Mês: julho 2018

Minha Experiência em Apps de Namoro / Relacionamento – Parte 2

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Desisto! Só tem gente doida nesse negócio.

É oficial: a pessoa para entrar nesses apps tem que sofrer de alguma deficiência psiquica. Eu inclusive!

Então vamos retomar o histórico. Em março eu escrevi o texto Minha Experiência com Apps de Namoro/Relacionamento – Parte 1. De lá para cá, continuei enveredando por essa áfrica chamada Busca pelo Amor. Já adianto que até agora continuo na MERDA. rsrsrsrs

Com certeza estou procurando no lugar errado. Primeiro que o que eu realmente quero (ou quem!), não está ali. Segundo, usando a premissa que preciso esquecer um alguém com outro alguém, não é nesse antro de loucura que vou achar, não é mesmo?

Sim, ainda não esqueci… Mas um dia isso passa, tem que passar, não é mesmo? Inclusive essa semana fui perguntada sobre se acredito no amor. Ultimamente minha resposta é NÃO (Definitivamente NÃO). Queria voltar a acreditar, o curioso que quem me perguntou foi justamente a pessoa que me fez desacreditar…

Voltemos ao app… Hoje tenho somente 3 aplicativos instalados: Tinder, Happn e um novo que estou testando, o OKCupid.

Essa semana no OKCupid aconteceu uma situação no mínimo inusitada. É sabido que nesses apps tem de tudo. Homem casado, casal, bi, tri e hexassexual… Pois é… Abro pouco esse app porque ele é novo e tem pouca gente nele. Quando abri no sábado vi um rosto familiar, um ex-colega de trabalho com sua esposa com FOTO EXPOSTA, buscando mulheres para menage a trois. Gente, cada um tem suas preferências, ok… Mas, a forma como ele se expôs me deixou de cara. Ele é professor universitário. Enfim, cada um com seu cada um. Isso foi apenas um desabafo… Não tenho nada a ver com isso, mas que fiquei chocada, fiquei! Não vou mentir!

Uma das coisas que mais me faz pensar em desistir de aplicativos é a abordagem. Sempre igual! As pessoas não têm criatividade, não diversificam. É sempre o cansativo. Oi / tudo bem / fala de onde. Cansada disso!

Bom, de março para cá, conheci pessoalmente mais 6 pessoas pelos apps (além dos que já havia conhecido e mencionado no post anterior). Mas, por outro lado a lista de matches é extensa com mais de 300 nos 3 aplicativos. Ou seja, a assertividade destes matches está baixíssima! Diria quase nula, a partir das derrotas que têm me aparecido.

Teve um que soube que eu ia num show e se encontrou comigo lá… Pessoa estranha. Ou de repente era eu que não estava na vibe naquele momento que aconteceu. Tinha 1 semana que tinha terminado um relacionamento. Marcamos de nos ver de novo, mas nunca mais aconteceu.

Quando me achei mais preparada para conhecer as pessoas, tive dois encontros super interessantes no sentido da ambiguidade. Pessoas que tive um entrosamento perfeito nas conversas, que tive muita vontade de conhecer e que não rolou química no encontro. Um deles pelo menos se transformou em amizade. O outro, melhor esquecer mesmo!

Conheci dois que não dei match, mas me acharam no instagram… Pessoas legais, mas saca quando não dá. Ás vezes penso que estou exigente demais, às vezes penso que estou presa demais no passado.

Finalmente chegamos ao mais doido dos doidos… A princípio, um super match! Era alto, super alto(!!!!) Bonito… Todos os meus requisitos estavam contemplados, except… Ele não era de muita conversa, dizia que não tinha paciência para papos intermináveis. Marcamos com uma semana de papo. Porém ele estava estranho, tinha misturado duas medicações e estava doidão. Me pediu desculpas. Foi legal, apesar de tudo. Marcamos outro dia. E outro… Mais outro… Saímos por cerca de 45 dias. Tudo indo bem, até que ele começou a dar uns pitis estranhos de coisas nada a ver, era meio surtado. Um certo dia, falei algo que ele não entendeu, uma bobagem e ele descarregou uma metralhadora em cima de mim… Me ofendeu e disse que quem avança sinal (semáforo mesmo, antes que se pense que é outra coisa) é mau caráter. DO NADA! Quem leu a conversa no meu celular o considera como louco nivel hard.

Só para esclarecimentos: Sim, eu a noite não paro em sinais… Moro no Rio de Janeiro… Não vou ficar às 22h esperando o sinal abrir e o ladrão me achar paradinha lá… Fala sério. Daí a eu ser Mau caráter!? Agora toda vez que eu avanço sinal eu penso que sou mau caráter. rsrsrsrs

Gente, socorrrooooooooo

Preciso realmente estancar essa sangria. Não tenho paciência para esses apps mais. Quero sair desse limbo… Quero voltar a acreditar no amor. Sinceramente, tá difícil…

Só consigo cantar:

Destino, por que fazes assim?
Tenha pena de mim,
Veja bem, não mereço sofrer!
Quero apenas um dia poder
Viver num mar de felicidade,
Com alguém que me ame de verdade!

Hello, Destino!!!

Dá uma forcinha aí… Manda o cara. Mas, se for doido, tem pena da pessoa aqui, que já está quase montando um hospital psiquiátrica para se resolver afetivamente.

Assinado;

Euzinha

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Se Alguém Lhe Fizer Feliz, Revide!

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Esta semana li essa frase em algum lugar. Mexeu tantas coisas dentro de mim e eu nem sabia que talvez fosse mais uma vez a linguagem dos sinais agindo em minha vida para me mostrar algo que logo faria mais sentido para mim.

A linguagem dos sinais é algo muito presente em minha vida, já escrevi até sobre isso no texto Você está atento aos sinais?. Tão presente que às vezes me surpreendo o quanto certas mensagens chegam até mim tão efetivamente.

Há alguns meses atrás, estava super envolvida com uma pessoa. Um certo dia, ao lhe dizer que o amava, fui surpreendida com uma resposta um tanto quanto estranha aos meus ouvidos.

Eu sei que você me ama e lhe sou grato por isso.

A primeira coisa que pensei foi: como assim grato?

Entendo que gratidão talvez seja algo que não possamos retribuir. Conceitualmente para mim aquilo me chocou muito.

Eu sou grata a Deus pela minha vida, nunca vou conseguir retribuir a Deus…

Para mim é assim. Sou grata a tudo e a todos enquanto eu não posso retribuir o que fazem por mim, tão logo possa, ajo em retribuição.

Então, quando li essa outra frase Se Alguém lhe fizer feliz, revide!, reviveu um pouco do que senti. Ele estava grato, mas não revidou.

Em geral, não revidamos aquilo que nos faz bem. Revidamos somente quanto nos fazem mal. Mas não seria esse o ciclo vicioso que destrói as relações e compromete a habilidade de sermos felizes?

Esse ano de 2018 não tem sido nada fácil para mim, tenho lidado com muitos acúmulos emocionais e isso não tem sido nada fácil, tendo fraquejado e cedido à crise de ansiedade há pouco tempo. Tenho me recuperado bem, adoro a metáfora da borboleta no casulo, estou saindo de vários casulos esse ano.

E hoje mais uma vez senti o baque de mais uma mudança. Mais uma entre as milhares que estão ocorrendo esse ano comigo. Mas o lema é deixa a vida me levar. Vida, leva eu!

Depois de 18 anos, meu filho resolveu sair de casa. Foi morar com a avó. Foi de repente, sem eu esperar, simplesmente falou e se foi.

Será que eu não revidei o suficiente para ele a felicidade? Será que foi ele que não? Ou talvez seja a vida me revidando a mensagem de que eu já cumpri o meu papel, que criamos os filhos para o mundo, que cada um traça seu destino. Que isso não tem a ver com fracasso…

Meu coração dói. Dói como mãe, mas eu sempre me repeti que até ele completar 18 anos e estar na faculdade, não entregaria ele a ninguém. Ele está indo no segundo período de faculdade e já com um curso técnico na mão.

Mas será que ele não entendeu o meu amor? Ou essa é a forma dele revidar o amor que dediquei sozinha tantos anos?

Se foi, não sei se para voar ou aterrissar. Mas se foi. O quarto já está vazio. Já estava planejado, eu que não sabia de nada.

Minha sensação é que tem algo sórdido atrás disso, mas o que eu posso fazer é só rezar. Rezar para que ele não esteja sendo enganado e que ele continue no caminho para ele determinado. Ou talvez ele esteja indo revidar algo que eu não pude dar. Será que eu não o estava fazendo feliz?

O peito dói.

Acordei de sobressalto e lembrei que os caminhos deles já não são mais os meus. A vida revida sinais.

A frase toma mais sentido num complemento digno do misto de sensações que tenho hoje… não seja grato, aja em retribuição, seja revidando amor ou reciclando os sentimentos ruins e transformando-os em amor.

Se alguém lhe fizer feliz, revide!

Se alguém lhe fizer triste, recicle!