Vida “Normal”

Quem faz o Bem tem que estar preparado para a Ingratidão.

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Quantas e quantas vezes, tanto na vida pessoal como na profissional, não ficamos indignados ao nos facearmos com a ingratidão de alguém a quem ajudamos, ou que tenhamos nos dedicarmos de alguma forma, sem ao menos receber um simples OBRIGADO.

Diversas pessoas que já passaram por nossas vidas, a quem demos chances e que, na primeira oportunidade, nos viraram as costas, ou muito pior, acabaram nos colocando em situações complicadas, mentindo ou usando de má fé para trair e agir para conseguir seus objetivos, não se importando com quem precisaram magoar.  Todos temos, sem dúvidas, muitas histórias de ingratidão para contar que dariam vários livros… Todos sofremos muito com isso, fato!

Essa ingratidão dói mais ainda, pois, quando ajudamos, normalmente esperamos o mínimo de carinho e reconhecimento.  Esse é o grande erro!!!!

Quando ajudamos alguém temos que ter a maturidade de não esperarmos absolutamente nada em troca.  Devemos estar preparados para a Ingratidão.

No mundo corporativo, essa situação é tão comum quanto o dia nascer diariamente.  São inúmeras as pessoas que querem crescer a todo custo, “eliminam” os obstáculos, mesmo que isso signifique pisar em quem lhes estendeu a mão.

A competitividade do mundo faz com que as relações estejam cada vez mais frágeis, mais vulneráveis a interesses e à recompensas.  Definitivamente o mundo está perdendo o seu charme, se tornando egoísta e intolerante.

A Ingratidão é como um vírus, as pessoas acabam sendo contaminadas, tornando todo esse processo uma progressão geométrica de maldade: “Faço porque fizeram comigo”; “Se eu não fizer, alguém irá fazer”; “Fiz porque mereceu”… e assim, com as pessoas se cansando de “apanhar”, vão aderindo a este círculo vicioso, por não estarem preparadas emocionalmente para o PERDÃO e muito menos para o “FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM”.

Depois de muito sofrer com a necessidade da gratidão, hoje adoto uma postura completamente diferente.  Desta forma, não me magoo mais.  Primeiro, NUNCA deixo de fazer o bem por conta de experiências negativas do passado.  Aprendi que cada um só pode dar o que tem, não conseguimos tirar leite de cabra de um rinoceronte, nem fel do mel de abelha…  Quem tem amor para dar, não pode ser contaminado por egoísmo.  Muitas e muitas vezes já estendi a mão uma segunda vez, uma terceira, mesmo sabendo que a pessoa não mereceria, porém o que vale é a minha consciência.  Eu que tenho que dar a oportunidade da pessoa se arrepender.  Preparo-me para o pior, se o melhor acontecer, vira bônus.

Segundo, para evitar o desgaste de esperar reconhecimento, comecei a imaginar que cada ato positivo que fazemos, depositamos um crédito numa “Conta Corrente do Bem”.  Essa conta corrente transforma esses créditos em títulos capitalizados pelo amor Supremo, que vale muito mais que qualquer reconhecimento material, ou deste mundo.  Em algum momento esses seus títulos capitalizados serão resgatados.

Portanto, não nos deixemos contaminar pelo círculo vicioso do mal, ou até mesmo da neutralidade – “Não faço para não me magoar”, criemos o amadurecimento necessário para formarmos o círculo virtuoso do bem querer, da ajuda sincera e do amor.

O mundo anda tão agressivo, tão doente, tão rancoroso, que se cada um de nós nos despirmos da vaidade de necessitar o reconhecimento do próximo a cada boa ação nossa, conseguiremos agir conforme nossa natureza de amor, investindo na nossa Conta Corrente do Bem cada vez mais, nos tornando seres mais ricos e prósperos emocional e espiritualmente.

 

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Quem está desempregado não tem tempo de ficar parado…

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Finalmente você está desempregado…  Momento de relaxar, acordar tarde, “morcegar”o dia todo, ir para a praia, ver televisão…  Certo?  ERRADO!!!!

Quem está desempregado não pode ter tempo para ficar parado, é hora de arregaçar as mangas e aproveitar cada minuto deste período.

Entenda este momento como uma chance de recomeçar e reorganizar vários conceitos, um momento de auto-conhecimento, desenvolvimento de networking, organização de assuntos pendentes (principalmente check-ups médicos), expandir conhecimentos e estudar novos assuntos, pensar ou por em prática projetos adormecidos, empreender, refazer currículo, quem sabe escrever um blog de assuntos que você domine, prestar consultoria (mesmo gratuita) para amigos, conhecidos e parceiros… São tantas coisas que não há tempo de descansar…

Lembre-se que você não está de férias.

Abaixo listo algumas dicas para quem está neste momento de reciclagem.

1) Defina uma rotina, com horários de acordar, começar a postar vagas, manter o networking… Nada de usar o uniforme de pijama.  Isso não ajuda na auto-estima e você não pode se desmotivar.

2) Planeje-se:  escreva metas, o que você precisa e/ou gostaria de fazer e não tinha tempo (ex: fazer um check-up médico, visitar um parente e etc).

3) Refaça seu currículo.  Se necessário crie mais de um com objetivos claros e com termos próprios da sua área de atuação.  Atualize nas redes sociais profissionais, como o LinkedIn.

4) Comece a fazer o cadastramento nos sites de vagas.  Isso leva muito tempo e é a parte mais chata de todas.  Sugiro o cadastro de 3 a 4 empresas por dia para não ficar muito cansativo.

5) Faça uma relação de empresas que você gostaria de trabalhar,  vá até o site das mesmas e cadastre seu cv no banco de oportunidades, normalmente na aba Carreiras ou Trabalhe Conosco destes sites.  É sempre bom também seguir estas empresas nas redes sociais, normalmente elas divulgam as vagas em aberto por lá e é possível acompanhar mais de perto.

6) Relacione seu networking.  Divida em parceiros, clientes, colegas e amigos. Para parceiros e ex-clientes envie um email comunicando sua saída da última empresa, agradecendo a parceria e atualize seus contatos.  Neste momento nada de pedir nova oportunidade, deixe para falar isso para quem lhe oferecer ajuda desta lista de emails enviados.  Adicione todos em sua rede profissional.  Marque encontros com pessoas próximas, tanto para manter o networking, como para conhecer novos mercados e se distrair. Tente manter-se social pelo menos 2 vezes por semana.

No LinkedIn adicione todos os seus contatos e adicione a maior quantidade de profissionais de RH que você conseguir.  Normalmente eles não postam vagas na aba emprego e sim diretamente nas suas atualizações.  Olhar com frequência a timeline pode te fazer sair na frente de uma vaga.

7) Comece a estudar um novo assunto.  Quem sabe até não se preparar para uma nova certificação.

8) Alimente-se nas horas certas, de 3 em 3 horas.  Não coma alimentos muito calóricos.  Como seu nível de atividades deve cair neste período e o nervosismo e a ansiedade podem estar presentes, não se deixe engordar, nem se descuide da saúde.

9) Se exercite!  Tire pelo menos 30 minutos do seu dia para praticar uma atividade física.  Nada é desculpa! Até subir escadas do prédio é uma atividade, caminhada também não há nenhum tipo de restrição.  Há hoje em dia uma quantidade de Academias da Cidade em diversas praças com aparelhos de ginástica, onde a população pode praticar gratuitamente, e ainda fazer novas amizades.  A quantidade de academias também é muito vasta para todos os bolsos.  Outra opção mais “nerd” é de jogos de video game.  Há jogos que simulam atividades físicas e que realmente queimam muitas calorias e ainda divertem.

10) Não desista, persista.  Você não está só.  Manter a motivação só vai ajudar neste processo.  Nada de se fazer de vítima, de sentir pena de si.  É uma fase que passa.  Sua energia será determinante neste processo de mudança, quanto mais positivo diante desta situação, mais tranquila e rápida ela será.  Você vai conseguir!  Mantenha sempre sua motivação!  BOA SORTE!

 

Redes Sociais e Educação – Um Desafio para pais e educadores

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Cada vez mais cedo nossas crianças estão tendo acesso às novas tecnologias.  Desde bebes, pais fornecem seus celulares com o objetivo de suas crianças ficarem enfeitiçadas vendo videos de Galinha Pintadinha e similares.

Nossos pré-adolescentes já não conseguem viver sem WhatsApp, Facebook, Instagram, e muitos outros, que nós, adultos muitas vezes nem conhecemos… Imagina a próxima geração que vem por aí!!!!

Com a internet invadindo as relações cotidianas, vários conceitos precisam ser revistos.  Por exemplo: qual idade ideal para que a criança tenha um smartphone? Quais redes sociais devem usar? O que é o certo e o que é errado?  Principalmente: PAIS E EDUCADORES ESTÃO PREPARADOS PARA ESTA NOVA REALIDADE?

Na verdade, é um grande desafio, mesmo para pais conectados, administrar as farinhas com seus dedinhos super ágeis utilizando de forma intensa todos os aplicativos e ferramentas digitais que a internet pode oferecer…

Além de trabalhar na área digital há muitos anos, tenho 2 filhos super conectados, com perfis de idade, utilização e aspirações completamente distintos.  Isso vem me ajudando muito a traçar o perfil de uso da molecada e, da maneira que posso, ajudar pais e educadores na orientação acerca deste tema.

Uma coisa já digo: Agora não adianta mais proibir!  Nossos filhos estão na rede!!!!  E, para que eles não virem comida para tubarão (pode parecer forte, e a intenção é essa mesmo!), é bom aprendermos a lidar com isso e transformar esse desafio em interação e facilitador para as relações super complexas entre pais e adolescentes.

Já que não adianta proibir, vamos à parte prática: Comprar um smartphone para o filho…  Ah, uma novela!!!! Principalmente porque as crianças tem amigos que vão levar os telefones mais mega fantásticos para a escola e seu filho não vai querer sair por baixo.  Independente de ceder ou não aos caprichos dos rebentos, é importante saber que existem sistemas e SISTEMAS em termos de controle e segurança.  Resumidamente e sem entrar muito no mérito, vou dar uma dica dos 3 principais sistemas operacionais existentes (e mais pedidos pela garotada). Ah, vou usar uma linguagem não técnica para ficar bem claro e, obviamente estou pensando na segurança das crianças e não em qual modelo de celular é melhor ou pior.

  1. Android – De todos é o que eu considero menos seguro, se for Samsung então…  Todos os dados do Android ficam numa conta Google.  O Google usa nossos dados para nos monitorar 24h por dia.  Motivo? Simples, o google ganha dinheiro com propaganda e, quanto mais ele souber sobre seu estilo de vida, onde você vai e o que você faz, mais assertivo ele será nas ações de publicidade dele.  Além do que, nossos pequenos são uma criatividade só ao estabelecer senhas (123456, data de aniversário, nomes simples) enfim, tudo muito facilmente desvendado por qualquer um (nem precisa ser hacker não).  Depois que a senha está descoberta, você ficou absolutamente vulnerável.  Quando falamos de crianças, isso se torna potencialmente mais perigoso.
  2. IOS (Apple/IPhone) – É possível se criar conta familiar e mesmo uma única conta para mais de um aparelho.  Desta forma, é possível saber, por exemplo, o que seu filho está baixando, quem ele está adicionando na lista telefônica, o que ele está jogando e as anotações que ele está fazendo. Ah, o serviço Busque do Iphone é perfeito e você pode controlar a localização do seu bebê e até mesmo mandar um alarme sonoro, mesmo que o som do telefone esteja desligado.  O grande problema é que são aparelhos caros e muito visados por ladrões e, em algumas situações, por engraçadinhos mesmo dentro da escola.
  3. Windows Phone – O controle de pais é o melhor que eu já vi.  Você tem absoluto controle do que a criança pode instalar, dependendo da situação, ainda exigir a sua aprovação para que o aplicativo baixe no celular de seu filho. São aparelhos, em geral, com resistência boa e com preços bem convidativos.  Porém, as crianças não são muito fãs não…

 

Celular na mão, começou a dor de cabeça… Seu filho passará horas sem estudar falando com amigos.  Neste momento é bom estabelecer regras, para que o celular não torne um tormento para pais e filhos.

Saiba sempre a senha de seu filho, principalmente os menores, e dê incertas para ver o nível das conversas que ele está tendo.  Adianto que ano passado tive um susto quando fiz isso no celular da minha filha, então com 10 anos.  É bom fazer isso 2 vezes por semana.

Conheça as novas redes sociais, entre nelas, saiba como funcionam.  O maior problema é que os pais, por desconhecerem, não conseguem orientar as melhores formas de utilização das ferramentas.

Converse sistematicamente (principalmente com meninas) sobre os falsos perfis de pedófilos, como agem, mostre cases (se achar necessário).  Infelizmente nossos filhos acham que somos os porta-vozes do apocalipse e que as coisas que falamos são tão irreais quanto a existência de super-heróis.

Para educadores, o desafio está em manter a ordem na sala de aula.  A dica que eu dou é para que eles utilizem as redes e fiquem próximos de seus alunos.  Peçam atividades pelas redes sociais, crie canais de comunicação utilizando ferramentas alternativas.  Além de educativo, prenderá a atenção dos adolescentes…

Toda rede social tem FILTRO DE PRIVACIDADE, oriente as crianças a usarem, a não adicionarem de forma nenhuma quem não conheçam, a reportar a vocês qualquer ação estranha ou suspeita.  Atenção também ao Cyber Bullying, que acontece de várias formas e maneiras, principalmente em salas de jogos online.

Esta palestra abaixo foi ministrada para algumas escolas, com o intuito de mostrar para educadores quais as redes sociais mais usadas e perigosas para os adolescentes.

Lembre-se: A melhor forma de vencer o inimigo, é conhecendo todos os seus pontos fortes e fracos.

Gestão de Pessoas: O que eu aprendi com meu filho Autista

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Dia 2 de Abril comemoramos o Dia da Consciência do Autismo. Essa data é especialmente significativa para mim, pois tenho um filho que hoje tem 15 anos, que é autista. Ao longo de todos esses anos de convivência, aprendi muito mais com ele do que, certamente, ele comigo.

Quando ele nasceu, começava minha vida profissional com apenas 22 anos. Ao longo da minha carreira, fui me adaptando à condição de mãe de criança especial e executiva super ocupada… Muitas vezes a paciência me faltava com ele, por conta de suas limitações. Até que, através da terapia dele, comecei a perceber que o autismo poderia me ensinar a ser uma gestora mais justa, mais humana e mais assertiva, desde que fosse assim também com meu filho. Desta forma, me transformei… Não foi fácil, não foi mágica… Ainda é muitas vezes doloroso… Mas, depois de quase 10 anos dentro desta consciência, posso dizer que ele me tornou uma pessoa muito melhor, em todos os sentidos. Abaixo cito algumas mudanças que me adaptei por esta minha realidade e que aplico na minha vida profissional e que me ajudam na condução de times fortes e altamente competitivos.

  • Mesmo que as pessoas não estejam olhando para você, mantenha o contato visual. Passa confiança e, aos poucos, ele se torna sustentação nos momentos de fraqueza do seu interloctor.
  • Esqueça qualquer tipo de estereótipo. Não julgue jamais alguém por suas atitudes, principalmente se elas forem diferentes do que a sociedade impõe. Inclua sempre! Trabalhe os diferentes de forma a ressaltar-lhes suas competências!
  • A verdade pode ter várias faces. Ponderar e equilibrar todas elas para um posicionamento mais justo é sempre o mais assertivo.
  • O combinado não sai caro. Ajustar acordos previamente evita frustrações.
  • A metáfora e a linguagem figurada não devem estar no nosso diálogo, muitas pessoas podem não entender o que queremos dizer, principalmente num coaching.
  • Explicar de formas diferentes a mesma coisa pode nos fazer compreender as diversas formas de um mesmo entendimento. A teoria pode ser desenvolvida a partir de várias óticas, normalmente as menos óbvias, são as que trazem resultados mais inesperados. 
  • O normal é ser diferente. 
  • A inteligência não é como conhecemos. O fato de minha visão ser diferente dos outros, não significa que eu esteja errado. 
  • As vezes se isolar, faz parte de uma reciclagem. Agir e pensar são dois movimentos completamente independentes. Respeitar este isolamento é uma prova de amor ao próximo.
  • O pensamento pode te dar asas muito mais fortes na construção dos seus sonhos. Acreditar é o segredo para o sucesso. 
  • Palavras encorajadoras e de apoio são sempre muito bem vindas…
  • Movimentos repetitivos podem nos levar a perfeição. 
  • E daí se fazemos as coisas diferente dos outros? 
  • Persistência sempre. 
  • Dormir ou esperar um pouco para tomar decisões, faz com que algumas situações se tornem mais maleáveis para se resolver. 
  • O sofrimento é parte de nós, principalmente nas frustrações, chorar não é vergonha, é uma forma de expor nossos sentimentos e colocar para fora os sentimentos de incapacidade, segurar pode tornar a cicatriz eterna. 
  • O nosso caminho sempre estará em algum lugar, precisamos achá-lo. 

Além disso tudo, ter um filho autista me ensinou que posso ser muito mais forte, muito mais versátil e adaptável que podia imaginar, me mostra todos os dias que eles são seres muito mais evoluídos que nós e que estão aqui para nos ensinar!

Os Erros mais comuns dos Recém-solteiros

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Sobre esse texto:

Há alguns anos atrás eu criei um site chamado ME SEPAREI E AGORA?   O site visava dar dicas e tentar ajudar a quem estava sozinho por qualquer razão, principalmente decorrente de uma separação.  Este site tinha vários textos e esse texto sempre foi o mais lido e comentado.

Qualquer hora falo mais do projeto ME SEPAREI E AGORA? Agora aproveite a excelente leitura!

Vale a pena conferir!!!

Os Erros mais comuns dos Recém-solteiros por Carolina Kürsch

Pois é, meu caro leitor. Agora você está solteiro. Não bastasse o infortúnio de meses ou anos que foram por água abaixo, agora você se vê nessa difícil tarefa de recomeçar do zero.

Independente do que vá fazer a partir de agora, entenda: estar infeliz é natural. Portanto: não entre em pânico.
Este é o momento de ligar para seus amigos e amigas e dizer-lhes o quanto ele te sufocava e o quanto você tentou que desse certo. Diga a eles que não era pra ser, que seu mapa astral e sua astróloga já diziam que seus signos não combinavam. Diga que você sempre soube.

Depois de toda lamentação e tristeza que esta fase pode proporcionar, reserve alguns minutos para avaliar a situação. Quando digo avaliar a situação não estou sugerindo que faça isso com uma Tequila na mão, e sim que o faça no silêncio do seu lar. Um dos primeiros sintomas da recém-solteirice é o desespero por badalação e entrar em campo novamente atirando para todos os lados. Portanto, deixe-me lhe dar um conselho valioso: entenda seu momento de luto.

Com isso não quero dizer que você deva “curtir a fossa”, soluçar pelos cantos ou se entupir de chocolate, mas sim avaliar as coisas com uma outra perspectiva. Sei que estar psicologicamente preparado para levantar a cabeça e dar a volta por cima não é tarefa das mais fáceis e antes de qualquer coisa você deverá entender o que passou, para então projetar-se no futuro. Entenda que não existe felicidade sem tristeza e os dois sentimentos estão intimamente ligados nas nossas vidas. Para dar valor a um momento de felicidade, antes você deve ter passado por momentos de tristeza e talvez isso seja essencial para seu amadurecimento.

No intuito de ajudá-lo a superar essa difícil fase e alertá-lo dos perigos que ela poderá trazer a seu estado emocional, listei alguns erros mais comuns cometidos por recém-solteiros. São eles:

  1. Tentar reatar.
    Isso só piora as coisas. É difícil e frustrante perceber que tudo que havia sido construído acabou, mas sua felicidade não depende do seu ego ferido. Se vocês dois tentaram diversas vezes ficar juntos e mesmo assim não conseguiram, pare de tentar. Simplesmente não era pra ser.
  2. Se precipitar.
    Só porque você acabou de conhecer um homem ou mulher interessante, não quer dizer que ele ou ela será seu próximo amor. Achar que se apaixonou novamente pela primeira pessoa que lhe der carinho não é a solução para o seu desespero emocional.
  3. Auto-piedade.
    As lágrimas têm a excelente propriedade de libertar-nos da angústia, mas se você for do tipo que chora em público, por favor, pare já com isso. Neste momento você tem o alvará de chorar bastante no ombro dos seus amigos caso precise deste desabafo, mas não abuse. Além do problema ser somente seu, as pessoas não serão obrigadas a consolarem as suas lamúrias a qualquer momento.
  4. Ser ranzinza.
    O amor verdadeiro existe. Esbravejar e dizer por aí aos quatro ventos que não acredita mais no amor não te tornará mais forte.

E por fim, concentre-se em coisas que valham a pena, como seu trabalho, seus filhos, seus hobbies, ou qualquer atividade que lhe dê prazer físico e mental. Relaxe, pois o tempo curará todas as feridas. Ele é o senhor da razão.