Gestão de Negócios

Dicas para Empreendedores de Primeira Viagem

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Nunca se falou tanto em empreender, nunca se abriu tantas empresas, nunca se arriscou tanto… Mas, a gente está fazendo isso da forma correta?

Trabalho com orientação e consultoria a empresas há uns 10 anos.  A grande taxa de mortalidade das start-ups me sinaliza que não. Definitivamente não estamos fazendo isso direito!

Muita gente deixa para empreender quando é demitido, daí o crescente número de empresas surgindo… Crise = desemprego = desespero = empreender da forma errada

Mas, qual seria a forma certa?

Se eu tivesse a resposta talvez não estivesse aqui escrevendo neste momento. O que posso dizer é o que estamos fazendo de errado, com certeza não são poucos os erros. Mas, se sabidos, por que não prevenidos? aha… então… cada um com seu cada um… mas, titia aqui vai tentar colocar alguns pingos nos is para ajudar os coleguinhas que estão enveredando neste mundo (ou seria submundo?), empreendedores de primeira viagem… De aconselhar sou ótima (rs)!!!!

Vamos começar com um axioma (pelo menos comigo é!):

Se algo está estável há algum tempo, prepare-se. Vai dar merda!  Se, ao contrário, tudo está nitidamente uma merda, nada dá certo há algum tempo, oba!  Tá chegando a hora de colher coisas boas!

Dito isso, vamos a outro fato: TUDO MUDA, sempre, o tempo todo…  Para bom e para ruim.

Agora que estamos na mesma vibe, podemos começar a traçar o rumo desta prosa…

Primeiro, não deixe para começar seu plano B quando seu plano A se tornar inexequível. Muitas pessoas começam a a empreender quando estão desempregadas.  Muitas vezes dá super certo. O desespero às vezes é um super ingrediente de sucesso para muita gente, tem que dar certo e pronto.  Mas construir algo estruturado, sem tanta adrenalina e mais pensado não seria mais salutar?

Um fator quase comum entre os empreendedores iniciais ou daquelas pessoas que esperam empreender é onde arrumar o dindim, o aqué, a bufunfa, o tutu, a grana … ???

O eterno dilema entre realizar o sonho ou subsistir.

Na maior parte das vezes, precisamos de dois dinheiros: o do projeto e o pessoal.  Não basta conseguir o dinheiro para financiar o projeto, as contas não param de chegar enquanto você tenta viabilizar um negócio.

Êta equação difícil da gota!

Posso garantir que muitas ideias fantásticas ficam presas neste dilema. Mas, para isso há solução. Acredite! Pode ser até mesmo mais fácil do que se imagina. Com um pouco de pesquisa, resiliência e determinação esse obstáculo pode ser facilmente superado. Aliás, resiliência é a palavra da vida de um empreendedor!

Para o financiamento existem várias ferramentas de fomento disponíveis no mercado: as Fintechs tem crescido muito neste mercado quase como molas propulsoras de novos negócios, cada qual com sua tese, suas políticas, taxas e prazos (muitas vezes taxas de juros bemmmm baixas, com prazos super dilatados e ainda com carência para o início do pagamento), é necessário pesquisar, mas, em geral, há muitas opções no mercado.  Lembre-se que a gente escuta desde bem pequeno: “Sempre tem um chinelo velo para calçar um pé cansado.””

Além das Fintechs, e muitas vezes paralelamente à elas, há aceleradoras, incubadoras, investidores, anjos, programas de corporate venture, patrocínios, premiações e incentivos de várias formas, governamentais e privados. Vou até contar um segredinho: Tem alguns agentes financiadores que são sem a necessidade de restituição do valor investido!!!! Sim, sim, sim!!!!! Não precisando pagar nada!!!!! Exemplo: estamos passando por uma crise hídrica, vários agentes estão promovendo programas de incentivo e aceleração de empresas com essa tese. Em geral vem como smart money, ou seja, com incubação, mentoring e desenvolvimento.

Algumas instituições abrem editais para apresentação de start-ups para esses incentivos. É preciso fuçar!!! Um empreendedor é, eminentemente, um fuçador.

Venda-se! Saiba ser um divulgador de si e de seu projetos! Marketing Pessoal é tudo nesta fase. Para se empreender TEM QUE SE VENDER!  Os melhores empreendedores que já conheci eram, acima de tudo, excelentes vendedores.  Cara dura e persistência.  O não você já tem.  Qual o risco que você terá em tentar converter num sim, o que você vai perder?

Recomendo: Biografia de Wall Disney, Steve Jobs e os filmes JOY e Em Busca da Felicidade.  Ilustram a resiliência e a persistência em busca do que se acredita.

Neste ponto ressalto um outro ponto de atenção, onde muitas ideias também são perdidas, principalmente em empresas de tecnologia. O perfil dos idealizadores de projetos técnicos é de pessoas bem introspectivas, que não gostam e não sabem vender, que são desenvolvedores, pouco acostumados ao desenvolvimento do networking, falam pouco e a maior parte é SUPER tímida!

Os caminhos mais fáceis para resolver esse problema são: ou a pessoa corre atrás do prejuízo(na verdade corre na frente pq quem corre atrás já está chegando atrasado) e se recicla OU se junta à alguém mais despachado, que fará o comercial. Mas, CUIDADO COM A SOCIEDADE.

Esse é mais um item determinante na derrocada das empresas, eu mesmo já me lasquei ALGUMAS vezes com isso. Saiba escolher muito, muito, muito, repito mais uma vez, muito (!!!!!) bem o sócio. As pessoas mudam. É um casamento. Se a gente tem dificuldade de escolher parceiro para vida, para os negócios a dificuldade é a mesma. A convivência é cruel, a divergência de pensamentos é complicado de se administrar, as prioridades. O bom mesmo é ter alguém que você confie profissional e pessoalmente, te complemente, que seja capaz de trazer ganhos para os dois.  Uma relação simbiótica onde os dois consigam ser mais do que como indivíduos únicos.  Tenha tudo muito bem detalhado sobre responsabilidades de cada um na empresa. O combinado não sai caro. É melhor gastar tempo nesta parte chata do que perder dinheiro lá na frente, ou pior, perder a paz!

Ok! Tenho sócio, tenho a ideia (EUREKA!!!!!), como começar a empreender?

Ah… Isso Luluzinha tem na ponta da língua: BOTE NO PAPEL!!!! (normalmente é no computador mesmo, tá de boa…)

De novo, tem no mercado várias ferramentas que podem ajudar a quem não tem ideia de como começar a escrever. O SEBRAE tem uma ferramenta, o CANVAS, que é uma ferramenta gratuita, super didática, própria para quem não tem intimidade com Planos de Negócios ou com estruturação de modelos de empreendimentos, é colaborativo, online… Enfim, super prático!

Botar no papel, criar metas e rotinas diárias para o amadurecimento do negócio, são atividades vitais do empreendedor. Um dia de cada vez, mas faça isso realmente com dedicação.

Valide sempre!  Valide tudo!  Valide com amigos, família, sócios, profissionais de mercado, professores, clientes e, principalmente, com inimigos.  Fique sempre de olho na concorrência, mas com mente e coração abertos.  Já lidei com muitos empresários que se achavam tão supra sumo da perfeição divina que não reconheciam seus próprios defeitos e tampouco viam os benefícios dos concorrentes em relação aos seus produtos.  Lembre-se do gráfico SWOT (gosto mais de chamar de FODA – é mais fácil de lembrar!) onde avaliamos as Forças, Oportunidades, Deficiências e Ameaças.

Então, se acha preparado para viver vendendo o almoço para comprar a janta por algum tempo, sem horário para dormir,  sem glamour, sem se divertir ou descansar?  Se sim, o que ainda está fazendo aí parado que não está produzindo?????  O tempo urge. Mãos a obra e boa sorte!

 

PS: Se tem alguma dúvida sobre empreender ou gostaria de um modelo de plano de negócios, pode me mandar uma mensagem que respondo a todas!  Até para discutir ideias!!! Sou suuuuuuppppppeeeeerrrrrr legal! 😉

 

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De volta ao meu aconchego!

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O bom de recomeçar é que você pode corrigir todas as suas falhas anteriores, estar mais forte e preparado para novos desafios e ainda mais motivado a vencer… Recomeçarei sempre que precisar me reciclar. É a transmutação da minha existência e sou grata por isso! Por mais doloroso que às vezes pareça, os ganhos são absolutamente incalculáveis e toda essa transformação ajudam a não criar tédio de mim.

Estou recomeçando…

Há 4 anos e 3 meses, tomei uma decisão que mudou completamente a minha vida e a de meus filhos. Decidi me mudar do Rio de Janeiro para Recife.

Estava ocupando uma posição profissional que sempre sonhei, como CMO de uma start-up recém investida de um grande grupo, montando time, estruturando negócio e com várias expectativas!

Em Setembro de 2012 fui visitar a família de meu marido em Recife e criamos uma expectativa de irmos para lá como empreendedores de um negócio de família.

Em outubro já estávamos lá de mala, cuia e meninos…

Morar de frente para a praia, num apartamento gigante e por um preço de zona norte do Rio foi um bom incentivo.

Mesmo estando em período letivo em andamento, consegui uma escola de referência para as crianças estudarem e comecei a estruturar comercialmente o negócio que me trouxe aquele lugar.

A receitinha de bolo eu já sei… Transformar a empresa numa referência do Brasil foi bem rápido e fácil… Fiz isso tantas e tantas vezes para tantas empresas… O crescimento foi exponencial, chegou a 700% em 3 meses. Saímos de reles desconhecidos ao top 5 nacional.

Lógico que nem tudo são flores… A empresa ficava no interior. Eu ficava na capital para facilitar minha vida com as crianças. Meu marido ficava na empresa, ficava sozinha numa cidade estranha, sem amigos e sem minha família. Nos fins de semana ainda íamos para a empresa de 15 em 15 dias para o plantão de atendimento. Cansativo.

Como todo empreendedor, trabalhei como nunca. Não havia fim de semana, não havia feriado e não havia nem dinheiro… Tudo que entrava, tinha que ser reinvestido. A empresa estava em crescimento, os ativos muito caros e não tinha muito o que fazer.

Obviamente precisei voltar para o mercado para complementar minha renda, trabalhava de 8 às 18h num emprego e ainda tinha o segundo e terceiro turnos até de madrugada. Atendia todos os clientes da nossa empresa, mandava orçamentos, tirava dúvida, fazia campanhas… O comercial e marketing era todo centralizado em mim.

Aprendi algumas coisas com essa experiência… A principal dela é que um negócio só vale a pena se o sonho também for seu. Não adianta embarcar no sonho dos outros. A empresa ainda existe, mas saí da operação dela depois de 2 anos neste pique. Não fazia parte dos meus sonhos.

Ainda empreendi novamente em Recife, montando uma agência de marketing digital. Deu certo por um tempo, mas a crise em 2015 fez com que a inadimplência dos meus clientes fosse determinante para a não continuidade de um negócio ainda embrionário. Ao mesmo tempo, recebi uma proposta de voltar ao mercado fazendo o que eu gostava muito e resolvi parar com a agência antes que me desse prejuízo.

Empreender requer uma série de cuidados, mas nos ensina muito, muito mesmo.

Em agosto de 2016 meu marido recebeu um convite para voltar ao Rio de Janeiro e aproveitei essa oportunidade para organizar minha volta. Novamente, estava empregada lá, as crianças em período letivo e, desta vez, tive que adiar minha volta para terminar o ano em Recife.

E cá estou! Pronta para recomeçar… As expectativas são de voltar ao ponto que parei em 2012. Retomar minha carreira com start-ups, tecnologia, marketing e desenvolvimento de negócios.

Sei que o mercado não está para peixe… E daí?! Posso ser um golfinho, que mora no mar, não é peixe e está sempre feliz e motivado! 😛

O fato de estar aberta a oportunidades faz o recomeço ser bastante rico. Não tenho tempo de ficar parada. Se recomeçar é preciso, que seja com boas energias! Eu acredito!

Seja bem-vindo, 2017!

Que se iniciem os jogos! 😉

Quando o Emprego dos Sonhos se Torna o Maior Pesadelo

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Quem nunca passou por isso…  A felicidade e a motivação diária de ir trabalhar, de produzir, de estar com amigos e colegas de trabalho repentinamente mudar para um processo de esgotamento físico e psicológico.

Nestes meus quase 20 anos de profissão já vi isso acontecer algumas vezes com várias pessoas, por vários motivos e situações distintas.  Ultimamente percebo uma tendência muito grande deste tipo de acontecimento.  Recebo muitos emails de pessoas relatando situações de transtornos causados por mudanças repentinas na atmosfera corporativa.

Passei pessoalmente por isso algumas vezes.  Normalmente esta mudança repentina está associada à mudanças de gestão.  Chefes despreparados quando assumem seus novos times acham que mostrar trabalho é carregar uma foice e um tridente para aterrorizar os funcionários e acabar com o clima da empresa.

Tanto já vivi mudanças no clima da empresa por mudança de gestor como por mudança de comportamento do próprio gestor.

Em uma experiência aceitei fazer parte de um projeto.  Me encantei na entrevista.  O CEO da empresa foi absolutamente encantador, entusiasta, sincero e carismático.  Nossa, como fiquei feliz em receber a notícia de ser aceita por essa empresa.

Não estava errada, o projeto era novo, entraram comigo 10 gerentes para este projeto e os dois diretores que estavam na linha de frente tinham o poder de motivar e fazer a grande engrenagem se mover rapidamente.

Trabalhávamos num escritório virtual, tudo apertado, sem nenhum conforto.  Ficamos nesta situação por 3 meses, tempo necessário para nosso escritório ficar pronto.

Neste tempo fui promovida.  Mas, a primeira surpresa…  A promoção veio somente com acréscimo de função, não de salário. A proposta é que eu trabalhasse 3 meses para aí sim receber um acréscimo de valor.  E quando finalmente o valor veio…  :/ Mas, td bem…  O importante é que eu estava feliz e fazendo o que eu gostava, numa empresa que estava apostando muito.

Assumia então, além da pasta de marketing, a pasta de operações.  Nesta nova função cuidaria também da operação das nossas 5 unidades e das novas unidades que estavam sendo inauguradas, numa velocidade média de 2 por mês.  Em operação devemos ficar atentos o tempo todo, principalmente quando existe uma equipe na ponta que depende de seu suporte.  Ficava disponível para a minha equipe do momento da abertura até o fechamento de todas as unidades.  Preparava os lançamentos, desenhava o novo manual de operações e treinamento de equipe, ajustava padronização, contratava pessoas para as novas unidades, revisava todos os processos, redesenhava as estratégias comerciais, escopava o novo site de vendas, idealizava a maior campanha de marketing que a empresa teria (ok, ok, me orgulho muito deste projeto rsrsrsrs 300% da meta em 75% do tempo estimado para a campanha), gerenciava todos os processos operacionais e de marketing, trabalhava de 5 da manhã às 23h e estava absolutamente feliz.  Quase não dormia.  Ficava online inclusive sábados e domingos, pois a operação não parava, as demandas da minha equipe também não.

Nos mudamos para o nosso escritório definitivo.  Não foi só a mudança física que aconteceu.  O escritório era incrível, de frente para o mar, tudo novinho, super confortável. Porém, algo mudou a alma da empresa.  Mesmo estando confortáveis e sem o aperto do escritório virtual alguma coisa tinha transformado a gestão.

Um dos diretores (não sócio) saiu repentinamente, praticamente dias após a nossa mudança e comecei a perceber que o emprego de meus sonhos começava a se tornar o meu maior pesadelo.

O CEO, antes agradável, simpático, entusiasta, enloquente e motivador se tornou rancoroso, introspectivo, grosseiro.  Tinha perdido seu brilho e seu encanto. Palavras e mensagens grosseiras e ameaçadoras, humilhação, acareação, assédio…  esse era o dia a dia na empresa.  E era o dia todo assim.  Quando ele viajava e não ia… ui…. que alívio!

Virou piada interna entre os gerentes quando ele chamava na sala dele qualquer um de nós gerentes, um dava força para o outro dizendo: Ainda bem que é você e não eu…  Pois é…  Era duro…. Mas, tentávamos amenizar fazendo piada da nossa desgraça rsrsrs.

Passava mensagens de madrugada, ligava e exigia comprometimento quando ele entendia que era prioridade. Muitas vezes a prioridade eram assuntos completamente banais e sem um senso de urgência racional. Lembro de uma vez que ele me ligou às 23:50h para dizer que a quantidade de seguidores do facebook tinha caído repentinamente e que eu só podia desligar quando resolvesse.  Expliquei que o Facebook às vezes faz essa limpeza e que era normal, que não teria ingerência nisso, que poderíamos abrir uma ocorrência e aguardar o feedback, mas falando firmemente e de forma enfática ele dizia que não aceitava essa desculpa.  Finalmente às 2:40h, depois de esgotado todos os meus argumentos e de ter enviado mensagem até para o Mark Zuckerberg ele me deixou dormir.  Porém, meu sono foi interrompido novamente, desta vez por uma situação de emergência numa das unidades às 5h da manhã.  Às 9h a resenha recomeçou e assim foi evoluindo…

Aos poucos esse clima foi minando alguns funcionários que saíram por conta do comportamento desta pessoa, que na entrevista se mostrou tão maravilhosa.  Heads de 5 áreas saíram num prazo de 6 meses após a mudança de clima e a empresa tomou outro estilo de gestão, absolutamente autocrata, onde a criatividade e a produtividade deram espaço para o chicote e falta de energia.  O sorriso se esvaiu dos rostos dos funcionários e a motivação de ir trabalhar deu lugar aquele peso nos ombros de dez vampiros nos sugando.

Esse é apenas mais um caso clichê do dia a dia dos ambientes corporativos do Brasil.  Depois que escrevi o texto A incrível geração de gestores sem educação, onde citava a experiência (des)vivida por um amigo meu, recebi centenas de emails e mensagens relatando situações similares…

Infelizmente muitas pessoas ainda aturam esse pesadelo por falta de opção, pela falta de empregos que estamos passando nesta crise louca.  Em outras situações, quem seria o descartado seria o tomate podre que contaminou toda a cesta, não o contrário.

O maior problema é que essa situação compromete a saúde dos funcionários.  Uma empresa com esse tipo de clima tem funcionários com mais possibilidades de adoecer, aumenta as faltas e até mesmo o abandono de emprego, principalmente em níveis mais operacionais.  Sem obviamente falar da queda da produtividade.

Rezo para a economia dar um suspiro, rezo muito, de verdade, tipo uma reza forte!  Empresas que adotam esse tipo de gestão vão se engasgar com a falta que seus bons funcionários irá fazer.  Enquanto isso não acontece, vamos acreditar que tudo vai dar certo! Estejamos positivos!

 

Até a próxima! 😉

 

 

 

Apertem os cintos, o RH sumiu!

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Poucas profissões cresceram tanto nos últimos 10 anos como os profissionais de RH.  Esse crescimento trouxe novas perspectivas para a profissão, como salários maiores, novos cursos de especialização, reconhecimento da categoria, mas também trouxe uma carga uma difícil para ser administrada por profissionais do setor e por donos e gestores de empresas.

Tornou-se “moda” a contratação de Gestores de RH, com isso, a demanda crescente fez com que alguns profissionais se destacassem pela busca constante de especializações, mas também trouxe para o mercado uma enxurrada de profissionais mal qualificados e preparados para defender sua real função.

Sempre foi muito comum para grandes empresas, a contratação de bons profissionais de RH.  É comum também nestas empresas o investimento em aprimoramento contínuo de suas equipes, principalmente a própria equipe de RH.  O resultado é normalmente de empresas bem estruturadas, com cargos e salários bem definidos, assim como escopo de funções e pacotes de remuneração variável atrativos e com campanhas de motivação que em geral dão muito certo.  Funcionários satisfeitos e retenção de talentos seriam a premissa básica para continuar o crescimento e o bom desenvolvimento da empresa, assim pensam corretamente os gestores de companhias de sucesso.

Na contra-mão desta história toda, as pequenas e médias empresas que aderiram ao “modismo” de contratação de profissionais de RH, mas que não ofereceram autonomia ao setor montado, ou pior e mais frequente, contratam um profissional de RH para gerir o Departamento pessoal.  Ledo engano é pensar que as funções são complementares!

Profissionais de DP, em geral, têm suas imagens desgastadas por estarem diretamente relacionados a parte burocrática das relações entre patrões e empregados. O gestor de RH precisa ter a confiança dos colaboradores, deve ser o ponto de equilíbrio dos conflitos, das relações interpessoais, o ouvinte certo e estar sempre pronto para debater os anseios dos demais funcionários da empresa. Precisa ter conhecimento e bom senso para orientar e administrar os conflitos e problemas das relações interpessoais de uma empresa.

O profissional de RH que estiver focado em funções de DP, não terá tempo de executar suas reais funções, ou seja, não será um profissional de RECURSOS HUMANOS e sim de administração burocrática e documentação de funcionários.  Além disso, não contará com a confiança irrestrita dos colaboradores.

O profissional de RH deveria ser tão importante como o de vendas, ou financeiro, pois ele administra o capital mais importante de qualquer empresa, o capital humano.

O mais interessante da crise é que as empresas deixam de dar valor a seus colaboradores.  A oferta demasiada de profissionais disponíveis no mercado talvez balize essa péssima cultura das empresas nacionais.  Companhias brasileiras não investem na retenção de talentos e na capacitação de seus funcionários.  Como consequência disso, temos empresas sem cultura e sem história.  Preferem contratar outros funcionários do que investir nos antigos.

Essa contratação de novos funcionários tem sido outro problema bem grande…  É cada vez mais comum a terceirização de serviços de Recrutamento e Seleção por empresas qualificadas, sem um RH da própria empresa envolvido neste processo.  Curiosamente percebo uma cada vez mais crescente coleção de empresas com equipes mal formadas, profissionais com perfis inadequados às funções que exercem e, principalmente, completamente diferentes da cultura da empresa.  Resultado: EMPRESAS SEM ALMA

A falta de um bom profissional de RH na empresa EXERCENDO A FUNÇÃO CORRETAMENTE traz funcionários sem orientação de objetivos, desconhecendo seus potenciais, com empresas com baixo ou nenhum investimento em retenção de talentos, investimentos pífios em desenvolvimento e capacitação de seus colaboradores, programas de motivação ou de remuneração variável mal-formatados, que não conseguem motivar absolutamente ninguém e que mais parecem fórmulas complexas de física quântica para a mensuração de seus resultados, funcionários mal-assistidos, mais sujeitos a assédio moral, que por sinal vem crescendo novamente nos últimos anos, conforme comento no meu texto “A Incrível Geração dos Gestores Sem Educação“.

Enfim, o RH sumiu!  E agora????

Empresas e gestores precisam entender que a despeito de qualquer crise ou leilão de candidatos disponíveis no mercado, os funcionários são a alma da empresa.  Se eles estão felizes, motivados e bem orientados, não haverá crise que se aproxime.  Diretores deveriam usar mais os profissionais de RH como o elo de comunicação e troca de informações, para entender melhor como conciliar os objetivos corporativos com os feedbacks de sua equipe.  A troca constante de colaboradores ou a contratação de funcionários sem critérios, políticas e perfis corretos, irá gerar um clima de insegurança geral na empresa, essa atmosfera negativa pode contaminar negativamente até mesmo os funcionários mais motivados, estancando avanços e desenvolvimentos.

Invista corretamente no seu profissional de RH, saiba contratá-lo corretamente e lhe dê autonomia para fazer o trabalho dele, para exercer a função real dele.  Agindo desta forma, os resultados serão muito mais expressivos, seus funcionários estarão muito mais unidos e fortes para o enfrentamento de qualquer obstáculo.  Sua empresa só terá a ganhar!

 

Quando você precisa mudar a direção

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Uma vez vi num desenho animado uma frase que mexeu muito comigo e que venho pensando muito ultimamente:

“Se você tiver tentado todo o possível e mesmo assim não tiver conseguido o resultado esperado, parta para atitudes insanas e improváveis.” – Como Treinar Seu Dragão

Estamos vivendo uma crise muito forte e, “receitas” de recolocação que outrora davam certo, hoje não estão resolvendo mais.  Amigos e indicações não têm tanto poder de fogo, até porque ninguém está contratando…  Neste momento você tem três alternativas: 1) Continuar tentando as mesmas coisas; 2) Se desesperar; 3) Mudar o foco, ver novas direções…

Às vezes é necessário entender que algumas coisas que vivemos na vida, mesmo as ruins, acontecem para que possamos dar uma nova guinada em nossa vida, observar outros ângulos possíveis.

A metamorfose é necessária…

Ficar parado, ver a vida passar, se desesperar ou se acovardar diante dos obstáculos, não nos deixará mais fortes, não nos fará avançar!

Estou vivendo esse processo…  Fui pioneira na internet, trabalhava com redes sociais, muito antes disso ser moda.  Tive meu auge, meu passe super valorizado por muito tempo e hoje a internet é lugar comum… Fiz cursos de especializações nas escolas mais conceituadas do Brasil em negócios e em comunicação digital.  Eram cursos caros, pouco divulgados, ainda no início de tudo. Porém 7 anos se passaram…  Não precisa mais ser especialista para anunciar digitalmente, cursos e especializações não são mais tão caros e passaram a ser acessíveis a todos.  Paralelamente a isso, a crise fez com que o setor de marketing sofresse uma reformulação e os profissionais perderam um pouco na valorização de seus salários.

Preciso rever meus conceitos, reformular propostas e encontrar um novo caminho para me diferenciar num mercado que ficou absolutamente competitivo.  Criatividade é fundamental.

Neste processo é importante estarmos abertos a qualquer  “insight”…  Acabei de visualizar uma nova oportunidade…  Sabe o que significa?

Mãos a obra: Estudo, Foco, Fé e Dedicação…

A Auto-motivação é a mola propulsora para o nosso sucesso.

A arte de não desistir já nos torna vencedores.  Boa sorte para nós!

A incrível geração de gestores sem educação.

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“- Fulano, te liguei ontem às 21:30 para solicitar um relatório urgente e você não me atendeu.

– Sinto muito, chefe. Quando saí daqui às 20:30 daquela nossa reunião, não tirei o celular do silencioso.  Cheguei em casa e fui dar atenção aos meus filhos que estavam quase dormindo e não vi o celular tocar.

– Da próxima vez enfie o celular na sua cavidade (…)  que pelo menos você vai sentir. Nunca deixe de me atender.”

Sim!  Este diálogo existiu!  Absurdo pensar que após todas as ações que bancos e industria de bebidas sofreram por assédio moral, ainda tenhamos gestores deste naipe.  Porém, para ser bem sincera, a impressão que eu tenho é que eles voltaram com força total.  Escuto relatos como esse todos os dias, cada vez mais, me fazendo acreditar que estamos no meio de uma epidemia do mau humor corporativo.

Percebo diretores e presidentes cada vez mais se achando Deuses supremos, impassíveis de erros, que nunca se enganam, senhores da verdade única absoluta e universal.  Seres cada vez menos preparados para as funções que assumem, que dependem de seu corpo técnico para avaliação de dados e tomada de decisão, que muitas vezes têm o péssimo hábito de empregar amigos e, às vezes, parentes para cargos de confiança, em detrimento de profissionais qualificados para as funções.  Seres que não confiam em sua equipe técnica e que creem que funcionários são iguais a biscoitos, vai um, vem dezoito.  Pessoas cuja educação fora há muito tempo esquecida e abolida de seus manuais de convivência e bons costumes.

Nas rodas de amigos é comum hoje em dia histórias como esta.  Talvez por conta da crise que assola nosso país, os funcionários estejam se submetendo a esse tipo de humilhação, pois não podem se dar ao luxo de perder seus empregos, visto que buscar outro está cada vez mais difícil.  Em uma pesquisa informal realizada pelo membros do LinkedIn a resposta que mais aparece sobre o motivo que leva alguém a pedir demissão de uma empresa é por conta da Gestão.

Como consequência à crise, as empresas com situação financeira complicada, também deixam os gestores com os nervos a flor da pele, o que obviamente não justifica este tipo de atitude, mas intensifica os casos.  A falta de habilidade na condução e administração de crises faz com que os ambientes corporativos tornem-se salas de tortura ou câmaras de gases…  Funcionários chegam em casa exauridos emocionalmente, arrasados em sua auto-estima e desestimulados profissionalmente.  Falta Inteligência Emocional!

Gestores estão perdendo a mão na condução de seus negócios e equipes.  Estão requerendo dedicação exclusiva e disponibilidade 24hs por dia, ignorando que seus funcionários têm casa, família e suas atividades pessoais, que têm vida após trabalho.  Que necessitam de uma pausa para se recomporem física e emocionalmente.  Funcionários no limite são sinônimo para afastamento por doença.

Num outro caso que tomei conhecimento recentemente, às 17:50h do dia 12 de junho, dia dos namorados, o presidente de uma empresa convocou todo o corpo diretor e vários membros da gerência para uma reunião  às 18:30h a fim de discutir itens de uma apresentação que ele faria 2 semanas mais tarde e que já estava em suas mãos há mais de uma semana.  É claro que esta reunião foi até muito tarde (precisamente até 22:45h) e o fato deixou os participantes numa situação no mínimo complicada com seus respectivos maridos e namorados.

Além disso, me relatam cada vez mais casos de gritos, ofensas, grosserias e xingamentos por parte dos gestores.  Gestores que humilham na frente de todos, enganam, demitem sem justificativa, ofendem e, principalmente, querem que seus funcionários trabalhem como super heróis e vivam como monges.  Histórias onde gestores agem com grosseria, sarcasmo e humilham funcionários, principalmente para aparecer mediante superiores ou restante da equipe.  Acham que para serem gestores precisam ser temidos.  Desculpem o vocabulário, mas esses caras são uns babacas!

Hoje mesmo recebi um email de uma pessoa que leu meu artigo sobre demissão (Demitir, a pior tarefa de um gestor), onde ela se identificou e relata dificuldades em receber feedback, falta de adequação de funções, coaching inexistente e, acima de tudo, o não posicionamento definitivo dos mesmos mediante a problemas futuros.  Depois que o problema acontece, mesmo já tendo sido avisado, quem paga é o funcionário.  Não há uma cultura de prevenção.  Depois que acontece, um tem que ser punido, normalmente o lado mais fraco.

Recentemente presenciei uma briga entre dois diretores e um presidente, onde se ouvia os mais variados tipos de palavrões, alguns que eu nem conhecia.  Como uma empresa minimamente séria consegue respeito de seus funcionários se seus diretores não se respeitam?  A atitute entre seus gestores já reflete a falta de preparo dos que deveriam motivar e inspirar suas equipes.

Numa pesquisa rápida entre meus amigos, observei que a maior parte de gestores que agem desta forma estão entre 30 e 45 anos.  Claramente me traduz uma falta de preparo e experiência dos mesmos em gestão e condução de times multidisciplinares.  Os caras não sabem sequer como demitir! Acham que gerir é no grito, não sabem a diferença de autoritarismo para autoridade, poder para o respeito, liderar e gerir.   O mundo evoluiu e eles continuam no século XIX, agindo como senhores com seus escravos.  Desconhecem palavras e conceitos como coaching, feedback, gestão participativa, espírito de equipe…

A falta de preparo está em desconhecer que muito mais producente será um time em que o respeito, a cumplicidade e o senso de equipe serão matrizes da motivação em conjunto.  Todos remando numa mesma direção, com a mesma gana de vencer, sem raiva ou rancor, sem humilhação, grosserias, ou se sentindo coagido a qualquer coisa, se obtém resultados muito mais expressivos.  A atmosfera da empresa, mesmo em clima de crise, se torna mais amena e cooperativa.  As vitórias passam a ser comemoradas por todos enquanto as derrotas passam a doer em todo o time, que faz com que todos se movimentam para tentar mudar essa realidade.

“Quando um chefe está num cargo além de sua competência, se sente inseguro e contrata idiotas como ele. Isso gera um conglomerado de idiotas unidos para manter o poder.”
John Hoover, Como Trabalhar para um Chefe Idiota 

“Trabalhar mais não é sinônimo de eficiência”
Thomas Silveri, consultor 

“A maior recompensa e motivação, é atingir os objetivos e metas com satisfação e alegria, principalmente com a união e bem estar de todos, deixando de lado rancores, maldades, orgulho, competição e etc. Tornar tudo mais fácil e prazeroso, tornar o lugar onde você está, ou seja, em casa, na rua, na escola ou no trabalho o melhor ambiente possível, incentivando todos a caminharem na mesma direção e com o mesmo objetivo, satisfazendo todas as necessidades legítimas.” Hunter, James C., O Monge e o Executivo

 

 

Novo vício a ser tratado: DEPENDÊNCIA POLÍTICA

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Infelizmente percebo que a grande parte da população foi condicionada, através de um governo paternalista, a depender de seus governantes e a se acostumar a ter o peixe pescado em cima de sua mesa…  As pessoas perderam o condicionamento de lutar pelo que querem, principalmente os mais humildes…  As pessoas desaprenderam a pescar!

Porém, esta relação simbiótica (uma relação mutualmente pequena, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação) se torna pobre nos resultados e cria uma relação viciosa entre as partes, sem ganhos para a parte menos favorecida.

Este processo afeta muito a população carente, mas também afeta pequenos empreendedores de cidades mais afastadas dos centros urbanos, onde a dependência política é mais que um vício, acaba virando epidemia.

Recentemente participei de uma reunião com micro e pequenos empresários do setor de turismo de uma região de Pernambuco, juntamente com entidades do governo e de negócios.    O objetivo era entender as maiores dificuldades destes empresários e tentar eleger prioridades e projetos emergenciais para ajudar no retorno da competitividade da região.

Nas rodadas de negócios, pude perceber que todos reclamavam que seu município estava entregue as traças, com uma baixa muito grande de turistas, inseguraça, problemas, problemas e problemas…  Todos os empreendedores colocavam nas costas do governo 100% de suas frustrações.   Porém, conforme a reunião transcorria, os problemas surgiam dentro de uma mesma temática e uma queixa me chamou a atenção.  Todos reclamavam que o prefeito tinha cancelado a festa de São João, uma chance maravilhosa do setor de faturar num mês de baixíssima procura.  O prefeito alegava falta de verba, que se pagasse a festa, faltaria para os salários.

Pedi a palavra e perguntei: Por que vocês não se reúnem e promovem uma festa dos empresários, uma festa de parceria, trazendo inclusive cantores locais para se promover, as quitudeiras da cidade vendendo suas comidas e os artesãos suas peças.  Um silêncio invadiu a sala.  Por que não? Por que não parar de pensar no problema para agir com a solução?

Percebi os olhares meio culposos, os pensamento tão altos que podia escutá-los…  Para aliviar o mal estar contei-lhes uma história para exemplificar, de quando eu era criança e morava no subúrbio do Rio.  Uma vez um morador da rua onde eu morava resolveu que ia (SEM DINHEIRO) estruturar a melhor festa de rua da cidade.  E assim, com esse pensamento, ele promoveu parcerias com empresas de bebidas para fornecer as barracas, fechou com cantores em início de carreira para se auto-promoverem, recolheu patrocínio e doações dos moradores para a decoração, convocou a vizinhança a montarem as barracas com doces, salgados e brincadeiras.  O primeiro ano de dureza se transformou numa festa que teve sua duração prorrogada, devido ao sucesso e a garantia de 10 anos de existência, inclusive com cantores de grande expressividade nacional.  A força da parceria e da iniciativa privada realizaram o evento, nada foi empecilho.

Ou seja, quem quer, faz por onde acontecer.  Não coloca a culpa nos outros e se torna protagonista da sua própria existência.

O mercado em crise clama por novidades, por parcerias, por rateios, por novas formas de se fazer negócios.  Que tal pensarmos em formas de acabar com essa dependência política que estamos vivendo…  Sejamos mais!  Sejamos vencedores!

Marketing Digital… Muito mais que postagens em Redes Sociais.

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Trabalho com marketing há mais de 10 anos.  Na verdade, no início confesso que fazia marketing por “feeling”, empiricamente, sem nenhum conhecimento técnico, usando basicamente os conceitos de equilíbrio e composições aprendidos na faculdade de arquitetura, aliado às minhas primeira experiências profissionais, onde o comercial se misturava com o marketing.

Como comecei a ter que desenvolver campanhas, preferi entrar numa faculdade de marketing, para que o empirismo se tornasse profissional, além obviamente dos diversos cursos que fui fazendo ao longo deste período.

De repente, eu comecei a perceber que o público alvo de minhas ações estavam todos na internet, tanto em email, como em redes sociais e sites de buscas e de parceiros, que a interação com eles poderia ser bem mais direta do que por ações de marketing de massa que tradicionalmente usava.

Em minhas ações, comecei a compor ações de marketing tradicional e buzz marketing (ações criativas, fora dos métodos tradicionais), com estratégias de demarcação de território digital, através de criação do site, hotsite e blogs dos produtos que eu trabalhava.  Além disso, passei a entender o comportamento do consumidor online, entendendo que havia comportamentos convergentes e divergente de acordo com perfis sociais e de consumo.

Tentei, dentro do possível, criar um marketing didático, tanto para clientes externos, como para clientes internos (próprios funcionários da empresa).

Lembro que logo quando o Twitter foi lançado, trabalhava na criação de um cartão de crédito de automóvel e tive a ideia de criarmos um “avatar” para divulgar o produto no Twitter.  A ideia infelizmente não passou, era arrojado demais para uma empresa mais tradicional, ninguém entendia como o Twitter funcionava direito.  Fico imaginando o quanto teria sido interessante para aquela empresa na época.  Quanto valeria a inovação. A partir desta experiência entendi que as vezes é necessário que a própria empresa entenda a dinâmica digital.

Depois fui trabalhar numa empresa americana, que calçava sua divulgação 70% em estratégias online e 30% em telemarketing, nunca mídia tradicional, a não ser por mídias espontâneas em matérias de revistas e etc.  O mais importante desta empresa é que tive contato com ações de google, SEO e conheci muito mais de estratégias de marketing digital.  Aprendi na America que o Marketing Digital estava chegando para mudar todas as relações de valores e métodos de campanhas de marketing.  Que não era necessário gastar muito para lançar um produto.  Que o marketing digital era absurdamente mais barato que o tradicional.  Acabei, por conta disso, buscando uma especialização em Marketing Digital (que fiz na FGV/RJ).  E continuo me especializando até hoje…

Hoje, o que percebo é que a maior parte das pessoas que trabalham com marketing digital, acreditam que tudo é uma receita de bolo e se resume em postagens no facebook e nas demais redes sociais… Ledo engano, meus Caros…

MARKETING DIGITAL NÃO É SÓ REDE SOCIAL!!!!

O que deu certo para alguém, não vai necessariamente dar para outro.  O que viraliza numa empresa, para um público específico, pode parecer piegas para outro público e pode detonar uma enxurrada de críticas.  Não há uma data ou um dia específico de postagem que funcione para todos os mercados.  Não é toda empresa que necessita/pode/tem maturidade para ter página no facebook, o twitter e o instagram podem ser mais ou menos eficientes em nichos específicos. Porém, além de tudo isso, há um quesito muito essencial a ser analisado:  QUEM É O SEU PÚBLICO ALVO?  O comportamento do seu consumidor pode ditar a estratégia de marketing digital a ser adotada.

Ao pensar na estratégia de marketing digital do produto, pense primeiro no seu cliente, como ele age nas redes sociais, como ele vai pesquisar por você, se ele precisa ser lembrado que necessita do seu produto ou serviço ou se ele vai ativamente procurar por ele, que horas que ele pode estar navegando e por onde ele acessa.

Ter um site com um mapeamento de SEO e ações de ADWORDS pode ser até mais eficiente que todas as redes sociais reunidas.

Estratégias de marketing digital são como marketing tradicional, você pode fazer o arroz com feijão (Redes Sociais + Site + ADWORDS) ou pensar fora da caixa, usando aplicativos, promoções criativas e interação entre o virtual e o real, usar os recursos de vídeo e demais ferramentas disponíveis com o objetivo de promover o engajamento de seu público e converter em negócios.

Crie estratégias individuais para cada cliente, seja criativo e use a tecnologia a seu favor para inovar sempre.  Um bom gestor de marketing deve ser criativo e, dentro do possível, econômico.

 

Demitir, a pior tarefa do gestor.

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É quase uma unanimidade entre gestores que a pior atividade de nossa função é ter que demitir.  Já tenho mais de 15 anos como gestora e, confesso, que até hoje, há casos que me deixam muito desconfortável, seja pelo fator emocional envolvido, pela falta de meritocracia de certas determinações que temos que cumprir em nossa rotina, ou pelo momento em si.

Num momento de contração da economia, é comum gestores serem obrigados a reduzir seu quadro, e esta função se torna ainda mais difícil, pois sabemos que na maior parte das vezes, o colaborador terá muita dificuldade em se recolocar, num mercado estrangulado e em crise, como o que estamos vivendo agora.

Demitir significa, em muitos casos, colocar uma pessoa, um pai ou mãe de família, numa situação bastante delicada, onde o emocional e a auto-estima podem ser abalados, além da parte financeira ser bruscamente comprometida.  E quem, com coração, quer isso para o próximo?

Nesses meus anos de estrada, já demiti vários tipos de profissionais e, claro, alguns nem tão profissionais assim…  Faz parte do gestor lidar com todos os tipos de pessoas.  Muitos a gente consegue transformar, porém há quem não queira ser transformado, ou pessoas que má índole, já vi de tudo.

Nunca é fácil!  Nem sempre a decisão é simples, principalmente em momentos de corte, onde as pessoas passam a ser números numa planilha de excel. Neste momento você pode ser obrigado a abrir mão de peças importantes de seu time, pois a avaliação que conta é a matemática/financeira.

Particularmente, acho que a demissão deve ser a última alternativa, infelizmente algumas empresas não pensam assim.  Enfim, esse vai acabar sendo um outro texto…

É muito menos complicado demitir quando há um trabalho de gestão de pessoas e coaching envolvido, ou seja, quando você consegue, através de feedbacks constantes, pontuar o que o funcionário não está acertando e tentando corrigir junto com ele esses GAPS.  Muitos gestores deixam o período de experiência rolar sem muitos critérios, eu o uso como sintetizador de competências.  Nesse período, tento deixar o novato experimentar as experiências dos mais antigos, colocando-o em trocas constantes.  Procuro conversar e entender suas principais dúvidas, visitar junto e dar feedbacks dos ajustes necessários.

Já tive vários casos de funcionários que não aproveitei naquela função durante o período de experiência, mas que contratei posteriormente para outras funções, ou indiquei para amigos, quando o perfil se adequava.  Como passo o período de experiência tentando absorver o máximo do perfil do novo colaborador, é muito mais fácil compreender as nuances do seu perfil e tentar ajustar a forma de trabalho ou aconselhar mais profundamente com relação à algumas competências ocultas.

Existem casos que o gestor tem que lidar e que definitivamente não gostaria.  Há todos os tipos de ser humano e lidar com pessoas as vezes pode ser imprevisível.  Alguma psicoses e situações podem permanecer ocultas por anos, até que um certo gatilho pode desencadear uma personalidade oculta de um colaborador, que pode ser necessário uma atitude mais extrema.

Lembro-me da primeira vez que tive que dar uma justa causa.  Um comportamento inaceitável acabou ocasionando o fato.  Era uma empresa grande e o jurídico disse que não havia como não dar a JC.  Uma pessoa que antes do ocorrido tinha entregas dentro do esperado e que, de uma hora para outra, mudou radicalmente o comportamento.  Escolhas…  Muitas vezes a derrota de muitas pessoas de bem…  No momento da demissão, a pessoa estava muito alterada, muito agressiva, foi muito difícil.  Situação que não desejo para ninguém.

Por outro lado, por várias vezes consegui, no momento da demissão, já sugerir ou encaminhar o funcionário para uma nova oportunidade.  É tão bom quando isso acontece.  As vezes o colaborador não se adapta aquele produto, porém pode ser espetacular num outro tipo de negócio.

Me sinto sempre responsável pela minha equipe e, se não produzem, se têm necessidades pessoais, se não estão felizes com o que fazem, cabe a mim, como gestora, alinhar as expectativas da equipe, da empresa e quanto à minha gestão.  Tenho que estar sempre atenta a qualquer possível situação que possa colocar a confiança do time em mim em risco.  A demissão tem que ser sempre o último recurso.

Nunca será fácil demitir, porém há atitudes do gestor, que podem tornar este momento menos desconfortável e mais aceito, até mesmo pelo demitido, veja algumas:

  • Conheça seu time, esteja atento a linguagem corporal de seus funcionários.  Alguns gestos, atitudes ou discursos atípicos podem ser sinais de que algo pode estar acontecendo de errado.  Se perceber algum desses sinais, chame o colaborador para uma conversa informal, um almoço ou café e deixe claro que você notou a diferença e que está ali para ajudar.  Deixe-o a vontade para contar ou não.  Você não precisa necessariamente saber o que é.  O colaborador vai se sentir assistido pelo fato da sua observação.
  • Saiba reconhecer o crescimento individual de cada membro do time.  Em equipes, teremos sempre pessoas diferentes, com níveis de amadurecimentos e experiências distintas. Os tempos de assimilação e produtividade podem ser variáveis.  Esteja mais próximo dos que ainda necessitam de ajuda para amadurecer.  Caso seja adequado, misture times em trabalho de equipe, misturando pessoas com mais e menos experiência trabalhando juntos.  Essa troca normalmente traz resultados incríveis.
  • Quando um funcionário que sempre produziu, de repente começar a não render, aja imediatamente para tentar entender o que está acontecendo.  Ninguém é obrigado a estar bem 100% do tempo.  Ofereça as ferramentas que puder para que essa fase passe e ofereça prazos e de repente até folgas para a situação ser resolvida.
  • Numa equipe é também muito natural existir os POSITIVOS, ALTO ASTRAL e os NEGATIVOS, PESSIMISTAS.  Tente equilibrar, pois os positivos demais tentem a uma alienação e o negativo tente a desistir rápido.  O “Meio termo é de Ouro” (medium aureum) e equipes que conseguem equilibrar o racional com o emocional produzem muito mais.
  • Dê feedbacks constantemente, se puder, faça reuniões semanais com seu time e discuta dificuldades, troca de experiência, debata ideias. Alinhe as expectativas de todos, nivele o conhecimento e as informações passadas.  Pondere soluções para problemas ao invés de problemas para as soluções.
  • Lembre-se também que um ambiente positivo é muito importante.  Trabalhe a atmosfera de seu local de trabalho.  Nele você passa a maior parte de seu dia.  Um ambiente saudável evita a fadiga e propicia a produtividade, afastando doenças e traz mais motivação para seus colaboradores.
  • Faça com que seus funcionários tenham prazer em trabalhar com você.  A maior parte das pessoas que pedem demissão hoje é por conta da gestão e não da empresa.  Obtenha respeito e confiança de sua equipe e você terá um time motivado em qualquer empresa que você vá trabalhar.  O resultado é da equipe e não do gestor sozinho.
  • Um bom gestor não é aquele que demite, sim aquele que qualifica e prepara a sua equipe.

A Sorte de se Construir um “Dream Team”

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Com mais de 15 anos de experiência, já trabalhei com uma quantidade enorme de pessoas, de todos os tipos físicos, emocionais, de várias nacionalidades, culturas, formações, experiências, religiões, manias e estilos…

Me tornei gerente muito nova, com pouca experiência e muita responsabilidade.  Errei muito.  Perdi a mão muitas vezes.  Focava muito nos resultados, que de fato aconteciam, mas definitivamente eu não tinha o time na minha mão.  Os meus funcionários me temiam ao invés de me respeitarem.  Eu não geria pessoas, só gerava resultados.

Houve um momento que parei e entendi que precisava mudar.  Eu era muito ocupada, pois viajava muito a trabalho, estudava e ainda tinha 2 filhos pequenos.  O tempo era curto e as prioridades erradas.

Passei por uma reciclagem, num curso de Gestão de Pessoas e enxerguei o que eu estava errando.  Eu, como gestora, precisaria MOTIVAR e INSPIRAR meus colaboradores a caminharem na minha direção, a aspiracionar os mesmos objetivos que os meus.

Neste momento que estava me reestruturando como gestora, descobri que meu filho era autista.  Tive que encontrar tempo para me reciclar também como mãe. Percebi que o tempo é uma questão de escolha, você pode fazer tudo o que quiser, desde que se programe para tal e que saiba eleger as prioridades corretamente.   Precisava participar das terapias do meu filho para entender como lidar com ele.  Na verdade, a terapia foi muito mais útil para mim do que eu poderia imaginar.  Falo um pouco mais desta experiência no post: O que aprendi com meu filho autista.

Foi como uma metamorfose, definitivamente OUVIR passou a ser prioridade para mim nas minhas relações interpessoais.  Ouvir, entender, orientar e dar feedbacks constantes, de forma positiva e sincera, ajuda a construir a confiança do seu time em você.

A cada nova relação, o gestor se torna mais rico, pois cada colaborador oferece experiências únicas para o gerente, nem sempre positivas.  Porém, até as más experiências na condução de gestão de pessoas, construirá um grande arquivo de situações, a qual um bom gestor necessita para sua formação.

A partir daí, a evolução tem sido contínua…

Com certeza, muito mais que conquistas quantitativas, tenho orgulho do background de pessoas que transformei, que geri, com quem aprendi e com quem compartilho crescimentos e resultados positivos.  Um gestor que não tem seus funcionários como pilares, como foco principal, como prioridade, é um gestor vazio.

Algumas coisas que aprendi:

  • NUNCA DESISTA DE PRIMEIRA DE UMA PESSOA, às vezes nem de segunda.
  • Nunca contrate alguém que você não se sinta a vontade para dar feedbacks ou até mesmo demitir, se necessário (exemplo de parentes e amigos próximos).
  • Pessoas têm problemas pessoais, saiba identificar, compreender essa situação e esteja preparado para orientar no momento adequado.
  • Seja firme, justo e consistentes em suas posições e decisões.  Agradar a 100% é impossível, porém com justiça e consistência você conseguirá o engajamento do time, mesmo em decisões ou comunicados difíceis (que nem sempre são suas decisões, mas da empresa, que você precisa passar para a equipe).
  • Empowering, sempre!
  • Ouça, ouça e ouça…  Você tem 2 ouvidos e 1 só boca, é a natureza te dando o recado para ouvir pelo menos o dobro do que falar.
  • Seja sincero com seu time, não deixe que situações fujam do controle ou informações sejam mal compreendidas.
  • Elogie e participe ativamente de cada conquista do seu time, esteja e se faça presente.
  • Conheça profundamente as competências de seus funcionários e saiba identificar e despertar novas habilidades ocultas, capacitando e preparando cada vez mais seu time para serem Vencedores!

As empresas e as conquistas quantitativas ficaram no passado, mas o meu DREAM TEAM participa do meu presente e, certamente, do meu futuro.  São pessoas que me construíram, pois meus resultados são frutos da confiança que estabeleceu-se nestas relações.  Pessoas que não perco o contato e que indico sempre e para sempre, para funções das mais variadas, de acordo com as competências de cada um.

Portanto, a ‘sorte’ de montar o seu DREAM TEAM está diretamente relacionada a quanto você está disposto a ouvir, a confiar e a delegar.  Mantendo o foco nas necessidades de seu time, acompanhando de perto seus anseios e comemorando a cada evolução, a sorte se transformará em constância na sua gestão.  Seja um COACH (treine, capacite, inspire e motive) e não aceite ser simplesmente um gestor.