provações, em evolução espiritual e necessidade de aprendizagem do espirito, agradeço! Sim, agradeço a cada uma das muitas lágrimas que derrubei, de quantas vezes me superei quando achei que ia me entregar, de não ter desistido de achar um amor, de persistir, de lutar para dar o melhor para meus filhos (mesmo para o filho que decidiu sair do meu ninho) e de aprender!

Tá acabando. A personal macumbator no início do ano me disse que já no início de 2019 as coisas melhorariam para mim. Eu tenho fé que isso irá acontecer. Não desisto de mim tão fácil.

Quanto ao meu coração de gelo, tão magoado e maltratado (snif), tá calejado e preparado para se reaquecer assim que for realmente tocado.

Quando meus filhos eram pequenos e se machucavam, eu dizia para eles falarem um puta que pariu bem forte, de dentro da alma, que a dor passava. Dava sempre certo, eles paravam de chorar, não sei se pq passava mesmo a dor ou por conta da diversão de falar um palavrão cabeludo. Eu, como já falo palavrão a toda hora mesmo, fiz a melhor coisa que podia fazer esse ano: a minha tatoo do foda-se nas costelas. Ela realmente esteve comigo, marcando minha pele nos meus maiores problemas, me lembrando que se eu não tenho culpa do que estava acontecendo na minha vida, eu tinha responsabilidade dobrada de seguir em frente e continuar lutando.

E assim, com imensa gratidão no peito, eu grito, forte e do fundo da minha alma:

2018, VAI SE FUDER, PORRA!

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Minha Experiência com Apps de Relacionamento / Namoro – Parte 3

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Ahhhhhh, acharam que a minha Via Crucis de derrotas tinha acabado…. kkkkkkk não, não… ✝️

A grande diferença é que me divirto cada vez mais com isso.

Alguém uma vez me disse que eu era uma das poucas pessoas que contavam as derrotas com a mesma animação das vitórias.

Ao contrário do que possa parecer, isso não é alienação. É um estilo de vida: aprendi que qto menos me estressar com as dificuldades e tentar minimamente me divertir com elas, mais fácil será superá-las. É a terapia do foda-se que habita em mim!

Todo início de ano eu vou a uma personal macumbator. 🔮 Em fevereiro, logo após eu ter terminado o relacionamento que realmente achei que daria certo, fui nela. Ela foi clara! Esse ano só seria derrota! 💔💔💔 Eu, como boa exotérica que sou, ainda botei fé que minha força de vontade e minhas mensagens ostensivas para o universo pudessem mudar esse meu duro destino… mas, já estamos no fim de novembro e pela minha coleção de histórias mal acabadas, acho que mais uma vez ela estava certa!

Mas há esperanças! Ela disse que ano que vem, em 2019, eu encontro minha cara metade, minha alma gêmea, meu xuxzinho, meu mingau de cereja, meu chocolate com avelã, meu arroz doce com canela, meu queijo com goiabada mais que perfeito. Sigo na expectativa!

(Neste momento eu pauso a escrita para reler o meu último texto para saber onde parei)

Pronto! Lembrei!!!! Paramos em julho, com um carinha que acabei saindo por um mês e meio, mas ele era realmente surtado. Tinha vários probleminhas.

Confesso que dps dele, eu dei um tempinho de umas semanas no app. Fiquei realmente estressada e resolvi viver a vida real um pouquinho. Sai bastante, fui a muitos shows, bares, festas e até ao Mondial de la biere… e não peguei ninguém! Kkkkkkk

Já estava virando piada pq qdo postava nos meus status que estava saindo ou me arrumando, recebia várias mensagens, inclusive dos meus filhos (!!!!) do tipo “vê se hj pega alguém!”…

Na dificuldade de dar pelo menos beijo na boca, apelei para os apps de novo. E até conheci um cara aparentemente bemmmm legal. Tinha um papo interessante, era funcionário público. Aparentemente bem inteligente e tímido. Dps de umas 2 semanas de papo, estava bebendo com uma amiga no centro e ele disse que era o dia de me conhecer (é o segundo nessas minhas andanças que tem um rompante assim: é hoje!). Sai do centro e fomos nos encontrar no Méier.

Ele era, assim, estranho… sabe qdo a conversa não encaixa pessoalmente. Td que encaixou por tanto tempo nas mensagens foi um banho de água fria pessoalmente.

Óbvio que não rolou nada! Mas no dia seguinte ele me ligou e me perguntou: vc gostou de mim? Aí que respondi que só como amigo. Ele me bloqueou e vivemos felizes para sempre…

A essa altura já se passava 2 meses desde o meu último beijo na boca e descobri que tenho um lead time de tolerância para não fazer merda. Justamente esses 60 dias .

Acordei um dia atacada e aproveitei uma mensagem despretenciosa do ex namorado para propor o revival de um dia. Ao que ele prontamente aceitou. 🔥🔥🔥🔥🔥

Sair com o ex é igual a ir no McDonald: enquanto vc tá lá, é só prazer. Mas logo em seguida bate aquele arrependimento. 🍔

Só não bate mais pq eu sempre achei que eu tinha encontrado a outra banda da minha laranja🍊 nele. E cada vez que nos encontramos, fico mais chocada como não deu certo. 😢

Passada a febre tersã da recaída. 🤒 Comecei a contagem regressiva para minha viagem para Itália e França. Faltavam apenas 15 dias e a personal macumbator tinha me dito que essa viagem seria um divisor de águas na minha vida.

Cerca de 3 dias antes da viagem, reencontrei um antigo colega do colégio. Estivemos num evento juntos e apesar de não ter rolado nada, obviamente a Luluzinha irresistível suscitou no rapaz a vontade de estar perto (ah, gente, deixa eu me achar!).

Mas eu tava toda enrolada com preparativos pré viagem e ainda Maya e os 7 filhotes 🐶 🐶🐶🐶🐶🐶🐶 para cuidar e levar para a casa do namorado dela (até Maya tem namorado e eu não! E diga-se de passagem, ele é um lord!!!!!). Acabamos não nos encontrando mais até eu viajar.

Porém, foram muitas mensagens. Na verdade, ele passou a ser minha companhia de viagem. Dia e noite!

No fundo, minha vontade era que desse muito certo e eu finalmente encerrasse esse ano de derrotas amorosas.

Já em Roma, confesso que liguei o app e recebi uns 10 convites para conhecer. Cada romano mais lindo que o outro. Mas encagacei!!!! Juro!!!!! Saca festa estranha com gente esquisita? Pois é, acrescenta o não domínio da língua e um mundo pervertido. Tive medo de ir me encontrar com qq um deles e nunca mais ngm me ver ou eu voltar sem um rim do encontro. Sei lá. Achei mais prudente não! Além do que, estava conversando com o coleguinha do colégio, que tinha muito a ver comigo e com minhas expectativas… quem sabe não seria ele!

A viagem foi maravilhosa, aliás, ainda preciso escrever minhas aventuras, tenho alguns vídeos no Instagram, no IGTV de @lutelles, mas prometo que vou escrever com detalhes as peripécias de Luluzinha na Europa logo logo!

Em Roma fui a tantas e tantas igrejas. Dizem que a cada igreja que vc visita pela primeira vez, vc deve fazer 3 pedidos.

Olha, os santos devem ter enchido o saco de mim. Eram os mesmos pedidos repetidos over and over again. Às vezes umas 10 vezes por dia! 🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼

Pedidos no Vaticano valem mais, correto????? Pedi até na missa com o papa!!!!!! ⛪

Well, como rapadura é doce mas não é mole, meus romances são, no mínimo, inusitados… 🤦🏻‍♀️

O rapaz com 5 dias de conversa já se entitulava meu “namolado”… até aí, ok. Estou acostumada a certas loucuras na minha vida. 🤪

Mas aí, ainda na minha viagem veio a primeira bola fora… ele disse que precisava que eu me ajustasse em 2 pontos para que nosso namoro avançasse… 2 pontos???? Fiquei mega curiosa de quais seriam… já no primeiro, o casamento acabou! Ele disse que era alérgico e que minhas dogs não poderiam subir na minha cama qdo ele dormisse na minha casa!!!! 🤨 Falar isso para um dono de cachorro é pior que xingar a mãe! Eu disse que não tinha problemas, que ele podia dormir no sofá da sala que elas não gostavam de lá. 😶

Já meio irritada, eu queria saber qual era a segunda coisa. Senti que ele titubeou mas mesmo assim ele falou! Ele falou!!!!!!

Disse que eu falava muito palavrão e que meus vídeos da viagem o deixavam constrangido! Oi?????!!!!

Tivemos a primeira DR. Mas no fim ele disse que estava disposto a tomar anti alérgico e a entender meu jeito de ser… mas já ficou manchado né….

Bom, em resumo, quando eu cheguei, começamos a sair … ele falava tanto de ex namoradas que acabei apelidando de pneuzinho… de mais rodado que pneu de caminhão. Acho que mesmo assim ele não entendeu que eu não estava achando legal… tive que ser explícita para a criatura entender.

👉👉👉👉👉Aliás, homens!

Se vc está desenvolvendo um relacionamento, saibam que:

Não estamos interessadas nas suas aventuras sexuais com outras mulheres❗️❗️❗️❗️❗️

Teve um uma vez que me disse que nunca tinha pego uma francesa depilada. Outro que teve uma namorada que só fazia sexo anal, outro que teve uma namorada ninfomaníaca…

❌❌❌❌Meninos, não precisamos saber disso!!!! Isso conta pontinhos negativos para vcs. ❌❌❌❌❌

Gente, sério! Foram tantas e tantas mancadas que não deu! Infelizmente não deu! Culminou com o meu dia das bruxas 🧙‍♀️ . Foi aterrorizante e realmente foi muito trash para continuar…

Voltemos aos apps… Conversas intermináveis, pessoas vazias, sem conteúdo, sem educação … mas sempre tem o joio no trigo e desde que voltei de viagem já conheci 2 pessoas pessoalmente.

Acho que teremos uma parte 4…

Phoenix

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Então, que ano!

Há um ano e 1 mês eu me separava e começava a me preparar para grandes mudanças.

A primeira foi de endereço, eu até achei que encarar uma mudança sozinha com obras seria a coisa mais forte que eu encararia, mas tava enganada.

Logo pensei, 2 casamentos longos, eu agora vou pegar geral. Hahahahahaha … logo eu, que não pego nem resfriado!

Mas, as coisas acontecem né…

Em dezembro me apaixonei, foi uma paixão arrebatadora! Já falávamos de lua de mel em Paris e quem sabe Roma.

Então não deu certo, me acabei, me destrui por dentro, principalmente pq o término foi uma fria mensagem de WhatsApp.

Um mês depois, recebi um email com a promoção de viagem. Curiosamente Roma e Paris. Estava com minha amiga e falei para ela que se tivesse coragem, ia sozinha para provar para mim que eu consigo ser feliz sozinha.

Ela me disse: por que vc precisa ir sozinha?

Quem precisa de amor quando se tem amigos de verdade?????

Compramos por impulso!

Era fevereiro e passamos o resto do ano esperando a confirmação de data (sabíamos que seria entre em setembro e outubro).

Estou depositando tanta coisa nessa viagem que às vezes fico até com medo.

Quero voltar reciclada! Preciso!!!!

Quero voltar a me apaixonar, a acreditar no amor. Só que de uma forma mais forte.

Foram tantas provações esse ano, que agora tenho certeza que posso absolutamente ser feliz sozinha. Mas realmente não quero isso! Tenho desejo de fazer alguém feliz com a minha felicidade! E vou!!!!

Mas antes preciso fechar esse ciclo, enterrar de vez esse sentimento de dentro de mim.

Hoje, dia 02/10/2018 estou embarcando para encerrar de vez esse ciclo.

Escolhi o look de viagem com um propósito: flamingos!

Os orientais acreditam que o flamingo era a ave Phoenix antes de ser queimada para renascer das cinzas.

É como me sinto:

Irei flamingo e retornarei Phoenix!

E se alguém por mim perguntar

Diga que eu só vou voltar,

Quando eu me encontrar,

Quando eu me encontrar…

Quando o Amor Multiplica

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Já escrevi dois textos sobre como aprendi a me deixar ser amada pelo amor incondicional de minha dog:

Você está preparado para ter um cão – uma metáfora da vida.

Por que ter cachorro foi uma das decisões mais acertadas da minha vida?

Nos textos conto como foi a minha mudança de pensamento sobre ter um animal em casa. Passei a entender e partilhar esse amor nas redes sociais. Alguns amigos mais próximos até hoje comentam sobre essa mudança. Na minha cabeça é muito simples:

Saber amar é saber deixar alguém te amar…

… e eu não sabia o que era o amor! 💖 💕 💗

O tempo passou, eu me separei e a Maya ficou comigo, Maya tem se tornado meu Porto Seguro, minha companhia dos fins de semana. Os filhos crescem, voam e a casa fica vazia… só quem não abandona é ela. Ela tem sido uma ferramenta importante no meu descobrimento. Ela está me ensinando a conviver comigo e me sentir bem com isso.

No início deste ano, Maya então com 3 anos, uma pessoa me achou através do meu Instagram (@lutelles), encantado com as fotos de Maya. Ele tinha um labrador de 10 anos chocolate, que tinha muita vontade de ter herdeiro.

Confesso que meu momento sozinha ajudou a eu aceitar cruzar, mais uma companhia para meus fins de semana sozinha… Além disso, a esposa dele era veterinária e ofereceu Td apoio e suporte que eu poderia precisar.

Combinamos, nos conhecemos, integramos os dois (amor à primeira vista) e no primeiro cio de Maya fizemos 3 encontros “românticos”. Isso aconteceu no meio dos jogos da copa de 2018.

Foram 64 dias de espera e angústia de saber quantos filhotes, quais cores viriam, como seria o parto…

Dia 30/08/2018, depois de uma noite em claro com Maya em trabalho de parto sem evolução, cheguei às 6:30 na clínica e optamos pela cesárea.

A equipe foi a melhor possível e trouxe ao mundo minhas 7 gotinhas de amor, a multiplicação do amor mais puro e verdadeiro que alguém pode ter, aquele sem interesse e que só quer você por perto…

4 meninas e 3 meninos lindos e perfeitinhos.

Nasceram todos pretinhos, surpreendendo todo mundo! Existia 25% de probabilidade de nascer preto, 25% amarelo, 25% chocolate e 25% doodley (um tipo de “falha” genética que o labrador perde a tonalidade de nariz e pálpebras, fica parecendo Albino).

Estamos hoje completando 9 dias que multiplicamos esse amor…

Vou ficar com uma bebê, que ainda não escolhi qual. Em breve vou descrever como é ter uma labrador grávida e conviver com ela prenha por 64 dias…

O amor multiplicou… estou absolutamente xonada 😍😍😍😍😍

Boda de Origami

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O casamento é um marco importante na vida de todo mundo que o vivencia. De tão importante, a cada ano que se passa, convencionou-se nomes para as bodas de acordo com a evolução do casal.

Boda vem se “votum”, que significa promessa.

“A importância das bodas de casamento: A tradição de se comemorar as bodas de casamento surgiu em povos antigos da Alemanha que na época, tinham o costume de dar uma coroa de prata para casais que chegassem aos 25 anos de casamento e uma coroa de ouro para os casais que completassem 50 anos de casamento. Mas com o passar do tempo, a importância atribuída ao casamento foi aumentando de tal maneira que foram criadas outras datas de anos de casamento (1, 2, 3 anos). Segundo estudiosos, celebrar bodas de casamento é um sinal de consistência e maturidade do amor existente no casal e de seu compromisso com Deus.” (Revista iCasei)

No primeiro ano, por exemplo, se chama de Boda de Papel.

A boda de papel é sobre exatamente escrever esse destino, a primeira página da vida!

A analogia: O papel é frágil, rasga a toa, mas é nele que podemos escrever nossa história.

A Associação é perfeita, digo isso porque já passei por dois casamentos. Com certeza o primeiro ano diz muito do casal, como ele vai reagir às primeiras dificuldades e quão próximos estarão nas primeiras desavenças.

Além disso, os nomes das bodas são dados muito em função da resistência dos materiais, quanto mais tempo dura o casamento, mais ele é associado a um item mais durável.

Bodas de casamento anuais (oficiais):

1 Bodas de Papel.
2 Bodas de Algodão.
3 Bodas de Trigo ou Couro.
4 Bodas de Flores e Frutas ou Cera.
5 Bodas de Madeira ou Ferro.
6 Bodas de Perfume ou Açúcar.
7 Bodas de Latão ou Lã.
8 Bodas de Papoula ou Barro.
9 Bodas de Cerâmica ou Vime.
10 Bodas de Estanho ou Zinco.
11 Bodas de Aço.
12 Bodas de Seda ou Ônix.
13 Bodas de Linho ou Renda.
14 Bodas de Marfim.
15 Bodas de Cristal.
16 Bodas de Turmalina.
17 Bodas de Rosa.
18 Bodas de Turquesa.
19 Bodas de Cretone ou Água-marinha.
20 Bodas de Platina.
21 Bodas de Zircão.
22 Bodas de Louça.
23 Bodas de Palha.
24 Bodas de Opala.
25 Bodas de Prata.
26 Bodas de Alexandrita.
27 Bodas de Crisopázio.
28 Bodas de Hematita.
29 Bodas de Erva.
30 Bodas de Pérola.
31 Bodas de Nácar.
32 Bodas de Pinho.
33 Bodas de Crizo.
34 Bodas de Oliveira.
35 Bodas de Coral.
36 Bodas de Cedro.
37 Bodas de Aventurina.
38 Bodas de Carvalho.
39 Bodas de Mármore.
40 Bodas de Rubi ou Esmeralda.
41 Bodas de Seda.
42 Bodas de Prata Dourada.
43 Bodas de Azeviche.
44 Bodas de Carbonato.
45 Bodas de Platina ou Safira.
46 Bodas de Alabastro.
47 Bodas de Jaspe.
48 Bodas de Granito.
49 Bodas de Heliotrópio.
50 Bodas de Ouro.
51 Bodas de Bronze.
52 Bodas de Argila.
53 Bodas de Antimônio.
54 Bodas de Níquel.
55 Bodas de Ametista.
56 Bodas de Malaquita.
57 Bodas de Lápis Lazuli.
58 Bodas de Vidro.
59 Bodas de Cereja.
60 Bodas de Diamante ou Jade.
61 Bodas de Cobre.
62 Bodas de Telurita.
63 Bodas de Sândalo ou Lilás.
64 Bodas de Fabulita.
65 Bodas de Ferro.
66 Bodas de Ébano.
67 Bodas de Neve.
68 Bodas de Chumbo.
69 Bodas de Mercúrio.
70 Bodas de Vinho.
71 Bodas de Zinco.
72 Bodas de Aveia.
73 Bodas de Manjerona.
74 Bodas de Macieira.
75 Bodas de Brilhante ou Alabastro.
76 Bodas de Cipreste.
77 Bodas de Alfazema.
78 Bodas de Benjoim.
79 Bodas de Café.
80 Bodas de Nogueira ou Carvalho.
81 Bodas de Cacau.
82 Bodas de Cravo.
83 Bodas de Begônia.
84 Bodas de Crisântemo.
85 Bodas de Girassol.
86 Bodas de Hortênsia.
87 Bodas de Nogueira.
88 Bodas de Pêra.
89 Bodas de Figueira.
90 Bodas de Álamo.
91 Bodas de Pinheiro.
92 Bodas de Salgueiro.
93 Bodas de Imbuia.
94 Bodas de Palmeira.
95 Bodas de Sândalo.
96 Bodas de Oliveira.
97 Bodas de Abeto.
98 Bodas de Pinheiro.
99 Bodas de Salgueiro.
100 Bodas de Jequitibá ou Cânhamo.

Ok! Tudo lindo e perfeito! ♥️♥️♥️

Concordo com tudo, afinal de contas, sou pisciana. Mas, e o outro lado?

Emendei um casamento no outro e praticamente não vivi a solterice entre os 2 primeiros casamentos. Só um carnaval em Salvador e algumas saídas noturnas, nada muito extenso. Até porque, logo que me separei, comecei a namorar e, quando esse namoro entrava em crise, tive sorte de encontrar outros ombros para me consolar.

Porém, ao término do segundo casamento, minha vida tem sido completamente diferente. Tantas novidades me circundam, tantas novas situações, medos e certezas se misturando dia a dia, até pela maturidade. Foram 13 anos no primeiro casamento e estava com 30 anos quando me separei pela primeira vez. Fiquei 10 anos casada no segundo casamento e, portanto, saí dele com 40 anos.

Esse mês completo exatamente 1 ano de separada. Realmente não consigo entender porque não temos nomes de bodas de separação de acordo com a evolução da nossa vida no novo estado civil.

Com certeza, se o primeiro ano de casamento é Boda de Papel, acabo de completar minha Boda de Origami, com 1 ano de separada.

Sim! De uma folha em branco, estou me transformando em coisas inimagináveis. Estou me recriando, renascendo, aprendendo a me curtir e entendendo que eu até me faço bem.

Há bem pouco tempo atrás eu acreditava que não conseguiria viver sozinha. Hoje sei que mais que isso, eu conseguiria viver só e ainda ter certo prazer nisso.

Consegui entender que, para ser feliz e fazer alguém feliz, é necessário que a nossa dependência seja exclusivamente de nosso amor próprio. A partir disso, conseguiremos nos fazer feliz e a quem se aproximar de nós.

Talvez algumas coisas eu ainda não tenha evoluído o bastante, mas o que seria de nós se não vivêssemos em busca da melhoria contínua na nossa vida?

Bom que a minha boda de origami ainda não terminou, já já me transformo num tsuru e aí vou fazer processo seletivo para quem vou dar meu coração. Esse processo será mais rigoroso pq será um cara de muita sorte! 🍀

Histórias de Avós

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Hoje, dia 26 de julho, dia de Sant’Ana (Saluba Nanã) e comemora-se o Dia dos Avós. Quem não tem recordações carinhosas destas criaturas divinas enviadas por Deus?

Normalmente fazem parte da infância de todos, principalmente as avós, a quem carinhosamente chamamos de “Mãe com açúcar”… muito açúcar.

Os avós são parte importante do que nos tornamos, é nosso histórico, nosso alicerce e fundação. Particularmente sou muito grata a eles, que me fizeram o que sou hoje. Me orgulho do que eles foram e são na minha vida. Infelizmente, não estão mais neste plano, mas com certeza me acompanham com muito carinho onde quer que estejam.

Eu tive muita sorte, conheci 3 dos meus 4 avós. Para completar, passei minha infância num subúrbio do Rio de Janeiro.
As duas avós moravam na mesma rua tranquila do Cachambi. Eram cerca de 300 metros de distância de uma casa para outra. Apesar da pouca distância, eram dois mundos muito diferentes.

Por conta do nascimento prematuro da minha irmã, com apenas 5 meses e meio de gestação, quando eu tinha 3 anos, meus pais tiveram que se dedicar muito a ela nos 6 primeiros meses de vida. Durante esse tempo, eu praticamente morei na casa dos meus avós paternos, junto com minhas 2 tias. Lembro muito pouco desta época, mas com certeza esses meses morando na casa dos meus avós fortaleceram meus laços com eles e até eu chegar na faculdade, lá era meu porto seguro, meu segundo lar. Toda sexta eu ia para lá depois da escola e só voltava para casa no domingo depois do Fantástico. Nas férias meus pais nem me viam em casa e em greve de escola era a melhor coisa…

Meus avós paternos viviam numa chácara. Era um terreno enorme com várias árvores, pássaros e muita terra para brincar. Tive infância!

Corri, pulei, andei muito de bicicleta e obviamente ralei muito o joelho. (Absolutamente concordo com a música que diz que um joelho ralado doi bem menos que um coração partido, como dói menos!!!!).

Meus avós paternos eram de Aracaju, então tinha muita referencia nordestina na minha infância. Todo mês de julho, meu avô mandava fazer uma baita festa Julina no quintal. Passava a semana fazendo decoração com minhas tias, acompanhava os preparativos das comidas. Meu pai cortava árvore para lenha da fogueira. Era uma verdadeira festa! Vinha vizinhos, amigos e realmente é uma lembrança muito gostosa.

Quando eu tinha uns 7 anos, meu avô vendeu boa parte do terreno da casa para a construção de um condomínio da aeronáutica. Lembro que chorava muito gritando para os vizinhos todos escutarem: “Como eu ia ficar sem a minha terrinha…”

Meu avô, sensibilizado, mudou um pouco os termos do contrato e deixou um bom pedaço de terra, acho que uns 400 a 500m2 de quintal de terra. Fez meu pai e minhas tias encherem 10 latões (desses de tintas) de terra do quintal grande para que eu pudesse ter a “minha terrinha”. Avô…

Isaac Cotinhola – avô materno
Italiano de Sicília. Alto, forte, bonitão. Sempre pousava de galã nas poucas fotos que eu vi dele. Nem sei se consigo ter a imagem dele muito clara na minha mente. Era alfaiate. Muitos dizem que eu puxei muito da família dele. Principalmente a altura, já que meus pais têm 1,60m e eu tenho 1,71m. Ah, dizem que meu nariz também é de lá da Itália!

Se foi 5 anos antes de eu chegar por essas bandas. Na verdade, pouco sabia dele até bem pouco tempo atrás. Ele teve seus erros, muitos erros e talvez por isso nunca se falou muito dele.

Adhemar de Mattos Telles – avô paterno

Na varanda da casa dele com meus primos

Meu querido avô… Tanto carinho que eu ainda sinto por ele. Ele se foi em 1986, bem próximo da morte do Tancredo Neves. Eu tinha 9 anos. Lembro do dia que ele foi internado. Ele já sofria de Parkinson há muito tempo, já tinha mais de 80 anos. Um dia, no almoço de domingo ele chorou, chorou muito, disse que tinha dores… Eu lembro de ter saído da mesa e fui para a sala do piano com minhas bonecas de papel, chorar com elas. Era muito triste ver meu avô chorar. Naquele mesmo dia a ambulância veio buscá-lo… ele nunca mais voltou.

Nós éramos muito ligados, tão ligados que ninguém queria me contar do falecimento dele. Mas ele já tinha me contado num sonho. Lembro perfeitamente do sonho. Era uma roda, eu estava embaixo, ele em cima com um regador, regando umas margaridas, de repente ele caía, eu tentava chegar até ele para socorrer mas a roda rodava ao contrário, até que quando eu cheguei até ele, ele me disse que já tinha ido e que eu precisava ser forte. Eu não fui! Por questões emocionais por conta de sua morte, eu perdi 70% da minha visão. Deixei todo mundo louco. Não enxergava nada além de vultos. Passei a ser tratada na Cruz Vermelha 3 vezes por semana por 1 ano para conseguir recuperar.
Ao longo da minha vida, ele veio me visitar muitas vezes. Já não vem há uns 5 anos.

Ele era um homem nordestino, fez até a quarta série primária, mas era um matemático de mão cheia, fazia contas de cabeça que qualquer quantidade de algarismos e qualquer operação. Era auto-didata. Se formou na faculdade da vida. Aprendeu inglês e francês sozinho para montar a primeira empresa de refrigeração do RJ e importar seus insumos.

Veio com a cara e a coragem do nordeste, de carona, em pau-de-arara. Vendeu barbante na feira, era padeiro de noite, até juntar seu dinheirinho e trazer sua companheira. Logo depois montou a Telles e Cia, empresa que seus filhos trabalharam com ele até ele partir.

Formou seu irmão e seu cunhado (meu querido e amado tio avô Lourival) com seu trabalho para que eles pudessem galgar seus próprios voos.

Construiu um pequeno império. Tinha várias casas, mandou calçar as ruas de onde morava com sua influência. Era um maçon praticante e benfeitor. Doou parte de seus bens para seus irmãos necessitados.

Uma inspiração para mim! Em todos os aspectos: em seu caráter, seu modo de vida, seu carinho por mim e sua presença, mesmo depois de sua passagem…

Marina Maciel Telles – avó paterna

Ela era prima de meu avô. Tenho poucas recordações dela em sua essência. Ele teve Alzheimer desde quando eu era muito pequena. Lembro de seu cabelo de algodão, seus carinhos, sua mania de limpar a mesa com a mão, de dobrar papéis e de reclamar rsrsrsrs… Minha vó “Magra”…

A Vó Gorda e a Vó Magra

Ela se foi quando eu tinha 14 anos, em setembro, meses antes do meu aniversário de 15 anos… Foi estratégica a partida dela. Minhas tias passaram a vida cuidando dela e a passagem dela foi substituída pelos preparativos do meu aniversário de 15 anos.

Lembro que ela já estava muito debilitada e foi criado uma UTI na casa, na antiga sala do piano. Eu já não queria ir lá, não queria ver. Mas, a vizinha da minha outra avó era enfermeira e precisou que eu fosse lá entregar um remédio. Entrei na sala, ela estava dormindo. Dei um beijo na testa dela, ela acordou e me olhou. Fiquei 5 minutos e fui embora, quando me virei e olhei para ela, saíram lágrimas dos olhos dela, ela usava máscara de oxigênio. Nunca me esquecerei da nossa despedida, silenciosa, profunda e absolutamente inesquecível…

No dia seguinte de manhã quando o telefone tocou, eu já sabia da notícia antes de atender o telefone.

Maria Gonçalves Cotinhola – avó materna

Dona Maria! Orgulho!!!! Mulher forte, guerreira, empreendedora, trabalhadora, corajosa.

Portuguesa de Tras dos Montes, chegou bebê no Brasil, óbvio que nem sotaque tinha, mas seus hábitos e jeitinho eram todos portugueses. Passei minha infância toda escutando Roberto Leal rsrsrsrs… Mas, quem ela gostava mesmo era do Roberto Carlos… e do Silvio Santos…

Nunca deixou ninguém ver Globo na casa dela! Era só SBT!

Criou os 3 filhos sozinha boa parte da vida. Trabalhou até o último dia de sua vida. Adorava trabalhar. Não conseguia ficar parada. Mesmo com suas perninhas arcadas, sua dificuldade de locomoção…

A recordação de infância que tenho de minha Vó “Gorda” era que sempre tinha MUITA comida na casa dela. A gente explodindo de gordura e ela empurrava comida na gente dizendo que a gente estava magrinho… Aquela vitamina de abacate num copo interminavelmente grande…

Fumava… Amava ter cachorro grande, sempre tinha. Lembro como ela ficou triste quando se mudou para um apartamento e não pode mais ter. Era tão forte… Batia bolo na mão, costurava, cozinhava, conversava, vendia (que vendedora!!!). Ia para São Paulo nas madrugadas da vida e trazia roupas para vender. Como eu usei conjunto Adidas Azul Marinho que ela comprava para mim. Ia muito com minha tia atender as clientes dela espalhadas pelo RJ todo. Vivia de Bobs no cabelo, batom e muito talco.

Um dia ela resolveu parar de fumar, era certo encontrá-la chupando um pau de canela o dia todo… Era engraçado. Pelo menos funcionou! Depois de algum tempo ela parou com a canela.

A gente podia chegar de surpresa, de dia, de noite, de madrugada… Quase que imediatamente ela aparecia com um prato de vidro marrom com “bife de casquinha”, batata frita e arroz soltinho feito na hora. Ninguém faz batata frita como ela fazia. E a rapidez de cortar a batata???? Se um dia criassem um concurso de fazer batata frita, não ia ter para ninguém!

Natal era sempre na casa dela. Casa portuguesa com certeza. Muita fartura e obviamente especial de Roberto Carlos na TV.

A Última foto com ela!

Adorava suas gargalhadas. Seus olhos esverdeados. E seu jeito único de me chamar: Luzinha…

Quando casei, vim morar no mesmo prédio que ela, aliás, no apartamento que ela deu para minha mãe… Eu nunca soube cozinhar, ela que me salvava, sempre!!!! E quando meus filhos nasceram???? Minha eterna gratidão!!!! Era ela quem os alimentava, sem dúvida. Era o prazer dela, dar o que comer rsrsrsrs

Parte do brilho dela se apagou quando meu tio se foi… Por mais uma dessas coincidências da vida, ele se foi 2 meses antes do Yan, meu filho, nascer. Acho que isso que a manteve de pé. Ocupou a mente dela. Eu precisava muito dela!!!!]

Em abril de 2015 eu morava em Recife, mas vim ao Rio para 5 dias a trabalho, passei esses dias na casa dela. No último dia, já estava na porta e voltei, no meu fundo sabia que era a última vez que a veria. Voltei e tirei a ultima foto com ela. Guardo essa foto com muito carinho. Ela reclamou porque estava feia.

21 de julho de 2015 ela se foi… Foi a primeira vez que entrei num cemitério, tinha que me despedir dela… Tive que vir no primeiro voo de Recife para cá.

Ainda sinto o seu cheiro. Ela não era de fazer muito carinho físico, mas minha alma era absolutamente acarinhada por seu amor e zelo.

Saudade! Como dói!!!!

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É isso… Minha base… Foram eles que me ajudaram a chegar até aqui… Eles que me abençoaram sempre.

Bença Vôs, Bença Vós!

Sinto MUITO a falta destas luzes na minha vida!

Apenas para Escrever…

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Eu queria e precisava tanto escrever hoje, mas sabe quando a gente tem tanto assunto, tanto assunto, que fica meio complicado de organizar a mente para colocar numa lógica que faça sentido. Talvez esse texto, escrito com o que vem a minha mente desordenadamente, no fim, não faça sentido algum. Mas, vocês que são fofos, que elogiam algumas linhas mal traçadas desta humilde pessoa que vos escreve, vão entender que hoje eu preciso escrever…

As minhas últimas semanas estão sendo com muitas notícias, algumas muito boas, outras apenas ruins. Uma muito boa é que marquei minhas férias… Pronto, vou falar um pouco sobre isso…

Em fevereiro tava mal. Tinha acabado um relacionamento que criei na minha cabeça e que na verdade nunca existiu. Melhor. O relacionamento existiu, a pessoa que na verdade não era absolutamente aquilo que eu tinha idealizado. Era tipo 2 em 1. Aquarianos são complicados, sempre! Mas esse além de aquariano, devia ter ascendente em gêmeos. Ele tinha múltiplas personalidades, conseguia afirmar e negar uma mesma coisa numa mesma frase. Era complexo demais. Mas, eu não via nada disso. Definitivamente não.

Enfim, quando o término aconteceu, próximo do carnaval, fiquei meio atordoada com tudo. Acho que foi neste momento que caiu minha ficha que estava de fato separada, apesar da minha separação ter ocorrido bemmmm antes dele aparecer na minha vida. Logo depois veio meu aniversário, data que eu tenho PAVOR!!!!!!! Odeio de verdade!!!!!!!!

Uma semana depois do meu aniversário, ainda em março, fui levar meu filho para o primeiro dia dele de faculdade e fiquei lanchando com minha best friend no shopping onde o campus fica. Mas, a gente mesmo estando com amigos, tem aquela velha mania feia de ficar checando celular (e eu sou meio viciada mesmo!). Neste momento chegou uma super promoção com a minha viagem dos sonhos (Roma e Paris) via Hotel Urbano… Pirei quando vi! E lamentei em voz alta: “Puta que Pariu, eu queria ter coragem de ir viajar sozinha, olha o preço disso!”. Neste momento que a gente vê quem é amigo. Ela virou para mim e disse: “Então, vamos!”. Em menos de 5 minutos que eu tinha visto o email, lá estávamos nós com cartão passado e compra efetuada para nossa viagem dos sonhos. Data? Ah… esse é o mistério da fé…

Quem já comprou Hotel Urbano, já conhece, mas quem não conhece vou explicar: Você compra um pacote que normalmente inclui passagem e hospedagem por um preço super mais barato. Após a confirmação do pagamento, que pode ser parcelado geralmente em 12 vezes, você recebe um email com o período que aquela promoção é válida e escolhe 3 datas para sua viagem dentro deste range. Após isso, senta e espera. Explode de ansiedade como eu. Eles têm até 45 dias antes da sua primeira data escolhida para confirmar a data que você irá viajar.

Bom, a boa notícia é que esta semana a minha data foi confirmada. Já marquei minhas férias e agora estou na contagem regressiva. É bom para ocupar minha cabeça. (tô aceitando dicas de roteiros nas cidades!!!)

Há uns 5 meses começou a nascer (sim, eu mudei de assunto!) um carocinho nas minhas costas… Eu ODEIO médicos. Quando eu vou a um é porque to morrendo, se for por conta própria então, é melhor já encomendar o caixão. Tento de tudo, ainda mais que já sou meio bruxa mesmo… Para piorar, essa porra começou a crescer desenfreadamente com uma forte dor, ele tinha uma parte externa, que era do tamanho de uma amêndoa e uma parte interna do tamanho de uma azeitona grande, que fica empurrando minha coluna. Chegou ao ponto que eu não estava mais conseguindo fazer abdominal de tanta dor. Aí não tive opção.

Quando eu cheguei no consultório, a médica disse que era caso para cirurgião, que não dava para fazer sem ser em centro cirúrgico. Já imaginei ali como queria meu enterro…

No desespero, entrei em contato com quem não devia. Sim… aquele que eu namorei no início do ano, que acabei de mencionar. (agora vocês percebem que o texto pode estar fazendo algum sentido!) Ele teve praticamente a mesma coisa e a médica dele tirou no consultório. Não foi desculpa furada, precisava só do contato da médica mesmo! Tanto que mandei um email super formal solicitando o contato da médica. Ele, em menos de 5 minutos, apareceu no meu zap para me dar o contato da médica (e reclamar da formalidade do email, que parecia ter sido enviada para o meu chefe, segundo ele). Marquei e a partir daí ele todo dia puxava algum tipo de assunto. 15 dias depois aconteceu algo que eu realmente não esperava e que talvez seja a razão pela qual eu esteja escrevendo freneticamente…

Me deu muita vontade de escrever sobre o caráter humano, sobre a ambiguidade das personalidades, em como eu me sinto enojada com certos comportamentos masculinos ou decepcionada com o que as pessoas se mostram… as máscaras caem.

Em linhas gerais, eu li, de uma pessoa a quem imaginava dar uma “amor daqueles de cinema” que ele só queria me comer, para aproveitar a “química” que existia entre nós… Sim, assim! Num português de botequim!!!!

Eu poderia ter xingado, bloqueado, mandado para a merda. Mas, como sou phynna, respondi que eu nunca seria capaz de usá-lo unicamente para minha satisfação sexual. Completei dizendo que a “química” é uma união de componentes, quando um falta, compromete a fórmula e o resultado.

Interessante que depois disso ele me bloqueou uns 2 dias depois, no caso, ontem!

Se fiquei mal por ele ter me bloqueado? Não! Me senti liberta! Finalmente consegui entender tudo. Realmente ele é e sempre foi essa pessoa que se apresentou na quinta. Aquela lá do início do ano foi um personagem criado a partir de um briefing soprado errado.

O caroço? Já tentei tirar 3 vezes. Sempre fico encagaçada, mando mensagem de despedida para todos os meus amigos (porque acho que vou morrer de choque anafilático). Chego no consultório e não consigo tirar porque “ainda tá muito duro. Continue o antibiótico e volte em 15 dias.” Mas, acho que essa semana eu resolvi. Pelo menos acabou a dor. Apelei para os pretos velhos, fui tomar um super passe e saí de lá sem dor e com o caroço quase desaparecido.

Bom, acho que era isso…

Ademais, passo bem!

PS: Se vc está lendo um texto meu pela primeira vez, começou pelo texto errado. Volte duas casas!!!!!
Tem coisa muito mais legal! Pode acreditar! Vai na aba índice e escolhe um lá!

Minha Experiência em Apps de Namoro / Relacionamento – Parte 2

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Desisto! Só tem gente doida nesse negócio.

É oficial: a pessoa para entrar nesses apps tem que sofrer de alguma deficiência psiquica. Eu inclusive!

Então vamos retomar o histórico. Em março eu escrevi o texto Minha Experiência com Apps de Namoro/Relacionamento – Parte 1. De lá para cá, continuei enveredando por essa áfrica chamada Busca pelo Amor. Já adianto que até agora continuo na MERDA. rsrsrsrs

Com certeza estou procurando no lugar errado. Primeiro que o que eu realmente quero (ou quem!), não está ali. Segundo, usando a premissa que preciso esquecer um alguém com outro alguém, não é nesse antro de loucura que vou achar, não é mesmo?

Sim, ainda não esqueci… Mas um dia isso passa, tem que passar, não é mesmo? Inclusive essa semana fui perguntada sobre se acredito no amor. Ultimamente minha resposta é NÃO (Definitivamente NÃO). Queria voltar a acreditar, o curioso que quem me perguntou foi justamente a pessoa que me fez desacreditar…

Voltemos ao app… Hoje tenho somente 3 aplicativos instalados: Tinder, Happn e um novo que estou testando, o OKCupid.

Essa semana no OKCupid aconteceu uma situação no mínimo inusitada. É sabido que nesses apps tem de tudo. Homem casado, casal, bi, tri e hexassexual… Pois é… Abro pouco esse app porque ele é novo e tem pouca gente nele. Quando abri no sábado vi um rosto familiar, um ex-colega de trabalho com sua esposa com FOTO EXPOSTA, buscando mulheres para menage a trois. Gente, cada um tem suas preferências, ok… Mas, a forma como ele se expôs me deixou de cara. Ele é professor universitário. Enfim, cada um com seu cada um. Isso foi apenas um desabafo… Não tenho nada a ver com isso, mas que fiquei chocada, fiquei! Não vou mentir!

Uma das coisas que mais me faz pensar em desistir de aplicativos é a abordagem. Sempre igual! As pessoas não têm criatividade, não diversificam. É sempre o cansativo. Oi / tudo bem / fala de onde. Cansada disso!

Bom, de março para cá, conheci pessoalmente mais 6 pessoas pelos apps (além dos que já havia conhecido e mencionado no post anterior). Mas, por outro lado a lista de matches é extensa com mais de 300 nos 3 aplicativos. Ou seja, a assertividade destes matches está baixíssima! Diria quase nula, a partir das derrotas que têm me aparecido.

Teve um que soube que eu ia num show e se encontrou comigo lá… Pessoa estranha. Ou de repente era eu que não estava na vibe naquele momento que aconteceu. Tinha 1 semana que tinha terminado um relacionamento. Marcamos de nos ver de novo, mas nunca mais aconteceu.

Quando me achei mais preparada para conhecer as pessoas, tive dois encontros super interessantes no sentido da ambiguidade. Pessoas que tive um entrosamento perfeito nas conversas, que tive muita vontade de conhecer e que não rolou química no encontro. Um deles pelo menos se transformou em amizade. O outro, melhor esquecer mesmo!

Conheci dois que não dei match, mas me acharam no instagram… Pessoas legais, mas saca quando não dá. Ás vezes penso que estou exigente demais, às vezes penso que estou presa demais no passado.

Finalmente chegamos ao mais doido dos doidos… A princípio, um super match! Era alto, super alto(!!!!) Bonito… Todos os meus requisitos estavam contemplados, except… Ele não era de muita conversa, dizia que não tinha paciência para papos intermináveis. Marcamos com uma semana de papo. Porém ele estava estranho, tinha misturado duas medicações e estava doidão. Me pediu desculpas. Foi legal, apesar de tudo. Marcamos outro dia. E outro… Mais outro… Saímos por cerca de 45 dias. Tudo indo bem, até que ele começou a dar uns pitis estranhos de coisas nada a ver, era meio surtado. Um certo dia, falei algo que ele não entendeu, uma bobagem e ele descarregou uma metralhadora em cima de mim… Me ofendeu e disse que quem avança sinal (semáforo mesmo, antes que se pense que é outra coisa) é mau caráter. DO NADA! Quem leu a conversa no meu celular o considera como louco nivel hard.

Só para esclarecimentos: Sim, eu a noite não paro em sinais… Moro no Rio de Janeiro… Não vou ficar às 22h esperando o sinal abrir e o ladrão me achar paradinha lá… Fala sério. Daí a eu ser Mau caráter!? Agora toda vez que eu avanço sinal eu penso que sou mau caráter. rsrsrsrs

Gente, socorrrooooooooo

Preciso realmente estancar essa sangria. Não tenho paciência para esses apps mais. Quero sair desse limbo… Quero voltar a acreditar no amor. Sinceramente, tá difícil…

Só consigo cantar:

Destino, por que fazes assim?
Tenha pena de mim,
Veja bem, não mereço sofrer!
Quero apenas um dia poder
Viver num mar de felicidade,
Com alguém que me ame de verdade!

Hello, Destino!!!

Dá uma forcinha aí… Manda o cara. Mas, se for doido, tem pena da pessoa aqui, que já está quase montando um hospital psiquiátrica para se resolver afetivamente.

Assinado;

Euzinha

Se Alguém Lhe Fizer Feliz, Revide!

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Esta semana li essa frase em algum lugar. Mexeu tantas coisas dentro de mim e eu nem sabia que talvez fosse, mais uma vez, a linguagem dos sinais agindo em minha vida, para me mostrar algo que logo faria mais sentido para mim.

A linguagem dos sinais é algo muito presente em minha vida, já escrevi até sobre isso no texto Você está atento aos sinais?. Tão presente que às vezes me surpreendo o quanto certas mensagens chegam até mim tão efetivamente.

Há alguns meses, estava super envolvida com uma pessoa. Um certo dia, ao lhe dizer que o amava, fui surpreendida com uma resposta um tanto quanto estranha aos meus ouvidos.

Eu sei que você me ama e lhe sou grato por isso.

A primeira coisa que pensei foi: como assim grato?

Entendo que gratidão talvez seja algo que não possamos retribuir. Conceitualmente para mim, aquilo me chocou muito.

Eu sou grata a Deus pela minha vida, nunca vou conseguir retribuir a Deus…

Para mim é assim. Sou grata a tudo e a todos enquanto eu não posso retribuir o que fazem por mim, tão logo possa, ajo em retribuição.

Então, quando li essa outra frase Se Alguém lhe fizer feliz, revide!, reviveu um pouco do que senti. Ele estava grato, mas não revidou.

Em geral, não revidamos aquilo que nos faz bem. Revidamos somente quanto nos fazem mal. Mas não seria esse o ciclo vicioso que destrói as relações e compromete a habilidade de sermos felizes?

Esse ano de 2018 não tem sido nada fácil para mim, tenho lidado com muitos acúmulos emocionais e isso não tem sido nada fácil, tendo fraquejado e cedido à crise de ansiedade há pouco tempo. Tenho me recuperado bem, adoro a metáfora da borboleta no casulo, estou saindo de vários casulos esse ano.

E hoje mais uma vez senti o baque de mais uma mudança. Mais uma entre as milhares que estão ocorrendo esse ano comigo. Mas o lema é deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

Depois de 18 anos, meu filho resolveu sair de casa. Foi morar com a avó. Foi de repente, sem eu esperar, simplesmente falou e se foi.

Será que eu não revidei o suficiente para ele a felicidade? Será que foi ele que não? Ou talvez seja a vida me revidando a mensagem de que eu já cumpri o meu papel, que criamos os filhos para o mundo, que cada um traça seu destino. Que isso não tem a ver com fracasso…

Meu coração dói. Dói como mãe, mas eu sempre me repeti que até ele completar 18 anos e estar na faculdade, não entregaria ele a ninguém. Ele está indo no segundo período de faculdade e já com um curso técnico na mão.

Mas será que ele não entendeu o meu amor? Ou essa é a forma dele revidar o amor que dediquei sozinha tantos anos?

Se foi, não sei se para voar ou aterrissar. Mas se foi. O quarto já está vazio. Já estava planejado, eu que não sabia de nada.

Minha sensação é que tem algo sórdido atrás disso, mas o que eu posso fazer é só rezar. Rezar para que ele não esteja sendo enganado e que ele continue no caminho para ele determinado. Ou talvez ele esteja indo revidar algo que eu não pude dar. Será que eu não o estava fazendo feliz?

O peito dói.

Acordei de sobressalto e lembrei que os caminhos deles já não são mais os meus. A vida revida sinais.

A frase toma mais sentido num complemento digno do misto de sensações que tenho hoje… não seja grato, aja em retribuição, seja revidando amor ou reciclando os sentimentos ruins e transformando-os em amor.

Se alguém lhe fizer feliz, revide!

Se alguém lhe fizer triste, recicle!

A Natureza da Dor

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O menino viu um casulo caído no chão. Dentro dele, uma borboleta tentava, sem sucesso, sair de sua casca, ávida pela sua nova vida enquanto borboleta.

Agoniado com o sofrimento da borboleta, o menino pegou uma vareta e começou a ajudá-la. Em poucos minutos ela se livrou daquele fardo. A ajuda do menino lhe economizou algumas horas de esforço, sofrimento e dores.

Porém, com a economia de tempo e de força para conseguir remover sozinha o seu casulo, a borboleta ficou insuficientemente forte e preparada para voar.

Passou o resto de sua vida no chão, escapando de ser pisada, pois sua asa não conseguiu ser preparada para voar. Não ficou forte o suficiente pela falta de esforço na saída do casulo.

Sim… é uma história forte e triste, mas que consegue nos passar alguns ensinamentos.

Mudar nossa natureza não é fácil.  Dói pra cacete!

Será que não devemos passar pela metamorfose em nossa vida para nos despir de conceitos falhos, que nos levam à erros durante nossa existência.  Mas dói, né….  E como dói!

Acredito que a cada nova fase, nos é dada a oportunidade de nos transmutarmos, entrarmos num novo casulo e ressurgir para uma nova vida, numa nova conceituação de vida.  Ressignificar pensamentos e ajustar rotas erradas que não nos levaram a lugar nenhum.

Agora entendo muito bem, que minha maior fraqueza sempre foi ficar sozinha.  Desde adolescente, esse pavor me rondava. Esse meu medo me fez escolher relacionamentos onde eu depositava no outro a responsabilidade de me fazer feliz.  Sempre contava que alguém fosse me tirar do casulo.  Saía enfraquecida, assim como aquela borboleta.

Machuquei e fui machucada.  Tive que sofrer para entender que, na verdade, o que me falta é aprender a ficar feliz comigo.  Estar bem comigo, significa dizer que, quando eu estiver 100% pronta, o relacionamento que eu tiver para durar, terá um vetor contrário do que sempre teve:  Eu estarei bem, feliz por mim e para mim e essa felicidade externalizará para quem estiver comigo.  Essa pessoa não terá a responsabilidade de me fazer feliz, somente de entrar nessa minha atmosfera de amor. 

No auge dos meus 41 anos, tenho o DESorgulho de dizer que tive 4 relacionamentos importantes para mim ao longo da minha vida.  Os 4 eu me frustei demais.  Recentemente, isso tem pesado.  Pesado tanto, que resolvi tentar me mudar, passar por uma metamorfose dos meus sentimentos, como a borboleta que sai do casulo.

Há 2 meses venho repensando em tudo isso. Tá pesado, doendo, difícil, mas não posso ser ajudada nesse momento.  Conseguirei sair sozinha do casulo, fortalecida e segura para poder voar.

Uma amiga me disse que minhas restrições (minha lista de requisitos para meu crush) podem afastar de quem pode me fazer feliz.  Mas aí está justamente o ponto.  Essa lista está me mantendo a uma distância de segurança de paixões erradas.  Ou quiçá das paixões certas no momento errado.

Notei que, o que realmente quero, ou pelo menos acho que quero, não é bom para mim neste momento.  A partir deste meu entendimento, melhor não me apegar a ninguém mesmo.  A substituição já me mostrou mais de uma vez que não dá certo.

Talvez eu esteja vivendo mais intensamente a minha fase solteira agora.  Isso talvez acabe afastando pessoas super legais, que não estejam no mesmo momento que eu. Quando eu acho que pode ser uma coisa legal, me apego nos defeitos que enxergo e me afasto da pessoa.  Já me redimo dos mal entendimentos que possa causar, estou saindo do casulo agora, não quero magoar, só quero me libertar.

Fugir da minha natureza não está sendo fácil.  Mas se alguma coisa na vida é fácil, certamente estamos fazendo do jeito errado.  O que é bom, chega com sacrifício e esforço.  É em cima exatamente deste conceito que vou endossar meu comportamento e minhas atitudes, mudando minha natureza original e tentando viver a vida de uma nova forma.  Aprendendo a estar sozinha e feliz comigo.

A única coisa que desejo neste momento é que eu não descubra um mundo mais feio ainda fora deste meu novo casulo que estou prestes a eclodir.

No fundo, eu acho que o que vou precisar logo, logo, é de colo…  Ou será que já não preciso neste momento?

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