Gestão de Produtos

A Tecnologia como Alavancadora de Negócios no Mercado Fitness

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Trabalho há 1 ano no mercado fitness, numa grande rede de academias do nordeste do Brasil.  Este ano, tive a oportunidade de visitar a Fibo, na Alemanha, a maior feira fitness do mundo.

Sou nerd e assumo.  Desde que entrei neste mercado fitness venho tentando implantar algumas melhorias tecnológicas na empresa que estou.  Mudei sistema, estou transformando o portal, redes sociais, sistemas de Member get member, botão de chama professor, além de muitos outros projetos on going…

Quando cheguei na Fibo e vi o tamanho da feira, me impressionei bastante.   É surreal o formato e a quantidade de visitantes no evento.  Fiquei mais feliz ainda quando percebi que pela primeira vez, a feira teria um pavilhão somente dedicado à novas tecnologias.  Obaaaaaaaa

Neste pavilhão vi muitas tendências, muitas novidades e muitas, muitas e muitas ideias.

Aqui tentarei falar de algumas ideias e tendências que vi lá para mostrar o território fértil que temos no Brasil para o desenvolvimento de inovações para o mercado fitness.

  1. Equipamentos – os equipamentos estão cada vez mais integrados, gerando muitas possibilidades de acompanhamento de evoluções de treino, de gastos calóricos, de tempo e aprimoramento dos exercícios, compartilhamento em redes sociais, associações com sistemas de alimentação/nutrição, playlists… É tanta coisa integrada.  Além das integrações, vi algumas coisas bem legais.  Por exemplo, tem uma marca de equipamentos que tem em todos os seus produtos um chip wifi que é integrado a um sistema de manutenção, que avisa quando a maquina necessita de reparo, já disparando a equipe técnica, sem a necessidade da gestão da academia avisar.  Em alguns casos, o ajuste pode ser até remoto.  Outra facilidade que a tecnologia trouxe foi o QR Code.  Com academias com cada vez menos professores (linha low cost), a ideia é dar ao cliente a possibilidade de tirar as dúvidas de como praticar o exercício físico.  Através de um video simples, rápido e intuitivo, equipamentos têm o QR Code para fácil leitura e acesso imediato ao conteúdo.  Facilita a vida de quem não é o que chamamos de rato de academia, ou seja, do iniciante.
  2. EMS – Eletric Muscle Stimulation – consiste em eletrodos que visam trazer mais resultados no exercício.  Alguns modelos scaneiam o corpo e conseguem trazer informações relevantes acerca do seu preparo físico e propor exercícios corretivos e/ou estimular o músculo a medida que o exercício acontece.  Tem uma tendencia na Europa de academias que trabalham com equipamentos EMS e 1 professor  para até 10 alunos, que se vestem com uma roupa especial com eletrodos e os exercicios de 20 minutos prometem eficácia igual ou maior que 180 min de exercícios fisicos sem o equipamento EMS.  Visitei uma academia na Holanda com o equipamento, muito legal!!!!!!    Gostei tanto disso, que comprei um equipamento portátil para mim.  Além de ajudar no exercício físico, ajuda com dores musculares e em geral e com recuperação e preparação de músculos pré e pos treino.
  3. Smart Mentoring – tem muito a ver com EMS.  A tecnologia vem ajudado a personais trainers e coachers a orientar melhor seus alunos e extrair melhores resultados.  Como o mapeamento do comportamento muscular, é possível conseguir maiores resultados, principalmente de atletas.
  4. Acesso Inteligente – É uma tendencia academias com cada vez mais automação, principalmente em acesso, banhos, armários, treinos e etc…  Vi muita coisa legal, como reconhecimento atraves de iris, palma da mão, as tradicionais digitais.  Muita coisa ainda na velha e boa tecnologia de contactless, RFID e botões de chamada para professor (em caso de dúvidas).
  5. Realidade Aumentada – os stands estavam sempre lotados e não consegui experimentar nenhum dos equipamentos da feira…  Acredito na realidade aumentada como uma forma de atrair um público que nunca iria praticar atividades físicas regularmente para a academia:  Os nerds!!!!  Tenho um filho super nerd que adoraria fazer atividade com realidade aumentada.  Imagina que máximo!!!!!
  6. Apps – São tantas opções, mas muito poucas completamente integradas.  Quando o aplicativo tem um mobile massa, fica devendo no sistema de pagamento, ou tem um acompanhamento nutricional maravilhoso e o treino deixa a desejar.  Enfim, já vi muitos e não há um completamente pronto (especialmente para as necessidades dos brasileiros – impostos e etc).  Uma grande oportunidade para algum desenvolvedor ninja!
  7. Gamification – vem muito na linha do engajamento de públicos completamente diferente dos usuais de uma academia.  Desde criança, jovens e adultos que necessitam de diversão.  Imagina um studio de funcional com vários features eletrônicos!!!!!
  8. Muitas outras ideias – nossa!  tem muito mais possibilidade.  Imagina uma rede social restrita ao ambiente da academia, onde pudesse rolar um Tinder fitness…

Então…  quer empreender na área fitness????  O que não falta aí é ideia…

 

Esta palestra foi apresentada na Rio Info em 2016, evento que aconteceu de 4 a 6 de julho.

 

 

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Marketing Digital… Muito mais que postagens em Redes Sociais.

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Trabalho com marketing há mais de 10 anos.  Na verdade, no início confesso que fazia marketing por “feeling”, empiricamente, sem nenhum conhecimento técnico, usando basicamente os conceitos de equilíbrio e composições aprendidos na faculdade de arquitetura, aliado às minhas primeira experiências profissionais, onde o comercial se misturava com o marketing.

Como comecei a ter que desenvolver campanhas, preferi entrar numa faculdade de marketing, para que o empirismo se tornasse profissional, além obviamente dos diversos cursos que fui fazendo ao longo deste período.

De repente, eu comecei a perceber que o público alvo de minhas ações estavam todos na internet, tanto em email, como em redes sociais e sites de buscas e de parceiros, que a interação com eles poderia ser bem mais direta do que por ações de marketing de massa que tradicionalmente usava.

Em minhas ações, comecei a compor ações de marketing tradicional e buzz marketing (ações criativas, fora dos métodos tradicionais), com estratégias de demarcação de território digital, através de criação do site, hotsite e blogs dos produtos que eu trabalhava.  Além disso, passei a entender o comportamento do consumidor online, entendendo que havia comportamentos convergentes e divergente de acordo com perfis sociais e de consumo.

Tentei, dentro do possível, criar um marketing didático, tanto para clientes externos, como para clientes internos (próprios funcionários da empresa).

Lembro que logo quando o Twitter foi lançado, trabalhava na criação de um cartão de crédito de automóvel e tive a ideia de criarmos um “avatar” para divulgar o produto no Twitter.  A ideia infelizmente não passou, era arrojado demais para uma empresa mais tradicional, ninguém entendia como o Twitter funcionava direito.  Fico imaginando o quanto teria sido interessante para aquela empresa na época.  Quanto valeria a inovação. A partir desta experiência entendi que as vezes é necessário que a própria empresa entenda a dinâmica digital.

Depois fui trabalhar numa empresa americana, que calçava sua divulgação 70% em estratégias online e 30% em telemarketing, nunca mídia tradicional, a não ser por mídias espontâneas em matérias de revistas e etc.  O mais importante desta empresa é que tive contato com ações de google, SEO e conheci muito mais de estratégias de marketing digital.  Aprendi na America que o Marketing Digital estava chegando para mudar todas as relações de valores e métodos de campanhas de marketing.  Que não era necessário gastar muito para lançar um produto.  Que o marketing digital era absurdamente mais barato que o tradicional.  Acabei, por conta disso, buscando uma especialização em Marketing Digital (que fiz na FGV/RJ).  E continuo me especializando até hoje…

Hoje, o que percebo é que a maior parte das pessoas que trabalham com marketing digital, acreditam que tudo é uma receita de bolo e se resume em postagens no facebook e nas demais redes sociais… Ledo engano, meus Caros…

MARKETING DIGITAL NÃO É SÓ REDE SOCIAL!!!!

O que deu certo para alguém, não vai necessariamente dar para outro.  O que viraliza numa empresa, para um público específico, pode parecer piegas para outro público e pode detonar uma enxurrada de críticas.  Não há uma data ou um dia específico de postagem que funcione para todos os mercados.  Não é toda empresa que necessita/pode/tem maturidade para ter página no facebook, o twitter e o instagram podem ser mais ou menos eficientes em nichos específicos. Porém, além de tudo isso, há um quesito muito essencial a ser analisado:  QUEM É O SEU PÚBLICO ALVO?  O comportamento do seu consumidor pode ditar a estratégia de marketing digital a ser adotada.

Ao pensar na estratégia de marketing digital do produto, pense primeiro no seu cliente, como ele age nas redes sociais, como ele vai pesquisar por você, se ele precisa ser lembrado que necessita do seu produto ou serviço ou se ele vai ativamente procurar por ele, que horas que ele pode estar navegando e por onde ele acessa.

Ter um site com um mapeamento de SEO e ações de ADWORDS pode ser até mais eficiente que todas as redes sociais reunidas.

Estratégias de marketing digital são como marketing tradicional, você pode fazer o arroz com feijão (Redes Sociais + Site + ADWORDS) ou pensar fora da caixa, usando aplicativos, promoções criativas e interação entre o virtual e o real, usar os recursos de vídeo e demais ferramentas disponíveis com o objetivo de promover o engajamento de seu público e converter em negócios.

Crie estratégias individuais para cada cliente, seja criativo e use a tecnologia a seu favor para inovar sempre.  Um bom gestor de marketing deve ser criativo e, dentro do possível, econômico.

 

SEO – Você sabe o que significa?

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SEO, Search Engine Optimization, você sabe o que significa?
O SEO é um conjunto de técnicas utilizadas direta ou indiretamente no seu site para melhorar a performance dele, objetivando o melhor rankeamento nos resultados de pesquisa do GOOGLE e outros sistemas de pesquisa.
O trabalho de SEO é como um tratamento médico, pode não ser sentido imediatamente, até mesmo levar meses para obter o resultado esperado.
Muitas empresas adotam a estratégia de blackhat, que visa o melhoramento quase imediato do posicionamento das pesquisas com estratégias não aceitas pelo Google mas, esta técnica é muito perigosa pois, se descoberta, o GOOGLE pode punir e o site perde toda a relevância de uma hora para a outra. Fato como esse aconteceu com a empresa Decolar há alguns meses atrás. Isso gerou um prejuízo muito grande para a empresa e há pouco tempo, após o período de punição, ela voltou às primeiras posições novamente para as palavras-chave principais do seu negócio.
Um trabalho sério de SEO deve ser feito em pelo menos 6 meses. Um crescimento repentino pode ser prejudicial a sua marca a médio prazo, não existe promessas em SEO, não é uma ciência exata. O GOOGLE não abre suas regras e muitas técnicas são desenvolvidas e aprimoradas a partir de experiências de especialistas, que partilham seus sucessos com profissionais da área.
Os algoritmos do GOOGLE mudam muito e são regionalizados. Livros em geral ficam desatualizados muito rápido e também, normalmente, foram feitos com origem em outros países, não podendo ser aplicados integralmente a nossa realidade.
O SEO deve fazer parte da sua estratégia digital.

Ações básicas podem ser feitas diretamente por você, exemplo: colocar textos relevantes ao seu negócio na sua página, links de outras páginas relevantes apontando para a sua, uma URL com palavras chaves, site limpo, responsivo (ou seja, adaptável para qualquer formato de tela), sem páginas de erros, sem flash, usar bastante as palavras-chaves de seu negócio em todo site.

Para SEO não há milagre, há muita atenção ao que você posta.  Isso lhe fará ganhar muitas posições rapidamente.  Fale o que seu público quer ouvir! 😉