como evitar a depressão

Filhos com Depressão. Como identificar e o que fazer?

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É cada vez mais comum vermos jovens em depressão e ficamos pasmados quando lemos notícias frequentes de adolescentes que chegam a extremos de tirar suas próprias vidas.  Mas, afinal de contas, o que está acontecendo?

Lembro que, quando era adolescente, ouvia um ou outro caso de suicídio de adolescente.  Eu inclusive tive uma amiga de infância que, após anos lutando contra esquizofrenia, acabou se matando aos 17 anos… Ela vinha de um histórico de uma infância muito difícil, tendo sido adotada, mas as sequelas nunca a deixaram e acabaram por consumir todo o seu ser.  Apesar de chocante, ela vinha muito doente há muitos anos e seu estado piorava de tempos em tempos. Além desse caso, o que ouvíamos, eram casos isolados.

No Brasil, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a taxa de crescimento de casos de suicídio na faixa etária de 10 a 14 anos aumentou 40% em dez anos e 33,5% entre adolescentes de 15 a 19 anos. Em média, dois adolescentes tiram a própria vida por dia.  Casos cada vez mais noticiado pela mídia pela comoção que causam.

Um adulto atentando contra a própria vida já é complexo de absorvermos, imagina uma criança…

É o tipo de coisa que a gente se sensibiliza com as notícias, mas acha que está meio imune aquilo. Que não vai acontecer com a gente. Mas isso me afetou.  Sim, estou convivendo há 3 meses com minha filha de 15 anos com depressão e pensamentos suicidas.

Devo confessar que minha primeira reação foi achar que era palhaçada de adolescente, talvez esse seja um erro muito comum dos pais.  Os adolescentes adoram uma manipulação melodramática e ter a percepção da tênue linha que separa a manipulação da doença é trabalho para profissional.

Resolvi escrever esse texto somente agora, pois minha filha resolveu externalizar para todo mundo o problema dela.  Antes eu estava tratando muito discretamente, somente com amigos e pessoas mais íntimas.  Há 4 dias, porém, ela resolveu sair do casulo.  Resolveu fazer todo o caminho para sair do labirinto mental que se encontra.  Um dos ganchos que ela tá usando é um canal no YouTube, onde pretende compartilhar um pouco do que está passando e como está lidando com a situação.

Canal de Yanne Beatriz Telles

 

Meu objetivo com esse texto é tentar ajudar aos pais que estão na minha situação porque sei que não é fácil.  Tenho vivido uma montanha russa de emoções diariamente.  Mas, é necessário que não deixemos a peteca cair e sejamos persistentes no objetivo final.

Os Gatilhos

Uma coisa é certa, não existe um motivo específico.  A depressão é um acúmulo de sentimentos mal tratados durante toda a nossa existência que, com eventos mais ou menos relevantes, podem encher um copo que já estava por transbordar.  Em geral, não é apenas um motivo e nem são, na maior parte das vezes, motivos recentes.

Obviamente, tem um ou um conjunto de eventos que desencadeia o processo de ansiedade/depressão.

No caso da minha filha, o gatilho desencadeador foi acontecendo em 6 meses, mas os motivos vêm desde a infância dela.

Na infância: a separação, o pai, a mudança para recife, bullyings, complexo de rejeição e etc.

Nos últimos 6 meses: namoro obsessivo, reprovação, mudança de escola, falta de adaptação à nova escola, afastamento dos amigos, briga com namorado e etc.

Sou sozinha com ela, trabalho muito, mas mesmo assim fui acompanhando a sua mudança e seu isolamento.  Isso ajudou muito na compreensão do quadro e pude correr para buscar ajuda profissional.

Recado importante para os Pais: Não adianta também achar que nós, como pais, somos culpados.  Não somos.  Às vezes, nossas escolhas podem ter originado certos gatilhos, ok… acontece…  Mas, não esqueçam que nunca deixamos de pensar no melhor para nossos filhos.  Filho não vem com manual de instrução, muito menos a vida.  Teremos decisões erradas e certas, eles também as terão.  Mesmo que neste primeiro momento de crise, eles os culpem por gatilhos, pelas suas decisões, não deixe que isso abale seu foco.

Nós somos responsáveis pelo que planejamos, precisamos dar conta até de solucionarmos possíveis problemas decorrentes disso.  Mas não dá para mudar o passado.  Independentemente do gatilho do seu filho, não se culpe.  Não conseguimos controlar o território da mente humana, principalmente o pensamento que reside em outra mente.  O que podemos fazer é, com paciência, demonstrar que todos os erros têm uma intenção positiva, ressalte esse ponto.  O que queríamos acertar quando eventualmente erramos.

Os Sintomas

Não são todos iguais, aqui ela foi se isolando dos amigos, deixando de sair, se machucando (automutilação – bem comum em adolescentes, segundo o psiquiatra), falta de sono, falta de interesse em estudo, falta de banho, namoro obsessivo/ciumento (tanto ela como ele), dores constantes de cabeça, enjoos, tonteiras e falta de ar.

Merece um destaque importante a automutilação.  Eu demorei de perceber pq ela passou a usar muita manga comprida.  Ela se cortava no braço.  O braço todo tinha marcas.  Ela hoje me diz que tem muitas amigas que se cortam na barriga e nas pernas para os pais não perceberem.  O psiquiatra me explicou como funciona essa história de automutilação.  Segundo ele, é similar ao processo de castração de um touro, quando coloca a argola no nariz do bicho para que ele deixe de sentir a dor da castração.  A dor interna que eles sentem, eles não conseguem tangibilizar.  É uma dor que incomoda, que doi internamente.  Quando se ferem, liberam um hormônio que deixam de sentir a dor interna, ficam concentrados na dor que eles dominam, a física.  Se sentem mais confortáveis sentindo algo que conseguem entender do que algo que não conseguem nem tangibilizar e nem explicar.

Agressividade e Comportamento

Aqui ela ficou muito agressiva e com comportamento absolutamente rebelde para o tratamento.  Foi muito difícil.  Fui no método da tentativa e erro.  Primeiro no grito, não deu certo!  Cheguei a arrombar a porta do quarto dela no desespero.  Chorava e me desesperava todos os dias.  Era exaustivo para mim e não estava ajudando em nada o processo. Depois, na paciência, que tive que buscar na minha fé, forças para mudar minha atitude perante esse desafio.  Rezava muito porque passei a viver no meu limite.

Passei a utilizar as técnicas de Coaching.  Conversando e tentando, através das ferramentas que uso em coachees, estabelecer a conexão que eu precisava para a confiança.  Me tornei cada vez mais próxima dela.  Passei a ser aquela que ela podia contar.  Dizia a ela que a entendia e que estava ali para lhe ajudar, dizia o tempo todo que ela era importante para mim.  O quanto que eu a amava.  Diariamente a abraçava muito, ressaltava todas as qualidades importantes dela.  Muitas vezes ela cagava para o que eu estava dizendo, mas com certeza estava sendo absorvido.  Não desistia.

O Tratamento

Tão logo identifiquei que o quadro era depressão porque ela não acordava para a escola por uma semana e não queria fazer nada.  Marquei o psiquiatra.  Ela foi com muito custo, foi uma luta, na verdade.  Ele receitou medicamento para a depressão e para regularizar o sono, já que ela passava 2 dias inteiros sem dormir com frequência.

Ele avisou que ela pioraria muito nos primeiros 15 dias de tratamento e que não poderia ficar só.  Minha irmã ia para Argentina e ia levá-la, só que o pai dela não autorizou a viagem (tenho a guarda, mas como ela é de menor precisa da autorização do progenitor).  Isso foi um canhão no tratamento.  Ela piorou muito a partir daí. Foi um caos administrar porque ela achava que eu tinha culpa, mas não havia tempo nem grana suficientes para acionarmos um advogado para autorizar a viagem sem a necessidade da autorização dele.

Infelizmente tive que contar com a sorte e com a proteção divina pois eu não podia deixar de trabalhar.

Por sorte, ela dormia o dia todo e só acordava no fim da tarde, quase na hora que eu chegava do trabalho.  Obviamente passei alguns sufocos, tendo que vir correndo do trabalho para casa quando ela entrava em crise no meio da tarde.

Tenho duas labradoras, de manhã eu sempre prendia as duas no quarto junto com minha filha para que elas tomassem conta dela.  As bichas passavam o dia td com ela.  Por isso que eu digo que cães são anjos disfarçados.  Dois animais que, em teoria, são super agitados, se adaptaram para ficarem o dia td num quarto velando o sono de uma adolescente.

Tivemos muitos altos e baixos no tratamento, aumentamos a dose do remedio 3x, tive sustos que eu não desejo para o pior dos homens.  O pior foi há 10 dias quando ela chegou a me pedir perdão e se despedir de mim.  Ou outro quando a Nutella (a Labradora de 9 meses) comeu a caixa de medicação dela.  Pelo menos meu coração tá bem.  É cada susto, que se ele tivesse algum problema eu já tinha enfartado.

Próximos Passos

Venho insistindo muito para que ela começasse a terapia.  Mas, ela não saía de casa e o psiquiatra disse que era melhor não insistir mesmo enquanto ela não estivesse preparada para voltar a sair.

Essa semana ela finalmente aceitou que eu marcasse um hipnólogo.  Acredito muito que a hipnose consegue atuar de forma mais assertiva no cerne do problema, agilizando o processo de cura.  Semana que vem ela já irá iniciar a terapia.

Ela terminou de vez o namoro obsessivo e conseguiu, com isso, voltar a falar com todos os amigos que ele não gostava que ela tivesse contato.  Essa semana ela já até saiu com vários destes amigos e acho que é um grande passo.  Os amigos são a família que a gente escolhe.

Eu abri mão de tudo o que eu podia para ficar próxima dela.  Deixei de sair, me divertir, fazer minhas atividades terapeuticas e passei a sair o mais cedo possível do trabalho nestes últimos meses.  Agora, aos poucos, pretendo ir retomando minhas atividades porque não tem sido fácil para mim também.

Foco e fé e vamos caminhando!

 

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Sem Criatividade para Título

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Estou há algumas semanas para escrever algo. Muitas ideias soltas e nenhuma concentração. A verdade é que minha vida parece que entrou numa máquina de lavar nos últimos 3 meses. Tenho clareza e certeza que é para meu crescimento e tenho gratidão por isso, estou passando em todas as provas sem perder a calma nem a razão.

Com certeza minha briga é com o meu foco. São tantas as distrações (problemas no dicionário do realista/pessimista), que muitas vezes os dias passam e simplesmente eu não escrevi. Normalmente eu conto mentiras para mim para que eu me convença a que ok, eu não escrevi pq não tinha um título para começar. Eu não consigo começar a escrever sem título. Hj só para contrariar não tenho tema, estou escrevendo aleatoriamente o que me vem à cabeça e o título ainda está em branco simplesmente para me forçar a escrever.

Uma das coisas mais graves que me aconteceu nestes 3 meses é estar lidando com a depressão grave de minha filha de 15 anos. Simplesmente ela abriu mão da rotina dela e troca o dia pela noite. Eu me viro entre trabalho e assistência a ela, entre zilhões de outras coisas acontecendo Td junto na minha vida e ainda não consegui um clone de mim.

Reclamar? Vou não! Deus nunca dá um fardo maior que a gente possa carregar. Se tá comigo, eu “guentu”.

Sinto falta de tantas coisas… mas tenho recebido tantos outros presentes, que me sinto grata por tudo que algumas pessoas estão fazendo por mim, se preocupando comigo e zelando por mim. Me faz me sentir acolhida e muito amada.

Talvez hoje eu tenha precisado escrever para desabafar um pouco, talvez para externalizar que realmente sou grata pq sinto que, apesar do problema da minha filha, isso nos uniu mais ainda, estou mais presente com ela e ela também mais presente em casa. Estamos nos abraçando mais e dizendo o quanto nos amamos.

Ainda me preocupa muito o estado dela, queria que ela voltasse a ter uma vida normal, mas sei que o pior já passou. Com certeza já passou! Aguentar isso tudo sozinha me fez mais forte ainda!

Hoje estou especialmente cansada, mentalmente e fisicamente cansada. Não deveria! Não fiz absolutamente nada ontem, domingo, a não ser morcegar o dia todo. Não sei, acho que a energia baixou um pouco. Não tá fácil. Mas vou vencer mais essa batalha!

Eu quero, eu posso, eu consigo! Sempre!!!!

Ah, vou pensar no título…

prometo que vou perder a preguiça e escrever os textos que já estão na minha mente!

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Retrospectiva 2018

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Há alguns anos, tenho no bloco de notas do celular um guia de como foram meus anos para conseguir fazer uma analogia ou criar um possível algoritmo de previsão de como será o ano. Ainda não consegui nem uma coisa nem outra:

2003 ruim

2004 bom

2005 bom

2006 razoável

2007 ruim

2008 muito bom

2009 bom

2010 péssimo

2011 muito bom

2012 bom

2013 razoável

2014 ruim

2015 péssimo

2016 razoável

2017 razoável

2018 altos e muito vales, mais baixos que altos

Obviamente, todo início de ano, vou na minha personal macumbator. Esse ano, ela não me enganou. Ela me adiantou muita coisa que eu ia ter que passar esse ano. Ok, que foi um pouquinho (muito!!!!!) pior. Mas já valeu para me preparar para o tsunami.

Tive alguns refrescos, mas no geral, foi um ano muito estranho. Muito atípico! Realizei o grande sonho da minha vida: ir a Roma e de quebra ainda conheci Paris. Tive Nutella (filhote de Maya), que horas parece bom, outras muito ruim. Mas, para acabar com minha motivação neste ano, tive grandes desafios. Os dois piores foram a depressão que me pegou na curva em maio e meu filho que saiu de casa em julho.

A impressão que eu tinha era que cada vez que um caminhão me atropelava e eu conseguia me reerguer, vinha outro logo em seguida e me derrubava de novo.

Que ano merda!

Já estou na contagem regressiva para acabar. Nem vou falar muito das minhas desgraças, mas há uma semana atropelei um cara que se jogou na minha frente para me assaltar. Daí apareceu meu anjo da guarda, que por sinal era um gato, armado e me salvou. Talvez o ano tivesse terminado ainda pior.

Então, como eu acredito em provações, em evolução espiritual e necessidade de aprendizagem do espirito, agradeço! Sim, agradeço a cada uma das muitas lágrimas que derrubei, de quantas vezes me superei quando achei que ia me entregar, de não ter desistido de achar um amor, de persistir, de lutar para dar o melhor para meus filhos (mesmo para o filho que decidiu sair do meu ninho) e de aprender!

Tá acabando. A personal macumbator no início do ano me disse que já no início de 2019 as coisas melhorariam para mim. Eu tenho fé que isso irá acontecer. Não desisto de mim tão fácil.

Quanto ao meu coração de gelo, tão magoado e maltratado (snif), tá calejado e preparado para se reaquecer assim que for realmente tocado.

Quando meus filhos eram pequenos e se machucavam, eu dizia para eles falarem um puta que pariu bem forte, de dentro da alma, que a dor passava. Dava sempre certo, eles paravam de chorar, não sei se pq passava mesmo a dor ou por conta da diversão de falar um palavrão cabeludo. Eu, como já falo palavrão a toda hora mesmo, fiz a melhor coisa que podia fazer esse ano: a minha tatoo do foda-se nas costelas. Ela realmente esteve comigo, marcando minha pele nos meus maiores problemas, me lembrando que se eu não tenho culpa do que estava acontecendo na minha vida, eu tinha responsabilidade dobrada de seguir em frente e continuar lutando.

E assim, com imensa gratidão no peito, eu grito, forte e do fundo da minha alma:

2018, VAI SE FUDER, PORRA!

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Conselho do Dia: Acostume-se a perder!

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Hoje vi uma postagem de uma amiga que me fez refletir sobre perdas…  Sempre nos fazem sofrer, quase nunca sabemos lidar com elas, mas deveríamos…

Você perderá o amor da sua vida, o emprego dos seus sonhos, a viagem perfeita, a casa maravilhosa, a roupa deslumbrante, o corpo sarado, a memória infalível, o sono, a saúde de ferro, muitas vezes, a paz, o equilíbrio e até mesmo a razão!

Você perderá aquela ligação que tanto esperava, o ônibus que vai passar direto, muito dinheiro, o celular e as chaves uma centena de vezes…

Perdemos diariamente. Somos derrotados às vezes diversas vezes no dia.  Isso já deveria nos deixar calejados…  Mas sofremos.  Sofremos muito mais que deveríamos.  Mas, estas perdas são transitórias, desde que saibamos lidar com elas – quase nunca sabemos.

Acho que a vida nos prepara para isso desde que somos bem pequenos, mas não nos damos conta… Há uma mensagem subliminar quando perdemos nossos dentes de leite. Nós os perdemos bem jovens e logo vieram outros para substituir, mais fortes, maiores e mais bonitos. O desconforto foi passageiro. Vivemos isso tantas vezes na infância, a cada queda de um novo dente.  Mas, obviamente não nos damos conta desta super dica, uma preparação para a vida adulta e sua sucessão de perdas.

Enquanto adultos, deveríamos lembrar disso diariamente: não importa qual seja a nossa perda, sempre virá o substituto, quase sempre muito melhor do que o anterior. Basta esperar.

Precisamos nos acostumar com isso. As perdas fazem parte do nosso crescimento.  O problema é a nossa velha mania do imediatismo.  Receita infalível para nos lascarmos! E como nos lascamos… O tempo todo!!!!

Precisamos saber de uma regra básica da vida:  AS PERDAS SEMPRE SERÃO RECOMPENSADAS E/OU SUBSTITUÍDAS.

Sabe o por quê? Simples. O amor é assim… Por mais que você o perca, ele sempre ressurgirá numa forma diferente!  Como ele pode se apresentar de inúmeras maneiras, precisamos deixar o amor sempre nos guiar.  O amor pode estar do nosso lado e de formas inusitadas.  O nosso sofrimento excessivo pode nos cegar e nos tolir de encontrar a felicidade.

Por isso, Perca tudo, sofra, chore (o chorar faz parte) mas, recupere-se logo, ame. Lembre-se de nunca perder a capacidade de amar! Isso reciclará a sua vida e amenizará a sua dor!

#keepthefaith #mantenhaafe #acredite #amor

Conselho – Adilson Bispo

Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça
Enfrente o mal
Que agindo assim
Será vital para o seu coração

É que em cada experiência
Se aprende uma lição
Eu já sofri por amar assim
Me dediquei mas foi tudo em vão

Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame com toda força e ardor
Assim sucumbirá a dor (tem que lutar)

Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer

Não estou dando nem vendendo
como o ditado diz
o meu conselho é pra te ver, Feliz

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Desemprego e o Perigo da Depressão. Como Evitar?

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Nos últimos 2 meses, 3 pessoas se mataram perto da minha casa, num ato de total desespero e tristeza.  Que ponto essas pessoas chegaram para que tomassem essa atitude?  Em conversas na rua, descobri que o motivo foi comum aos 3, mesmo sem se conhecerem, viviam a mesma angústia, a falta de perspectivas profissionais e problemas financeiros. Num momento como o que estamos passando nos dias de hoje, onde a crise e o desemprego assolam a maior parte dos lares dos Brasileiros, este inimigo muito perigoso chega perto silenciosamente, aos poucos e se instala de forma definitiva em muitas casas, a DEPRESSÃO.

A demissão, por si só, já inicia um período de debilidade da nossa auto-estima.  Nos sentimos incapazes, muitas vezes humilhados, tristes e quase sempre, os sentimentos de raiva e injustiça tornam o processo ainda mais doloroso.

Num segundo passo, encarar a família, a cobrança, os filhos e dar a notícia é algo que incomoda e gera um desconforto (até mesmo vergonha) muitíssimo difícil de lidar.

O processo todo é muito ruim.  É um teste de perseverança para nossa hombridade…  Muitos sentimentos ruins em muito pouco tempo. Não há emocional que resista intacto.  É o início do luto, e da luta!

O processo de recolocação é outro teste de controle de ansiedade, paciência, persistência, fé, onde o desânimo e a esperança andam lado a lado, num looping louco de sucesso e fracasso, alegria e tristeza, decepções e surpresas…

O tempo se torna o inimigo número 1.  A demora do aparecimento de oportunidades, a falta de respostas, a humilhação constante, as negativas diárias, tudo corrobora para que o psicológico se torne ainda mais abalado.  As sexta-freiras, outrora comemoradas como o momento do descanso, se tornam sombrias e temerosas.  O fim de semana é uma lacuna grave para quem busca emprego. Dois dias insípidos para oportunidades.  Dois dias a mais de angústia…

Em pouco tempo, poderemos ser tomados por uma força invisível que se alimenta desse nosso estado frágil.  Estarmos vigilantes nem sempre é o suficiente para evitarmos o aparecimento da depressão.

Ao contrário do que muitos pensam, todos estão suscetíveis a ela.  Ela dá sinais sutis, muitas vezes despercebidos, que está se aproximando.  A desesperança constante, a irritabilidade, fraqueza emocional, grosserias com pessoas próximas, muito ou pouco sono, falta de vontade e energia para fazer coisas simples, tristeza profunda, sentimento de impotência, esquecimentos constantes, inércia, entre muitos outros sinais, são alertas vermelhos para que possamos agir rapidamente para evitar que ela se apodere de nós.

Para que isso não aconteça, ou evitar que chegue num ponto que somente intervenções médicas surtem efeitos, podemos e devemos criar rotinas que nos auxiliem neste processo de reciclagem profissional, para que seja menos doloroso possível, e por que não dizer, que transforme esta experiência numa rica vivência de aprendizados e conquistas para a vida.

Algumas dicas que costumo usar, sempre me vigio para que eu não caia na armadilha da depressão, nem sempre é fácil, mas agir proativamente contra esse mal, sempre será muito melhor do que remediá-lo:

  1. Não durma tarde, acorde cedo e não fique (jamais) de roupa de dormir durante o dia.
  2. Comece imediatamente uma atividade física.  Quando nos exercitamos, nosso corpo libera substâncias que relaxam e evitam os efeitos da depressão.  Talvez essa seja a dica mais importante.  Corpo são, mente sã!  O horário deve ser sempre o mesmo pois o corpo se habitua rapidamente.  Dinheiro não é desculpa!  Até uma boa caminhada é um excelente início. 30 minutos já fazem uma grande diferença.  Normalmente exercícios pela manhã nos dão vigor para todo o dia, oxigena o cérebro e “acorda” nossos neurônios.  Exercícios a noite são recomendados para quem tem muita insônia, pois ajudam a cansar o corpo para uma melhor dormida.  Veja o melhor horário para você mas, estabeleça pelo menos 4x por semana para que os resultados sejam bem efetivos.
  3. Olhos e ouvidos atentos a oportunidades.  Muitas vezes focamos na busca de empregos, quando existem reais oportunidades de empreender bem próximas a nós.  Na verdade, sempre acreditei que devemos empreender a todo momento, principalmente enquanto estamos empregados, termos sempre nosso plano B.  Normalmente este empreendimento pode nascer de um hobby ou algo que você goste muito de fazer, que aliás é a próxima dica…
  4. Desenvolva a criatividade!  Encontre soluções novas para antigos problemas…
  5. Procure algo que você goste muito de fazer e tenha um horário para isso.  Ler, tocar um instrumento, jogar video game, montar um quebra-cabeça, assistir a algo interessante, escrever um blog…
  6. É importante o estabelecimento de horários para cada coisa.  Uma rotina que ocupe seu dia com atividades alternadas, fará com que seu dia seja produtivo e não cansativo.  Eu particularmente estabeleci acordar diariamente às 6 da manhã, cuidar da família até as 7:30h, ler até às 9:00, trabalhar no meu plano B até às 11:00, buscar emprego até 12:30, almoçar e ver TV ou qq outra atividade de descanso da mente até às 14:00, buscar emprego novamente até as 15:00, trabalhar ou prospectar algo novo, me informar ou desenvolver algo até às 17:00, sair para passear com o cachorro até às 17:30, ir para a academia até 19:00, cuidar da família, TV e amigos até 21:00, estudar ou ler algo até 22:00 e dormir.  Me mantendo positiva, consigo aguardar sem ansiedade e me sentindo útil.
  7. Não durma a tarde! Não se envolva com atividades domésticas, que te ocupem todo o tempo e não te deixem tempo para você!
  8. Estude algo que precise aprimorar ou aprender, que lhe seja útil profissionalmente.
  9. Fins de semana não são para procurar emprego.  Não adianta!  Use-os para atividades em família, busque alternativas que te tragam boas energias, faça o BEM!  Quando eu era solteira e fiquei a primeira vez desempregada, usava meu tempo para ajudar nos estudos de crianças carentes num orfanato.  Me trazia tanta paz, me sentia tão útil!!!!  Era gostoso saber que tantas pessoas se importavam com a minha presença e que minha ausência era muito sentida.  Acabei fazendo desta atividade uma rotina por mais de 2 anos, mesmo depois que me recoloquei.
  10. Cuide e zele por algo que te faça bem, um animal, um jardim, uma horta.  Os japoneses acreditam que quando vc cuida e zela com amor (puro) de algo, isso faz com que vc limpe sua alma, esqueça seus problemas e que a natureza se encarregará de trazer boas energias para você.
  11. Saia, converse, tenha boas companhias.  Nada de falar de lamúrias… Ninguém gosta de estar com alguém que só fale coisas negativas e sio reclame da vida.  Seja positivo, apesar das adversidades.
  12. Não foque no problema, ou seja, não faça da sua razão de vida a busca pelo emprego.
  13. Não desanime.  Sei que é difícil, não adianta e não resolve! Mesmo!!!!!  Se recicle, se reinvente se necessário!

Por fim, a dica que dou e que faço (ou que pelo menos me policio para sempre fazer) é de sempre nos manter positivos, desta forma conseguiremos aguardar sem ansiedade o nosso momento de brilhar novamente.  Não encare um desemprego como período sabático, o meu é por demais produtivo, consigo fazer coisas para mim que a concorrida agenda de executiva não me permitia.  Faça por você e, principalmente por todos aqueles que estão a sua volta.  A auto-estima baixa não lhe trará o tão sonhado emprego e não lhe fará nada bem!  Acredite que você pode ser o agente da mudança de seu futuro e seja!  Boa Sorte e Xô Depressão!!!!

 

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