Mês: julho 2018

Histórias de Avós

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Hoje, dia 26 de julho, dia de Sant’Ana (Saluba Nanã) e comemora-se o Dia dos Avós. Quem não tem recordações carinhosas destas criaturas divinas enviadas por Deus?

Normalmente fazem parte da infância de todos, principalmente as avós, a quem carinhosamente chamamos de “Mãe com açúcar”… muito açúcar.

Os avós são parte importante do que nos tornamos, é nosso histórico, nosso alicerce e fundação. Particularmente sou muito grata a eles, que me fizeram o que sou hoje. Me orgulho do que eles foram e são na minha vida. Infelizmente, não estão mais neste plano, mas com certeza me acompanham com muito carinho onde quer que estejam.

Eu tive muita sorte, conheci 3 dos meus 4 avós. Para completar, passei minha infância num subúrbio do Rio de Janeiro.
As duas avós moravam na mesma rua tranquila do Cachambi. Eram cerca de 300 metros de distância de uma casa para outra. Apesar da pouca distância, eram dois mundos muito diferentes.

Por conta do nascimento prematuro da minha irmã, com apenas 5 meses e meio de gestação, quando eu tinha 3 anos, meus pais tiveram que se dedicar muito a ela nos 6 primeiros meses de vida. Durante esse tempo, eu praticamente morei na casa dos meus avós paternos, junto com minhas 2 tias. Lembro muito pouco desta época, mas com certeza esses meses morando na casa dos meus avós fortaleceram meus laços com eles e até eu chegar na faculdade, lá era meu porto seguro, meu segundo lar. Toda sexta eu ia para lá depois da escola e só voltava para casa no domingo depois do Fantástico. Nas férias meus pais nem me viam em casa e em greve de escola era a melhor coisa…

Meus avós paternos viviam numa chácara. Era um terreno enorme com várias árvores, pássaros e muita terra para brincar. Tive infância!

Corri, pulei, andei muito de bicicleta e obviamente ralei muito o joelho. (Absolutamente concordo com a música que diz que um joelho ralado doi bem menos que um coração partido, como dói menos!!!!).

Meus avós paternos eram de Aracaju, então tinha muita referencia nordestina na minha infância. Todo mês de julho, meu avô mandava fazer uma baita festa Julina no quintal. Passava a semana fazendo decoração com minhas tias, acompanhava os preparativos das comidas. Meu pai cortava árvore para lenha da fogueira. Era uma verdadeira festa! Vinha vizinhos, amigos e realmente é uma lembrança muito gostosa.

Quando eu tinha uns 7 anos, meu avô vendeu boa parte do terreno da casa para a construção de um condomínio da aeronáutica. Lembro que chorava muito gritando para os vizinhos todos escutarem: “Como eu ia ficar sem a minha terrinha…”

Meu avô, sensibilizado, mudou um pouco os termos do contrato e deixou um bom pedaço de terra, acho que uns 400 a 500m2 de quintal de terra. Fez meu pai e minhas tias encherem 10 latões (desses de tintas) de terra do quintal grande para que eu pudesse ter a “minha terrinha”. Avô…

Isaac Cotinhola – avô materno
Italiano de Sicília. Alto, forte, bonitão. Sempre pousava de galã nas poucas fotos que eu vi dele. Nem sei se consigo ter a imagem dele muito clara na minha mente. Era alfaiate. Muitos dizem que eu puxei muito da família dele. Principalmente a altura, já que meus pais têm 1,60m e eu tenho 1,71m. Ah, dizem que meu nariz também é de lá da Itália!

Se foi 5 anos antes de eu chegar por essas bandas. Na verdade, pouco sabia dele até bem pouco tempo atrás. Ele teve seus erros, muitos erros e talvez por isso nunca se falou muito dele.

Adhemar de Mattos Telles – avô paterno

Na varanda da casa dele com meus primos

Meu querido avô… Tanto carinho que eu ainda sinto por ele. Ele se foi em 1986, bem próximo da morte do Tancredo Neves. Eu tinha 9 anos. Lembro do dia que ele foi internado. Ele já sofria de Parkinson há muito tempo, já tinha mais de 80 anos. Um dia, no almoço de domingo ele chorou, chorou muito, disse que tinha dores… Eu lembro de ter saído da mesa e fui para a sala do piano com minhas bonecas de papel, chorar com elas. Era muito triste ver meu avô chorar. Naquele mesmo dia a ambulância veio buscá-lo… ele nunca mais voltou.

Nós éramos muito ligados, tão ligados que ninguém queria me contar do falecimento dele. Mas ele já tinha me contado num sonho. Lembro perfeitamente do sonho. Era uma roda, eu estava embaixo, ele em cima com um regador, regando umas margaridas, de repente ele caía, eu tentava chegar até ele para socorrer mas a roda rodava ao contrário, até que quando eu cheguei até ele, ele me disse que já tinha ido e que eu precisava ser forte. Eu não fui! Por questões emocionais por conta de sua morte, eu perdi 70% da minha visão. Deixei todo mundo louco. Não enxergava nada além de vultos. Passei a ser tratada na Cruz Vermelha 3 vezes por semana por 1 ano para conseguir recuperar.
Ao longo da minha vida, ele veio me visitar muitas vezes. Já não vem há uns 5 anos.

Ele era um homem nordestino, fez até a quarta série primária, mas era um matemático de mão cheia, fazia contas de cabeça que qualquer quantidade de algarismos e qualquer operação. Era auto-didata. Se formou na faculdade da vida. Aprendeu inglês e francês sozinho para montar a primeira empresa de refrigeração do RJ e importar seus insumos.

Veio com a cara e a coragem do nordeste, de carona, em pau-de-arara. Vendeu barbante na feira, era padeiro de noite, até juntar seu dinheirinho e trazer sua companheira. Logo depois montou a Telles e Cia, empresa que seus filhos trabalharam com ele até ele partir.

Formou seu irmão e seu cunhado (meu querido e amado tio avô Lourival) com seu trabalho para que eles pudessem galgar seus próprios voos.

Construiu um pequeno império. Tinha várias casas, mandou calçar as ruas de onde morava com sua influência. Era um maçon praticante e benfeitor. Doou parte de seus bens para seus irmãos necessitados.

Uma inspiração para mim! Em todos os aspectos: em seu caráter, seu modo de vida, seu carinho por mim e sua presença, mesmo depois de sua passagem…

Marina Maciel Telles – avó paterna

Ela era prima de meu avô. Tenho poucas recordações dela em sua essência. Ele teve Alzheimer desde quando eu era muito pequena. Lembro de seu cabelo de algodão, seus carinhos, sua mania de limpar a mesa com a mão, de dobrar papéis e de reclamar rsrsrsrs… Minha vó “Magra”…

A Vó Gorda e a Vó Magra

Ela se foi quando eu tinha 14 anos, em setembro, meses antes do meu aniversário de 15 anos… Foi estratégica a partida dela. Minhas tias passaram a vida cuidando dela e a passagem dela foi substituída pelos preparativos do meu aniversário de 15 anos.

Lembro que ela já estava muito debilitada e foi criado uma UTI na casa, na antiga sala do piano. Eu já não queria ir lá, não queria ver. Mas, a vizinha da minha outra avó era enfermeira e precisou que eu fosse lá entregar um remédio. Entrei na sala, ela estava dormindo. Dei um beijo na testa dela, ela acordou e me olhou. Fiquei 5 minutos e fui embora, quando me virei e olhei para ela, saíram lágrimas dos olhos dela, ela usava máscara de oxigênio. Nunca me esquecerei da nossa despedida, silenciosa, profunda e absolutamente inesquecível…

No dia seguinte de manhã quando o telefone tocou, eu já sabia da notícia antes de atender o telefone.

Maria Gonçalves Cotinhola – avó materna

Dona Maria! Orgulho!!!! Mulher forte, guerreira, empreendedora, trabalhadora, corajosa.

Portuguesa de Tras dos Montes, chegou bebê no Brasil, óbvio que nem sotaque tinha, mas seus hábitos e jeitinho eram todos portugueses. Passei minha infância toda escutando Roberto Leal rsrsrsrs… Mas, quem ela gostava mesmo era do Roberto Carlos… e do Silvio Santos…

Nunca deixou ninguém ver Globo na casa dela! Era só SBT!

Criou os 3 filhos sozinha boa parte da vida. Trabalhou até o último dia de sua vida. Adorava trabalhar. Não conseguia ficar parada. Mesmo com suas perninhas arcadas, sua dificuldade de locomoção…

A recordação de infância que tenho de minha Vó “Gorda” era que sempre tinha MUITA comida na casa dela. A gente explodindo de gordura e ela empurrava comida na gente dizendo que a gente estava magrinho… Aquela vitamina de abacate num copo interminavelmente grande…

Fumava… Amava ter cachorro grande, sempre tinha. Lembro como ela ficou triste quando se mudou para um apartamento e não pode mais ter. Era tão forte… Batia bolo na mão, costurava, cozinhava, conversava, vendia (que vendedora!!!). Ia para São Paulo nas madrugadas da vida e trazia roupas para vender. Como eu usei conjunto Adidas Azul Marinho que ela comprava para mim. Ia muito com minha tia atender as clientes dela espalhadas pelo RJ todo. Vivia de Bobs no cabelo, batom e muito talco.

Um dia ela resolveu parar de fumar, era certo encontrá-la chupando um pau de canela o dia todo… Era engraçado. Pelo menos funcionou! Depois de algum tempo ela parou com a canela.

A gente podia chegar de surpresa, de dia, de noite, de madrugada… Quase que imediatamente ela aparecia com um prato de vidro marrom com “bife de casquinha”, batata frita e arroz soltinho feito na hora. Ninguém faz batata frita como ela fazia. E a rapidez de cortar a batata???? Se um dia criassem um concurso de fazer batata frita, não ia ter para ninguém!

Natal era sempre na casa dela. Casa portuguesa com certeza. Muita fartura e obviamente especial de Roberto Carlos na TV.

A Última foto com ela!

Adorava suas gargalhadas. Seus olhos esverdeados. E seu jeito único de me chamar: Luzinha…

Quando casei, vim morar no mesmo prédio que ela, aliás, no apartamento que ela deu para minha mãe… Eu nunca soube cozinhar, ela que me salvava, sempre!!!! E quando meus filhos nasceram???? Minha eterna gratidão!!!! Era ela quem os alimentava, sem dúvida. Era o prazer dela, dar o que comer rsrsrsrs

Parte do brilho dela se apagou quando meu tio se foi… Por mais uma dessas coincidências da vida, ele se foi 2 meses antes do Yan, meu filho, nascer. Acho que isso que a manteve de pé. Ocupou a mente dela. Eu precisava muito dela!!!!]

Em abril de 2015 eu morava em Recife, mas vim ao Rio para 5 dias a trabalho, passei esses dias na casa dela. No último dia, já estava na porta e voltei, no meu fundo sabia que era a última vez que a veria. Voltei e tirei a ultima foto com ela. Guardo essa foto com muito carinho. Ela reclamou porque estava feia.

21 de julho de 2015 ela se foi… Foi a primeira vez que entrei num cemitério, tinha que me despedir dela… Tive que vir no primeiro voo de Recife para cá.

Ainda sinto o seu cheiro. Ela não era de fazer muito carinho físico, mas minha alma era absolutamente acarinhada por seu amor e zelo.

Saudade! Como dói!!!!

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É isso… Minha base… Foram eles que me ajudaram a chegar até aqui… Eles que me abençoaram sempre.

Bença Vôs, Bença Vós!

Sinto MUITO a falta destas luzes na minha vida!

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Apenas para Escrever…

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Eu queria e precisava tanto escrever hoje, mas sabe quando a gente tem tanto assunto, tanto assunto, que fica meio complicado de organizar a mente para colocar numa lógica que faça sentido. Talvez esse texto, escrito com o que vem a minha mente desordenadamente, no fim, não faça sentido algum. Mas, vocês que são fofos, que elogiam algumas linhas mal traçadas desta humilde pessoa que vos escreve, vão entender que hoje eu preciso escrever…

As minhas últimas semanas estão sendo com muitas notícias, algumas muito boas, outras apenas ruins. Uma muito boa é que marquei minhas férias… Pronto, vou falar um pouco sobre isso…

Em fevereiro tava mal. Tinha acabado um relacionamento que criei na minha cabeça e que na verdade nunca existiu. Melhor. O relacionamento existiu, a pessoa que na verdade não era absolutamente aquilo que eu tinha idealizado. Era tipo 2 em 1. Aquarianos são complicados, sempre! Mas esse além de aquariano, devia ter ascendente em gêmeos. Ele tinha múltiplas personalidades, conseguia afirmar e negar uma mesma coisa numa mesma frase. Era complexo demais. Mas, eu não via nada disso. Definitivamente não.

Enfim, quando o término aconteceu, próximo do carnaval, fiquei meio atordoada com tudo. Acho que foi neste momento que caiu minha ficha que estava de fato separada, apesar da minha separação ter ocorrido bemmmm antes dele aparecer na minha vida. Logo depois veio meu aniversário, data que eu tenho PAVOR!!!!!!! Odeio de verdade!!!!!!!!

Uma semana depois do meu aniversário, ainda em março, fui levar meu filho para o primeiro dia dele de faculdade e fiquei lanchando com minha best friend no shopping onde o campus fica. Mas, a gente mesmo estando com amigos, tem aquela velha mania feia de ficar checando celular (e eu sou meio viciada mesmo!). Neste momento chegou uma super promoção com a minha viagem dos sonhos (Roma e Paris) via Hotel Urbano… Pirei quando vi! E lamentei em voz alta: “Puta que Pariu, eu queria ter coragem de ir viajar sozinha, olha o preço disso!”. Neste momento que a gente vê quem é amigo. Ela virou para mim e disse: “Então, vamos!”. Em menos de 5 minutos que eu tinha visto o email, lá estávamos nós com cartão passado e compra efetuada para nossa viagem dos sonhos. Data? Ah… esse é o mistério da fé…

Quem já comprou Hotel Urbano, já conhece, mas quem não conhece vou explicar: Você compra um pacote que normalmente inclui passagem e hospedagem por um preço super mais barato. Após a confirmação do pagamento, que pode ser parcelado geralmente em 12 vezes, você recebe um email com o período que aquela promoção é válida e escolhe 3 datas para sua viagem dentro deste range. Após isso, senta e espera. Explode de ansiedade como eu. Eles têm até 45 dias antes da sua primeira data escolhida para confirmar a data que você irá viajar.

Bom, a boa notícia é que esta semana a minha data foi confirmada. Já marquei minhas férias e agora estou na contagem regressiva. É bom para ocupar minha cabeça. (tô aceitando dicas de roteiros nas cidades!!!)

Há uns 5 meses começou a nascer (sim, eu mudei de assunto!) um carocinho nas minhas costas… Eu ODEIO médicos. Quando eu vou a um é porque to morrendo, se for por conta própria então, é melhor já encomendar o caixão. Tento de tudo, ainda mais que já sou meio bruxa mesmo… Para piorar, essa porra começou a crescer desenfreadamente com uma forte dor, ele tinha uma parte externa, que era do tamanho de uma amêndoa e uma parte interna do tamanho de uma azeitona grande, que fica empurrando minha coluna. Chegou ao ponto que eu não estava mais conseguindo fazer abdominal de tanta dor. Aí não tive opção.

Quando eu cheguei no consultório, a médica disse que era caso para cirurgião, que não dava para fazer sem ser em centro cirúrgico. Já imaginei ali como queria meu enterro…

No desespero, entrei em contato com quem não devia. Sim… aquele que eu namorei no início do ano, que acabei de mencionar. (agora vocês percebem que o texto pode estar fazendo algum sentido!) Ele teve praticamente a mesma coisa e a médica dele tirou no consultório. Não foi desculpa furada, precisava só do contato da médica mesmo! Tanto que mandei um email super formal solicitando o contato da médica. Ele, em menos de 5 minutos, apareceu no meu zap para me dar o contato da médica (e reclamar da formalidade do email, que parecia ter sido enviada para o meu chefe, segundo ele). Marquei e a partir daí ele todo dia puxava algum tipo de assunto. 15 dias depois aconteceu algo que eu realmente não esperava e que talvez seja a razão pela qual eu esteja escrevendo freneticamente…

Me deu muita vontade de escrever sobre o caráter humano, sobre a ambiguidade das personalidades, em como eu me sinto enojada com certos comportamentos masculinos ou decepcionada com o que as pessoas se mostram… as máscaras caem.

Em linhas gerais, eu li, de uma pessoa a quem imaginava dar uma “amor daqueles de cinema” que ele só queria me comer, para aproveitar a “química” que existia entre nós… Sim, assim! Num português de botequim!!!!

Eu poderia ter xingado, bloqueado, mandado para a merda. Mas, como sou phynna, respondi que eu nunca seria capaz de usá-lo unicamente para minha satisfação sexual. Completei dizendo que a “química” é uma união de componentes, quando um falta, compromete a fórmula e o resultado.

Interessante que depois disso ele me bloqueou uns 2 dias depois, no caso, ontem!

Se fiquei mal por ele ter me bloqueado? Não! Me senti liberta! Finalmente consegui entender tudo. Realmente ele é e sempre foi essa pessoa que se apresentou na quinta. Aquela lá do início do ano foi um personagem criado a partir de um briefing soprado errado.

O caroço? Já tentei tirar 3 vezes. Sempre fico encagaçada, mando mensagem de despedida para todos os meus amigos (porque acho que vou morrer de choque anafilático). Chego no consultório e não consigo tirar porque “ainda tá muito duro. Continue o antibiótico e volte em 15 dias.” Mas, acho que essa semana eu resolvi. Pelo menos acabou a dor. Apelei para os pretos velhos, fui tomar um super passe e saí de lá sem dor e com o caroço quase desaparecido.

Bom, acho que era isso…

Ademais, passo bem!

PS: Se vc está lendo um texto meu pela primeira vez, começou pelo texto errado. Volte duas casas!!!!!
Tem coisa muito mais legal! Pode acreditar! Vai na aba índice e escolhe um lá!

Minha Experiência em Apps de Namoro / Relacionamento – Parte 2

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Desisto! Só tem gente doida nesse negócio.

É oficial: a pessoa para entrar nesses apps tem que sofrer de alguma deficiência psiquica. Eu inclusive!

Então vamos retomar o histórico. Em março eu escrevi o texto Minha Experiência com Apps de Namoro/Relacionamento – Parte 1. De lá para cá, continuei enveredando por essa áfrica chamada Busca pelo Amor. Já adianto que até agora continuo na MERDA. rsrsrsrs

Com certeza estou procurando no lugar errado. Primeiro que o que eu realmente quero (ou quem!), não está ali. Segundo, usando a premissa que preciso esquecer um alguém com outro alguém, não é nesse antro de loucura que vou achar, não é mesmo?

Sim, ainda não esqueci… Mas um dia isso passa, tem que passar, não é mesmo? Inclusive essa semana fui perguntada sobre se acredito no amor. Ultimamente minha resposta é NÃO (Definitivamente NÃO). Queria voltar a acreditar, o curioso que quem me perguntou foi justamente a pessoa que me fez desacreditar…

Voltemos ao app… Hoje tenho somente 3 aplicativos instalados: Tinder, Happn e um novo que estou testando, o OKCupid.

Essa semana no OKCupid aconteceu uma situação no mínimo inusitada. É sabido que nesses apps tem de tudo. Homem casado, casal, bi, tri e hexassexual… Pois é… Abro pouco esse app porque ele é novo e tem pouca gente nele. Quando abri no sábado vi um rosto familiar, um ex-colega de trabalho com sua esposa com FOTO EXPOSTA, buscando mulheres para menage a trois. Gente, cada um tem suas preferências, ok… Mas, a forma como ele se expôs me deixou de cara. Ele é professor universitário. Enfim, cada um com seu cada um. Isso foi apenas um desabafo… Não tenho nada a ver com isso, mas que fiquei chocada, fiquei! Não vou mentir!

Uma das coisas que mais me faz pensar em desistir de aplicativos é a abordagem. Sempre igual! As pessoas não têm criatividade, não diversificam. É sempre o cansativo. Oi / tudo bem / fala de onde. Cansada disso!

Bom, de março para cá, conheci pessoalmente mais 6 pessoas pelos apps (além dos que já havia conhecido e mencionado no post anterior). Mas, por outro lado a lista de matches é extensa com mais de 300 nos 3 aplicativos. Ou seja, a assertividade destes matches está baixíssima! Diria quase nula, a partir das derrotas que têm me aparecido.

Teve um que soube que eu ia num show e se encontrou comigo lá… Pessoa estranha. Ou de repente era eu que não estava na vibe naquele momento que aconteceu. Tinha 1 semana que tinha terminado um relacionamento. Marcamos de nos ver de novo, mas nunca mais aconteceu.

Quando me achei mais preparada para conhecer as pessoas, tive dois encontros super interessantes no sentido da ambiguidade. Pessoas que tive um entrosamento perfeito nas conversas, que tive muita vontade de conhecer e que não rolou química no encontro. Um deles pelo menos se transformou em amizade. O outro, melhor esquecer mesmo!

Conheci dois que não dei match, mas me acharam no instagram… Pessoas legais, mas saca quando não dá. Ás vezes penso que estou exigente demais, às vezes penso que estou presa demais no passado.

Finalmente chegamos ao mais doido dos doidos… A princípio, um super match! Era alto, super alto(!!!!) Bonito… Todos os meus requisitos estavam contemplados, except… Ele não era de muita conversa, dizia que não tinha paciência para papos intermináveis. Marcamos com uma semana de papo. Porém ele estava estranho, tinha misturado duas medicações e estava doidão. Me pediu desculpas. Foi legal, apesar de tudo. Marcamos outro dia. E outro… Mais outro… Saímos por cerca de 45 dias. Tudo indo bem, até que ele começou a dar uns pitis estranhos de coisas nada a ver, era meio surtado. Um certo dia, falei algo que ele não entendeu, uma bobagem e ele descarregou uma metralhadora em cima de mim… Me ofendeu e disse que quem avança sinal (semáforo mesmo, antes que se pense que é outra coisa) é mau caráter. DO NADA! Quem leu a conversa no meu celular o considera como louco nivel hard.

Só para esclarecimentos: Sim, eu a noite não paro em sinais… Moro no Rio de Janeiro… Não vou ficar às 22h esperando o sinal abrir e o ladrão me achar paradinha lá… Fala sério. Daí a eu ser Mau caráter!? Agora toda vez que eu avanço sinal eu penso que sou mau caráter. rsrsrsrs

Gente, socorrrooooooooo

Preciso realmente estancar essa sangria. Não tenho paciência para esses apps mais. Quero sair desse limbo… Quero voltar a acreditar no amor. Sinceramente, tá difícil…

Só consigo cantar:

Destino, por que fazes assim?
Tenha pena de mim,
Veja bem, não mereço sofrer!
Quero apenas um dia poder
Viver num mar de felicidade,
Com alguém que me ame de verdade!

Hello, Destino!!!

Dá uma forcinha aí… Manda o cara. Mas, se for doido, tem pena da pessoa aqui, que já está quase montando um hospital psiquiátrica para se resolver afetivamente.

Assinado;

Euzinha

Se Alguém Lhe Fizer Feliz, Revide!

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Esta semana li essa frase em algum lugar. Mexeu tantas coisas dentro de mim e eu nem sabia que talvez fosse, mais uma vez, a linguagem dos sinais agindo em minha vida, para me mostrar algo que logo faria mais sentido para mim.

A linguagem dos sinais é algo muito presente em minha vida, já escrevi até sobre isso no texto Você está atento aos sinais?. Tão presente que às vezes me surpreendo o quanto certas mensagens chegam até mim tão efetivamente.

Há alguns meses, estava super envolvida com uma pessoa. Um certo dia, ao lhe dizer que o amava, fui surpreendida com uma resposta um tanto quanto estranha aos meus ouvidos.

Eu sei que você me ama e lhe sou grato por isso.

A primeira coisa que pensei foi: como assim grato?

Entendo que gratidão talvez seja algo que não possamos retribuir. Conceitualmente para mim, aquilo me chocou muito.

Eu sou grata a Deus pela minha vida, nunca vou conseguir retribuir a Deus…

Para mim é assim. Sou grata a tudo e a todos enquanto eu não posso retribuir o que fazem por mim, tão logo possa, ajo em retribuição.

Então, quando li essa outra frase Se Alguém lhe fizer feliz, revide!, reviveu um pouco do que senti. Ele estava grato, mas não revidou.

Em geral, não revidamos aquilo que nos faz bem. Revidamos somente quanto nos fazem mal. Mas não seria esse o ciclo vicioso que destrói as relações e compromete a habilidade de sermos felizes?

Esse ano de 2018 não tem sido nada fácil para mim, tenho lidado com muitos acúmulos emocionais e isso não tem sido nada fácil, tendo fraquejado e cedido à crise de ansiedade há pouco tempo. Tenho me recuperado bem, adoro a metáfora da borboleta no casulo, estou saindo de vários casulos esse ano.

E hoje mais uma vez senti o baque de mais uma mudança. Mais uma entre as milhares que estão ocorrendo esse ano comigo. Mas o lema é deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

Depois de 18 anos, meu filho resolveu sair de casa. Foi morar com a avó. Foi de repente, sem eu esperar, simplesmente falou e se foi.

Será que eu não revidei o suficiente para ele a felicidade? Será que foi ele que não? Ou talvez seja a vida me revidando a mensagem de que eu já cumpri o meu papel, que criamos os filhos para o mundo, que cada um traça seu destino. Que isso não tem a ver com fracasso…

Meu coração dói. Dói como mãe, mas eu sempre me repeti que até ele completar 18 anos e estar na faculdade, não entregaria ele a ninguém. Ele está indo no segundo período de faculdade e já com um curso técnico na mão.

Mas será que ele não entendeu o meu amor? Ou essa é a forma dele revidar o amor que dediquei sozinha tantos anos?

Se foi, não sei se para voar ou aterrissar. Mas se foi. O quarto já está vazio. Já estava planejado, eu que não sabia de nada.

Minha sensação é que tem algo sórdido atrás disso, mas o que eu posso fazer é só rezar. Rezar para que ele não esteja sendo enganado e que ele continue no caminho para ele determinado. Ou talvez ele esteja indo revidar algo que eu não pude dar. Será que eu não o estava fazendo feliz?

O peito dói.

Acordei de sobressalto e lembrei que os caminhos deles já não são mais os meus. A vida revida sinais.

A frase toma mais sentido num complemento digno do misto de sensações que tenho hoje… não seja grato, aja em retribuição, seja revidando amor ou reciclando os sentimentos ruins e transformando-os em amor.

Se alguém lhe fizer feliz, revide!

Se alguém lhe fizer triste, recicle!