Geral

A Arte de se Receber (ou dar) um Feedback Negativo

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Há 6 meses atrás, quando comecei a escrever este blog, não tinha ideia do que ele realmente seria.  Inicialmente era uma forma de tentar reduzir meu tempo ocioso e relaxar um pouco num período que estava sem trabalho.

Escrever nunca foi difícil para mim e lembro que usava a facilidade que tinha com as palavras para redigir “cartinhas” para todos os fins, hoje certamente morreria de vergonha por conta disso…

Por cerca de 4 meses, escrevi textos com bastante frequencia para este blog.  Recebia alguns feedbacks, muita gente me escrevia para compartilhar meus textos em blogs de administração, gestão, pessoas e etc.  Isso, por si só, já me deixava muito feliz.  Receber feedback bom é maravilhoso, sempre!!!!!

Há quase 2 meses não entrava no blog, o meu novo emprego tem me exigido muita dedicação e me sobrou pouco tempo nesses últimos meses para sentar e inspirar-me (assuntos e motivos nunca me faltam).

De ontem para hoje, por algum motivo louco que eu ainda não entendi, o meu blog já foi visitado mais de 40 mil vezes (!!!!!!).  Com isso, recebi muitos outros emails e comentários positivos, que mais uma vez me fizeram muito bem.

Mas, receber feedback positivo todo mundo está preparado…  E para o feedback negativo???

Pois é, entre tantos e tantos feedbacks positivos, recebi um comentário negativo.  Minha primeira atitude foi de rejeitar o comentário.  Aliás, vou aprová-lo somente após postar este texto.

Um feedback negativo pode desmotivar muito mais do que levar um “toque”, uma dica ou um conselho.  É preciso atenção ao fazê-lo.  Do mesmo jeito que não estamos preparados para receber um feedback negativo, não sabemos dá-lo!  FATO!

Quando li o comentário negativo, pensei em como a pessoa tinha sido cruel em fazer o comentário.  Deletei e ponto.  Fui tomar banho e aquilo me remoendo.  Comecei a refletir sobre o significado de um FEEDBACK.

Pensei em como eu fariafeedback esse comentário, em quantas vezes também fui indelicada ou insensível com meu interlocutor e como um comentário ruim pode fazer mal a alguém.

Obvio, que como falei acima, nunca tive a intenção de ser escritora, sempre escrevi para colocar para fora o que incomodava minha alma.  Apesar de sempre me atentar muito ao português, não sou impecável.  Mas, procuro sempre estudar regras gramaticais para tentar não fazer feio.  Não imaginava receber um comentário acerca disso.  A pessoa não gostou do meu uso da palavra “mesmo” nos meus textos…

Independente de qualquer coisa, temos que entender que um feedback deve funcionar como um sinal amarelo, nunca uma desmotivação.  Avalie, imparcialmente, se o feedback faz sentido.  Ajuste os pontos que perceber que estão necessitando de aprimoramento.  Mas, nunca leve o feedback ruim para o travesseiro.  Analisar nossos pontos mais fracos faz parte do nosso crescimento, suportar outras pessoas apertando essas feridas, acelera esse processo!

Apesar de ter sido feito de forma não tão delicada, quero deixar claro que absorvi e vou trabalhar nesta minha “falta”.

 

Foto: http://slideplayer.com.br/slide/83094/

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Desemprego e o Perigo da Depressão. Como Evitar?

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Nos últimos 2 meses, 3 pessoas se mataram perto da minha casa, num ato de total desespero e tristeza.  Que ponto essas pessoas chegaram para que tomassem essa atitude?  Em conversas na rua, descobri que o motivo foi comum aos 3, mesmo sem se conhecerem, viviam a mesma angústia, a falta de perspectivas profissionais e problemas financeiros. Num momento como o que estamos passando nos dias de hoje, onde a crise e o desemprego assolam a maior parte dos lares dos Brasileiros, este inimigo muito perigoso chega perto silenciosamente, aos poucos e se instala de forma definitiva em muitas casas, a DEPRESSÃO.

A demissão, por si só, já inicia um período de debilidade da nossa auto-estima.  Nos sentimos incapazes, muitas vezes humilhados, tristes e quase sempre, os sentimentos de raiva e injustiça tornam o processo ainda mais doloroso.

Num segundo passo, encarar a família, a cobrança, os filhos e dar a notícia é algo que incomoda e gera um desconforto (até mesmo vergonha) muitíssimo difícil de lidar.

O processo todo é muito ruim.  É um teste de perseverança para nossa hombridade…  Muitos sentimentos ruins em muito pouco tempo. Não há emocional que resista intacto.  É o início do luto, e da luta!

O processo de recolocação é outro teste de controle de ansiedade, paciência, persistência, fé, onde o desânimo e a esperança andam lado a lado, num looping louco de sucesso e fracasso, alegria e tristeza, decepções e surpresas…

O tempo se torna o inimigo número 1.  A demora do aparecimento de oportunidades, a falta de respostas, a humilhação constante, as negativas diárias, tudo corrobora para que o psicológico se torne ainda mais abalado.  As sexta-freiras, outrora comemoradas como o momento do descanso, se tornam sombrias e temerosas.  O fim de semana é uma lacuna grave para quem busca emprego. Dois dias insípidos para oportunidades.  Dois dias a mais de angústia…

Em pouco tempo, poderemos ser tomados por uma força invisível que se alimenta desse nosso estado frágil.  Estarmos vigilantes nem sempre é o suficiente para evitarmos o aparecimento da depressão.

Ao contrário do que muitos pensam, todos estão suscetíveis a ela.  Ela dá sinais sutis, muitas vezes despercebidos, que está se aproximando.  A desesperança constante, a irritabilidade, fraqueza emocional, grosserias com pessoas próximas, muito ou pouco sono, falta de vontade e energia para fazer coisas simples, tristeza profunda, sentimento de impotência, esquecimentos constantes, inércia, entre muitos outros sinais, são alertas vermelhos para que possamos agir rapidamente para evitar que ela se apodere de nós.

Para que isso não aconteça, ou evitar que chegue num ponto que somente intervenções médicas surtem efeitos, podemos e devemos criar rotinas que nos auxiliem neste processo de reciclagem profissional, para que seja menos doloroso possível, e por que não dizer, que transforme esta experiência numa rica vivência de aprendizados e conquistas para a vida.

Algumas dicas que costumo usar, sempre me vigio para que eu não caia na armadilha da depressão, nem sempre é fácil, mas agir proativamente contra esse mal, sempre será muito melhor do que remediá-lo:

  1. Não durma tarde, acorde cedo e não fique (jamais) de roupa de dormir durante o dia.
  2. Comece imediatamente uma atividade física.  Quando nos exercitamos, nosso corpo libera substâncias que relaxam e evitam os efeitos da depressão.  Talvez essa seja a dica mais importante.  Corpo são, mente sã!  O horário deve ser sempre o mesmo pois o corpo se habitua rapidamente.  Dinheiro não é desculpa!  Até uma boa caminhada é um excelente início. 30 minutos já fazem uma grande diferença.  Normalmente exercícios pela manhã nos dão vigor para todo o dia, oxigena o cérebro e “acorda” nossos neurônios.  Exercícios a noite são recomendados para quem tem muita insônia, pois ajudam a cansar o corpo para uma melhor dormida.  Veja o melhor horário para você mas, estabeleça pelo menos 4x por semana para que os resultados sejam bem efetivos.
  3. Olhos e ouvidos atentos a oportunidades.  Muitas vezes focamos na busca de empregos, quando existem reais oportunidades de empreender bem próximas a nós.  Na verdade, sempre acreditei que devemos empreender a todo momento, principalmente enquanto estamos empregados, termos sempre nosso plano B.  Normalmente este empreendimento pode nascer de um hobby ou algo que você goste muito de fazer, que aliás é a próxima dica…
  4. Desenvolva a criatividade!  Encontre soluções novas para antigos problemas…
  5. Procure algo que você goste muito de fazer e tenha um horário para isso.  Ler, tocar um instrumento, jogar video game, montar um quebra-cabeça, assistir a algo interessante, escrever um blog…
  6. É importante o estabelecimento de horários para cada coisa.  Uma rotina que ocupe seu dia com atividades alternadas, fará com que seu dia seja produtivo e não cansativo.  Eu particularmente estabeleci acordar diariamente às 6 da manhã, cuidar da família até as 7:30h, ler até às 9:00, trabalhar no meu plano B até às 11:00, buscar emprego até 12:30, almoçar e ver TV ou qq outra atividade de descanso da mente até às 14:00, buscar emprego novamente até as 15:00, trabalhar ou prospectar algo novo, me informar ou desenvolver algo até às 17:00, sair para passear com o cachorro até às 17:30, ir para a academia até 19:00, cuidar da família, TV e amigos até 21:00, estudar ou ler algo até 22:00 e dormir.  Me mantendo positiva, consigo aguardar sem ansiedade e me sentindo útil.
  7. Não durma a tarde! Não se envolva com atividades domésticas, que te ocupem todo o tempo e não te deixem tempo para você!
  8. Estude algo que precise aprimorar ou aprender, que lhe seja útil profissionalmente.
  9. Fins de semana não são para procurar emprego.  Não adianta!  Use-os para atividades em família, busque alternativas que te tragam boas energias, faça o BEM!  Quando eu era solteira e fiquei a primeira vez desempregada, usava meu tempo para ajudar nos estudos de crianças carentes num orfanato.  Me trazia tanta paz, me sentia tão útil!!!!  Era gostoso saber que tantas pessoas se importavam com a minha presença e que minha ausência era muito sentida.  Acabei fazendo desta atividade uma rotina por mais de 2 anos, mesmo depois que me recoloquei.
  10. Cuide e zele por algo que te faça bem, um animal, um jardim, uma horta.  Os japoneses acreditam que quando vc cuida e zela com amor (puro) de algo, isso faz com que vc limpe sua alma, esqueça seus problemas e que a natureza se encarregará de trazer boas energias para você.
  11. Saia, converse, tenha boas companhias.  Nada de falar de lamúrias… Ninguém gosta de estar com alguém que só fale coisas negativas e sio reclame da vida.  Seja positivo, apesar das adversidades.
  12. Não foque no problema, ou seja, não faça da sua razão de vida a busca pelo emprego.
  13. Não desanime.  Sei que é difícil, não adianta e não resolve! Mesmo!!!!!  Se recicle, se reinvente se necessário!

Por fim, a dica que dou e que faço (ou que pelo menos me policio para sempre fazer) é de sempre nos manter positivos, desta forma conseguiremos aguardar sem ansiedade o nosso momento de brilhar novamente.  Não encare um desemprego como período sabático, o meu é por demais produtivo, consigo fazer coisas para mim que a concorrida agenda de executiva não me permitia.  Faça por você e, principalmente por todos aqueles que estão a sua volta.  A auto-estima baixa não lhe trará o tão sonhado emprego e não lhe fará nada bem!  Acredite que você pode ser o agente da mudança de seu futuro e seja!  Boa Sorte e Xô Depressão!!!!

 

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Apertem os cintos, o RH sumiu!

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Poucas profissões cresceram tanto nos últimos 10 anos como os profissionais de RH.  Esse crescimento trouxe novas perspectivas para a profissão, como salários maiores, novos cursos de especialização, reconhecimento da categoria, mas também trouxe uma carga uma difícil para ser administrada por profissionais do setor e por donos e gestores de empresas.

Tornou-se “moda” a contratação de Gestores de RH, com isso, a demanda crescente fez com que alguns profissionais se destacassem pela busca constante de especializações, mas também trouxe para o mercado uma enxurrada de profissionais mal qualificados e preparados para defender sua real função.

Sempre foi muito comum para grandes empresas, a contratação de bons profissionais de RH.  É comum também nestas empresas o investimento em aprimoramento contínuo de suas equipes, principalmente a própria equipe de RH.  O resultado é normalmente de empresas bem estruturadas, com cargos e salários bem definidos, assim como escopo de funções e pacotes de remuneração variável atrativos e com campanhas de motivação que em geral dão muito certo.  Funcionários satisfeitos e retenção de talentos seriam a premissa básica para continuar o crescimento e o bom desenvolvimento da empresa, assim pensam corretamente os gestores de companhias de sucesso.

Na contra-mão desta história toda, as pequenas e médias empresas que aderiram ao “modismo” de contratação de profissionais de RH, mas que não ofereceram autonomia ao setor montado, ou pior e mais frequente, contratam um profissional de RH para gerir o Departamento pessoal.  Ledo engano é pensar que as funções são complementares!

Profissionais de DP, em geral, têm suas imagens desgastadas por estarem diretamente relacionados a parte burocrática das relações entre patrões e empregados. O gestor de RH precisa ter a confiança dos colaboradores, deve ser o ponto de equilíbrio dos conflitos, das relações interpessoais, o ouvinte certo e estar sempre pronto para debater os anseios dos demais funcionários da empresa. Precisa ter conhecimento e bom senso para orientar e administrar os conflitos e problemas das relações interpessoais de uma empresa.

O profissional de RH que estiver focado em funções de DP, não terá tempo de executar suas reais funções, ou seja, não será um profissional de RECURSOS HUMANOS e sim de administração burocrática e documentação de funcionários.  Além disso, não contará com a confiança irrestrita dos colaboradores.

O profissional de RH deveria ser tão importante como o de vendas, ou financeiro, pois ele administra o capital mais importante de qualquer empresa, o capital humano.

O mais interessante da crise é que as empresas deixam de dar valor a seus colaboradores.  A oferta demasiada de profissionais disponíveis no mercado talvez balize essa péssima cultura das empresas nacionais.  Companhias brasileiras não investem na retenção de talentos e na capacitação de seus funcionários.  Como consequência disso, temos empresas sem cultura e sem história.  Preferem contratar outros funcionários do que investir nos antigos.

Essa contratação de novos funcionários tem sido outro problema bem grande…  É cada vez mais comum a terceirização de serviços de Recrutamento e Seleção por empresas qualificadas, sem um RH da própria empresa envolvido neste processo.  Curiosamente percebo uma cada vez mais crescente coleção de empresas com equipes mal formadas, profissionais com perfis inadequados às funções que exercem e, principalmente, completamente diferentes da cultura da empresa.  Resultado: EMPRESAS SEM ALMA

A falta de um bom profissional de RH na empresa EXERCENDO A FUNÇÃO CORRETAMENTE traz funcionários sem orientação de objetivos, desconhecendo seus potenciais, com empresas com baixo ou nenhum investimento em retenção de talentos, investimentos pífios em desenvolvimento e capacitação de seus colaboradores, programas de motivação ou de remuneração variável mal-formatados, que não conseguem motivar absolutamente ninguém e que mais parecem fórmulas complexas de física quântica para a mensuração de seus resultados, funcionários mal-assistidos, mais sujeitos a assédio moral, que por sinal vem crescendo novamente nos últimos anos, conforme comento no meu texto “A Incrível Geração dos Gestores Sem Educação“.

Enfim, o RH sumiu!  E agora????

Empresas e gestores precisam entender que a despeito de qualquer crise ou leilão de candidatos disponíveis no mercado, os funcionários são a alma da empresa.  Se eles estão felizes, motivados e bem orientados, não haverá crise que se aproxime.  Diretores deveriam usar mais os profissionais de RH como o elo de comunicação e troca de informações, para entender melhor como conciliar os objetivos corporativos com os feedbacks de sua equipe.  A troca constante de colaboradores ou a contratação de funcionários sem critérios, políticas e perfis corretos, irá gerar um clima de insegurança geral na empresa, essa atmosfera negativa pode contaminar negativamente até mesmo os funcionários mais motivados, estancando avanços e desenvolvimentos.

Invista corretamente no seu profissional de RH, saiba contratá-lo corretamente e lhe dê autonomia para fazer o trabalho dele, para exercer a função real dele.  Agindo desta forma, os resultados serão muito mais expressivos, seus funcionários estarão muito mais unidos e fortes para o enfrentamento de qualquer obstáculo.  Sua empresa só terá a ganhar!

 

Quando você precisa mudar a direção

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Uma vez vi num desenho animado uma frase que mexeu muito comigo e que venho pensando muito ultimamente:

“Se você tiver tentado todo o possível e mesmo assim não tiver conseguido o resultado esperado, parta para atitudes insanas e improváveis.” – Como Treinar Seu Dragão

Estamos vivendo uma crise muito forte e, “receitas” de recolocação que outrora davam certo, hoje não estão resolvendo mais.  Amigos e indicações não têm tanto poder de fogo, até porque ninguém está contratando…  Neste momento você tem três alternativas: 1) Continuar tentando as mesmas coisas; 2) Se desesperar; 3) Mudar o foco, ver novas direções…

Às vezes é necessário entender que algumas coisas que vivemos na vida, mesmo as ruins, acontecem para que possamos dar uma nova guinada em nossa vida, observar outros ângulos possíveis.

A metamorfose é necessária…

Ficar parado, ver a vida passar, se desesperar ou se acovardar diante dos obstáculos, não nos deixará mais fortes, não nos fará avançar!

Estou vivendo esse processo…  Fui pioneira na internet, trabalhava com redes sociais, muito antes disso ser moda.  Tive meu auge, meu passe super valorizado por muito tempo e hoje a internet é lugar comum… Fiz cursos de especializações nas escolas mais conceituadas do Brasil em negócios e em comunicação digital.  Eram cursos caros, pouco divulgados, ainda no início de tudo. Porém 7 anos se passaram…  Não precisa mais ser especialista para anunciar digitalmente, cursos e especializações não são mais tão caros e passaram a ser acessíveis a todos.  Paralelamente a isso, a crise fez com que o setor de marketing sofresse uma reformulação e os profissionais perderam um pouco na valorização de seus salários.

Preciso rever meus conceitos, reformular propostas e encontrar um novo caminho para me diferenciar num mercado que ficou absolutamente competitivo.  Criatividade é fundamental.

Neste processo é importante estarmos abertos a qualquer  “insight”…  Acabei de visualizar uma nova oportunidade…  Sabe o que significa?

Mãos a obra: Estudo, Foco, Fé e Dedicação…

A Auto-motivação é a mola propulsora para o nosso sucesso.

A arte de não desistir já nos torna vencedores.  Boa sorte para nós!

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A incrível geração de gestores sem educação.

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“- Fulano, te liguei ontem às 21:30 para solicitar um relatório urgente e você não me atendeu.

– Sinto muito, chefe. Quando saí daqui às 20:30 daquela nossa reunião, não tirei o celular do silencioso.  Cheguei em casa e fui dar atenção aos meus filhos que estavam quase dormindo e não vi o celular tocar.

– Da próxima vez enfie o celular na sua cavidade (…)  que pelo menos você vai sentir. Nunca deixe de me atender.”

Sim!  Este diálogo existiu!  Absurdo pensar que após todas as ações que bancos e industria de bebidas sofreram por assédio moral, ainda tenhamos gestores deste naipe.  Porém, para ser bem sincera, a impressão que eu tenho é que eles voltaram com força total.  Escuto relatos como esse todos os dias, cada vez mais, me fazendo acreditar que estamos no meio de uma epidemia do mau humor corporativo.

Percebo diretores e presidentes cada vez mais se achando Deuses supremos, impassíveis de erros, que nunca se enganam, senhores da verdade única absoluta e universal.  Seres cada vez menos preparados para as funções que assumem, que dependem de seu corpo técnico para avaliação de dados e tomada de decisão, que muitas vezes têm o péssimo hábito de empregar amigos e, às vezes, parentes para cargos de confiança, em detrimento de profissionais qualificados para as funções.  Seres que não confiam em sua equipe técnica e que creem que funcionários são iguais a biscoitos, vai um, vem dezoito.  Pessoas cuja educação fora há muito tempo esquecida e abolida de seus manuais de convivência e bons costumes.

Nas rodas de amigos é comum hoje em dia histórias como esta.  Talvez por conta da crise que assola nosso país, os funcionários estejam se submetendo a esse tipo de humilhação, pois não podem se dar ao luxo de perder seus empregos, visto que buscar outro está cada vez mais difícil.  Em uma pesquisa informal realizada pelo membros do LinkedIn a resposta que mais aparece sobre o motivo que leva alguém a pedir demissão de uma empresa é por conta da Gestão.

Como consequência à crise, as empresas com situação financeira complicada, também deixam os gestores com os nervos a flor da pele, o que obviamente não justifica este tipo de atitude, mas intensifica os casos.  A falta de habilidade na condução e administração de crises faz com que os ambientes corporativos tornem-se salas de tortura ou câmaras de gases…  Funcionários chegam em casa exauridos emocionalmente, arrasados em sua auto-estima e desestimulados profissionalmente.  Falta Inteligência Emocional!

Gestores estão perdendo a mão na condução de seus negócios e equipes.  Estão requerendo dedicação exclusiva e disponibilidade 24hs por dia, ignorando que seus funcionários têm casa, família e suas atividades pessoais, que têm vida após trabalho.  Que necessitam de uma pausa para se recomporem física e emocionalmente.  Funcionários no limite são sinônimo para afastamento por doença.

Num outro caso que tomei conhecimento recentemente, às 17:50h do dia 12 de junho, dia dos namorados, o presidente de uma empresa convocou todo o corpo diretor e vários membros da gerência para uma reunião  às 18:30h a fim de discutir itens de uma apresentação que ele faria 2 semanas mais tarde e que já estava em suas mãos há mais de uma semana.  É claro que esta reunião foi até muito tarde (precisamente até 22:45h) e o fato deixou os participantes numa situação no mínimo complicada com seus respectivos maridos e namorados.

Além disso, me relatam cada vez mais casos de gritos, ofensas, grosserias e xingamentos por parte dos gestores.  Gestores que humilham na frente de todos, enganam, demitem sem justificativa, ofendem e, principalmente, querem que seus funcionários trabalhem como super heróis e vivam como monges.  Histórias onde gestores agem com grosseria, sarcasmo e humilham funcionários, principalmente para aparecer mediante superiores ou restante da equipe.  Acham que para serem gestores precisam ser temidos.  Desculpem o vocabulário, mas esses caras são uns babacas!

Hoje mesmo recebi um email de uma pessoa que leu meu artigo sobre demissão (Demitir, a pior tarefa de um gestor), onde ela se identificou e relata dificuldades em receber feedback, falta de adequação de funções, coaching inexistente e, acima de tudo, o não posicionamento definitivo dos mesmos mediante a problemas futuros.  Depois que o problema acontece, mesmo já tendo sido avisado, quem paga é o funcionário.  Não há uma cultura de prevenção.  Depois que acontece, um tem que ser punido, normalmente o lado mais fraco.

Recentemente presenciei uma briga entre dois diretores e um presidente, onde se ouvia os mais variados tipos de palavrões, alguns que eu nem conhecia.  Como uma empresa minimamente séria consegue respeito de seus funcionários se seus diretores não se respeitam?  A atitute entre seus gestores já reflete a falta de preparo dos que deveriam motivar e inspirar suas equipes.

Numa pesquisa rápida entre meus amigos, observei que a maior parte de gestores que agem desta forma estão entre 30 e 45 anos.  Claramente me traduz uma falta de preparo e experiência dos mesmos em gestão e condução de times multidisciplinares.  Os caras não sabem sequer como demitir! Acham que gerir é no grito, não sabem a diferença de autoritarismo para autoridade, poder para o respeito, liderar e gerir.   O mundo evoluiu e eles continuam no século XIX, agindo como senhores com seus escravos.  Desconhecem palavras e conceitos como coaching, feedback, gestão participativa, espírito de equipe…

A falta de preparo está em desconhecer que muito mais producente será um time em que o respeito, a cumplicidade e o senso de equipe serão matrizes da motivação em conjunto.  Todos remando numa mesma direção, com a mesma gana de vencer, sem raiva ou rancor, sem humilhação, grosserias, ou se sentindo coagido a qualquer coisa, se obtém resultados muito mais expressivos.  A atmosfera da empresa, mesmo em clima de crise, se torna mais amena e cooperativa.  As vitórias passam a ser comemoradas por todos enquanto as derrotas passam a doer em todo o time, que faz com que todos se movimentam para tentar mudar essa realidade.

“Quando um chefe está num cargo além de sua competência, se sente inseguro e contrata idiotas como ele. Isso gera um conglomerado de idiotas unidos para manter o poder.”
John Hoover, Como Trabalhar para um Chefe Idiota 

“Trabalhar mais não é sinônimo de eficiência”
Thomas Silveri, consultor 

“A maior recompensa e motivação, é atingir os objetivos e metas com satisfação e alegria, principalmente com a união e bem estar de todos, deixando de lado rancores, maldades, orgulho, competição e etc. Tornar tudo mais fácil e prazeroso, tornar o lugar onde você está, ou seja, em casa, na rua, na escola ou no trabalho o melhor ambiente possível, incentivando todos a caminharem na mesma direção e com o mesmo objetivo, satisfazendo todas as necessidades legítimas.” Hunter, James C., O Monge e o Executivo

 

 

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Você está preparado para ter um cão? Uma Metáfora da Vida

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Muito mais que uma pergunta direta, há nesta questão várias interfaces metafóricas possíveis.  Hoje estava a meditar sobre o assunto e resolvi compartilhar…

Como já disse em alguns textos nesse blog, tenho um filho autista de 15 anos e todos os profissionais que o acompanham me pediam que comprasse um cachorro para ajudá-lo, desde o início do tratamento.  Mas, eu como uma “super executiva” atarefada, ocupada e focada no meu trabalho, não podia, de forma alguma, buscar mais uma responsabilidade para mim…  Além de 2 crianças, ter que cuidar de um cachorro, da casa, do marido e dos negócios era absolutamente inaceitável.

Os anos se passaram e em 2012, quando me mudei para Recife, a solidão e a distância me fizeram cogitar ter um animal de estimação e, de novo, pensei no trabalho que me daria ter cachorro…  Resolvi então ter um aquário e criar peixes…  Gostei tanto da brincadeira que menos de 3 meses comprei um segundo aquário, maior ainda, mantendo 2 aquários na casa.  Bom, logo as dificuldades surgiram…  Ninguém queria limpar o aquário, os peixes quando morriam ninguém tinha coragem de tirar, a interação com os peixes começava a ser chata, pois eles não respondem a estímulos, controle de pH, de ureia, de temperatura e etc é um trabalho diário e muitas vezes esquecido, mas vital para a sobrevivência dos peixes.

Com a crise energética (bombas d’água, controle de temperaturas, iluminação e etc gastam muita luz, além da troca de água semanal, são completamente bola fora na época de economizar!) e a morte de todos os peixes, resolvi declinar da criação do bichinhos…

A psiquiatra ainda insistia comigo na necessidade do cachorro ou gato…  Os meus dois filhos e meu marido queriam muito.  Mas, pensava novamente na sujeira, no trabalho, na minha alergia…  Pensava em mim!

Um certo dia, uma amiga me marcou num vídeo no Facebook e simplesmente meu mundo virou de cabeça para baixo.  Fiquei imaginando quantas e quantas crises eu poderia ter evitado se tivesse deixado de pensar em mim.  O vídeo era de uma adolescente autista que tinha um cachorro que conseguia ajudá-la a sair da crise.  Morri por dentro de culpa, de raiva por todo o meu egoísmo e falta de sensibilidade.  Quanto sofrimento não poderia ter evitado!?  Fui nocauteada! – *Vídeo abaixo!

No dia seguinte, saí cedo de casa e fui para um evento, nos intervalos deste evento fiz uma pesquisa de raças próprias para as necessidades da família.  Conversei com vários especialistas no assunto e arrumei um canil que tinha filhotes do cão escolhido.  Antes de ir para casa fiz a loucura de comprar uma cadelinha de 2 meses da raça Labrador.

Os gritos de felicidade das crianças quando cheguei em casa foram impagáveis.  A primeira noite foi bem tranquila. A primeira.

Aí, a partir do segundo dia veio a tona tudo o que eu temia…  Era um bicho pequeno, cheio de energia, que faz coco e faz xixi pela casa, já que ainda não pode sair, não tem hora de brincar ou de dormir, não tem botão de liga e desliga, não fica dentro de um aquário sem interação, precisa de carinho e muita atenção…  As crianças, que antes diziam que iam cuidar, se cansaram bem rápido…

A cachorra está há 3 semanas na minha vida, parei de ir para a academia, parei de dormir, parei de escrever, parei de estudar e estou conseguindo trabalhar nos raros momentos em que ela dorme. Limpo a casa o dia todo por conta das necessidades fisiológicas dela.  Estou exausta.  Tentando inserir as atividades de educação e diversão do bicho com a rotina das crianças, que tanto me pediram…  Contratei uma adestradora para adestrar as crianças, a cachorra agradece…

Em muitos momentos penso e me arrependo de ter pego a cachorra, mas agora não me imagino sem ela.  Racionalmente eu não estava preparada para ter um cão, mas emocionalmente eu provavelmente já estava há muito tempo atrasada.

A partir da próxima semana estabeleci como meta, tentar ter de volta a minha vida normal, reorganizando tudo à nova situação, muito mais preparada e organizada.

Metaforicamente falando, tirei mais uma lição de vida, aliás, muitas:

– Às vezes, por nosso próprio egoísmo, não nos damos a chance de conhecer o outro lado das nossas opiniões.  Se não cedermos e entrarmos de cabeça no desconhecido, poderemos estar nos privando de novas experiências fantásticas.

– A sua rotina pode ser mais árdua do que você está acostumado, você precisará se reinventar, se reestruturar, se readaptar para poder colher os frutos mais tarde.

–  Educar e estabelecer limites para um cachorro é mais difícil do que fazer com uma criança. A grande diferença é que, quando grandes e uma vez educados, os cachorros desobedecem menos e respeitam mais suas ordens do que seus filhos o farão quando estiverem na adolescência.

– Fazer uma atividade rotineira, porém de forma repetida, diversas vezes por dia (ex: limpar a casa de xixi e coco) pode lhe fazer desenvolver formas mais eficientes e menos cansativas desta ação.  Além disso, segundo os japoneses, quanto mais você limpa o ambiente, mais você estará limpando sua alma.

– Às vezes as suas necessidades devem ser deixadas de lado por um tempo, para que o bem estar de todos seja alcançado.

– Ações paliativas para reprimir uma vontade coletiva, trazem sofrimento e dor (coitado dos peixes!).

– Comemore sempre os acertos e não super valorize a crítica dos erros.

– Pontue erros e acertos o mais rápido possível.

– Seja assertivo nas suas mensagens.  Falar muita coisa ao mesmo tempo só confunde.

– Atente-se para o tom da voz, ela pode dar a mensagem errada para seu interlocutor.

– Cuidado!  Você pode se apaixonar muito mais rápido que você imagina.  E, “ALL WE NEED IS LOVE”!

 

*Vídeo que me fez mudar de opinião e de vida…

Novo vício a ser tratado: DEPENDÊNCIA POLÍTICA

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Infelizmente percebo que a grande parte da população foi condicionada, através de um governo paternalista, a depender de seus governantes e a se acostumar a ter o peixe pescado em cima de sua mesa…  As pessoas perderam o condicionamento de lutar pelo que querem, principalmente os mais humildes…  As pessoas desaprenderam a pescar!

Porém, esta relação simbiótica (uma relação mutualmente pequena, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação) se torna pobre nos resultados e cria uma relação viciosa entre as partes, sem ganhos para a parte menos favorecida.

Este processo afeta muito a população carente, mas também afeta pequenos empreendedores de cidades mais afastadas dos centros urbanos, onde a dependência política é mais que um vício, acaba virando epidemia.

Recentemente participei de uma reunião com micro e pequenos empresários do setor de turismo de uma região de Pernambuco, juntamente com entidades do governo e de negócios.    O objetivo era entender as maiores dificuldades destes empresários e tentar eleger prioridades e projetos emergenciais para ajudar no retorno da competitividade da região.

Nas rodadas de negócios, pude perceber que todos reclamavam que seu município estava entregue as traças, com uma baixa muito grande de turistas, inseguraça, problemas, problemas e problemas…  Todos os empreendedores colocavam nas costas do governo 100% de suas frustrações.   Porém, conforme a reunião transcorria, os problemas surgiam dentro de uma mesma temática e uma queixa me chamou a atenção.  Todos reclamavam que o prefeito tinha cancelado a festa de São João, uma chance maravilhosa do setor de faturar num mês de baixíssima procura.  O prefeito alegava falta de verba, que se pagasse a festa, faltaria para os salários.

Pedi a palavra e perguntei: Por que vocês não se reúnem e promovem uma festa dos empresários, uma festa de parceria, trazendo inclusive cantores locais para se promover, as quitudeiras da cidade vendendo suas comidas e os artesãos suas peças.  Um silêncio invadiu a sala.  Por que não? Por que não parar de pensar no problema para agir com a solução?

Percebi os olhares meio culposos, os pensamento tão altos que podia escutá-los…  Para aliviar o mal estar contei-lhes uma história para exemplificar, de quando eu era criança e morava no subúrbio do Rio.  Uma vez um morador da rua onde eu morava resolveu que ia (SEM DINHEIRO) estruturar a melhor festa de rua da cidade.  E assim, com esse pensamento, ele promoveu parcerias com empresas de bebidas para fornecer as barracas, fechou com cantores em início de carreira para se auto-promoverem, recolheu patrocínio e doações dos moradores para a decoração, convocou a vizinhança a montarem as barracas com doces, salgados e brincadeiras.  O primeiro ano de dureza se transformou numa festa que teve sua duração prorrogada, devido ao sucesso e a garantia de 10 anos de existência, inclusive com cantores de grande expressividade nacional.  A força da parceria e da iniciativa privada realizaram o evento, nada foi empecilho.

Ou seja, quem quer, faz por onde acontecer.  Não coloca a culpa nos outros e se torna protagonista da sua própria existência.

O mercado em crise clama por novidades, por parcerias, por rateios, por novas formas de se fazer negócios.  Que tal pensarmos em formas de acabar com essa dependência política que estamos vivendo…  Sejamos mais!  Sejamos vencedores!

Marketing Digital… Muito mais que postagens em Redes Sociais.

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Trabalho com marketing há mais de 10 anos.  Na verdade, no início confesso que fazia marketing por “feeling”, empiricamente, sem nenhum conhecimento técnico, usando basicamente os conceitos de equilíbrio e composições aprendidos na faculdade de arquitetura, aliado às minhas primeira experiências profissionais, onde o comercial se misturava com o marketing.

Como comecei a ter que desenvolver campanhas, preferi entrar numa faculdade de marketing, para que o empirismo se tornasse profissional, além obviamente dos diversos cursos que fui fazendo ao longo deste período.

De repente, eu comecei a perceber que o público alvo de minhas ações estavam todos na internet, tanto em email, como em redes sociais e sites de buscas e de parceiros, que a interação com eles poderia ser bem mais direta do que por ações de marketing de massa que tradicionalmente usava.

Em minhas ações, comecei a compor ações de marketing tradicional e buzz marketing (ações criativas, fora dos métodos tradicionais), com estratégias de demarcação de território digital, através de criação do site, hotsite e blogs dos produtos que eu trabalhava.  Além disso, passei a entender o comportamento do consumidor online, entendendo que havia comportamentos convergentes e divergente de acordo com perfis sociais e de consumo.

Tentei, dentro do possível, criar um marketing didático, tanto para clientes externos, como para clientes internos (próprios funcionários da empresa).

Lembro que logo quando o Twitter foi lançado, trabalhava na criação de um cartão de crédito de automóvel e tive a ideia de criarmos um “avatar” para divulgar o produto no Twitter.  A ideia infelizmente não passou, era arrojado demais para uma empresa mais tradicional, ninguém entendia como o Twitter funcionava direito.  Fico imaginando o quanto teria sido interessante para aquela empresa na época.  Quanto valeria a inovação. A partir desta experiência entendi que as vezes é necessário que a própria empresa entenda a dinâmica digital.

Depois fui trabalhar numa empresa americana, que calçava sua divulgação 70% em estratégias online e 30% em telemarketing, nunca mídia tradicional, a não ser por mídias espontâneas em matérias de revistas e etc.  O mais importante desta empresa é que tive contato com ações de google, SEO e conheci muito mais de estratégias de marketing digital.  Aprendi na America que o Marketing Digital estava chegando para mudar todas as relações de valores e métodos de campanhas de marketing.  Que não era necessário gastar muito para lançar um produto.  Que o marketing digital era absurdamente mais barato que o tradicional.  Acabei, por conta disso, buscando uma especialização em Marketing Digital (que fiz na FGV/RJ).  E continuo me especializando até hoje…

Hoje, o que percebo é que a maior parte das pessoas que trabalham com marketing digital, acreditam que tudo é uma receita de bolo e se resume em postagens no facebook e nas demais redes sociais… Ledo engano, meus Caros…

MARKETING DIGITAL NÃO É SÓ REDE SOCIAL!!!!

O que deu certo para alguém, não vai necessariamente dar para outro.  O que viraliza numa empresa, para um público específico, pode parecer piegas para outro público e pode detonar uma enxurrada de críticas.  Não há uma data ou um dia específico de postagem que funcione para todos os mercados.  Não é toda empresa que necessita/pode/tem maturidade para ter página no facebook, o twitter e o instagram podem ser mais ou menos eficientes em nichos específicos. Porém, além de tudo isso, há um quesito muito essencial a ser analisado:  QUEM É O SEU PÚBLICO ALVO?  O comportamento do seu consumidor pode ditar a estratégia de marketing digital a ser adotada.

Ao pensar na estratégia de marketing digital do produto, pense primeiro no seu cliente, como ele age nas redes sociais, como ele vai pesquisar por você, se ele precisa ser lembrado que necessita do seu produto ou serviço ou se ele vai ativamente procurar por ele, que horas que ele pode estar navegando e por onde ele acessa.

Ter um site com um mapeamento de SEO e ações de ADWORDS pode ser até mais eficiente que todas as redes sociais reunidas.

Estratégias de marketing digital são como marketing tradicional, você pode fazer o arroz com feijão (Redes Sociais + Site + ADWORDS) ou pensar fora da caixa, usando aplicativos, promoções criativas e interação entre o virtual e o real, usar os recursos de vídeo e demais ferramentas disponíveis com o objetivo de promover o engajamento de seu público e converter em negócios.

Crie estratégias individuais para cada cliente, seja criativo e use a tecnologia a seu favor para inovar sempre.  Um bom gestor de marketing deve ser criativo e, dentro do possível, econômico.

 

Demitir, a pior tarefa do gestor.

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É quase uma unanimidade entre gestores que a pior atividade de nossa função é ter que demitir.  Já tenho mais de 15 anos como gestora e, confesso, que até hoje, há casos que me deixam muito desconfortável, seja pelo fator emocional envolvido, pela falta de meritocracia de certas determinações que temos que cumprir em nossa rotina, ou pelo momento em si.

Num momento de contração da economia, é comum gestores serem obrigados a reduzir seu quadro, e esta função se torna ainda mais difícil, pois sabemos que na maior parte das vezes, o colaborador terá muita dificuldade em se recolocar, num mercado estrangulado e em crise, como o que estamos vivendo agora.

Demitir significa, em muitos casos, colocar uma pessoa, um pai ou mãe de família, numa situação bastante delicada, onde o emocional e a auto-estima podem ser abalados, além da parte financeira ser bruscamente comprometida.  E quem, com coração, quer isso para o próximo?

Nesses meus anos de estrada, já demiti vários tipos de profissionais e, claro, alguns nem tão profissionais assim…  Faz parte do gestor lidar com todos os tipos de pessoas.  Muitos a gente consegue transformar, porém há quem não queira ser transformado, ou pessoas que má índole, já vi de tudo.

Nunca é fácil!  Nem sempre a decisão é simples, principalmente em momentos de corte, onde as pessoas passam a ser números numa planilha de excel. Neste momento você pode ser obrigado a abrir mão de peças importantes de seu time, pois a avaliação que conta é a matemática/financeira.

Particularmente, acho que a demissão deve ser a última alternativa, infelizmente algumas empresas não pensam assim.  Enfim, esse vai acabar sendo um outro texto…

É muito menos complicado demitir quando há um trabalho de gestão de pessoas e coaching envolvido, ou seja, quando você consegue, através de feedbacks constantes, pontuar o que o funcionário não está acertando e tentando corrigir junto com ele esses GAPS.  Muitos gestores deixam o período de experiência rolar sem muitos critérios, eu o uso como sintetizador de competências.  Nesse período, tento deixar o novato experimentar as experiências dos mais antigos, colocando-o em trocas constantes.  Procuro conversar e entender suas principais dúvidas, visitar junto e dar feedbacks dos ajustes necessários.

Já tive vários casos de funcionários que não aproveitei naquela função durante o período de experiência, mas que contratei posteriormente para outras funções, ou indiquei para amigos, quando o perfil se adequava.  Como passo o período de experiência tentando absorver o máximo do perfil do novo colaborador, é muito mais fácil compreender as nuances do seu perfil e tentar ajustar a forma de trabalho ou aconselhar mais profundamente com relação à algumas competências ocultas.

Existem casos que o gestor tem que lidar e que definitivamente não gostaria.  Há todos os tipos de ser humano e lidar com pessoas as vezes pode ser imprevisível.  Alguma psicoses e situações podem permanecer ocultas por anos, até que um certo gatilho pode desencadear uma personalidade oculta de um colaborador, que pode ser necessário uma atitude mais extrema.

Lembro-me da primeira vez que tive que dar uma justa causa.  Um comportamento inaceitável acabou ocasionando o fato.  Era uma empresa grande e o jurídico disse que não havia como não dar a JC.  Uma pessoa que antes do ocorrido tinha entregas dentro do esperado e que, de uma hora para outra, mudou radicalmente o comportamento.  Escolhas…  Muitas vezes a derrota de muitas pessoas de bem…  No momento da demissão, a pessoa estava muito alterada, muito agressiva, foi muito difícil.  Situação que não desejo para ninguém.

Por outro lado, por várias vezes consegui, no momento da demissão, já sugerir ou encaminhar o funcionário para uma nova oportunidade.  É tão bom quando isso acontece.  As vezes o colaborador não se adapta aquele produto, porém pode ser espetacular num outro tipo de negócio.

Me sinto sempre responsável pela minha equipe e, se não produzem, se têm necessidades pessoais, se não estão felizes com o que fazem, cabe a mim, como gestora, alinhar as expectativas da equipe, da empresa e quanto à minha gestão.  Tenho que estar sempre atenta a qualquer possível situação que possa colocar a confiança do time em mim em risco.  A demissão tem que ser sempre o último recurso.

Nunca será fácil demitir, porém há atitudes do gestor, que podem tornar este momento menos desconfortável e mais aceito, até mesmo pelo demitido, veja algumas:

  • Conheça seu time, esteja atento a linguagem corporal de seus funcionários.  Alguns gestos, atitudes ou discursos atípicos podem ser sinais de que algo pode estar acontecendo de errado.  Se perceber algum desses sinais, chame o colaborador para uma conversa informal, um almoço ou café e deixe claro que você notou a diferença e que está ali para ajudar.  Deixe-o a vontade para contar ou não.  Você não precisa necessariamente saber o que é.  O colaborador vai se sentir assistido pelo fato da sua observação.
  • Saiba reconhecer o crescimento individual de cada membro do time.  Em equipes, teremos sempre pessoas diferentes, com níveis de amadurecimentos e experiências distintas. Os tempos de assimilação e produtividade podem ser variáveis.  Esteja mais próximo dos que ainda necessitam de ajuda para amadurecer.  Caso seja adequado, misture times em trabalho de equipe, misturando pessoas com mais e menos experiência trabalhando juntos.  Essa troca normalmente traz resultados incríveis.
  • Quando um funcionário que sempre produziu, de repente começar a não render, aja imediatamente para tentar entender o que está acontecendo.  Ninguém é obrigado a estar bem 100% do tempo.  Ofereça as ferramentas que puder para que essa fase passe e ofereça prazos e de repente até folgas para a situação ser resolvida.
  • Numa equipe é também muito natural existir os POSITIVOS, ALTO ASTRAL e os NEGATIVOS, PESSIMISTAS.  Tente equilibrar, pois os positivos demais tentem a uma alienação e o negativo tente a desistir rápido.  O “Meio termo é de Ouro” (medium aureum) e equipes que conseguem equilibrar o racional com o emocional produzem muito mais.
  • Dê feedbacks constantemente, se puder, faça reuniões semanais com seu time e discuta dificuldades, troca de experiência, debata ideias. Alinhe as expectativas de todos, nivele o conhecimento e as informações passadas.  Pondere soluções para problemas ao invés de problemas para as soluções.
  • Lembre-se também que um ambiente positivo é muito importante.  Trabalhe a atmosfera de seu local de trabalho.  Nele você passa a maior parte de seu dia.  Um ambiente saudável evita a fadiga e propicia a produtividade, afastando doenças e traz mais motivação para seus colaboradores.
  • Faça com que seus funcionários tenham prazer em trabalhar com você.  A maior parte das pessoas que pedem demissão hoje é por conta da gestão e não da empresa.  Obtenha respeito e confiança de sua equipe e você terá um time motivado em qualquer empresa que você vá trabalhar.  O resultado é da equipe e não do gestor sozinho.
  • Um bom gestor não é aquele que demite, sim aquele que qualifica e prepara a sua equipe.

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Quem faz o Bem tem que estar preparado para a Ingratidão.

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Quantas e quantas vezes, tanto na vida pessoal como na profissional, não ficamos indignados ao nos facearmos com a ingratidão de alguém a quem ajudamos, ou que tenhamos nos dedicarmos de alguma forma, sem ao menos receber um simples OBRIGADO.

Diversas pessoas que já passaram por nossas vidas, a quem demos chances e que, na primeira oportunidade, nos viraram as costas, ou muito pior, acabaram nos colocando em situações complicadas, mentindo ou usando de má fé para trair e agir para conseguir seus objetivos, não se importando com quem precisaram magoar.  Todos temos, sem dúvidas, muitas histórias de ingratidão para contar que dariam vários livros… Todos sofremos muito com isso, fato!

Essa ingratidão dói mais ainda, pois, quando ajudamos, normalmente esperamos o mínimo de carinho e reconhecimento.  Esse é o grande erro!!!!

Quando ajudamos alguém temos que ter a maturidade de não esperarmos absolutamente nada em troca.  Devemos estar preparados para a Ingratidão.

No mundo corporativo, essa situação é tão comum quanto o dia nascer diariamente.  São inúmeras as pessoas que querem crescer a todo custo, “eliminam” os obstáculos, mesmo que isso signifique pisar em quem lhes estendeu a mão.

A competitividade do mundo faz com que as relações estejam cada vez mais frágeis, mais vulneráveis a interesses e à recompensas.  Definitivamente o mundo está perdendo o seu charme, se tornando egoísta e intolerante.

A Ingratidão é como um vírus, as pessoas acabam sendo contaminadas, tornando todo esse processo uma progressão geométrica de maldade: “Faço porque fizeram comigo”; “Se eu não fizer, alguém irá fazer”; “Fiz porque mereceu”… e assim, com as pessoas se cansando de “apanhar”, vão aderindo a este círculo vicioso, por não estarem preparadas emocionalmente para o PERDÃO e muito menos para o “FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM”.

Depois de muito sofrer com a necessidade da gratidão, hoje adoto uma postura completamente diferente.  Desta forma, não me magoo mais.  Primeiro, NUNCA deixo de fazer o bem por conta de experiências negativas do passado.  Aprendi que cada um só pode dar o que tem, não conseguimos tirar leite de cabra de um rinoceronte, nem fel do mel de abelha…  Quem tem amor para dar, não pode ser contaminado por egoísmo.  Muitas e muitas vezes já estendi a mão uma segunda vez, uma terceira, mesmo sabendo que a pessoa não mereceria, porém o que vale é a minha consciência.  Eu que tenho que dar a oportunidade da pessoa se arrepender.  Preparo-me para o pior, se o melhor acontecer, vira bônus.

Segundo, para evitar o desgaste de esperar reconhecimento, comecei a imaginar que cada ato positivo que fazemos, depositamos um crédito numa “Conta Corrente do Bem”.  Essa conta corrente transforma esses créditos em títulos capitalizados pelo amor Supremo, que vale muito mais que qualquer reconhecimento material, ou deste mundo.  Em algum momento esses seus títulos capitalizados serão resgatados.

Portanto, não nos deixemos contaminar pelo círculo vicioso do mal, ou até mesmo da neutralidade – “Não faço para não me magoar”, criemos o amadurecimento necessário para formarmos o círculo virtuoso do bem querer, da ajuda sincera e do amor.

O mundo anda tão agressivo, tão doente, tão rancoroso, que se cada um de nós nos despirmos da vaidade de necessitar o reconhecimento do próximo a cada boa ação nossa, conseguiremos agir conforme nossa natureza de amor, investindo na nossa Conta Corrente do Bem cada vez mais, nos tornando seres mais ricos e prósperos emocional e espiritualmente.

 

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