A Primavera do Brasil de 2022

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Em algum lugar do passado… (será?)

“Ihhh, acabaram de levar meu vizinho judeu preso. Mas eu não sou judeu, então está tudo bem!”

“Agora estão levando meu outro vizinho preso dizendo que ele é judeu, nunca nem imaginei que ele seria judeu. Mas eu não sou judeu, está tudo bem!”

“Pera aí, não me levem preso! Eu não sou judeu! Eu não sou…”

Quando a gente não sente a dor do outro, a dor pode vir direto em nós!

Precisamos nos atentar para o que está acontecendo. Não é porque não está doendo agora, que não vai doer em algum momento!

Acorda, Brasil!

A Parcialidade Imparcial

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Em 2000, minha avó perdeu o único filho homem que teve, aquele que nunca saiu do lado dela e que sempre a tratou como rainha.

Para minimizar sua dor, ela, uma costureira de mão cheia, começou a pegar pequenos consertos de roupa da vizinhança.

Ela tinha se mudado há bem pouco tempo para um apartamento, depois de viver a vida toda em uma casa.

A dor da perda do filho e o cerceamento do tamanho da casa, condição imposta também pela sua saúde debilitada, que não mais aguentava cuidar de uma casa tão grande, faziam da costura, sua distração e ocupação.

Por conta disso, ela ganhou, nem lembro de quem, uma plaquinha super simpática de madeira, como um quadro escrito: Pequenos consertos e costura. Maria. E o telefone dela.

A plaquinha ficava na parede da varanda, ela morava no primeiro andar. Era como um quadrinho mesmo.

Um certo dia, um morador, uma truculência que faz inveja até para um viking, adentrou à casa de minha avó e arrancou-lhe o quadro da parede da varanda. Alegou que era a fachada do prédio e que não era permitido.

Minha tia, quando chegou, encontrou minha avó chorando …

Corta para 2022. Praticamente os mesmos moradores no prédio.

Uma bandeira, estilo toalha do candidato vermelho, com pregadores na tela da varanda, oficializando o voto.

Liguei para as mesmas pessoas que arrancaram a placa da minha avó há 20 anos e os mesmos, com desculpas estapafúrdias, disseram que realmente na tela não pode, mas na parede da varanda podia, afinal, era a casa da pessoa. Ué, mas minha avó não podia por ser fachada, a mesma fachada da toalha vermelha, só que um andar a menos!

É assim, está sendo assim, quando há menos inserções em rádios, onde há a censura de canais de direita, quando há a proibição de vistoria e apreensão de dinheiro para compra de votos.

É a parcialidade imparcial, é o aparelhamento doentio do sistema.

Eu hoje choro o mesmo choro da minha avó quando foi-lhe arrancada a placa do seu trabalho!

É um choro de tristeza, de censura, de frustração e de medo.

Arrancaram a placa da minha avó, arrancaram a minha placa, arrancaram a nossa placa que estava escrito LIBERDADE!

6 meses

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6 meses!

O relacionamento mais longo que tive desde que me separei e nem é um relacionamento…

6 meses que talvez tenha me perdido de mim. Ou quem sabe eu tenha me achado…

O fato é que o pouco que ele me oferece, se torna muito, a medida que para quem nada tem, metade é o dobro.

Uma história sem lastro, sem fotos, sem testemunha…

Uma dor moral de me aterroriza, um sentimento que me domina e um exercício constante de desprendimento afetivo.

Não sei.

Não sei se é certo ou errado. Não sei se vale ou não manter.

O fato é que ele me faz bem, mesmo me fazendo mal.

Eu penso muito que o amor que eu tenho dentro de mim é tão grande que é um desperdício gastar podendo dar tão pouco.

Ontem falamos sobre nos afastarmos de tudo o que não nos faz bem, de tudo o que não nos faz feliz.

6 meses, 180 dias, meio ano … o pouco que parece muito.

Não sei o que vai ser, sei o que preciso sentir. Não me é suficiente, mas me é o necessário no momento em que não me sinto só e tenho com quem compartilhar meus medos, anseios e situações do meu dia a dia nada fácil.

Que a vida me dê muito mais amor para eu poder Amar.

❤️

Luke – 1 Ano do NOSSO Resgate

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Há 12 meses eu o encontrei. Talvez o certo seria eu dizer que ele me achou.

Até hoje eu penso ter sido uma loucura trazer um terceiro labrador para uma casa com 2 outras que viviam em guerra. A trilogia completa.

Racionalmente essa decisão é certamente a mais louca que eu já tomei. Emocionalmente é também a mais assertiva.

Muitas vezes você resgata, outras vezes, quem é resgatado é você. No caso do Luke e eu, acho que nos resgatamos mutuamente.

Não sei onde ele viveu, como, o que passou e nem ao menos a idade precisa dele. Se foi abandonado ou se estava perdido. Se suas cicatrizes foram de farra ou dor… Será que já teve dono?

Sei que a cada olhar de medo quando um rojão explodia, ou uma buzina de moto estridente ou alguém que gritasse na rua… esse olhar de medo encontrava no meu colo calma, cuidado e proteção.

Da mesma forma que encontro no cuidado dele em se deitar em cima de mim, em segurar minhas mãos junto pata dele, em chorar quando tiro a mão dele, em ficar grudado para ver tv comigo, em estar comigo o tempo todo, parecendo tentar compensar algo quando me sinto sozinha.

É… foi um resgate mútuo, com certeza!

Minha casa ficou mais barulhenta, (mais!!!) cheia de pelos, “com cheiro de cachorro”, mais bagunçada… e também muito mais colorida!

Volta e meia eu escuto que um dos grandes motivos de eu ainda estar sozinha (mesmo sendo essa pessoa incrível, linda e perfeita que sou, diga-se de passagem) é porque enchi a casa de cachorro e as pessoas tem nojo. Ahhh, vamos lá… a frase certa é: eu enchi minha casa de amor, e as pessoas têm muito medo de amar!

Eu continuo com esse amor, se não carnal, com certeza verdadeiro, que não rouba, não trai, não engana, não me deixa só…

Luke, obrigada por me encontrar e me resgatar do abismo que eu ainda tinha dentro de mim. 🤎

Feliz um ano de felicidade do meu lado!

Feliz um ano de vida!

Feliz um ano de resgate!

A Inclusão é realmente Inclusiva?

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Meu filho acaba de conquistar o primeiro emprego dele após a experiência super frustrada do programa jovem aprendiz da Apple, onde ele sofreu preconceito e a falta de uma gestão verdadeiramente inclusiva, o fez ter o contrato encerrado antes do tempo.

Essa situação fez com que ele preferisse fazer bicos a voltar a trabalhar formalmente durante quase 3 anos. Ele ficou muito frustrado e com trauma do mercado de trabalho.

Há pouco mais de um mês, ele foi absorvido por uma das empresas que ele prestava serviços temporários ao longo da pandemia.

O que eu acho mais interessante é a preocupação dele em não errar. Como ele não mora mais comigo, me manda mensagens pedindo conselhos e orientações sobre como fazer o trabalho diariamente.

Me sinto especialmente feliz enquanto mãe e gestora, pois dar direção para quem quer fazer a diferença é o auge! Ainda mais sendo meu filho!

As empresas precisam estar preparadas para as diferenças. Mais que isso! Precisamos entender que pessoas diferentes podem trazer abordagens inovadoras para atividades rotineiras.

Deixar essas vozes serem ouvidas é mais que um desafio, é uma estratégia de desenvolvimento para as empresas.

Termino o post com a minha frase de sempre no que tange à políticas de inclusão:

A inclusão é realmente inclusiva?

Engatilhada

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Gatilho é uma parada foda para quem tem ansiedade. Uma única palavra, gesto ou até mesmo situação pode trazer à tona um processo de colisão emocional.

Eu particularmente experimentei essa sensação ontem.

Analisando todo o meu histórico, o gatilho veio num copo prestes a transbordar por uma situação que já não me deixa nada confortável, dentro de um cenário colapsado de vida.

Pronto! Bomba atômica implodida dentro de mim.

A ansiedade mexe com tudo. Coração acelera, fome descontrola, sono fica maluco, cabeça dói, tudo machuca muito mais que normalmente.

Estou no meio desta rota de colisão neste momento.

A frase vem num momento em que sofro da síndrome do ninho vazio. Onde meus cachorros são minha única companhia a maior parte do tempo.

Sentimentos de insatisfação financeira e sentimental completam o quadro caótico. Boom!

A frase inocente, vinda de alguém não tão inocente assim, reverberou em todas as células do meu corpo, me transformando em um veneno para mim.

Estou destilando esse veneno na madrugada sombria que insiste em não terminar.

A cabeça dói, parece explodir. Sinto meu coração bater tão alto que talvez esse som seja o responsável por aumentar a dor que eu sinto.

Que luta interna!

A cabeça, ao mesmo tempo que dói, não dá trégua de tentar jogar mais urânio nesta bomba atômica. É incontrolável.

Por que somos colocados nesta situação por nossa mente? Ela nos aprisiona dentro de labirintos malignos!

Quero sair mas não tenho força (por hoje ao menos).

A solidão é dura! Silenciosa e cruel, fomentando com o barulho do silêncio, o grito da verdade maquiada por esse mola elíptica interna.

Me tire de dentro de mim!

Quero sair e já não encontro o caminho para fora de mim…

Estou engatilhada, a bala no pente da mente, o grito ensurdecendo minha alma, a vida esvaziando de mim…

Era o som de quê?

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Eu poderia dizer que o som foi de alarme, para que eu acordasse para mim. Mas também foi o som da despedida, silenciosa e fria…

Nada falei, no fundo eu sabia. Aquele toque de telefone seria o verdadeiro chamado. O chamado da minha consciência.

Não, não preciso, não mereço e não quero ser algo pela metade.

Não preciso, não mereço e não quero nada menos do que acredito pertencer a mim. Só a mim.

Ia ser sempre assim. Desequilibrado e sofrido.

Mas o amor é equilíbrio!

Sem equilíbrio tudo cai.

Caiu.

Caiu de vez!

Dói agora para não doer sempre.

O toque foi de recolher. De me recolher para muito tempo depois poder colher… me colher dentro de mim!

Fim

Texto de Desconexão

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Não que precise, eu sei que não. Talvez se precisasse fosse melhor falar e não escrever. Mas sou aquelas que as palavras escritas fluem muito melhor que as faladas…

É clichê, mas não é você! Sou eu! Não foi promessa não cumprida ou algo que eu não soubesse antes de me envolver. O fato foi que me envolvi mais do que deveria e até mesmo planejava …

O plano era muito bom. Não me envolver para não me ferir. E alguém que não possa se envolver era o match perfeito para que tudo desse certo… se não fosse um detalhe: eu me apegar.

Ao mesmo tempo que me apego, eu me questiono: será que mereço e preciso ficar numa situação de ser o “tempo que sobra”?

A medida que entro nesta dialética, me sinto mais e mais sozinha. Saudosa de viver o que não vivi. Distribuir o que melhor tenho dentro de mim…

Eu sempre falo que é muito difícil que um vendedor de capim entregue rosas. Ao mesmo tempo que quem vende rosas não consegue entregar capim. Não consigo entregar algo diferente da minha essência.

Gosto de atenção, de carinho, de dormir de conchinha, de cuidar, de acordar de manhã de chamego, decidir almoçar num lugar especial ou simplesmente ficar o dia td na cama fazendo absolutamente nada… De passear, de dançar, de curtir… gosto de me preocupar se está bem, de fazer bem e ter isso também…

Não consigo ser pela metade. Me oprime, me reprime e sufoca.

É na intensidade dos meus sentimentos que permeia o meu equilíbrio.

Não precisaria, mas eu quero… quero dizer que foi bom, que foi gostoso. Mas suscitou algo que não gostei de ver em mim.

“Quero a sorte de um amor tranquilo…”

Obrigada! Obrigada pelo tempo, pelas ligações diárias, pelo carinho e até mesmo cuidado, obrigada por ter vindo subir minha mala quando cheguei de viagem… o pouco foi muito e me sinto muito muito muito feliz de ter te conhecido melhor. O suficiente para julgar o quanto você merece ser feliz…

Fique bem e se cuide!

Com muito carinho ❤️

Ps.: para que eu não me esqueça de me lembrar jamais! ❤️

Como Aumentar a Ocupação de Empreendimentos Comerciais

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🔹Um dos maiores desafios de administradores de imóveis é a maturação de empreendimentos comerciais.

Atualmente a taxa de ocupação está em torno de 1% ao mês. Ou seja, um edifício comercial pode levar mais de 100 meses para atingir a maturação!

Como transpor esse desafio?🤷‍♀️

💭Fazendo um benchmarking, podemos analisar que alguns shoppings e condomínios estão conseguindo reverter esse ponto com eventos. Conseguindo uma ocupação muito superior à média do entorno.

Eventos em áreas ociosas do condomínio, como garagens e Halls, além de trazerem receitas adicionais importantes para a implantação de novos empreendimentos, trazem um público diversificado que terá contato com seu espaço e poderá se tornar um cliente potencial. Geração de lead!!!💡

🔹Eventos de pets, música, alimentação, sampling, feiras, exposição, carros antigos, apresentações, entre muitos outros são ideias para atrair público e tornar seu espaço rentabilizável durante a curva de ocupação do mesmo.

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Que seja infinito enquanto dure… o meu interesse!

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“O nosso casamento durará enquanto o nosso jogo de interesses estiver sendo alimentado!”

Ouvi isso aos 19 anos do meu então marido. Me soou absolutamente duro e muito grosseiro. Como assim? Eu não me achava interesseira!

Hoje, no amadurecimento adquirido com meus mais de 40 anos, concordo e inclusive dissemino esse pensamento para que ele seja compreendido de uma forma mais, digamos, lúdica.

Relacionamentos são jogos de interesse sim. Não no sentido de tomar vantagens ou ser interesseira e sim de partilhar interesses em comum, de estar perto, de trocar, de evoluir… são vários tipos de interesse.

Esse interesse transcende a linha dos relacionamentos pessoais, inclusive.

O jogo de interesses é alimentado em relações trabalhistas, acordos societários, assim como em casamentos e amizade. Tudo é uma questão de interesse!

O que nos aproxima serão sempre os interesses comuns.

Quando os interesses começam a se afastar de seus pontos de convergência, é natural que haja também o afastamento destas relações.

Ficamos num emprego ou com um empregado, numa sociedade, nutrimos uma amizade ou um relacionamento afetivo enquanto durarem esses pontos em comum, enquanto for interessante para ambas partes!

Aliás, continuar em algo que não te faça bem, é se ferir!

Não é interessante estar num lugar ou com pessoas que você não tenha um mínimo interesse. É entediante, frustrante, desmotivante!

Deixar ir o que não faz mais parte do seu mapa de interesses, só fará com que você esteja livre para encontrar algo que tenha muito mais a ver com você!

Deixe fluir, opostos não se atraem. Opostos dão choque!

Atraia para perto de si, energias similares à sua, ao menos complementares. Mantenha a chama acesa! Precisamos estar sempre apaixonados pelo que fazemos e com quem nos relacionamos.

Portanto, não se permita nutrir aquilo que não mais te gera interesse, prazer e crescimento!

Rompa esse ciclo vicioso e se interesse por você, por viver!