Hoje, eu li uma frase que dizia que FICAR É UM ATO DE AMOR. Muito mais fácil simplesmente sair, desistir, declinar…
Talvez por isso, há 8 anos, só tenha tido amores rasos. Nunca encontrei alguém que me convencesse a ficar.
Ué… mas o ato de ficar não seria a minha prova de amor?
Exatamente isso!
Nunca fui convencida o suficiente de que o amor compensaria.
Na minha intensidade, eu amo intensamente. E isso dá gatilhos imensos.
Pessoas intensas se fodem intensamente!
O medo do desconhecido nos faz vacilar, bem verdade! Endosso, ratifico e assino embaixo!
Ao invés de brigar para ficar, eu brigo para sair. Fico encontrando motivos ou desmotivos para fugir dos meus sentimentos…
Sou muito mais racional quando não sinto.
Minha inteligência emocional tende a zero.
Achei que meu ciúme estava domesticado, não está!
Como diz Periclão, melhor eu ir…
Pode ser doidice, pode ter razão… mas como sou não consigo discernir. Melhor eu ir???
Ficar me causa dor, ansiedade e tira a minha paz!
Pra que gostar?
Dói de uma vez para não ficar doendo sempre.
E por aí me vou, me alimentando de efemeridades, já que o profundo me gera o prenúncio da dor…
Melhor eu ir, melhor não sentir, melhor mentir e reprimir o que deveria sentir.
Não sei, não posso, não sou rasa, mas preciso de pessoas rasas para não me aprofundar e me afundar…
E por aí vou fugindo, até encontrar alguém que me convença a ficar!
Descubra mais sobre Luciana Telles
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.