amor de bicho

Cães em apartamentos. Por que não?

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 Só para lembrar, um cachorro não precisa de muito mais espaço “exclusivo” dentro de casa do que cerca de 1m2 para se deitar e dormir. E esse espaço ainda pode ser em cima da cama…

Importante:

Nenhum condomínio pode proibir a presença de cães no prédio, independente do porte do animal. Somente o dono do apartamento pode dizer que não quer alugar o apartamento para quem tenha cachorro.

Cães são seres iluminados, que vieram à Terra para nos trazer o real significado do Amor Verdadeiro.  Sinceramente, não consigo absorver alguém que faça mal a eles.

Quem diz que não gosta de cachorro, com certeza ainda não cedeu ao amor.  Eu mesmo achava que não gostava.  Na verdade, eu tinha uma mega alergia e meu ex sogro me impunha a convivência do cachorro dele, um lhasa que enchia de pelo fino no meu carro, isso fazia com que eu espirrasse muito quando entrava no carro.  O cachorro dele também mijava a minha casa toda, quando ia lá.  Isso me deixava com raiva porque tenho horror a cheiros de cachorro.  Sou muito chata com isso.  Toda essa minha chatice me fez pensar que não gostava, mas cedi.  Hoje tenho 2 labradores em um apartamento de 2 quartos.

Eu já escrevi outros 3 textos sobre cachorro, se vc quiser, pode dar uma olhada:

  1. Você Está Preparado para ter um cão?  Uma Metáfora da vida, onde eu falo das minhas primeiras 2/3 semanas de adaptação com um filhote de labrador dentro de um apartamento, nesta época ainda morava em Recife, num apartamento até bem grande.
  2. Por que ter um cachorro foi uma das decisões mais acertadas da minha vida?, onde eu, já mais preparada e até mesmo dependente desta companhia, relato como isso me fez mais completa e feliz.
  3. Quando o Amor Multiplica, onde falo da minha loucura de deixar Maya engravidar para pegar um filhote dela para aumentar o amor na minha casa.

Em janeiro de 2019, há cerca de 11 meses que escrevo este texto, eu me mudei para o atual apartamento de dois quartos na Tijuca.  É alugado. Quando fazia as visitas, já perguntava logo se o proprietário permitia que eu tivesse “minhas duas monstrinhas”.  Logo na segunda semana no apartamento novo, comecei a receber reclamações de todos os lados.  O apartamento era de frente e baixo e elas, em adaptação, latiam bastante para tudo que lhes parecesse anormal.  Absolutamente dentro de um nível aceitável, até porque elas dormiam cedo, cerca de 20:30h elas já estavam dormindo e só acordavam novamente às 7h.  Ou seja, os latidos esporádicos nunca aconteciam à noite. Mesmo assim, meu interfone tocava insistentemente vindo da vizinha de baixo.  Quando ela ligou num momento que as minhas dogs estavam dormindo reclamando que elas estavam correndo na cabeça dela, perdi completamente o respeito e comecei a ser irônica.  Não demorei para perceber que as reclamações vinham somente dela e do vizinho do lado.  Recebi uma carta do condomínio pedindo que eu me”livrasse”  das cachorras porque a convenção do prédio não permitia.  hahahahahaha, logo eu!  Dou um boi para não entrar numa briga, mas uma boiada para não sair.

Escrevi uma carta de 4 páginas para a síndica, explicando que convenção alguma se sobrepoê a uma lei federal:

Nenhuma convenção de condomínio pode proibir a permanência de animais no interior de apartamentos, pois estaria violando o direito de propriedade, que é permitido pela nossa Constituição Federal em seu artigo 5º, XXII. A Constituição Federal é a lei maior de um país, nenhuma lei pode ser contrária a ela.

Passei a desligar o interfone.  Não sou obrigada!

Um dia cheguei em casa às 19:50h mais ou menos, as duas estavam latindo bastante,  Insistentemente e estranhamente, ia comer algo para sair com as duas para andar.  Neste meio tempo, minha campainha tocou.  Aí que elas ficaram loucas.  Era o vizinho, DE CUECA, reclamando que os latidos estavam incomodando o “princeso”.  Detalhe que elas não estavam latindo antes e o tempo decorrido não era nem de 10 minutos.

Quando ele falou que minhas cachorras estavam latindo, não aguentei e fui bem irônica.  “Por favor, me avise quando elas estiverem miando.  Teremos um problema bem grande!”

Escrevi nova carta para a síndica, dizendo que se houvesse outra reclamação invasiva desta forma (tocando à minha porta – ainda mais de cueca! – , interfone ou pessoalmente), processaria o condomínio, pois sabia que elas não latiam o tempo todo e já havia contratado um adestrador para ajudar na adaptação delas à nova casa.

Durante esse ano, após essa incidência, inclusive, houve a súmula do STJ pondo fim a essa polêmica:

STJ decide que condomínios não podem proibir animais de estimação em casa. Por unanimidade, a Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu hoje que os condomínios não podem proibir a criação e a guarda de animais de estimação, desde que não representem risco à segurança e à tranquilidade dos moradores. (14 de maio de 2019)

O fato é que estamos aqui há um ano e quase sem perturbações maiores.  Lembrando que eu tenho duas monstras!

Tive só mais um problema com esse cidadão do lado (o da cueca!), meses mais tarde, mas foi a última!  Um dia o interfone tocou (elas ficam loucas quando toca), era a entrega da pizza e elas estavam presas no quarto para não comerem o entregador (vá saber!).  Do interfone tocar até o cara subir não deu 2 minutos e a criatura (o vizinho cuecão!) começou a esmurrar a minha parede. Ah, meu curso de princesa pela Socila foi para as cucuias.  Mandei ele procurar algo para fazer que ele estava precisando namorar mais, gente que “namora” não enche o saco(de uma forma muito mais literal que aqui escrevo). Ele ainda tentou retrucar, mas garanto que foi pior!  Ficou só na tentativa. Nunca mais!!!  Remédio para um doido é outro na porta!!!!!

O adestramento ajuda muito, minhas duas são adestradas (rsrsrsrsrs)…  Bom, elas são safadas, mas sabem o que tem que fazer e o que não podem fazer, não necessariamente fazem desta forma…

Maya é mais “obediente”.  Ela foi adestrada em Recife, onde eu morava e teve um adestramento mais, digamos, sério e comprometido por todos os envolvidos.  Com o nascimento de Nutella (em agosto de 2018), ela ficou meio rebelde, sem paciência e mal humorada.  Ficou mais intolerante com outros cães inclusive.

Nutella tá ainda na fase de testar a gente, pirralha. Foi adestrada numa dessas franquias, mas não deu muito resultado não. Mas, como ela está com 1 ano e meio (quase isso), com 2 anos o cachorro vira adulto e tende a se tranquilizar mais.

Mas ter cachorro é maravilhoso!  Nunca mais ficamos sozinhos.

Uma dica: Minha casa não tem cheiro de cachorro porque uso um desinfetante ótimo para isso: o Herbalvet T. A. da Ourofino, é um composto de amônia quaternária, desinfetante, bactericida, antifungicida e viricida,  que também previne infestação de pulgas na casa e neutraliza absolutamente os cheiros.  E olha que sou mega chata, meu nariz logo coça.  Já testei os genéricos, mas não são iguais ao original.  Não é barato, mas aqui em casa uma garrafa dura cerca de 6 meses, ele é superconcentrado.  As minhas duas só fazem xixis e cocos na varanda, em penicos, tiro a sujeira e aplico com spray para não dar cheiro.  Funciona demais!   

Os cachorros se adaptam a nossa vida.  Quem usa o argumento que não os tem por falta de espaço (ou tempo) é porque nunca visitou um abrigo de cães.  Eles ficam amontoados.  Sem espaço!  Óbvio que você não precisa ser igual a mim de ter logo 2 cachorros grandes, mas tenha!  Invista nesse amor!  É um amor puro e verdadeiro!  Qual a troca?  Ração, remédio de pulgas e carrapatos, vacinas e carinho!  Vale demais!!!!!!

Dia desses eu levantei e fiz meu café.  Como de costume, as duas ficam sentadas do meu lado, esperando o queijinho já tradicional delas.  Me senti mal, tentai correr para meu quarto que fica no fim do corredor em frente a cozinha, mas desmaiei no caminho, no meio do corredor.  Maya foi atrás de mim, me lambendo até eu acordar, não saiu do meu lado até chegar ajuda.  Nutella aproveitou e comeu a casa: tomou o café que já estava na xícara, comeu o queijo inteiro (e o pote!) e o cream cheese inteiro, pão, aliás, o pacote inteiro!  Moral da história: alguns vão sempre preferir comida a você, mas outros estarão do seu lado para sempre!

Não sei como eu passei tanto tempo sem tê-las! ❤

Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um pedaço de madeira já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?

Texto do Filme Marley e Eu

A Melhor Companhia do mundo!


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Você está preparado para ter um cão? Uma Metáfora da Vida

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Muito mais que uma pergunta direta, há nesta questão várias interfaces metafóricas possíveis.  Hoje estava a meditar sobre o assunto e resolvi compartilhar…

Como já disse em alguns textos nesse blog, tenho um filho autista de 15 anos e todos os profissionais que o acompanham me pediam que comprasse um cachorro para ajudá-lo, desde o início do tratamento.  Mas, eu como uma “super executiva” atarefada, ocupada e focada no meu trabalho, não podia, de forma alguma, buscar mais uma responsabilidade para mim…  Além de 2 crianças, ter que cuidar de um cachorro, da casa, do marido e dos negócios era absolutamente inaceitável.

Os anos se passaram e em 2012, quando me mudei para Recife, a solidão e a distância me fizeram cogitar ter um animal de estimação e, de novo, pensei no trabalho que me daria ter cachorro…  Resolvi então ter um aquário e criar peixes…  Gostei tanto da brincadeira que menos de 3 meses comprei um segundo aquário, maior ainda, mantendo 2 aquários na casa.  Bom, logo as dificuldades surgiram…  Ninguém queria limpar o aquário, os peixes quando morriam ninguém tinha coragem de tirar, a interação com os peixes começava a ser chata, pois eles não respondem a estímulos, controle de pH, de ureia, de temperatura e etc é um trabalho diário e muitas vezes esquecido, mas vital para a sobrevivência dos peixes.

Com a crise energética (bombas d’água, controle de temperaturas, iluminação e etc gastam muita luz, além da troca de água semanal, são completamente bola fora na época de economizar!) e a morte de todos os peixes, resolvi declinar da criação do bichinhos…

A psiquiatra ainda insistia comigo na necessidade do cachorro ou gato…  Os meus dois filhos e meu marido queriam muito.  Mas, pensava novamente na sujeira, no trabalho, na minha alergia…  Pensava em mim!

Um certo dia, uma amiga me marcou num vídeo no Facebook e simplesmente meu mundo virou de cabeça para baixo.  Fiquei imaginando quantas e quantas crises eu poderia ter evitado se tivesse deixado de pensar em mim.  O vídeo era de uma adolescente autista que tinha um cachorro que conseguia ajudá-la a sair da crise.  Morri por dentro de culpa, de raiva por todo o meu egoísmo e falta de sensibilidade.  Quanto sofrimento não poderia ter evitado!?  Fui nocauteada! – *Vídeo abaixo!

No dia seguinte, saí cedo de casa e fui para um evento, nos intervalos deste evento fiz uma pesquisa de raças próprias para as necessidades da família.  Conversei com vários especialistas no assunto e arrumei um canil que tinha filhotes do cão escolhido.  Antes de ir para casa fiz a loucura de comprar uma cadelinha de 2 meses da raça Labrador.

Os gritos de felicidade das crianças quando cheguei em casa foram impagáveis.  A primeira noite foi bem tranquila. A primeira.

Aí, a partir do segundo dia veio a tona tudo o que eu temia…  Era um bicho pequeno, cheio de energia, que faz coco e faz xixi pela casa, já que ainda não pode sair, não tem hora de brincar ou de dormir, não tem botão de liga e desliga, não fica dentro de um aquário sem interação, precisa de carinho e muita atenção…  As crianças, que antes diziam que iam cuidar, se cansaram bem rápido…

A cachorra está há 3 semanas na minha vida, parei de ir para a academia, parei de dormir, parei de escrever, parei de estudar e estou conseguindo trabalhar nos raros momentos em que ela dorme. Limpo a casa o dia todo por conta das necessidades fisiológicas dela.  Estou exausta.  Tentando inserir as atividades de educação e diversão do bicho com a rotina das crianças, que tanto me pediram…  Contratei uma adestradora para adestrar as crianças, a cachorra agradece…

Em muitos momentos penso e me arrependo de ter pego a cachorra, mas agora não me imagino sem ela.  Racionalmente eu não estava preparada para ter um cão, mas emocionalmente eu provavelmente já estava há muito tempo atrasada.

A partir da próxima semana estabeleci como meta, tentar ter de volta a minha vida normal, reorganizando tudo à nova situação, muito mais preparada e organizada.

Metaforicamente falando, tirei mais uma lição de vida, aliás, muitas:

– Às vezes, por nosso próprio egoísmo, não nos damos a chance de conhecer o outro lado das nossas opiniões.  Se não cedermos e entrarmos de cabeça no desconhecido, poderemos estar nos privando de novas experiências fantásticas.

– A sua rotina pode ser mais árdua do que você está acostumado, você precisará se reinventar, se reestruturar, se readaptar para poder colher os frutos mais tarde.

–  Educar e estabelecer limites para um cachorro é mais difícil do que fazer com uma criança. A grande diferença é que, quando grandes e uma vez educados, os cachorros desobedecem menos e respeitam mais suas ordens do que seus filhos o farão quando estiverem na adolescência.

– Fazer uma atividade rotineira, porém de forma repetida, diversas vezes por dia (ex: limpar a casa de xixi e coco) pode lhe fazer desenvolver formas mais eficientes e menos cansativas desta ação.  Além disso, segundo os japoneses, quanto mais você limpa o ambiente, mais você estará limpando sua alma.

– Às vezes as suas necessidades devem ser deixadas de lado por um tempo, para que o bem estar de todos seja alcançado.

– Ações paliativas para reprimir uma vontade coletiva, trazem sofrimento e dor (coitado dos peixes!).

– Comemore sempre os acertos e não super valorize a crítica dos erros.

– Pontue erros e acertos o mais rápido possível.

– Seja assertivo nas suas mensagens.  Falar muita coisa ao mesmo tempo só confunde.

– Atente-se para o tom da voz, ela pode dar a mensagem errada para seu interlocutor.

– Cuidado!  Você pode se apaixonar muito mais rápido que você imagina.  E, “ALL WE NEED IS LOVE”!

 

*Vídeo que me fez mudar de opinião e de vida…

 

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