gratidão

Orgulhe-se de Ti

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Não é raro conhecermos pessoas com habilidades fantásticas, mas que de alguma forma “não dão certo na vida”. São pessoas que não acreditam no próprio potencial e sempre necessitam de outras como muletas. Não arriscam, não se veem como vitoriosas e não enxergam nem mesmo suas maiores qualidades. Só percebem seus defeitos, suas fraquezas e hiper valorizam seus medos.

Eu sempre digo que sou linda, inteligente, phodda em todos os aspectos . Eu absolutamente acredito em mim e, quando alguém fala que o que me falta é humildade, sempre respondo que eu me orgulho de mim, de onde cheguei e como cheguei, sou apaixonada por esse ser mega fodástico que sou. Se eu não acreditar em mim, quem irá? Se eu não me amar, quem o fará?

No meu círculo de amizades íntimas tenho pessoas que gostaria muito que se permitissem mudar a chave. Entender que nós somos o único agente de mudança capaz de nos impulsionar para frente, nos transformar em pessoas melhores e mais poderosas. Mas isso exige a permissão do eu interior e esse normalmente está ávido a nos boicotar.

Eu brinco que me tornei mestre em lutar com uma Hydra. Hydra é um ser da mitologia que tem 7 cabeças e cada vez que uma das suas cabeças é cortada, nascem 2 no lugar. Pozé! Sou PHD em guerrear com Hydras. Mas, sabe… Eu sempre venço! Porque eu acredito fielmente que eu sou força e poder e que nada é maior que minha fé! Eu sou phodda!

Eu tenho orgulho da minha história, de todos os aperreios que passei, de todos os desafios que superei, de todas as lágrimas que verti, de todas as pessoas que me decepcionaram ao longo da minha existência. Isso não me fez confiar menos. Nem em mim e nem nas pessoas. Cada vez reforço mais o conceito que cada um dá o que tem. Não é porque fulano me fudeu com atos, palavras ou sentimentos, que eu vou deixar de confiar nas pessoas, que eu vou deixar de dar-lhes amor e o melhor de mim.

Eu sou aquilo que reflito, eu reflito aquilo que sou!

O que vc tem refletido?

Escrevo no meu blog há uns 4 anos e já recebi alguns feedbacks negativos, apesar dos milhares reports positivos. O comentário negativo é uma oportunidade de aprendermos um pouco mais sobre o próximo e passarmos ensinamento através da reforço positivo da nossa intenção de sermos luz.

A indelicadeza de alguém não deve ser espelhada por nós. Devemos devolver coisas ruins com amor. Só assim seremos capazes de contribuir para um mundo melhor. Quebrando o padrão de negatividade, transmutamos os vetores de sombra que vem em nossa direção.

O ser humano tem a tendência de espelhamento, ou seja, de devolver na mesma moeda o que recebemos. Esse ciclo vicioso só traz dor.

Se numa discursão abaixamos o tom de voz e nos acalmamos, a energia se acalma e a brings tende a findar-se. Se, ao contrário, entramos na mesma vibração de gritos e xingamentos, o ciclone energético se tornará cada vez mais incontrolável.

Seja luz! Transmita luz! Reflita luz e converta sombra em luz!

Orgulhe-se de ser uma partícula do universo, saiba que podemos iluminar a nossa volta e transformar o ciclo vicioso em virtuoso!

Vc pode mais!

Querer, poder e conseguir é a fórmula secreta do sucesso!

Orgulhar-se de vc, de sua história e dos caminhos percorridos, faz de você um ser inspirador e de luz!

Orgulhe-se de ti!

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A Percepção da Solidão

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O que é estar só para você?

É estar em casa, sem ter com quem conversar, sem ter com quem sair, ou namorar?

Se você está nessa situação, talvez você precise ressignificar sua vida.

Há bem pouco tempo, eu acreditava que estava só. Me sentia perdida e sem rumo. Cheguei a me desesperar, chorar por diversas noites e pensei em me entregar.

Não via sentido na vida. Eu separada depois de dois casamentos longos, 2 grandes decepções amorosas, filhos crescidos, com suas vidas e suas prioridades e amigos (também já fui jovem e não faria diferente!). De repente, não mais que de repente, parafraseando Renato Russo…

…quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo…

Estar / se sentir só é muito triste e até mesmo enlouquecedor. Concordo com isso! Mas será que estamos realmente sós????

Aí que está a chave da questão.

Eu não estava só!

Eu simplesmente não gostava da companhia que eu tinha naquele momento: eu mesma!

Depositava no outro a obrigação de me acolher e me fazer feliz! Ledo engano!

Estar/se sentir é bem comumente sentido até mesmo em casamentos. Em casas cheias de gente, em grupos grandes de amigos. Enfim, em qualquer lugar.

O estar/se sentir só é absolutamente um estado de espírito (ruim) que deve ser transmutado.

A grande pergunta é como!?

Cada um tem sua forma de reagir. O essencial é QUERER!

Ressignificar a vida é muito mais fácil do que parece. A vida pode ser muito mais leve e agradável do que pensamos.

Fazer o que lhe parece ruim e transformar em bom, em construtivo e edificante, é um caminho contínuo a ser percorrido.

Pode parecer infantil, mas uma das ferramentas que eu usei na minha ressignificação foi um, ou melhor, dois livros que eu li na minha adolescência e um que li recentemente (Pollyanna, Pollyanna Moça e A Sútil Arte de se ligar o Foda-se, respectivamente).

Hoje me sinto bem e feliz ao estar comigo mesmo, eu me tornei minha melhor companhia.

Esse ciclo virtuoso faz com que as pessoas se aproximem e consequentemente a sensação de solidão vai desaparecer ou por você estar feliz consigo, ou por atrair pessoas que serão irradiadas pela sua luz!

Como disse anteriormente, cada um tem que fazer uso das suas próprias ferramentas no processo diário da ressignificância, mas ajuda a observância de algumas dicas, que exército absolutamente todos os dias:

  1. Abstenha-se de más notícias, más energias e tristezas;
  2. Se descubra, se ame. Descubra o que te alegra e o que te faz bem;
  3. Faça mais por você do que por qualquer outra pessoa, estou falando inclusive de filhos e parentes;
  4. Tenha um tempo só seu;
  5. Invista no que gosta de fazer, seja esse investimento em dinheiro ou tempo;
  6. Viaje, saia da rotina, veja o mundo;
  7. Faça programas sozinho. Comece com cinemas, almoços de domingo e passeios;
  8. Curta pequenas coisas;
  9. Se você não tiver algo de bom a acrescentar, não fale nada;
  10. Ouça! Deus nos fez com 2 orelhas e uma única boca para que entendêssemos nas suas mensagens subliminares que devemos ouvir pelo menos o dobro de falar;
  11. Não sinta pena de você!
  12. Não fale de suas frustrações ou histórias de vida tristes, se orgulhe de suas vitórias!
  13. Tudo o que você viveu, de bom ou de ruim, fizeram de você o que és hoje. Foi seu alicerce de vida!
  14. Seja sempre grato! Aprendemos diariamente, até com quem nos faz “mal”;
  15. Perdoe sempre e libere seu coração das amarras que te seguram no seu passado;
  16. Acostume-se e curta o silêncio e a introspecção. Hoje sei que nesses momentos descobrimos o melhor de nós!
  17. Independentemente de religião, fé ou ateísmo, você é o seu Deus. Aquele que inquestionavelmente existe!
  18. A única vida que podemos viver é o presente, que como o próprio nome diz, é um presente do universo para nós.
  19. O passado não dá para mudar. Se não restaram boas e saudáveis memórias, encare como aprendizado e siga em frente;
  20. O futuro depende das nossas atitudes de hoje, do presente. Se não usarmos a dádiva que nos é dada todos os dias de fazer a cada dia um melhor presente, o que poderemos esperar do nosso futuro?
  21. Lembre-se que se você não se amar, ninguém o fará mais que você!

Ressignifique a vida, ressignifique você, suas prioridades e suas paixões.

Reverta toda e qualquer energia e pensamentos negativos e acredite que você é PHODDA… Tenha certeza! E você assim será!

Eu acredito! E você????

O Poder da Gratidão

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Vou direto ao assunto: seja grato e o mundo girará num sentido tão positivo, que será um grande ciclo virtuoso de sucesso! Creia!

Como já falei algumas vezes, meu ano de 2018 foi um ano de absoluta provação para mim.

Nos últimos dias do ano, porém, resolvi adotar uma postura muito mais meditativa de gratidão.

Passei tanto Natal como Ano Novo em casa sozinha com minhas dogs, apesar de alguns convites para shows e festas.

Não queria! Definitivamente precisava mudar minha energia e me preparar para 2019. Acredito muito no sucesso que esse ano trará. Assim, agradeci muito durante esses dias de interiorização.

Ao contrário do Réveillon do ano passado, não me senti absolutamente só! E olha que ano passado eu estava namorando, ele ficou comigo no Natal, mas ficou com os filhos no Ano Novo.

Hoje percebo que eu vivia uma relação muito insalubre. Consegui perceber sem dúvidas nestes dias. Estava acompanhada, loucamente apaixonada, mas com uma relação que estava acabando com a minha cabeça.

Fez parte da minha gratidão, o quanto que amadureci, aprendi e cresci com meus erros, frustrações e provações durante todo 2018. O que não nos mata, nos torna bemmmmm mais fortes.

Consegui analisar, item por item, o que poderia melhorar em mim para que eu tivesse um 2019 absolutamente diferente de 2018.

Primeira coisa que me veio à cabeça é a citação que eu gosto muito (já falei sobre ela em uns 2 textos aqui do blog), do filme Como Treinar seu Dragão I:

Se você tiver tentado todo o possível e, mesmo assim, não tiver atingido seus objetivos, parta para atitudes insanas (ou que pareçam insanas).

Na verdade, parta para atitudes inesperadas, surpreendentes, inovadoras, loucas!

Dia 2 de janeiro me matriculei numa pós. Primeira ação para as minhas resoluções de 2019. Voltar a estudar! A quarta pós!

Dia 4 iniciei o processo de depilação a laser. Pode parecer bobagem, mas sempre morri de medo de sentir dor. Por mais simples que seja, foi uma saída aguda da minha zona de conforto.

Dia 7 me mudei. Não estava feliz no Méier. Tinha me mudado para lá em novembro de 2017, com a expectativa de organizar financeiramente minha vida e encontrar rápido minha cara metade para juntos decidirmos para onde iríamos.

Presente que ganhei da minha chefe, como ela está me vendo ultimamente.

Mas, depois que meu filho mais velho parou de morar comigo (não posso mentir, ainda não superei completamente isso!), meus custos reduziram um pouco, pois pude dispensar a menina que trabalhava lá em casa de segunda a sexta. Pude viajar para a Europa em outubro e pude pensar em me mudar para um apartamento de 2 quartos, ao invés de 3.

Percebi também, que eu não preciso de ninguém para me ajudar a decidir para onde vou. Sou dona de mim. E me sinto cada dia mais “plena”, para citar a palavra de empoderamento da moda.

Decidi voltar para a Tijuca, lugar de onde saí quando me separei e que tinha gostado muito de morar pela facilidade e comodidade do local: metrô, comércio, proximidade do trabalho, fácil de chegar e sair e Td o mais que a Tijuca tem.

Em apenas 4 dias, a casa estava completamente arrumada. Tive ajuda de 2 amigas, da minha filha e da minha tia em situações distintas. Mas segurei o rojão firme e forte a maior parte do tempo sozinha e super de boa com isso.

Foi uma semana cansativa. Mas, já no dia 12, sexta feira, começou minha segunda resolução. Tentar fazer o máximo de amigos e conhecer lugares que nunca fui.

No dia 22 e 29 de dezembro, fizemos, junto com um amigo que mora nos EUA e que se formou um ano antes de mim no CPII (Colegio Pedro II, tradicional colégio federal do RJ, que tive o prazer e orgulho de estudar de 88 a 94), uma festa de reencontro e um churrasco de enterro dos ossos na semana seguinte. Juntei meus amigos com os dele. Fizemos um grande grupo ativo no WhatsApp, com conversas diárias e sem palhaçadas. Onde opiniões divergentes são bem-vindas, já que no nosso colégio, aprendemos a argumentar sem necessariamente brigar. Brigar mesmo só com os boina vermelhas (alunos do Colégio Militar) e com os verdinhos (alunos do Colégio Brasileiro, do lado da unidade de São Cristóvão do CPII). Esses apanhavam mesmo. Coitados!!!!

Encontro CPII São Cristóvão (formandos 93 a 95)
Enterro dos ossos do Encontro CPII SC (93/94/95)

Neste grupo há 5 músicos. No dia 12, um deles tocaria na Ladeira da Gloria, num evento de Jazz.

Fui! Bebi vinho, conversei, ri, me diverti muito. Primeira do ano em grande estilo. Que lugar legal! Que energia incrível!

Ladeira da Gloria

Na segunda-feira, dia 15, veio o convite para encontrar uma outra parte do grupo em comemoração ao aniversário de uma amiga que reencontrei depois de quase 30 anos.

Samba do Trabalhador – Clube Renascença

Outro lugar que não conhecia! Morria de vontade, mas nunca fui: Samba do trabalhador, no Clube renascença!

Logo eu, que não nasci no samba, mas o samba nasceu em mim… rsrsrs

Não preciso dizer o quanto amei! Também me diverti muito! Acaba bem cedo, por ser às segundas. Às 22:15 já estava em casa. Absolutamente feliz!

Quinta, dia 18, mais um lugar que não conhecia. Mais um lugar que amei. Jack Daniel’s na lagoa. Só gente bonita! Amo rock e a seleção musical estava primorosa.

Jack Daniel’s na Lagoa

Sexta, dia 19, mais outro lugar nunca antes visitado. Detalhe que só tinha dormido 2:30h pq chegamos do JD quase 3 da manhã para levantar às 6, dia de trabalho!

Fui conhecer a Blue Note. Através de um convite do colega que ia se apresentar num show de Tributo ao Milton Nascimento. Efusiante! Sem palavras!

Blue Note RJ

Hj, sábado, to aqui escrevendo esse texto antes de começar meu dia. Hoje tenho minha personal macumbator anual para jogar e olhar o meu mapa astral para 2019.

Realmente comecei meu 2019 com outra energia. Grata! Feliz! Realizada! Contabilizando presentes diários na minha vida.

Tudo, creio eu, como resultado do processo iniciado por mim sendo grata por tudo que aconteceu comigo em 2018.

A ansiedade de encontrar alguém que me complete passou. Entendi que eu me basto. Eu sou a minha melhor companhia e serei um presente para quem eu amar. Não posso e jamais vou querer ser (novamente) guindaste, para carregar peso morto.

O ano mal começou, hoje é o vigésimo dia do ano, já estou sendo grata a tantas e tantas coisas maravilhosas que estão acontecendo!

Simbora ser feliz?

♥️Mude e o mundo mudará junto com você!♥️

Retrospectiva 2018

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Há alguns anos, tenho no bloco de notas do celular um guia de como foram meus anos para conseguir fazer uma analogia ou criar um possível algoritmo de previsão de como será o ano. Ainda não consegui nem uma coisa nem outra:

2003 ruim

2004 bom

2005 bom

2006 razoável

2007 ruim

2008 muito bom

2009 bom

2010 péssimo

2011 muito bom

2012 bom

2013 razoável

2014 ruim

2015 péssimo

2016 razoável

2017 razoável

2018 altos e muito vales, mais baixos que altos

Obviamente, todo início de ano, vou na minha personal macumbator. Esse ano, ela não me enganou. Ela me adiantou muita coisa que eu ia ter que passar esse ano. Ok, que foi um pouquinho (muito!!!!!) pior. Mas já valeu para me preparar para o tsunami.

Tive alguns refrescos, mas no geral, foi um ano muito estranho. Muito atípico! Realizei o grande sonho da minha vida: ir a Roma e de quebra ainda conheci Paris. Tive Nutella (filhote de Maya), que horas parece bom, outras muito ruim. Mas, para acabar com minha motivação neste ano, tive grandes desafios. Os dois piores foram a depressão que me pegou na curva em maio e meu filho que saiu de casa em julho.

A impressão que eu tinha era que cada vez que um caminhão me atropelava e eu conseguia me reerguer, vinha outro logo em seguida e me derrubava de novo.

Que ano merda!

Já estou na contagem regressiva para acabar. Nem vou falar muito das minhas desgraças, mas há uma semana atropelei um cara que se jogou na minha frente para me assaltar. Daí apareceu meu anjo da guarda, que por sinal era um gato, armado e me salvou. Talvez o ano tivesse terminado ainda pior.

Então, como eu acredito em provações, em evolução espiritual e necessidade de aprendizagem do espirito, agradeço! Sim, agradeço a cada uma das muitas lágrimas que derrubei, de quantas vezes me superei quando achei que ia me entregar, de não ter desistido de achar um amor, de persistir, de lutar para dar o melhor para meus filhos (mesmo para o filho que decidiu sair do meu ninho) e de aprender!

Tá acabando. A personal macumbator no início do ano me disse que já no início de 2019 as coisas melhorariam para mim. Eu tenho fé que isso irá acontecer. Não desisto de mim tão fácil.

Quanto ao meu coração de gelo, tão magoado e maltratado (snif), tá calejado e preparado para se reaquecer assim que for realmente tocado.

Quando meus filhos eram pequenos e se machucavam, eu dizia para eles falarem um puta que pariu bem forte, de dentro da alma, que a dor passava. Dava sempre certo, eles paravam de chorar, não sei se pq passava mesmo a dor ou por conta da diversão de falar um palavrão cabeludo. Eu, como já falo palavrão a toda hora mesmo, fiz a melhor coisa que podia fazer esse ano: a minha tatoo do foda-se nas costelas. Ela realmente esteve comigo, marcando minha pele nos meus maiores problemas, me lembrando que se eu não tenho culpa do que estava acontecendo na minha vida, eu tinha responsabilidade dobrada de seguir em frente e continuar lutando.

E assim, com imensa gratidão no peito, eu grito, forte e do fundo da minha alma:

2018, VAI SE FUDER, PORRA!

Se Alguém Lhe Fizer Feliz, Revide!

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Esta semana li essa frase em algum lugar. Mexeu tantas coisas dentro de mim e eu nem sabia que talvez fosse, mais uma vez, a linguagem dos sinais agindo em minha vida, para me mostrar algo que logo faria mais sentido para mim.

A linguagem dos sinais é algo muito presente em minha vida, já escrevi até sobre isso no texto Você está atento aos sinais?. Tão presente que às vezes me surpreendo o quanto certas mensagens chegam até mim tão efetivamente.

Há alguns meses, estava super envolvida com uma pessoa. Um certo dia, ao lhe dizer que o amava, fui surpreendida com uma resposta um tanto quanto estranha aos meus ouvidos.

Eu sei que você me ama e lhe sou grato por isso.

A primeira coisa que pensei foi: como assim grato?

Entendo que gratidão talvez seja algo que não possamos retribuir. Conceitualmente para mim, aquilo me chocou muito.

Eu sou grata a Deus pela minha vida, nunca vou conseguir retribuir a Deus…

Para mim é assim. Sou grata a tudo e a todos enquanto eu não posso retribuir o que fazem por mim, tão logo possa, ajo em retribuição.

Então, quando li essa outra frase Se Alguém lhe fizer feliz, revide!, reviveu um pouco do que senti. Ele estava grato, mas não revidou.

Em geral, não revidamos aquilo que nos faz bem. Revidamos somente quanto nos fazem mal. Mas não seria esse o ciclo vicioso que destrói as relações e compromete a habilidade de sermos felizes?

Esse ano de 2018 não tem sido nada fácil para mim, tenho lidado com muitos acúmulos emocionais e isso não tem sido nada fácil, tendo fraquejado e cedido à crise de ansiedade há pouco tempo. Tenho me recuperado bem, adoro a metáfora da borboleta no casulo, estou saindo de vários casulos esse ano.

E hoje mais uma vez senti o baque de mais uma mudança. Mais uma entre as milhares que estão ocorrendo esse ano comigo. Mas o lema é deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

Depois de 18 anos, meu filho resolveu sair de casa. Foi morar com a avó. Foi de repente, sem eu esperar, simplesmente falou e se foi.

Será que eu não revidei o suficiente para ele a felicidade? Será que foi ele que não? Ou talvez seja a vida me revidando a mensagem de que eu já cumpri o meu papel, que criamos os filhos para o mundo, que cada um traça seu destino. Que isso não tem a ver com fracasso…

Meu coração dói. Dói como mãe, mas eu sempre me repeti que até ele completar 18 anos e estar na faculdade, não entregaria ele a ninguém. Ele está indo no segundo período de faculdade e já com um curso técnico na mão.

Mas será que ele não entendeu o meu amor? Ou essa é a forma dele revidar o amor que dediquei sozinha tantos anos?

Se foi, não sei se para voar ou aterrissar. Mas se foi. O quarto já está vazio. Já estava planejado, eu que não sabia de nada.

Minha sensação é que tem algo sórdido atrás disso, mas o que eu posso fazer é só rezar. Rezar para que ele não esteja sendo enganado e que ele continue no caminho para ele determinado. Ou talvez ele esteja indo revidar algo que eu não pude dar. Será que eu não o estava fazendo feliz?

O peito dói.

Acordei de sobressalto e lembrei que os caminhos deles já não são mais os meus. A vida revida sinais.

A frase toma mais sentido num complemento digno do misto de sensações que tenho hoje… não seja grato, aja em retribuição, seja revidando amor ou reciclando os sentimentos ruins e transformando-os em amor.

Se alguém lhe fizer feliz, revide!

Se alguém lhe fizer triste, recicle!

Quem faz o Bem tem que estar preparado para a Ingratidão.

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Quantas e quantas vezes, tanto na vida pessoal como na profissional, não ficamos indignados ao nos facearmos com a ingratidão de alguém a quem ajudamos, ou que tenhamos nos dedicarmos de alguma forma, sem ao menos receber um simples OBRIGADO.

Diversas pessoas que já passaram por nossas vidas, a quem demos chances e que, na primeira oportunidade, nos viraram as costas, ou muito pior, acabaram nos colocando em situações complicadas, mentindo ou usando de má fé para trair e agir para conseguir seus objetivos, não se importando com quem precisaram magoar.  Todos temos, sem dúvidas, muitas histórias de ingratidão para contar que dariam vários livros… Todos sofremos muito com isso, fato!

Essa ingratidão dói mais ainda, pois, quando ajudamos, normalmente esperamos o mínimo de carinho e reconhecimento.  Esse é o grande erro!!!!

Quando ajudamos alguém temos que ter a maturidade de não esperarmos absolutamente nada em troca.  Devemos estar preparados para a Ingratidão.

No mundo corporativo, essa situação é tão comum quanto o dia nascer diariamente.  São inúmeras as pessoas que querem crescer a todo custo, “eliminam” os obstáculos, mesmo que isso signifique pisar em quem lhes estendeu a mão.

A competitividade do mundo faz com que as relações estejam cada vez mais frágeis, mais vulneráveis a interesses e à recompensas.  Definitivamente o mundo está perdendo o seu charme, se tornando egoísta e intolerante.

A Ingratidão é como um vírus, as pessoas acabam sendo contaminadas, tornando todo esse processo uma progressão geométrica de maldade: “Faço porque fizeram comigo”; “Se eu não fizer, alguém irá fazer”; “Fiz porque mereceu”… e assim, com as pessoas se cansando de “apanhar”, vão aderindo a este círculo vicioso, por não estarem preparadas emocionalmente para o PERDÃO e muito menos para o “FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM”.

Depois de muito sofrer com a necessidade da gratidão, hoje adoto uma postura completamente diferente.  Desta forma, não me magoo mais.  Primeiro, NUNCA deixo de fazer o bem por conta de experiências negativas do passado.  Aprendi que cada um só pode dar o que tem, não conseguimos tirar leite de cabra de um rinoceronte, nem fel do mel de abelha…  Quem tem amor para dar, não pode ser contaminado por egoísmo.  Muitas e muitas vezes já estendi a mão uma segunda vez, uma terceira, mesmo sabendo que a pessoa não mereceria, porém o que vale é a minha consciência.  Eu que tenho que dar a oportunidade da pessoa se arrepender.  Preparo-me para o pior, se o melhor acontecer, vira bônus.

Segundo, para evitar o desgaste de esperar reconhecimento, comecei a imaginar que cada ato positivo que fazemos, depositamos um crédito numa “Conta Corrente do Bem”.  Essa conta corrente transforma esses créditos em títulos capitalizados pelo amor Supremo, que vale muito mais que qualquer reconhecimento material, ou deste mundo.  Em algum momento esses seus títulos capitalizados serão resgatados.

Portanto, não nos deixemos contaminar pelo círculo vicioso do mal, ou até mesmo da neutralidade – “Não faço para não me magoar”, criemos o amadurecimento necessário para formarmos o círculo virtuoso do bem querer, da ajuda sincera e do amor.

O mundo anda tão agressivo, tão doente, tão rancoroso, que se cada um de nós nos despirmos da vaidade de necessitar o reconhecimento do próximo a cada boa ação nossa, conseguiremos agir conforme nossa natureza de amor, investindo na nossa Conta Corrente do Bem cada vez mais, nos tornando seres mais ricos e prósperos emocional e espiritualmente.