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Dicas para Empreendedores de Primeira Viagem

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Nunca se falou tanto em empreender, nunca se abriu tantas empresas, nunca se arriscou tanto… Mas, a gente está fazendo isso da forma correta?

Trabalho com orientação e consultoria a empresas há uns 10 anos.  A grande taxa de mortalidade das start-ups me sinaliza que não. Definitivamente não estamos fazendo isso direito!

Muita gente deixa para empreender quando é demitido, daí o crescente número de empresas surgindo… Crise = desemprego = desespero = empreender da forma errada

Mas, qual seria a forma certa?

Se eu tivesse a resposta talvez não estivesse aqui escrevendo neste momento. O que posso dizer é o que estamos fazendo de errado, com certeza não são poucos os erros. Mas, se sabidos, por que não prevenidos? aha… então… cada um com seu cada um… mas, titia aqui vai tentar colocar alguns pingos nos is para ajudar os coleguinhas que estão enveredando neste mundo (ou seria submundo?), empreendedores de primeira viagem… De aconselhar sou ótima (rs)!!!!

Vamos começar com um axioma (pelo menos comigo é!):

Se algo está estável há algum tempo, prepare-se. Vai dar merda!  Se, ao contrário, tudo está nitidamente uma merda, nada dá certo há algum tempo, oba!  Tá chegando a hora de colher coisas boas!

Dito isso, vamos a outro fato: TUDO MUDA, sempre, o tempo todo…  Para bom e para ruim.

Agora que estamos na mesma vibe, podemos começar a traçar o rumo desta prosa…

Primeiro, não deixe para começar seu plano B quando seu plano A se tornar inexequível. Muitas pessoas começam a a empreender quando estão desempregadas.  Muitas vezes dá super certo. O desespero às vezes é um super ingrediente de sucesso para muita gente, tem que dar certo e pronto.  Mas construir algo estruturado, sem tanta adrenalina e mais pensado não seria mais salutar?

Um fator quase comum entre os empreendedores iniciais ou daquelas pessoas que esperam empreender é onde arrumar o dindim, o aqué, a bufunfa, o tutu, a grana … ???

O eterno dilema entre realizar o sonho ou subsistir.

Na maior parte das vezes, precisamos de dois dinheiros: o do projeto e o pessoal.  Não basta conseguir o dinheiro para financiar o projeto, as contas não param de chegar enquanto você tenta viabilizar um negócio.

Êta equação difícil da gota!

Posso garantir que muitas ideias fantásticas ficam presas neste dilema. Mas, para isso há solução. Acredite! Pode ser até mesmo mais fácil do que se imagina. Com um pouco de pesquisa, resiliência e determinação esse obstáculo pode ser facilmente superado. Aliás, resiliência é a palavra da vida de um empreendedor!

Para o financiamento existem várias ferramentas de fomento disponíveis no mercado: as Fintechs tem crescido muito neste mercado quase como molas propulsoras de novos negócios, cada qual com sua tese, suas políticas, taxas e prazos (muitas vezes taxas de juros bemmmm baixas, com prazos super dilatados e ainda com carência para o início do pagamento), é necessário pesquisar, mas, em geral, há muitas opções no mercado.  Lembre-se que a gente escuta desde bem pequeno: “Sempre tem um chinelo velo para calçar um pé cansado.””

Além das Fintechs, e muitas vezes paralelamente à elas, há aceleradoras, incubadoras, investidores, anjos, programas de corporate venture, patrocínios, premiações e incentivos de várias formas, governamentais e privados. Vou até contar um segredinho: Tem alguns agentes financiadores que são sem a necessidade de restituição do valor investido!!!! Sim, sim, sim!!!!! Não precisando pagar nada!!!!! Exemplo: estamos passando por uma crise hídrica, vários agentes estão promovendo programas de incentivo e aceleração de empresas com essa tese. Em geral vem como smart money, ou seja, com incubação, mentoring e desenvolvimento.

Algumas instituições abrem editais para apresentação de start-ups para esses incentivos. É preciso fuçar!!! Um empreendedor é, eminentemente, um fuçador.

Venda-se! Saiba ser um divulgador de si e de seu projetos! Marketing Pessoal é tudo nesta fase. Para se empreender TEM QUE SE VENDER!  Os melhores empreendedores que já conheci eram, acima de tudo, excelentes vendedores.  Cara dura e persistência.  O não você já tem.  Qual o risco que você terá em tentar converter num sim, o que você vai perder?

Recomendo: Biografia de Wall Disney, Steve Jobs e os filmes JOY e Em Busca da Felicidade.  Ilustram a resiliência e a persistência em busca do que se acredita.

Neste ponto ressalto um outro ponto de atenção, onde muitas ideias também são perdidas, principalmente em empresas de tecnologia. O perfil dos idealizadores de projetos técnicos é de pessoas bem introspectivas, que não gostam e não sabem vender, que são desenvolvedores, pouco acostumados ao desenvolvimento do networking, falam pouco e a maior parte é SUPER tímida!

Os caminhos mais fáceis para resolver esse problema são: ou a pessoa corre atrás do prejuízo(na verdade corre na frente pq quem corre atrás já está chegando atrasado) e se recicla OU se junta à alguém mais despachado, que fará o comercial. Mas, CUIDADO COM A SOCIEDADE.

Esse é mais um item determinante na derrocada das empresas, eu mesmo já me lasquei ALGUMAS vezes com isso. Saiba escolher muito, muito, muito, repito mais uma vez, muito (!!!!!) bem o sócio. As pessoas mudam. É um casamento. Se a gente tem dificuldade de escolher parceiro para vida, para os negócios a dificuldade é a mesma. A convivência é cruel, a divergência de pensamentos é complicado de se administrar, as prioridades. O bom mesmo é ter alguém que você confie profissional e pessoalmente, te complemente, que seja capaz de trazer ganhos para os dois.  Uma relação simbiótica onde os dois consigam ser mais do que como indivíduos únicos.  Tenha tudo muito bem detalhado sobre responsabilidades de cada um na empresa. O combinado não sai caro. É melhor gastar tempo nesta parte chata do que perder dinheiro lá na frente, ou pior, perder a paz!

Ok! Tenho sócio, tenho a ideia (EUREKA!!!!!), como começar a empreender?

Ah… Isso Luluzinha tem na ponta da língua: BOTE NO PAPEL!!!! (normalmente é no computador mesmo, tá de boa…)

De novo, tem no mercado várias ferramentas que podem ajudar a quem não tem ideia de como começar a escrever. O SEBRAE tem uma ferramenta, o CANVAS, que é uma ferramenta gratuita, super didática, própria para quem não tem intimidade com Planos de Negócios ou com estruturação de modelos de empreendimentos, é colaborativo, online… Enfim, super prático!

Botar no papel, criar metas e rotinas diárias para o amadurecimento do negócio, são atividades vitais do empreendedor. Um dia de cada vez, mas faça isso realmente com dedicação.

Valide sempre!  Valide tudo!  Valide com amigos, família, sócios, profissionais de mercado, professores, clientes e, principalmente, com inimigos.  Fique sempre de olho na concorrência, mas com mente e coração abertos.  Já lidei com muitos empresários que se achavam tão supra sumo da perfeição divina que não reconheciam seus próprios defeitos e tampouco viam os benefícios dos concorrentes em relação aos seus produtos.  Lembre-se do gráfico SWOT (gosto mais de chamar de FODA – é mais fácil de lembrar!) onde avaliamos as Forças, Oportunidades, Deficiências e Ameaças.

Então, se acha preparado para viver vendendo o almoço para comprar a janta por algum tempo, sem horário para dormir,  sem glamour, sem se divertir ou descansar?  Se sim, o que ainda está fazendo aí parado que não está produzindo?????  O tempo urge. Mãos a obra e boa sorte!

 

PS: Se tem alguma dúvida sobre empreender ou gostaria de um modelo de plano de negócios, pode me mandar uma mensagem que respondo a todas!  Até para discutir ideias!!! Sou suuuuuuppppppeeeeerrrrrr legal! 😉

 

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De volta ao meu aconchego!

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O bom de recomeçar é que você pode corrigir todas as suas falhas anteriores, estar mais forte e preparado para novos desafios e ainda mais motivado a vencer… Recomeçarei sempre que precisar me reciclar. É a transmutação da minha existência e sou grata por isso! Por mais doloroso que às vezes pareça, os ganhos são absolutamente incalculáveis e toda essa transformação ajudam a não criar tédio de mim.

Estou recomeçando…

Há 4 anos e 3 meses, tomei uma decisão que mudou completamente a minha vida e a de meus filhos. Decidi me mudar do Rio de Janeiro para Recife.

Estava ocupando uma posição profissional que sempre sonhei, como CMO de uma start-up recém investida de um grande grupo, montando time, estruturando negócio e com várias expectativas!

Em Setembro de 2012 fui visitar a família de meu marido em Recife e criamos uma expectativa de irmos para lá como empreendedores de um negócio de família.

Em outubro já estávamos lá de mala, cuia e meninos…

Morar de frente para a praia, num apartamento gigante e por um preço de zona norte do Rio foi um bom incentivo.

Mesmo estando em período letivo em andamento, consegui uma escola de referência para as crianças estudarem e comecei a estruturar comercialmente o negócio que me trouxe aquele lugar.

A receitinha de bolo eu já sei… Transformar a empresa numa referência do Brasil foi bem rápido e fácil… Fiz isso tantas e tantas vezes para tantas empresas… O crescimento foi exponencial, chegou a 700% em 3 meses. Saímos de reles desconhecidos ao top 5 nacional.

Lógico que nem tudo são flores… A empresa ficava no interior. Eu ficava na capital para facilitar minha vida com as crianças. Meu marido ficava na empresa, ficava sozinha numa cidade estranha, sem amigos e sem minha família. Nos fins de semana ainda íamos para a empresa de 15 em 15 dias para o plantão de atendimento. Cansativo.

Como todo empreendedor, trabalhei como nunca. Não havia fim de semana, não havia feriado e não havia nem dinheiro… Tudo que entrava, tinha que ser reinvestido. A empresa estava em crescimento, os ativos muito caros e não tinha muito o que fazer.

Obviamente precisei voltar para o mercado para complementar minha renda, trabalhava de 8 às 18h num emprego e ainda tinha o segundo e terceiro turnos até de madrugada. Atendia todos os clientes da nossa empresa, mandava orçamentos, tirava dúvida, fazia campanhas… O comercial e marketing era todo centralizado em mim.

Aprendi algumas coisas com essa experiência… A principal dela é que um negócio só vale a pena se o sonho também for seu. Não adianta embarcar no sonho dos outros. A empresa ainda existe, mas saí da operação dela depois de 2 anos neste pique. Não fazia parte dos meus sonhos.

Ainda empreendi novamente em Recife, montando uma agência de marketing digital. Deu certo por um tempo, mas a crise em 2015 fez com que a inadimplência dos meus clientes fosse determinante para a não continuidade de um negócio ainda embrionário. Ao mesmo tempo, recebi uma proposta de voltar ao mercado fazendo o que eu gostava muito e resolvi parar com a agência antes que me desse prejuízo.

Empreender requer uma série de cuidados, mas nos ensina muito, muito mesmo.

Em agosto de 2016 meu marido recebeu um convite para voltar ao Rio de Janeiro e aproveitei essa oportunidade para organizar minha volta. Novamente, estava empregada lá, as crianças em período letivo e, desta vez, tive que adiar minha volta para terminar o ano em Recife.

E cá estou! Pronta para recomeçar… As expectativas são de voltar ao ponto que parei em 2012. Retomar minha carreira com start-ups, tecnologia, marketing e desenvolvimento de negócios.

Sei que o mercado não está para peixe… E daí?! Posso ser um golfinho, que mora no mar, não é peixe e está sempre feliz e motivado! 😛

O fato de estar aberta a oportunidades faz o recomeço ser bastante rico. Não tenho tempo de ficar parada. Se recomeçar é preciso, que seja com boas energias! Eu acredito!

Seja bem-vindo, 2017!

Que se iniciem os jogos! 😉

A Tecnologia como Alavancadora de Negócios no Mercado Fitness

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Trabalho há 1 ano no mercado fitness, numa grande rede de academias do nordeste do Brasil.  Este ano, tive a oportunidade de visitar a Fibo, na Alemanha, a maior feira fitness do mundo.

Sou nerd e assumo.  Desde que entrei neste mercado fitness venho tentando implantar algumas melhorias tecnológicas na empresa que estou.  Mudei sistema, estou transformando o portal, redes sociais, sistemas de Member get member, botão de chama professor, além de muitos outros projetos on going…

Quando cheguei na Fibo e vi o tamanho da feira, me impressionei bastante.   É surreal o formato e a quantidade de visitantes no evento.  Fiquei mais feliz ainda quando percebi que pela primeira vez, a feira teria um pavilhão somente dedicado à novas tecnologias.  Obaaaaaaaa

Neste pavilhão vi muitas tendências, muitas novidades e muitas, muitas e muitas ideias.

Aqui tentarei falar de algumas ideias e tendências que vi lá para mostrar o território fértil que temos no Brasil para o desenvolvimento de inovações para o mercado fitness.

  1. Equipamentos – os equipamentos estão cada vez mais integrados, gerando muitas possibilidades de acompanhamento de evoluções de treino, de gastos calóricos, de tempo e aprimoramento dos exercícios, compartilhamento em redes sociais, associações com sistemas de alimentação/nutrição, playlists… É tanta coisa integrada.  Além das integrações, vi algumas coisas bem legais.  Por exemplo, tem uma marca de equipamentos que tem em todos os seus produtos um chip wifi que é integrado a um sistema de manutenção, que avisa quando a maquina necessita de reparo, já disparando a equipe técnica, sem a necessidade da gestão da academia avisar.  Em alguns casos, o ajuste pode ser até remoto.  Outra facilidade que a tecnologia trouxe foi o QR Code.  Com academias com cada vez menos professores (linha low cost), a ideia é dar ao cliente a possibilidade de tirar as dúvidas de como praticar o exercício físico.  Através de um video simples, rápido e intuitivo, equipamentos têm o QR Code para fácil leitura e acesso imediato ao conteúdo.  Facilita a vida de quem não é o que chamamos de rato de academia, ou seja, do iniciante.
  2. EMS – Eletric Muscle Stimulation – consiste em eletrodos que visam trazer mais resultados no exercício.  Alguns modelos scaneiam o corpo e conseguem trazer informações relevantes acerca do seu preparo físico e propor exercícios corretivos e/ou estimular o músculo a medida que o exercício acontece.  Tem uma tendencia na Europa de academias que trabalham com equipamentos EMS e 1 professor  para até 10 alunos, que se vestem com uma roupa especial com eletrodos e os exercicios de 20 minutos prometem eficácia igual ou maior que 180 min de exercícios fisicos sem o equipamento EMS.  Visitei uma academia na Holanda com o equipamento, muito legal!!!!!!    Gostei tanto disso, que comprei um equipamento portátil para mim.  Além de ajudar no exercício físico, ajuda com dores musculares e em geral e com recuperação e preparação de músculos pré e pos treino.
  3. Smart Mentoring – tem muito a ver com EMS.  A tecnologia vem ajudado a personais trainers e coachers a orientar melhor seus alunos e extrair melhores resultados.  Como o mapeamento do comportamento muscular, é possível conseguir maiores resultados, principalmente de atletas.
  4. Acesso Inteligente – É uma tendencia academias com cada vez mais automação, principalmente em acesso, banhos, armários, treinos e etc…  Vi muita coisa legal, como reconhecimento atraves de iris, palma da mão, as tradicionais digitais.  Muita coisa ainda na velha e boa tecnologia de contactless, RFID e botões de chamada para professor (em caso de dúvidas).
  5. Realidade Aumentada – os stands estavam sempre lotados e não consegui experimentar nenhum dos equipamentos da feira…  Acredito na realidade aumentada como uma forma de atrair um público que nunca iria praticar atividades físicas regularmente para a academia:  Os nerds!!!!  Tenho um filho super nerd que adoraria fazer atividade com realidade aumentada.  Imagina que máximo!!!!!
  6. Apps – São tantas opções, mas muito poucas completamente integradas.  Quando o aplicativo tem um mobile massa, fica devendo no sistema de pagamento, ou tem um acompanhamento nutricional maravilhoso e o treino deixa a desejar.  Enfim, já vi muitos e não há um completamente pronto (especialmente para as necessidades dos brasileiros – impostos e etc).  Uma grande oportunidade para algum desenvolvedor ninja!
  7. Gamification – vem muito na linha do engajamento de públicos completamente diferente dos usuais de uma academia.  Desde criança, jovens e adultos que necessitam de diversão.  Imagina um studio de funcional com vários features eletrônicos!!!!!
  8. Muitas outras ideias – nossa!  tem muito mais possibilidade.  Imagina uma rede social restrita ao ambiente da academia, onde pudesse rolar um Tinder fitness…

Então…  quer empreender na área fitness????  O que não falta aí é ideia…

 

Esta palestra foi apresentada na Rio Info em 2016, evento que aconteceu de 4 a 6 de julho.