Mês: abril 2017

Desconstruindo o Amor em 10 passos

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Recentemente uma amiga muito querida foi pega de surpresa com o pedido de separação de seu companheiro.  As razões menos óbvias possíveis, o inesperado pedido de desconexão abruptamente teve que assumir a rotina.

O relacionamento foi acontecendo… tímido e constante.  Há cerca de 1 ano e meio atrás.  Subitamente, através de uma gravidez não planejada, o amor floresceu…

Foi intenso, como a vida tem que ser.

Então, num certo dia a conversa é: “Acho melhor a gente dar um  tempo para o nosso bem.”

Bem de quem, meu amor???? Decisão unilateral não significa querer o bem da outra pessoa.  Isso em gestão tem outro nome, autoritarismo!  Cada  um seguir seu caminho…  Até parece que o amor é uma tomadinha que a gente desliga né…

Ok…  Isso é ruim…  Mas tem coisa pior:  Quando a criatura excede todos os limites dando esse recado através de um Cosplay imaginário de Mestre dos Magos…  Simplesmente Some!!!!!!  Sabe aquela parada adolescente de querer deixar cair no esquecimento para não precisar assumir suas decisões… POZÉ!!!!

E todas as mensagens, juras, promessas????  Onde foi parar o amor????  Nada acaba de repente. Ou tudo foi mentira?

Relaxa, amore!  Homens só chegam ao amadurecimento pleno aos 50 anos.  Muitas vezes, são felizes nas suas infelicidades e preferem suas “Miserables Lives” do que arriscar a mudança, mergulhar no amor.

Mas, e aí?  Como fica o lado que não decidiu…. Na impossibilidade de desligar a tomada do amor e obviamente na necessidade de não abrir mão do amor mais verdadeiro, o amor próprio, faz como para aceitar e arrancar esse sentimento do peito?

Ah… Quem nunca sofreu por amor que atire a primeira pedra, melhor seria atirar uma flor…

O amor precisa ser desconstruído…  Na marra, na tora, na força e no fórceps.  But how?

  1. Antes de qualquer coisa.  Arrependa-se por ter feito, arrepender-se por não ter tentando traz uma culpa enorme.  O orgulho é que afasta as pessoas, não é a distancia.  Então, antes de iniciar a desconstrução, que já adianto, será dolorosa, exponha-se uma última vez.  Sim!  Não é vergonha nenhuma dizer o que ainda sente.  Foda-se a reciprocidade. Diga o que sente de verdade.  Sem rodeios, sem floreios e sem desespero.  Sede firme e entenda que há uma tênue linha de limite entre a exposição necessária e a humilhação.  Portanto, não perca o equilíbrio para não ir para o lado errado.
  2. Obviamente se o passo anterior não tiver surtido efeito, você estará seguindo adiante…  O segundo passo é dar um tempo para si.  Recicle-se.  Enlute-se.  É importante esse luto para o auto-conhecimento.  Sofra, chore, grite, veja filmes de drama e escute músicas de sofrência. Só não encha a cara…  Isso realmente não resolve.  Só te fará se tornar a vitima da situação.  Assuma-se como protagonista da sua vida.  Protagonistas vitimizadas não dão IBOPE.  Protagonistas não se permitem o papel de coadjuvante em sua própria existência. Sofrer faz parte! Mas, faça isso somente por até 4 semanas.  Por que 4 semanas?  Simples, a TPM.  Você irá perceber que sofrer por amor é opção, por menstruação não.  Muito melhor quando quem tem as rédeas é você, não?
  3. Distraia sua cabeça.  Saia, passeie, faça turismo, viaje, vá dançar, faça uma academia.  Libere endorfina.
  4. Mude…  A mudança interior é complicada pacas.  Tome um atalho e comece pelo exterior mesmo.  O amor próprio tem que ser cultivado.  Pessoas felizes são mais amadas. Exalam energias positivas e atraem atenção… e mais amor.  Positivize-se!
  5. Se houver oportunidade, ame muito.  Experimente-se. A vida não acaba com o fim de um amor.  Pode ser a força do destino liberando seu caminho para um amor ainda maior. Vale até perfil no Tinder, ParPerfeito, Match e etc…  Conheça gente!
  6. Se ainda houver necessidade de contatos com o ex-amor, veja se essa relação é saudável para você.  Se for para ficar sofrendo a cada vez que o vir, é melhor se afastar de vez.  Apague os vestígios deste amor.  Não leia mensagens antigas.  Não se encontre, não o veja…  Se necessário, bloqueie nas redes sociais.  Não ver faz cair no esquecimento.  Ok que às vezes não cai tão rápido assim.  Mas, garanto.  Na vida tudo passa.
  7. Veja filmes alegres, leia, faça atividades ao ar livre, ande de bicicleta, de barco e de avião.
  8. Ocupe sua mente com algo importante.  Comece um curso, um novo hobby, um livro, uma meditação.  Ou até mesmo enfie a cabeça no trabalho…  Só tente não pensar.
  9. Nada tá funcionando!? Tá na hora de atitudes desesperadas no estilo adolescente.  Faça uma lista de defeitos do dito cujo.  Repita-se milhões de vezes como um mantra: ELE NÃO ME MERECE. Repita até que seu cérebro incorpore e torne esse pensamento num axioma.  Numa atitude mais desesperada ainda, resignifique seu ex-amor.  Odeie com toda a força todos os seus defeitos, faça com que só eles apareçam.  É escroto isso!  Temos que odiar para matar um amor!  Mas, estamos falando de resguardar o mais puro dos amores: o amor próprio.  Então estaremos perdoados.
  10. Reinvente-se…  Faça um reset de si.  Desconstrua e se reconstrua muito melhor.  Sofrimento é que faz a gente endurecer a carne e nos preparar para as porradas da vida. Pode até demorar, mas um dia vai passar…  A borboleta sofre no casulo para se transmutar numa beleza estonteante e VOAR!  Faça a sua metamorfose, liberte-se!

 

 

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Devaneios de Planos Interrompidos

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Há um pensamento muito certo: “Se a coisa está estável há muito tempo, é melhor se preparar. Vem merda aí! Se, ao contrário, há muito tempo dando tudo errado, certamente o tempo está para virar.”

Na verdade, isso significa que tudo está tudo sempre uma merda, certo?

Impressionante como o mundo adulto é complicado. Vivemos em busca da necessidade de sobrevivência que nunca sabemos onde ou quando termina…

Tudo muda tanto quanto não gostaríamos que acontecesse. Um dia está tudo bem, você tem tudo sob controle e de repente, sem sua interferência ou querência, tudo muda.

Pior! Quando tudo muda e você não sabe o porquê. Fica imaginando milhões de coisas, o que fez de certo ou errado para que aquilo acontecesse.

Normalmente essas mudanças estão relacionadas à grandes decepções. O orgulho acaba afastando mais ainda e a distância entre duas situações, outrora tão bem enredadas, se torna um hiato de dúvidas, questionamentos e decepções.

E de decepção em decepção vamos vivendo a vida… O que não nos mata, nos torna mais forte. (Será?)

Adianta seguir regras, conselhos e manuais para não se decepcionar?

Poxa… Quisera pudesse ser verdade. Mais vontade que eu tive de que as coisas não estivessem assim… Tinha planos… Sair de cena é a resposta mais assertiva quando as ações já não aquietam o coração, suas atitudes tornam-se mal interpretadas e tem claramente um força maior em sentindo oposto alterando a vertente de seu querer.

Apesar de não haver regras, o mínimo que esperamos é preocupação, atenção e reciprocidade. Eita… Será que errei em algo? Ou será que minhas expectativas superaram a tangibilidade do que é o racional? Se afasta do que te faz mal… Desde que esse mal não lhe queira bem. E se não lhe fizer mal, sim o bem?

Revisito minhas lembranças, mensagens secretas e guardadas no meu íntimo, não consigo achar respostas. Não consigo superar.

Troco a senha da caixa de expectativas, quem sabe não a esqueço. Quem sabe não deixo o certo, que a vida me leve e me mostre o caminho a ser tomado. O tempo urge. Planejamentos frios e calculistas não estão fora de moda. Nem as unhas roídas para amenizar a ansiedade… Opa, sou ansiosa, não louca!

Tanto quis voltar. To aqui! E aí? O que eu esperava ainda não encontrei, meu tempo é finito. Meus planos refeitos e com remendos me levam a um sarrafo muito mais baixo que imaginei.

Tempo, tempo, tempo… it’s all about time.