Gestão de Pessoas

Quando o Emprego dos Sonhos se Torna o Maior Pesadelo

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Quem nunca passou por isso…  A felicidade e a motivação diária de ir trabalhar, de produzir, de estar com amigos e colegas de trabalho repentinamente mudar para um processo de esgotamento físico e psicológico.

Nestes meus quase 20 anos de profissão já vi isso acontecer algumas vezes com várias pessoas, por vários motivos e situações distintas.  Ultimamente percebo uma tendência muito grande deste tipo de acontecimento.  Recebo muitos emails de pessoas relatando situações de transtornos causados por mudanças repentinas na atmosfera corporativa.

Passei pessoalmente por isso algumas vezes.  Normalmente esta mudança repentina está associada à mudanças de gestão.  Chefes despreparados quando assumem seus novos times acham que mostrar trabalho é carregar uma foice e um tridente para aterrorizar os funcionários e acabar com o clima da empresa.

Tanto já vivi mudanças no clima da empresa por mudança de gestor como por mudança de comportamento do próprio gestor.

Em uma experiência aceitei fazer parte de um projeto.  Me encantei na entrevista.  O CEO da empresa foi absolutamente encantador, entusiasta, sincero e carismático.  Nossa, como fiquei feliz em receber a notícia de ser aceita por essa empresa.

Não estava errada, o projeto era novo, entraram comigo 10 gerentes para este projeto e os dois diretores que estavam na linha de frente tinham o poder de motivar e fazer a grande engrenagem se mover rapidamente.

Trabalhávamos num escritório virtual, tudo apertado, sem nenhum conforto.  Ficamos nesta situação por 3 meses, tempo necessário para nosso escritório ficar pronto.

Neste tempo fui promovida.  Mas, a primeira surpresa…  A promoção veio somente com acréscimo de função, não de salário. A proposta é que eu trabalhasse 3 meses para aí sim receber um acréscimo de valor.  E quando finalmente o valor veio…  :/ Mas, td bem…  O importante é que eu estava feliz e fazendo o que eu gostava, numa empresa que estava apostando muito.

Assumia então, além da pasta de marketing, a pasta de operações.  Nesta nova função cuidaria também da operação das nossas 5 unidades e das novas unidades que estavam sendo inauguradas, numa velocidade média de 2 por mês.  Em operação devemos ficar atentos o tempo todo, principalmente quando existe uma equipe na ponta que depende de seu suporte.  Ficava disponível para a minha equipe do momento da abertura até o fechamento de todas as unidades.  Preparava os lançamentos, desenhava o novo manual de operações e treinamento de equipe, ajustava padronização, contratava pessoas para as novas unidades, revisava todos os processos, redesenhava as estratégias comerciais, escopava o novo site de vendas, idealizava a maior campanha de marketing que a empresa teria (ok, ok, me orgulho muito deste projeto rsrsrsrs 300% da meta em 75% do tempo estimado para a campanha), gerenciava todos os processos operacionais e de marketing, trabalhava de 5 da manhã às 23h e estava absolutamente feliz.  Quase não dormia.  Ficava online inclusive sábados e domingos, pois a operação não parava, as demandas da minha equipe também não.

Nos mudamos para o nosso escritório definitivo.  Não foi só a mudança física que aconteceu.  O escritório era incrível, de frente para o mar, tudo novinho, super confortável. Porém, algo mudou a alma da empresa.  Mesmo estando confortáveis e sem o aperto do escritório virtual alguma coisa tinha transformado a gestão.

Um dos diretores (não sócio) saiu repentinamente, praticamente dias após a nossa mudança e comecei a perceber que o emprego de meus sonhos começava a se tornar o meu maior pesadelo.

O CEO, antes agradável, simpático, entusiasta, enloquente e motivador se tornou rancoroso, introspectivo, grosseiro.  Tinha perdido seu brilho e seu encanto. Palavras e mensagens grosseiras e ameaçadoras, humilhação, acareação, assédio…  esse era o dia a dia na empresa.  E era o dia todo assim.  Quando ele viajava e não ia… ui…. que alívio!

Virou piada interna entre os gerentes quando ele chamava na sala dele qualquer um de nós gerentes, um dava força para o outro dizendo: Ainda bem que é você e não eu…  Pois é…  Era duro…. Mas, tentávamos amenizar fazendo piada da nossa desgraça rsrsrs.

Passava mensagens de madrugada, ligava e exigia comprometimento quando ele entendia que era prioridade. Muitas vezes a prioridade eram assuntos completamente banais e sem um senso de urgência racional. Lembro de uma vez que ele me ligou às 23:50h para dizer que a quantidade de seguidores do facebook tinha caído repentinamente e que eu só podia desligar quando resolvesse.  Expliquei que o Facebook às vezes faz essa limpeza e que era normal, que não teria ingerência nisso, que poderíamos abrir uma ocorrência e aguardar o feedback, mas falando firmemente e de forma enfática ele dizia que não aceitava essa desculpa.  Finalmente às 2:40h, depois de esgotado todos os meus argumentos e de ter enviado mensagem até para o Mark Zuckerberg ele me deixou dormir.  Porém, meu sono foi interrompido novamente, desta vez por uma situação de emergência numa das unidades às 5h da manhã.  Às 9h a resenha recomeçou e assim foi evoluindo…

Aos poucos esse clima foi minando alguns funcionários que saíram por conta do comportamento desta pessoa, que na entrevista se mostrou tão maravilhosa.  Heads de 5 áreas saíram num prazo de 6 meses após a mudança de clima e a empresa tomou outro estilo de gestão, absolutamente autocrata, onde a criatividade e a produtividade deram espaço para o chicote e falta de energia.  O sorriso se esvaiu dos rostos dos funcionários e a motivação de ir trabalhar deu lugar aquele peso nos ombros de dez vampiros nos sugando.

Esse é apenas mais um caso clichê do dia a dia dos ambientes corporativos do Brasil.  Depois que escrevi o texto A incrível geração de gestores sem educação, onde citava a experiência (des)vivida por um amigo meu, recebi centenas de emails e mensagens relatando situações similares…

Infelizmente muitas pessoas ainda aturam esse pesadelo por falta de opção, pela falta de empregos que estamos passando nesta crise louca.  Em outras situações, quem seria o descartado seria o tomate podre que contaminou toda a cesta, não o contrário.

O maior problema é que essa situação compromete a saúde dos funcionários.  Uma empresa com esse tipo de clima tem funcionários com mais possibilidades de adoecer, aumenta as faltas e até mesmo o abandono de emprego, principalmente em níveis mais operacionais.  Sem obviamente falar da queda da produtividade.

Rezo para a economia dar um suspiro, rezo muito, de verdade, tipo uma reza forte!  Empresas que adotam esse tipo de gestão vão se engasgar com a falta que seus bons funcionários irá fazer.  Enquanto isso não acontece, vamos acreditar que tudo vai dar certo! Estejamos positivos!

 

Até a próxima! 😉

 

 

 

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A Arte de se Receber (ou dar) um Feedback Negativo

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Há 6 meses atrás, quando comecei a escrever este blog, não tinha ideia do que ele realmente seria.  Inicialmente era uma forma de tentar reduzir meu tempo ocioso e relaxar um pouco num período que estava sem trabalho.

Escrever nunca foi difícil para mim e lembro que usava a facilidade que tinha com as palavras para redigir “cartinhas” para todos os fins, hoje certamente morreria de vergonha por conta disso…

Por cerca de 4 meses, escrevi textos com bastante frequencia para este blog.  Recebia alguns feedbacks, muita gente me escrevia para compartilhar meus textos em blogs de administração, gestão, pessoas e etc.  Isso, por si só, já me deixava muito feliz.  Receber feedback bom é maravilhoso, sempre!!!!!

Há quase 2 meses não entrava no blog, o meu novo emprego tem me exigido muita dedicação e me sobrou pouco tempo nesses últimos meses para sentar e inspirar-me (assuntos e motivos nunca me faltam).

De ontem para hoje, por algum motivo louco que eu ainda não entendi, o meu blog já foi visitado mais de 40 mil vezes (!!!!!!).  Com isso, recebi muitos outros emails e comentários positivos, que mais uma vez me fizeram muito bem.

Mas, receber feedback positivo todo mundo está preparado…  E para o feedback negativo???

Pois é, entre tantos e tantos feedbacks positivos, recebi um comentário negativo.  Minha primeira atitude foi de rejeitar o comentário.  Aliás, vou aprová-lo somente após postar este texto.

Um feedback negativo pode desmotivar muito mais do que levar um “toque”, uma dica ou um conselho.  É preciso atenção ao fazê-lo.  Do mesmo jeito que não estamos preparados para receber um feedback negativo, não sabemos dá-lo!  FATO!

Quando li o comentário negativo, pensei em como a pessoa tinha sido cruel em fazer o comentário.  Deletei e ponto.  Fui tomar banho e aquilo me remoendo.  Comecei a refletir sobre o significado de um FEEDBACK.

Pensei em como eu fariafeedback esse comentário, em quantas vezes também fui indelicada ou insensível com meu interlocutor e como um comentário ruim pode fazer mal a alguém.

Obvio, que como falei acima, nunca tive a intenção de ser escritora, sempre escrevi para colocar para fora o que incomodava minha alma.  Apesar de sempre me atentar muito ao português, não sou impecável.  Mas, procuro sempre estudar regras gramaticais para tentar não fazer feio.  Não imaginava receber um comentário acerca disso.  A pessoa não gostou do meu uso da palavra “mesmo” nos meus textos…

Independente de qualquer coisa, temos que entender que um feedback deve funcionar como um sinal amarelo, nunca uma desmotivação.  Avalie, imparcialmente, se o feedback faz sentido.  Ajuste os pontos que perceber que estão necessitando de aprimoramento.  Mas, nunca leve o feedback ruim para o travesseiro.  Analisar nossos pontos mais fracos faz parte do nosso crescimento, suportar outras pessoas apertando essas feridas, acelera esse processo!

Apesar de ter sido feito de forma não tão delicada, quero deixar claro que absorvi e vou trabalhar nesta minha “falta”.

 

Foto: http://slideplayer.com.br/slide/83094/

Apertem os cintos, o RH sumiu!

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Poucas profissões cresceram tanto nos últimos 10 anos como os profissionais de RH.  Esse crescimento trouxe novas perspectivas para a profissão, como salários maiores, novos cursos de especialização, reconhecimento da categoria, mas também trouxe uma carga uma difícil para ser administrada por profissionais do setor e por donos e gestores de empresas.

Tornou-se “moda” a contratação de Gestores de RH, com isso, a demanda crescente fez com que alguns profissionais se destacassem pela busca constante de especializações, mas também trouxe para o mercado uma enxurrada de profissionais mal qualificados e preparados para defender sua real função.

Sempre foi muito comum para grandes empresas, a contratação de bons profissionais de RH.  É comum também nestas empresas o investimento em aprimoramento contínuo de suas equipes, principalmente a própria equipe de RH.  O resultado é normalmente de empresas bem estruturadas, com cargos e salários bem definidos, assim como escopo de funções e pacotes de remuneração variável atrativos e com campanhas de motivação que em geral dão muito certo.  Funcionários satisfeitos e retenção de talentos seriam a premissa básica para continuar o crescimento e o bom desenvolvimento da empresa, assim pensam corretamente os gestores de companhias de sucesso.

Na contra-mão desta história toda, as pequenas e médias empresas que aderiram ao “modismo” de contratação de profissionais de RH, mas que não ofereceram autonomia ao setor montado, ou pior e mais frequente, contratam um profissional de RH para gerir o Departamento pessoal.  Ledo engano é pensar que as funções são complementares!

Profissionais de DP, em geral, têm suas imagens desgastadas por estarem diretamente relacionados a parte burocrática das relações entre patrões e empregados. O gestor de RH precisa ter a confiança dos colaboradores, deve ser o ponto de equilíbrio dos conflitos, das relações interpessoais, o ouvinte certo e estar sempre pronto para debater os anseios dos demais funcionários da empresa. Precisa ter conhecimento e bom senso para orientar e administrar os conflitos e problemas das relações interpessoais de uma empresa.

O profissional de RH que estiver focado em funções de DP, não terá tempo de executar suas reais funções, ou seja, não será um profissional de RECURSOS HUMANOS e sim de administração burocrática e documentação de funcionários.  Além disso, não contará com a confiança irrestrita dos colaboradores.

O profissional de RH deveria ser tão importante como o de vendas, ou financeiro, pois ele administra o capital mais importante de qualquer empresa, o capital humano.

O mais interessante da crise é que as empresas deixam de dar valor a seus colaboradores.  A oferta demasiada de profissionais disponíveis no mercado talvez balize essa péssima cultura das empresas nacionais.  Companhias brasileiras não investem na retenção de talentos e na capacitação de seus funcionários.  Como consequência disso, temos empresas sem cultura e sem história.  Preferem contratar outros funcionários do que investir nos antigos.

Essa contratação de novos funcionários tem sido outro problema bem grande…  É cada vez mais comum a terceirização de serviços de Recrutamento e Seleção por empresas qualificadas, sem um RH da própria empresa envolvido neste processo.  Curiosamente percebo uma cada vez mais crescente coleção de empresas com equipes mal formadas, profissionais com perfis inadequados às funções que exercem e, principalmente, completamente diferentes da cultura da empresa.  Resultado: EMPRESAS SEM ALMA

A falta de um bom profissional de RH na empresa EXERCENDO A FUNÇÃO CORRETAMENTE traz funcionários sem orientação de objetivos, desconhecendo seus potenciais, com empresas com baixo ou nenhum investimento em retenção de talentos, investimentos pífios em desenvolvimento e capacitação de seus colaboradores, programas de motivação ou de remuneração variável mal-formatados, que não conseguem motivar absolutamente ninguém e que mais parecem fórmulas complexas de física quântica para a mensuração de seus resultados, funcionários mal-assistidos, mais sujeitos a assédio moral, que por sinal vem crescendo novamente nos últimos anos, conforme comento no meu texto “A Incrível Geração dos Gestores Sem Educação“.

Enfim, o RH sumiu!  E agora????

Empresas e gestores precisam entender que a despeito de qualquer crise ou leilão de candidatos disponíveis no mercado, os funcionários são a alma da empresa.  Se eles estão felizes, motivados e bem orientados, não haverá crise que se aproxime.  Diretores deveriam usar mais os profissionais de RH como o elo de comunicação e troca de informações, para entender melhor como conciliar os objetivos corporativos com os feedbacks de sua equipe.  A troca constante de colaboradores ou a contratação de funcionários sem critérios, políticas e perfis corretos, irá gerar um clima de insegurança geral na empresa, essa atmosfera negativa pode contaminar negativamente até mesmo os funcionários mais motivados, estancando avanços e desenvolvimentos.

Invista corretamente no seu profissional de RH, saiba contratá-lo corretamente e lhe dê autonomia para fazer o trabalho dele, para exercer a função real dele.  Agindo desta forma, os resultados serão muito mais expressivos, seus funcionários estarão muito mais unidos e fortes para o enfrentamento de qualquer obstáculo.  Sua empresa só terá a ganhar!

 

Quando você precisa mudar a direção

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Uma vez vi num desenho animado uma frase que mexeu muito comigo e que venho pensando muito ultimamente:

“Se você tiver tentado todo o possível e mesmo assim não tiver conseguido o resultado esperado, parta para atitudes insanas e improváveis.” – Como Treinar Seu Dragão

Estamos vivendo uma crise muito forte e, “receitas” de recolocação que outrora davam certo, hoje não estão resolvendo mais.  Amigos e indicações não têm tanto poder de fogo, até porque ninguém está contratando…  Neste momento você tem três alternativas: 1) Continuar tentando as mesmas coisas; 2) Se desesperar; 3) Mudar o foco, ver novas direções…

Às vezes é necessário entender que algumas coisas que vivemos na vida, mesmo as ruins, acontecem para que possamos dar uma nova guinada em nossa vida, observar outros ângulos possíveis.

A metamorfose é necessária…

Ficar parado, ver a vida passar, se desesperar ou se acovardar diante dos obstáculos, não nos deixará mais fortes, não nos fará avançar!

Estou vivendo esse processo…  Fui pioneira na internet, trabalhava com redes sociais, muito antes disso ser moda.  Tive meu auge, meu passe super valorizado por muito tempo e hoje a internet é lugar comum… Fiz cursos de especializações nas escolas mais conceituadas do Brasil em negócios e em comunicação digital.  Eram cursos caros, pouco divulgados, ainda no início de tudo. Porém 7 anos se passaram…  Não precisa mais ser especialista para anunciar digitalmente, cursos e especializações não são mais tão caros e passaram a ser acessíveis a todos.  Paralelamente a isso, a crise fez com que o setor de marketing sofresse uma reformulação e os profissionais perderam um pouco na valorização de seus salários.

Preciso rever meus conceitos, reformular propostas e encontrar um novo caminho para me diferenciar num mercado que ficou absolutamente competitivo.  Criatividade é fundamental.

Neste processo é importante estarmos abertos a qualquer  “insight”…  Acabei de visualizar uma nova oportunidade…  Sabe o que significa?

Mãos a obra: Estudo, Foco, Fé e Dedicação…

A Auto-motivação é a mola propulsora para o nosso sucesso.

A arte de não desistir já nos torna vencedores.  Boa sorte para nós!

A incrível geração de gestores sem educação.

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“- Fulano, te liguei ontem às 21:30 para solicitar um relatório urgente e você não me atendeu.

– Sinto muito, chefe. Quando saí daqui às 20:30 daquela nossa reunião, não tirei o celular do silencioso.  Cheguei em casa e fui dar atenção aos meus filhos que estavam quase dormindo e não vi o celular tocar.

– Da próxima vez enfie o celular na sua cavidade (…)  que pelo menos você vai sentir. Nunca deixe de me atender.”

Sim!  Este diálogo existiu!  Absurdo pensar que após todas as ações que bancos e industria de bebidas sofreram por assédio moral, ainda tenhamos gestores deste naipe.  Porém, para ser bem sincera, a impressão que eu tenho é que eles voltaram com força total.  Escuto relatos como esse todos os dias, cada vez mais, me fazendo acreditar que estamos no meio de uma epidemia do mau humor corporativo.

Percebo diretores e presidentes cada vez mais se achando Deuses supremos, impassíveis de erros, que nunca se enganam, senhores da verdade única absoluta e universal.  Seres cada vez menos preparados para as funções que assumem, que dependem de seu corpo técnico para avaliação de dados e tomada de decisão, que muitas vezes têm o péssimo hábito de empregar amigos e, às vezes, parentes para cargos de confiança, em detrimento de profissionais qualificados para as funções.  Seres que não confiam em sua equipe técnica e que creem que funcionários são iguais a biscoitos, vai um, vem dezoito.  Pessoas cuja educação fora há muito tempo esquecida e abolida de seus manuais de convivência e bons costumes.

Nas rodas de amigos é comum hoje em dia histórias como esta.  Talvez por conta da crise que assola nosso país, os funcionários estejam se submetendo a esse tipo de humilhação, pois não podem se dar ao luxo de perder seus empregos, visto que buscar outro está cada vez mais difícil.  Em uma pesquisa informal realizada pelo membros do LinkedIn a resposta que mais aparece sobre o motivo que leva alguém a pedir demissão de uma empresa é por conta da Gestão.

Como consequência à crise, as empresas com situação financeira complicada, também deixam os gestores com os nervos a flor da pele, o que obviamente não justifica este tipo de atitude, mas intensifica os casos.  A falta de habilidade na condução e administração de crises faz com que os ambientes corporativos tornem-se salas de tortura ou câmaras de gases…  Funcionários chegam em casa exauridos emocionalmente, arrasados em sua auto-estima e desestimulados profissionalmente.  Falta Inteligência Emocional!

Gestores estão perdendo a mão na condução de seus negócios e equipes.  Estão requerendo dedicação exclusiva e disponibilidade 24hs por dia, ignorando que seus funcionários têm casa, família e suas atividades pessoais, que têm vida após trabalho.  Que necessitam de uma pausa para se recomporem física e emocionalmente.  Funcionários no limite são sinônimo para afastamento por doença.

Num outro caso que tomei conhecimento recentemente, às 17:50h do dia 12 de junho, dia dos namorados, o presidente de uma empresa convocou todo o corpo diretor e vários membros da gerência para uma reunião  às 18:30h a fim de discutir itens de uma apresentação que ele faria 2 semanas mais tarde e que já estava em suas mãos há mais de uma semana.  É claro que esta reunião foi até muito tarde (precisamente até 22:45h) e o fato deixou os participantes numa situação no mínimo complicada com seus respectivos maridos e namorados.

Além disso, me relatam cada vez mais casos de gritos, ofensas, grosserias e xingamentos por parte dos gestores.  Gestores que humilham na frente de todos, enganam, demitem sem justificativa, ofendem e, principalmente, querem que seus funcionários trabalhem como super heróis e vivam como monges.  Histórias onde gestores agem com grosseria, sarcasmo e humilham funcionários, principalmente para aparecer mediante superiores ou restante da equipe.  Acham que para serem gestores precisam ser temidos.  Desculpem o vocabulário, mas esses caras são uns babacas!

Hoje mesmo recebi um email de uma pessoa que leu meu artigo sobre demissão (Demitir, a pior tarefa de um gestor), onde ela se identificou e relata dificuldades em receber feedback, falta de adequação de funções, coaching inexistente e, acima de tudo, o não posicionamento definitivo dos mesmos mediante a problemas futuros.  Depois que o problema acontece, mesmo já tendo sido avisado, quem paga é o funcionário.  Não há uma cultura de prevenção.  Depois que acontece, um tem que ser punido, normalmente o lado mais fraco.

Recentemente presenciei uma briga entre dois diretores e um presidente, onde se ouvia os mais variados tipos de palavrões, alguns que eu nem conhecia.  Como uma empresa minimamente séria consegue respeito de seus funcionários se seus diretores não se respeitam?  A atitute entre seus gestores já reflete a falta de preparo dos que deveriam motivar e inspirar suas equipes.

Numa pesquisa rápida entre meus amigos, observei que a maior parte de gestores que agem desta forma estão entre 30 e 45 anos.  Claramente me traduz uma falta de preparo e experiência dos mesmos em gestão e condução de times multidisciplinares.  Os caras não sabem sequer como demitir! Acham que gerir é no grito, não sabem a diferença de autoritarismo para autoridade, poder para o respeito, liderar e gerir.   O mundo evoluiu e eles continuam no século XIX, agindo como senhores com seus escravos.  Desconhecem palavras e conceitos como coaching, feedback, gestão participativa, espírito de equipe…

A falta de preparo está em desconhecer que muito mais producente será um time em que o respeito, a cumplicidade e o senso de equipe serão matrizes da motivação em conjunto.  Todos remando numa mesma direção, com a mesma gana de vencer, sem raiva ou rancor, sem humilhação, grosserias, ou se sentindo coagido a qualquer coisa, se obtém resultados muito mais expressivos.  A atmosfera da empresa, mesmo em clima de crise, se torna mais amena e cooperativa.  As vitórias passam a ser comemoradas por todos enquanto as derrotas passam a doer em todo o time, que faz com que todos se movimentam para tentar mudar essa realidade.

“Quando um chefe está num cargo além de sua competência, se sente inseguro e contrata idiotas como ele. Isso gera um conglomerado de idiotas unidos para manter o poder.”
John Hoover, Como Trabalhar para um Chefe Idiota 

“Trabalhar mais não é sinônimo de eficiência”
Thomas Silveri, consultor 

“A maior recompensa e motivação, é atingir os objetivos e metas com satisfação e alegria, principalmente com a união e bem estar de todos, deixando de lado rancores, maldades, orgulho, competição e etc. Tornar tudo mais fácil e prazeroso, tornar o lugar onde você está, ou seja, em casa, na rua, na escola ou no trabalho o melhor ambiente possível, incentivando todos a caminharem na mesma direção e com o mesmo objetivo, satisfazendo todas as necessidades legítimas.” Hunter, James C., O Monge e o Executivo

 

 

Novo vício a ser tratado: DEPENDÊNCIA POLÍTICA

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Infelizmente percebo que a grande parte da população foi condicionada, através de um governo paternalista, a depender de seus governantes e a se acostumar a ter o peixe pescado em cima de sua mesa…  As pessoas perderam o condicionamento de lutar pelo que querem, principalmente os mais humildes…  As pessoas desaprenderam a pescar!

Porém, esta relação simbiótica (uma relação mutualmente pequena, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação) se torna pobre nos resultados e cria uma relação viciosa entre as partes, sem ganhos para a parte menos favorecida.

Este processo afeta muito a população carente, mas também afeta pequenos empreendedores de cidades mais afastadas dos centros urbanos, onde a dependência política é mais que um vício, acaba virando epidemia.

Recentemente participei de uma reunião com micro e pequenos empresários do setor de turismo de uma região de Pernambuco, juntamente com entidades do governo e de negócios.    O objetivo era entender as maiores dificuldades destes empresários e tentar eleger prioridades e projetos emergenciais para ajudar no retorno da competitividade da região.

Nas rodadas de negócios, pude perceber que todos reclamavam que seu município estava entregue as traças, com uma baixa muito grande de turistas, inseguraça, problemas, problemas e problemas…  Todos os empreendedores colocavam nas costas do governo 100% de suas frustrações.   Porém, conforme a reunião transcorria, os problemas surgiam dentro de uma mesma temática e uma queixa me chamou a atenção.  Todos reclamavam que o prefeito tinha cancelado a festa de São João, uma chance maravilhosa do setor de faturar num mês de baixíssima procura.  O prefeito alegava falta de verba, que se pagasse a festa, faltaria para os salários.

Pedi a palavra e perguntei: Por que vocês não se reúnem e promovem uma festa dos empresários, uma festa de parceria, trazendo inclusive cantores locais para se promover, as quitudeiras da cidade vendendo suas comidas e os artesãos suas peças.  Um silêncio invadiu a sala.  Por que não? Por que não parar de pensar no problema para agir com a solução?

Percebi os olhares meio culposos, os pensamento tão altos que podia escutá-los…  Para aliviar o mal estar contei-lhes uma história para exemplificar, de quando eu era criança e morava no subúrbio do Rio.  Uma vez um morador da rua onde eu morava resolveu que ia (SEM DINHEIRO) estruturar a melhor festa de rua da cidade.  E assim, com esse pensamento, ele promoveu parcerias com empresas de bebidas para fornecer as barracas, fechou com cantores em início de carreira para se auto-promoverem, recolheu patrocínio e doações dos moradores para a decoração, convocou a vizinhança a montarem as barracas com doces, salgados e brincadeiras.  O primeiro ano de dureza se transformou numa festa que teve sua duração prorrogada, devido ao sucesso e a garantia de 10 anos de existência, inclusive com cantores de grande expressividade nacional.  A força da parceria e da iniciativa privada realizaram o evento, nada foi empecilho.

Ou seja, quem quer, faz por onde acontecer.  Não coloca a culpa nos outros e se torna protagonista da sua própria existência.

O mercado em crise clama por novidades, por parcerias, por rateios, por novas formas de se fazer negócios.  Que tal pensarmos em formas de acabar com essa dependência política que estamos vivendo…  Sejamos mais!  Sejamos vencedores!

Demitir, a pior tarefa do gestor.

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É quase uma unanimidade entre gestores que a pior atividade de nossa função é ter que demitir.  Já tenho mais de 15 anos como gestora e, confesso, que até hoje, há casos que me deixam muito desconfortável, seja pelo fator emocional envolvido, pela falta de meritocracia de certas determinações que temos que cumprir em nossa rotina, ou pelo momento em si.

Num momento de contração da economia, é comum gestores serem obrigados a reduzir seu quadro, e esta função se torna ainda mais difícil, pois sabemos que na maior parte das vezes, o colaborador terá muita dificuldade em se recolocar, num mercado estrangulado e em crise, como o que estamos vivendo agora.

Demitir significa, em muitos casos, colocar uma pessoa, um pai ou mãe de família, numa situação bastante delicada, onde o emocional e a auto-estima podem ser abalados, além da parte financeira ser bruscamente comprometida.  E quem, com coração, quer isso para o próximo?

Nesses meus anos de estrada, já demiti vários tipos de profissionais e, claro, alguns nem tão profissionais assim…  Faz parte do gestor lidar com todos os tipos de pessoas.  Muitos a gente consegue transformar, porém há quem não queira ser transformado, ou pessoas que má índole, já vi de tudo.

Nunca é fácil!  Nem sempre a decisão é simples, principalmente em momentos de corte, onde as pessoas passam a ser números numa planilha de excel. Neste momento você pode ser obrigado a abrir mão de peças importantes de seu time, pois a avaliação que conta é a matemática/financeira.

Particularmente, acho que a demissão deve ser a última alternativa, infelizmente algumas empresas não pensam assim.  Enfim, esse vai acabar sendo um outro texto…

É muito menos complicado demitir quando há um trabalho de gestão de pessoas e coaching envolvido, ou seja, quando você consegue, através de feedbacks constantes, pontuar o que o funcionário não está acertando e tentando corrigir junto com ele esses GAPS.  Muitos gestores deixam o período de experiência rolar sem muitos critérios, eu o uso como sintetizador de competências.  Nesse período, tento deixar o novato experimentar as experiências dos mais antigos, colocando-o em trocas constantes.  Procuro conversar e entender suas principais dúvidas, visitar junto e dar feedbacks dos ajustes necessários.

Já tive vários casos de funcionários que não aproveitei naquela função durante o período de experiência, mas que contratei posteriormente para outras funções, ou indiquei para amigos, quando o perfil se adequava.  Como passo o período de experiência tentando absorver o máximo do perfil do novo colaborador, é muito mais fácil compreender as nuances do seu perfil e tentar ajustar a forma de trabalho ou aconselhar mais profundamente com relação à algumas competências ocultas.

Existem casos que o gestor tem que lidar e que definitivamente não gostaria.  Há todos os tipos de ser humano e lidar com pessoas as vezes pode ser imprevisível.  Alguma psicoses e situações podem permanecer ocultas por anos, até que um certo gatilho pode desencadear uma personalidade oculta de um colaborador, que pode ser necessário uma atitude mais extrema.

Lembro-me da primeira vez que tive que dar uma justa causa.  Um comportamento inaceitável acabou ocasionando o fato.  Era uma empresa grande e o jurídico disse que não havia como não dar a JC.  Uma pessoa que antes do ocorrido tinha entregas dentro do esperado e que, de uma hora para outra, mudou radicalmente o comportamento.  Escolhas…  Muitas vezes a derrota de muitas pessoas de bem…  No momento da demissão, a pessoa estava muito alterada, muito agressiva, foi muito difícil.  Situação que não desejo para ninguém.

Por outro lado, por várias vezes consegui, no momento da demissão, já sugerir ou encaminhar o funcionário para uma nova oportunidade.  É tão bom quando isso acontece.  As vezes o colaborador não se adapta aquele produto, porém pode ser espetacular num outro tipo de negócio.

Me sinto sempre responsável pela minha equipe e, se não produzem, se têm necessidades pessoais, se não estão felizes com o que fazem, cabe a mim, como gestora, alinhar as expectativas da equipe, da empresa e quanto à minha gestão.  Tenho que estar sempre atenta a qualquer possível situação que possa colocar a confiança do time em mim em risco.  A demissão tem que ser sempre o último recurso.

Nunca será fácil demitir, porém há atitudes do gestor, que podem tornar este momento menos desconfortável e mais aceito, até mesmo pelo demitido, veja algumas:

  • Conheça seu time, esteja atento a linguagem corporal de seus funcionários.  Alguns gestos, atitudes ou discursos atípicos podem ser sinais de que algo pode estar acontecendo de errado.  Se perceber algum desses sinais, chame o colaborador para uma conversa informal, um almoço ou café e deixe claro que você notou a diferença e que está ali para ajudar.  Deixe-o a vontade para contar ou não.  Você não precisa necessariamente saber o que é.  O colaborador vai se sentir assistido pelo fato da sua observação.
  • Saiba reconhecer o crescimento individual de cada membro do time.  Em equipes, teremos sempre pessoas diferentes, com níveis de amadurecimentos e experiências distintas. Os tempos de assimilação e produtividade podem ser variáveis.  Esteja mais próximo dos que ainda necessitam de ajuda para amadurecer.  Caso seja adequado, misture times em trabalho de equipe, misturando pessoas com mais e menos experiência trabalhando juntos.  Essa troca normalmente traz resultados incríveis.
  • Quando um funcionário que sempre produziu, de repente começar a não render, aja imediatamente para tentar entender o que está acontecendo.  Ninguém é obrigado a estar bem 100% do tempo.  Ofereça as ferramentas que puder para que essa fase passe e ofereça prazos e de repente até folgas para a situação ser resolvida.
  • Numa equipe é também muito natural existir os POSITIVOS, ALTO ASTRAL e os NEGATIVOS, PESSIMISTAS.  Tente equilibrar, pois os positivos demais tentem a uma alienação e o negativo tente a desistir rápido.  O “Meio termo é de Ouro” (medium aureum) e equipes que conseguem equilibrar o racional com o emocional produzem muito mais.
  • Dê feedbacks constantemente, se puder, faça reuniões semanais com seu time e discuta dificuldades, troca de experiência, debata ideias. Alinhe as expectativas de todos, nivele o conhecimento e as informações passadas.  Pondere soluções para problemas ao invés de problemas para as soluções.
  • Lembre-se também que um ambiente positivo é muito importante.  Trabalhe a atmosfera de seu local de trabalho.  Nele você passa a maior parte de seu dia.  Um ambiente saudável evita a fadiga e propicia a produtividade, afastando doenças e traz mais motivação para seus colaboradores.
  • Faça com que seus funcionários tenham prazer em trabalhar com você.  A maior parte das pessoas que pedem demissão hoje é por conta da gestão e não da empresa.  Obtenha respeito e confiança de sua equipe e você terá um time motivado em qualquer empresa que você vá trabalhar.  O resultado é da equipe e não do gestor sozinho.
  • Um bom gestor não é aquele que demite, sim aquele que qualifica e prepara a sua equipe.

A Sorte de se Construir um “Dream Team”

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Com mais de 15 anos de experiência, já trabalhei com uma quantidade enorme de pessoas, de todos os tipos físicos, emocionais, de várias nacionalidades, culturas, formações, experiências, religiões, manias e estilos…

Me tornei gerente muito nova, com pouca experiência e muita responsabilidade.  Errei muito.  Perdi a mão muitas vezes.  Focava muito nos resultados, que de fato aconteciam, mas definitivamente eu não tinha o time na minha mão.  Os meus funcionários me temiam ao invés de me respeitarem.  Eu não geria pessoas, só gerava resultados.

Houve um momento que parei e entendi que precisava mudar.  Eu era muito ocupada, pois viajava muito a trabalho, estudava e ainda tinha 2 filhos pequenos.  O tempo era curto e as prioridades erradas.

Passei por uma reciclagem, num curso de Gestão de Pessoas e enxerguei o que eu estava errando.  Eu, como gestora, precisaria MOTIVAR e INSPIRAR meus colaboradores a caminharem na minha direção, a aspiracionar os mesmos objetivos que os meus.

Neste momento que estava me reestruturando como gestora, descobri que meu filho era autista.  Tive que encontrar tempo para me reciclar também como mãe. Percebi que o tempo é uma questão de escolha, você pode fazer tudo o que quiser, desde que se programe para tal e que saiba eleger as prioridades corretamente.   Precisava participar das terapias do meu filho para entender como lidar com ele.  Na verdade, a terapia foi muito mais útil para mim do que eu poderia imaginar.  Falo um pouco mais desta experiência no post: O que aprendi com meu filho autista.

Foi como uma metamorfose, definitivamente OUVIR passou a ser prioridade para mim nas minhas relações interpessoais.  Ouvir, entender, orientar e dar feedbacks constantes, de forma positiva e sincera, ajuda a construir a confiança do seu time em você.

A cada nova relação, o gestor se torna mais rico, pois cada colaborador oferece experiências únicas para o gerente, nem sempre positivas.  Porém, até as más experiências na condução de gestão de pessoas, construirá um grande arquivo de situações, a qual um bom gestor necessita para sua formação.

A partir daí, a evolução tem sido contínua…

Com certeza, muito mais que conquistas quantitativas, tenho orgulho do background de pessoas que transformei, que geri, com quem aprendi e com quem compartilho crescimentos e resultados positivos.  Um gestor que não tem seus funcionários como pilares, como foco principal, como prioridade, é um gestor vazio.

Algumas coisas que aprendi:

  • NUNCA DESISTA DE PRIMEIRA DE UMA PESSOA, às vezes nem de segunda.
  • Nunca contrate alguém que você não se sinta a vontade para dar feedbacks ou até mesmo demitir, se necessário (exemplo de parentes e amigos próximos).
  • Pessoas têm problemas pessoais, saiba identificar, compreender essa situação e esteja preparado para orientar no momento adequado.
  • Seja firme, justo e consistentes em suas posições e decisões.  Agradar a 100% é impossível, porém com justiça e consistência você conseguirá o engajamento do time, mesmo em decisões ou comunicados difíceis (que nem sempre são suas decisões, mas da empresa, que você precisa passar para a equipe).
  • Empowering, sempre!
  • Ouça, ouça e ouça…  Você tem 2 ouvidos e 1 só boca, é a natureza te dando o recado para ouvir pelo menos o dobro do que falar.
  • Seja sincero com seu time, não deixe que situações fujam do controle ou informações sejam mal compreendidas.
  • Elogie e participe ativamente de cada conquista do seu time, esteja e se faça presente.
  • Conheça profundamente as competências de seus funcionários e saiba identificar e despertar novas habilidades ocultas, capacitando e preparando cada vez mais seu time para serem Vencedores!

As empresas e as conquistas quantitativas ficaram no passado, mas o meu DREAM TEAM participa do meu presente e, certamente, do meu futuro.  São pessoas que me construíram, pois meus resultados são frutos da confiança que estabeleceu-se nestas relações.  Pessoas que não perco o contato e que indico sempre e para sempre, para funções das mais variadas, de acordo com as competências de cada um.

Portanto, a ‘sorte’ de montar o seu DREAM TEAM está diretamente relacionada a quanto você está disposto a ouvir, a confiar e a delegar.  Mantendo o foco nas necessidades de seu time, acompanhando de perto seus anseios e comemorando a cada evolução, a sorte se transformará em constância na sua gestão.  Seja um COACH (treine, capacite, inspire e motive) e não aceite ser simplesmente um gestor.

 

Quem está desempregado não tem tempo de ficar parado…

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Finalmente você está desempregado…  Momento de relaxar, acordar tarde, “morcegar”o dia todo, ir para a praia, ver televisão…  Certo?  ERRADO!!!!

Quem está desempregado não pode ter tempo para ficar parado, é hora de arregaçar as mangas e aproveitar cada minuto deste período.

Entenda este momento como uma chance de recomeçar e reorganizar vários conceitos, um momento de auto-conhecimento, desenvolvimento de networking, organização de assuntos pendentes (principalmente check-ups médicos), expandir conhecimentos e estudar novos assuntos, pensar ou por em prática projetos adormecidos, empreender, refazer currículo, quem sabe escrever um blog de assuntos que você domine, prestar consultoria (mesmo gratuita) para amigos, conhecidos e parceiros… São tantas coisas que não há tempo de descansar…

Lembre-se que você não está de férias.

Abaixo listo algumas dicas para quem está neste momento de reciclagem.

1) Defina uma rotina, com horários de acordar, começar a postar vagas, manter o networking… Nada de usar o uniforme de pijama.  Isso não ajuda na auto-estima e você não pode se desmotivar.

2) Planeje-se:  escreva metas, o que você precisa e/ou gostaria de fazer e não tinha tempo (ex: fazer um check-up médico, visitar um parente e etc).

3) Refaça seu currículo.  Se necessário crie mais de um com objetivos claros e com termos próprios da sua área de atuação.  Atualize nas redes sociais profissionais, como o LinkedIn.

4) Comece a fazer o cadastramento nos sites de vagas.  Isso leva muito tempo e é a parte mais chata de todas.  Sugiro o cadastro de 3 a 4 empresas por dia para não ficar muito cansativo.

5) Faça uma relação de empresas que você gostaria de trabalhar,  vá até o site das mesmas e cadastre seu cv no banco de oportunidades, normalmente na aba Carreiras ou Trabalhe Conosco destes sites.  É sempre bom também seguir estas empresas nas redes sociais, normalmente elas divulgam as vagas em aberto por lá e é possível acompanhar mais de perto.

6) Relacione seu networking.  Divida em parceiros, clientes, colegas e amigos. Para parceiros e ex-clientes envie um email comunicando sua saída da última empresa, agradecendo a parceria e atualize seus contatos.  Neste momento nada de pedir nova oportunidade, deixe para falar isso para quem lhe oferecer ajuda desta lista de emails enviados.  Adicione todos em sua rede profissional.  Marque encontros com pessoas próximas, tanto para manter o networking, como para conhecer novos mercados e se distrair. Tente manter-se social pelo menos 2 vezes por semana.

No LinkedIn adicione todos os seus contatos e adicione a maior quantidade de profissionais de RH que você conseguir.  Normalmente eles não postam vagas na aba emprego e sim diretamente nas suas atualizações.  Olhar com frequência a timeline pode te fazer sair na frente de uma vaga.

7) Comece a estudar um novo assunto.  Quem sabe até não se preparar para uma nova certificação.

8) Alimente-se nas horas certas, de 3 em 3 horas.  Não coma alimentos muito calóricos.  Como seu nível de atividades deve cair neste período e o nervosismo e a ansiedade podem estar presentes, não se deixe engordar, nem se descuide da saúde.

9) Se exercite!  Tire pelo menos 30 minutos do seu dia para praticar uma atividade física.  Nada é desculpa! Até subir escadas do prédio é uma atividade, caminhada também não há nenhum tipo de restrição.  Há hoje em dia uma quantidade de Academias da Cidade em diversas praças com aparelhos de ginástica, onde a população pode praticar gratuitamente, e ainda fazer novas amizades.  A quantidade de academias também é muito vasta para todos os bolsos.  Outra opção mais “nerd” é de jogos de video game.  Há jogos que simulam atividades físicas e que realmente queimam muitas calorias e ainda divertem.

10) Não desista, persista.  Você não está só.  Manter a motivação só vai ajudar neste processo.  Nada de se fazer de vítima, de sentir pena de si.  É uma fase que passa.  Sua energia será determinante neste processo de mudança, quanto mais positivo diante desta situação, mais tranquila e rápida ela será.  Você vai conseguir!  Mantenha sempre sua motivação!  BOA SORTE!

 

Gestão de Pessoas: O que eu aprendi com meu filho Autista

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Dia 2 de Abril comemoramos o Dia da Consciência do Autismo. Essa data é especialmente significativa para mim, pois tenho um filho que hoje tem 15 anos, que é autista. Ao longo de todos esses anos de convivência, aprendi muito mais com ele do que, certamente, ele comigo.

Quando ele nasceu, começava minha vida profissional com apenas 22 anos. Ao longo da minha carreira, fui me adaptando à condição de mãe de criança especial e executiva super ocupada… Muitas vezes a paciência me faltava com ele, por conta de suas limitações. Até que, através da terapia dele, comecei a perceber que o autismo poderia me ensinar a ser uma gestora mais justa, mais humana e mais assertiva, desde que fosse assim também com meu filho. Desta forma, me transformei… Não foi fácil, não foi mágica… Ainda é muitas vezes doloroso… Mas, depois de quase 10 anos dentro desta consciência, posso dizer que ele me tornou uma pessoa muito melhor, em todos os sentidos. Abaixo cito algumas mudanças que me adaptei por esta minha realidade e que aplico na minha vida profissional e que me ajudam na condução de times fortes e altamente competitivos.

  • Mesmo que as pessoas não estejam olhando para você, mantenha o contato visual. Passa confiança e, aos poucos, ele se torna sustentação nos momentos de fraqueza do seu interloctor.
  • Esqueça qualquer tipo de estereótipo. Não julgue jamais alguém por suas atitudes, principalmente se elas forem diferentes do que a sociedade impõe. Inclua sempre! Trabalhe os diferentes de forma a ressaltar-lhes suas competências!
  • A verdade pode ter várias faces. Ponderar e equilibrar todas elas para um posicionamento mais justo é sempre o mais assertivo.
  • O combinado não sai caro. Ajustar acordos previamente evita frustrações.
  • A metáfora e a linguagem figurada não devem estar no nosso diálogo, muitas pessoas podem não entender o que queremos dizer, principalmente num coaching.
  • Explicar de formas diferentes a mesma coisa pode nos fazer compreender as diversas formas de um mesmo entendimento. A teoria pode ser desenvolvida a partir de várias óticas, normalmente as menos óbvias, são as que trazem resultados mais inesperados. 
  • O normal é ser diferente. 
  • A inteligência não é como conhecemos. O fato de minha visão ser diferente dos outros, não significa que eu esteja errado. 
  • As vezes se isolar, faz parte de uma reciclagem. Agir e pensar são dois movimentos completamente independentes. Respeitar este isolamento é uma prova de amor ao próximo.
  • O pensamento pode te dar asas muito mais fortes na construção dos seus sonhos. Acreditar é o segredo para o sucesso. 
  • Palavras encorajadoras e de apoio são sempre muito bem vindas…
  • Movimentos repetitivos podem nos levar a perfeição. 
  • E daí se fazemos as coisas diferente dos outros? 
  • Persistência sempre. 
  • Dormir ou esperar um pouco para tomar decisões, faz com que algumas situações se tornem mais maleáveis para se resolver. 
  • O sofrimento é parte de nós, principalmente nas frustrações, chorar não é vergonha, é uma forma de expor nossos sentimentos e colocar para fora os sentimentos de incapacidade, segurar pode tornar a cicatriz eterna. 
  • O nosso caminho sempre estará em algum lugar, precisamos achá-lo. 

Além disso tudo, ter um filho autista me ensinou que posso ser muito mais forte, muito mais versátil e adaptável que podia imaginar, me mostra todos os dias que eles são seres muito mais evoluídos que nós e que estão aqui para nos ensinar!