cachorro

Quando o Amor Multiplica

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Já escrevi dois textos sobre como aprendi a me deixar ser amada pelo amor incondicional de minha dog:

Você está preparado para ter um cão – uma metáfora da vida.

Por que ter cachorro foi uma das decisões mais acertadas da minha vida?

Nos textos conto como foi a minha mudança de pensamento sobre ter um animal em casa. Passei a entender e partilhar esse amor nas redes sociais. Alguns amigos mais próximos até hoje comentam sobre essa mudança. Na minha cabeça é muito simples:

Saber amar é saber deixar alguém te amar…

… e eu não sabia o que era o amor! 💖 💕 💗

O tempo passou, eu me separei e a Maya ficou comigo, Maya tem se tornado meu Porto Seguro, minha companhia dos fins de semana. Os filhos crescem, voam e a casa fica vazia… só quem não abandona é ela. Ela tem sido uma ferramenta importante no meu descobrimento. Ela está me ensinando a conviver comigo e me sentir bem com isso.

No início deste ano, Maya então com 3 anos, uma pessoa me achou através do meu Instagram (@lutelles), encantado com as fotos de Maya. Ele tinha um labrador de 10 anos chocolate, que tinha muita vontade de ter herdeiro.

Confesso que meu momento sozinha ajudou a eu aceitar cruzar, mais uma companhia para meus fins de semana sozinha… Além disso, a esposa dele era veterinária e ofereceu Td apoio e suporte que eu poderia precisar.

Combinamos, nos conhecemos, integramos os dois (amor à primeira vista) e no primeiro cio de Maya fizemos 3 encontros “românticos”. Isso aconteceu no meio dos jogos da copa de 2018.

Foram 64 dias de espera e angústia de saber quantos filhotes, quais cores viriam, como seria o parto…

Dia 30/08/2018, depois de uma noite em claro com Maya em trabalho de parto sem evolução, cheguei às 6:30 na clínica e optamos pela cesárea.

A equipe foi a melhor possível e trouxe ao mundo minhas 7 gotinhas de amor, a multiplicação do amor mais puro e verdadeiro que alguém pode ter, aquele sem interesse e que só quer você por perto…

4 meninas e 3 meninos lindos e perfeitinhos.

Nasceram todos pretinhos, surpreendendo todo mundo! Existia 25% de probabilidade de nascer preto, 25% amarelo, 25% chocolate e 25% doodley (um tipo de “falha” genética que o labrador perde a tonalidade de nariz e pálpebras, fica parecendo Albino).

Estamos hoje completando 9 dias que multiplicamos esse amor…

Vou ficar com uma bebê, que ainda não escolhi qual. Em breve vou descrever como é ter uma labrador grávida e conviver com ela prenha por 64 dias…

O amor multiplicou… estou absolutamente xonada 😍😍😍😍😍

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Por que ter um cachorro foi uma das decisões mais acertadas da minha vida?

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Quando criança e adolescente sempre enchi o saco dos meus pais para ter um cachorro. Eles nunca permitiam. Principalmente meu pai, que dizia que ia sobrar para ele, que a casa ia ficar fedendo, que não iríamos cuidar nem dar banho, que cachorro sujava, comia coisas e etc…

Mas, um dia minha irmã teve um problema de saúde sério e, logo depois de sua recuperação, minha mãe, contra a vontade de meu pai, trouxe para casa um filhote mini de poodle. Era champagne e tão pequena que escondemos numa caixa de sapato para meu pai não ver quando chegasse em casa. Mas minha avó já tinha passado o bizu para ele. Ele chegou já procurando o bichinho… Achou no cantinho da varanda dentro da caixa… Já foi falando que queria “aquilo” fora de casa no dia seguinte. Minha mãe mais que rapidamente inventou que estava cuidando para uma amiga e que ela viria buscar em 10 dias. 10 dias!!!! Tempo suficiente para meu pai não quisesse mais ela. rsrsrs Não a quisesse mais longe dele.

Óbvio que ele estava certo. Sobrou para ele. Banho, limpeza, comida…

Como me casei cedo, a Shaika ficou com minha irmã até sua partida bemmmm velhinha.

Bom… como a vida é cíclica, meus filhos quando pequenos sempre pediam um cachorro. E eu, como aprendi com meu pai, dizia as mesmas frases: “Vai sobrar para mim. Cachorro faz sujeira, faz caquinha, deixa a casa fedendo e etc”.

Meu filho foi diagnosticado como autista quando tinha 8 anos e TODOS os especialistas diziam que ter um cachorro era maravilhoso para crianças com vários distúrbios, especialmente os autistas. E eu sempre no mesmo discurso… De jeito nenhum!

Para encerrar o assunto, conjuguei a minha alergia ao discurso para dificultar a argumentação de todos. Era verdade a alergia, o pelo me deixava espirrando pacas. Assim, a pressão diminuiria para o meu lado e ninguém me perturbaria mais com isso.

Mas, um dia, (talvez estivesse de TPM pois estava sensível demais) vi um vídeo de uma criança autista sendo tirada da crise por um Rottweiler. No mesmo dia comecei a minha busca pelo cachorro perfeito para tirar minha culpa… Quantas crises fortes do meu filho eu teria evitado com um cachorro? Com certeza isso eu nunca saberei.

O fato é que saí para trabalhar e, sem falar para ninguém, voltei para casa com um cachorro.

Quando estava chegando em casa, liguei para as crianças e as perguntei se eles fariam qualquer coisa para ter um cachorro, ao que a resposta obviamente foi com gritos entusiasmados de SIMMMMMMMMM… Pedi então que eles fossem para a garagem com material de limpeza.

Quando cheguei estavam os 2 com vassouras, panos, veja e etc me esperando. Quando saí do carro e tirei aquele pingo de cachorro do carro todo sujo de coco e vômito, só ouvia os gritos dos dois de felicidade. Simplesmente peguei o pequeno cachorro e subi enquanto os dois limpavam o meu carro. Fui limpar o cachorro também daquela imundice.

Lógico que, como aconteceu com meu pai, sobrou para mim. Logo, ela (é uma Labrador fêmea) se tornou meu rabo. Me acompanha onde eu vou, até no banheiro. Logo eu, que sempre precisei estar só no banheiro, agora tinha companhia para número 1, 2, 3 ou infinito.

Meu filho, coincidentemente ou não, nunca mais teve crise forte. Todo dia quando chega da escola, passa de 15 a 20 minutos sentado no chão da sala com ela. Se entendem. É o momento que ele sai da agitação da rua, da escola, para readequar a sua energia, se acalmar e se reequilibrar.

Minha filha faz dela gato e sapato, agarra, puxa, beija… e a bicha sempre na maior paciência do mundo.

Como tudo na vida, tem seu custo. Manter um cão é caro! Ela teve doença do carrapato e 3 meses depois reincidiu. Quase morreu e eu quase morri junto. Gastei o que podia e o que não podia para não perdê-la.

Minha casa teve vários objetos roídos: parede (!), mesa, cadeiras, roupas, chinelos, sapatos, dinheiro e até certidão de nascimento, afora as contas que ela comeu. A raiva passa logo que você começa a brigar e olha aquela cara linda de culpa máxima… Aquele olhar de coitada, que fez sem querer… Aquela lambida de desculpas. Pronto, acabou a raiva.

Mas, sabe o que é não se sentir só? Sabe aquele ser que entende quando você está triste, que faz besteira para chamar sua atenção quando você entra no seu mundinho… que odeia quando você pega o telefone. Ela, com aquela patona me dá patada na mão, muitas vezes deixando cair meu celular, para mostrar que está ali, que precisa de atenção…

Me acorda todo dia as 6 da manhã me pedindo carinho e me dando muito amor. Me acompanha no café da manhã e em tudo o que eu faço. Não me deixa só.

Eu chego em casa e a felicidade dela me deixa pensar que a minha importância para ela é infinita.

Com certeza me prende em certas coisas. Sei que ela está me esperando em casa, sei que ela vai ficar apreensiva se eu não chegar. Mas, e daí que eu não fique tanto mais na rua. O amor está me esperando em casa. Vai me fazer rir. Vai me fazer me sentir importante. Vai me dar trabalho, mas também vai me dar muito carinho quando eu estiver triste.

Realmente, sobrou para mim… Sobrou para mim descobrir a felicidade de ter um cão! ❤

PS: Minha casa não fica fedendo, descobri um produto maravilhoso que tira todo e qualquer cheiro de cachorro de casa. Além disso adestrei meu bebê e ela só faz as necessidades dela num “pinico” que fica na varanda. Nem dá muito trabalho para limpar e mantém dentro de casa sem nenhum vestígio de dogs. Pelos são inevitáveis. Vc acaba se acostumando, tem fases que cai bem pouco e também tem uma super escova que reduz significativamente a queda. Tudo tem jeito!

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Você está preparado para ter um cão? Uma Metáfora da Vida

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Muito mais que uma pergunta direta, há nesta questão várias interfaces metafóricas possíveis.  Hoje estava a meditar sobre o assunto e resolvi compartilhar…

Como já disse em alguns textos nesse blog, tenho um filho autista de 15 anos e todos os profissionais que o acompanham me pediam que comprasse um cachorro para ajudá-lo, desde o início do tratamento.  Mas, eu como uma “super executiva” atarefada, ocupada e focada no meu trabalho, não podia, de forma alguma, buscar mais uma responsabilidade para mim…  Além de 2 crianças, ter que cuidar de um cachorro, da casa, do marido e dos negócios era absolutamente inaceitável.

Os anos se passaram e em 2012, quando me mudei para Recife, a solidão e a distância me fizeram cogitar ter um animal de estimação e, de novo, pensei no trabalho que me daria ter cachorro…  Resolvi então ter um aquário e criar peixes…  Gostei tanto da brincadeira que menos de 3 meses comprei um segundo aquário, maior ainda, mantendo 2 aquários na casa.  Bom, logo as dificuldades surgiram…  Ninguém queria limpar o aquário, os peixes quando morriam ninguém tinha coragem de tirar, a interação com os peixes começava a ser chata, pois eles não respondem a estímulos, controle de pH, de ureia, de temperatura e etc é um trabalho diário e muitas vezes esquecido, mas vital para a sobrevivência dos peixes.

Com a crise energética (bombas d’água, controle de temperaturas, iluminação e etc gastam muita luz, além da troca de água semanal, são completamente bola fora na época de economizar!) e a morte de todos os peixes, resolvi declinar da criação do bichinhos…

A psiquiatra ainda insistia comigo na necessidade do cachorro ou gato…  Os meus dois filhos e meu marido queriam muito.  Mas, pensava novamente na sujeira, no trabalho, na minha alergia…  Pensava em mim!

Um certo dia, uma amiga me marcou num vídeo no Facebook e simplesmente meu mundo virou de cabeça para baixo.  Fiquei imaginando quantas e quantas crises eu poderia ter evitado se tivesse deixado de pensar em mim.  O vídeo era de uma adolescente autista que tinha um cachorro que conseguia ajudá-la a sair da crise.  Morri por dentro de culpa, de raiva por todo o meu egoísmo e falta de sensibilidade.  Quanto sofrimento não poderia ter evitado!?  Fui nocauteada! – *Vídeo abaixo!

No dia seguinte, saí cedo de casa e fui para um evento, nos intervalos deste evento fiz uma pesquisa de raças próprias para as necessidades da família.  Conversei com vários especialistas no assunto e arrumei um canil que tinha filhotes do cão escolhido.  Antes de ir para casa fiz a loucura de comprar uma cadelinha de 2 meses da raça Labrador.

Os gritos de felicidade das crianças quando cheguei em casa foram impagáveis.  A primeira noite foi bem tranquila. A primeira.

Aí, a partir do segundo dia veio a tona tudo o que eu temia…  Era um bicho pequeno, cheio de energia, que faz coco e faz xixi pela casa, já que ainda não pode sair, não tem hora de brincar ou de dormir, não tem botão de liga e desliga, não fica dentro de um aquário sem interação, precisa de carinho e muita atenção…  As crianças, que antes diziam que iam cuidar, se cansaram bem rápido…

A cachorra está há 3 semanas na minha vida, parei de ir para a academia, parei de dormir, parei de escrever, parei de estudar e estou conseguindo trabalhar nos raros momentos em que ela dorme. Limpo a casa o dia todo por conta das necessidades fisiológicas dela.  Estou exausta.  Tentando inserir as atividades de educação e diversão do bicho com a rotina das crianças, que tanto me pediram…  Contratei uma adestradora para adestrar as crianças, a cachorra agradece…

Em muitos momentos penso e me arrependo de ter pego a cachorra, mas agora não me imagino sem ela.  Racionalmente eu não estava preparada para ter um cão, mas emocionalmente eu provavelmente já estava há muito tempo atrasada.

A partir da próxima semana estabeleci como meta, tentar ter de volta a minha vida normal, reorganizando tudo à nova situação, muito mais preparada e organizada.

Metaforicamente falando, tirei mais uma lição de vida, aliás, muitas:

– Às vezes, por nosso próprio egoísmo, não nos damos a chance de conhecer o outro lado das nossas opiniões.  Se não cedermos e entrarmos de cabeça no desconhecido, poderemos estar nos privando de novas experiências fantásticas.

– A sua rotina pode ser mais árdua do que você está acostumado, você precisará se reinventar, se reestruturar, se readaptar para poder colher os frutos mais tarde.

–  Educar e estabelecer limites para um cachorro é mais difícil do que fazer com uma criança. A grande diferença é que, quando grandes e uma vez educados, os cachorros desobedecem menos e respeitam mais suas ordens do que seus filhos o farão quando estiverem na adolescência.

– Fazer uma atividade rotineira, porém de forma repetida, diversas vezes por dia (ex: limpar a casa de xixi e coco) pode lhe fazer desenvolver formas mais eficientes e menos cansativas desta ação.  Além disso, segundo os japoneses, quanto mais você limpa o ambiente, mais você estará limpando sua alma.

– Às vezes as suas necessidades devem ser deixadas de lado por um tempo, para que o bem estar de todos seja alcançado.

– Ações paliativas para reprimir uma vontade coletiva, trazem sofrimento e dor (coitado dos peixes!).

– Comemore sempre os acertos e não super valorize a crítica dos erros.

– Pontue erros e acertos o mais rápido possível.

– Seja assertivo nas suas mensagens.  Falar muita coisa ao mesmo tempo só confunde.

– Atente-se para o tom da voz, ela pode dar a mensagem errada para seu interlocutor.

– Cuidado!  Você pode se apaixonar muito mais rápido que você imagina.  E, “ALL WE NEED IS LOVE”!

 

*Vídeo que me fez mudar de opinião e de vida…